{"id":10021,"date":"2017-04-19T09:16:40","date_gmt":"2017-04-19T13:16:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=10021"},"modified":"2017-04-19T09:16:40","modified_gmt":"2017-04-19T13:16:40","slug":"dia-do-indio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/04\/19\/dia-do-indio\/","title":{"rendered":"DIA DO \u00cdNDIO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"10022\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/04\/19\/dia-do-indio\/indio-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?fit=750%2C562\" data-orig-size=\"750,562\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"indio\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?fit=300%2C225\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?fit=600%2C450\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?resize=600%2C450\" alt=\"indio\" width=\"600\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-10022\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?w=750 750w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/indio.jpg?resize=400%2C300 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Os estere\u00f3tipos negativos que se constroem acerca do \u00edndio: \u201cvagabundo\u201d, \u201cpregui\u00e7oso\u201d<!--more--><\/p>\n<p>No Di\u00e1rio da Manh\u00e3<\/p>\n<p>Ao se enfocar a quest\u00e3o do \u00edndio no Brasil em geral, ou em qualquer outro recanto em nosso imenso pa\u00eds, sempre se encontrar\u00e1 desvios ret\u00f3ricos para se dizer que estamos diante de um problema insol\u00favel. De um lado, se situam pessoas e institui\u00e7\u00f5es que veem o \u00edndio como criatura humana e seus territ\u00f3rios como espa\u00e7o essencial \u00e0 sua sobreviv\u00eancia material e espiritual; de outro, for\u00e7as poderosas que sistematicamente se op\u00f5em a qualquer medida que contrariem interesses de grupos privados tamb\u00e9m poderosos e que, por isso mesmo, n\u00e3o arredam os olhos das terras ind\u00edgenas. Em todo 19 de abril \u2013 Dia do \u00cdndio \u2013 a grande imprensa nacional relembra \u00e0 sociedade que no Brasil ainda existem tribos ind\u00edgenas que abrigam indiv\u00edduos vivendo na Idade da Pedra. Passado esse dia, os \u00edndios caem no esquecimento dos mais de 200 milh\u00f5es de brasileiros, ignorando-se, por exemplo, que \u201ctodo dia \u00e9 dia de \u00edndio\u201d \u2013 como assim o exaltaram e cantaram Jorge Benjor e Tim Maia, e como assim pensam muitos outros brasileiros \u2013, que se tratam de indiv\u00edduos que cultivam o ser e n\u00e3o o ter e que, afinal, vida de \u00edndio em seu lado mais puro e mais l\u00fadico \u00e9 de dar inveja aos cidad\u00e3o e cidad\u00e3s ditos civilizados.<\/p>\n<p>Em meus escritos sobre o \u00edndio ao longo desses \u00faltimos anos \u2013 que resultaram em um ensaio ainda in\u00e9dito, no qual abordo, sobretudo, o sofrimento e dor que n\u00f3s, brancos, infligimos a esses seres humanos ao longo dos mais de cinco s\u00e9culos de nossa hist\u00f3ria \u2013 pare\u00e7o repetir o \u00f3bvio, ou seja, pare\u00e7o querer insistentemente mostrar que vida de branco em nada combina com vida de \u00edndio. E n\u00e3o tem mesmo como combinar, pois, como dissera sabiamente Orlando Villas B\u00f4as antes de ir para a Terra dos Sem Mal (segundo as cren\u00e7as ind\u00edgenas, para onde v\u00e3o as pessoas boas), n\u00e3o h\u00e1 lugar para o \u00edndio na sociedade dos brancos, porque a viol\u00eancia que se comete contra ele decorre do desconhecimento que de modo geral t\u00eam as pessoas sobre o que \u00e9 vida de \u00edndio e sobre sua imensa contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 rela\u00e7\u00e3o respeitosa que todo indiv\u00edduo deve ter com a natureza e tudo o que ela abriga \u2013 as \u00e1guas, as plantas e os animais. N\u00e3o obstante a estupidez de formas de pensar, como a dos que ainda acham que \u00edndio bom \u00e9 \u00edndio morto, continuo acreditando no que deixou como grande li\u00e7\u00e3o de humanismo e de respeito \u00e0 vida humana, o Marechal Rondon: morrer, se preciso for, matar, nunca. Rondon certamente se convencera de que diante do inevit\u00e1vel \u2013 os contatos entre sociedades de diferentes n\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, no que geralmente resulta em preju\u00edzos para aquelas de n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o social mais vulner\u00e1vel, a dos \u00edndios \u2013, haveria que ter ao menos uma postura honrosa, \u00e9tica.<\/p>\n<p>Repetindo o que em artigo anterior coloquei como premissa, acredito que \u00e9 dever de todo cidad\u00e3o de boa \u00edndole, e sobretudo do historiador, n\u00e3o fechar os olhos para as injusti\u00e7as infringidas ao \u00edndio brasileiro desde que aqui chegaram os primeiros descobridores. Isto serve, talvez, para mostrar \u00e0s pessoas de todas as classes sociais que, por mais que se queira edulcorar a p\u00edlula, o \u00edndio em nossa terra sempre foi tratado como um empecilho \u00e0 conquista e ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e que, como tal, tinha que ser combatido ou simplesmente eliminado, como se elimina um animal selvagem.<\/p>\n<p>Ainda hoje, a maioria dos brasileiros \u2013 inclusive pessoas esclarecidas e conhecedoras dos direitos fundamentais do homem \u2013 continua pensando que, por serem donos, leg\u00edtimos, ali\u00e1s, de imensas \u00e1reas de terras em reservas e parques ind\u00edgenas que poderiam estar produzindo riqueza e abrigando milh\u00f5es de camponeses sem terras nesse imenso pa\u00eds, o \u00edndio \u00e9 s\u00f3 empecilho e estorvo para os brasileiros. Se esquecem de que, ao contr\u00e1rio do que acontece entre os brancos, donos de imensos latif\u00fandios, os territ\u00f3rios ind\u00edgenas n\u00e3o pertencem a nenhum \u00edndio em particular, mas a todos os seus ocupantes indistintamente, que tudo \u00e9 patrim\u00f4nio comunit\u00e1rio, sem escritura em cart\u00f3rio e sem t\u00edtulo de propriedade e que na sociedade tribal o \u00fanico bem particular que o \u00edndio possui \u00e9 a maloca, em que ele e sua fam\u00edlia vivem. Todo o resto, pertence a todos, indistintamente. Tudo t\u00e3o simples.<\/p>\n<p>Os estere\u00f3tipos negativos que se constroem acerca do \u00edndio \u2013 \u201cvagabundo\u201d, \u201cpregui\u00e7oso\u201d, \u201cindolente\u201d\u2026 \u2013 adv\u00eam certamente do desconhecimento que se tem de seus h\u00e1bitos e costumes sociais e culturais. Na verdade, vida de branco e vida de \u00edndio s\u00e3o mesmo muito diferentes, como tamb\u00e9m diferentes s\u00e3o seus os modos de organiza\u00e7\u00e3o social: enquanto a sociedade ind\u00edgena \u00e9 mais simplificadamente organizada, porque fundada em h\u00e1bitos e costumes milenares \u2013 sem regras e leis escritas \u2013, a outra (a dos brancos) \u00e9 mais r\u00edgida, mais estratificada e mais formalmente codificada; enquanto em uma o processo de aprendizagem \u2013 a educa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua \u2013 \u00e9 mais natural, pois jovens e menos jovens se espelham nas pessoas mais experientes em seu processo de desenvolvimento ps\u00edquico e social, na outra, ao contr\u00e1rio, o processo educativo \u00e9 mais complexo, porque cercado de muitas formalidades e regras de conduta e de comportamento social que, \u00e0s vezes, mais constrangem que educam. <\/p>\n<p>Em seu artigo 214, entre outras recomenda\u00e7\u00f5es, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 destaca que nossa educa\u00e7\u00e3o deve contribuir para a erradica\u00e7\u00e3o do analfabetismo, para a forma\u00e7\u00e3o para o trabalho e para a forma\u00e7\u00e3o human\u00edstica, cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica do pa\u00eds. A educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, por ser mais natural, dispensa os formalismos da educa\u00e7\u00e3o burguesa. Ou melhor, ela \u00e9 menos carregada de estere\u00f3tipos sociais e de m\u00e9todos, digamos, did\u00e1tico-pedag\u00f3gicos, imaginados pelos grandes pedagogos e educadores de nosso tempo. Em suma, o \u00edndio, em sua forma natural de organiza\u00e7\u00e3o social, que tem na ancestralidade e no respeito \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es os paradigmas de conduta e de comportamento individual e coletivo, n\u00e3o precisa da educa\u00e7\u00e3o formal dos n\u00e3o-\u00edndios. Ali\u00e1s, sempre se encontram desculpas para ignorar costumes ancestrais ou justificar a\u00e7\u00f5es que violentam o modus vivendi dos \u00edndios. Quando isto acontece, alerta o pesquisador e professor Carlos Rodrigues Brand\u00e3o, essas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam de uma invas\u00e3o: \u201cinvas\u00e3o cultural, simb\u00f3lica, ideol\u00f3gica [\u2026], que faz com que toda a atividade pedag\u00f3gica sirva para fazer o que \u00e9 preciso, para que as pessoas sejam ou se tornem \u2018iguais\u2019 sem a igualdade, uniformes na sociedade, na obedi\u00eancia, no respeito e na venera\u00e7\u00e3o aos valores e s\u00edmbolos de valores que, na verdade, cont\u00e9m os interesses de pequenos grupos, t\u00e3o minorit\u00e1rios quanto perigosos [\u2026] Por seu lado, na comunidade ou na tribo, existe um mundo constru\u00eddo e, mais que isto, um mundo social ativamente em constru\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isto \u00e9 o que quis nos mostrar Orlando Villas-B\u00f4as, que \u2013 diante do que realmente era inevit\u00e1vel (a perda da identidade do \u00edndio face ao n\u00edvel superior de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, sobretudo, militar do Estado e da sociedade civil) \u2013 setenciara: \u201co conv\u00edvio tem-nos mostrado que, levando em conta seus valores, sua vis\u00e3o de mundo, a forma\u00e7\u00e3o de sua individualidade, ele s\u00f3 sobrevive em sua pr\u00f3pria cultura. N\u00e3o h\u00e1 lugar para o \u00edndio na sociedade moderna\u201d. Essa filosofia e essa vis\u00e3o antropol\u00f3gica e cultural do \u00edndio s\u00e3o uma das \u00faltimas contribui\u00e7\u00f5es do sertanista ao entendimento e ao tratamento que se deve dar \u00e0 quest\u00e3o ind\u00edgena no Brasil. E ele tem raz\u00e3o, porque se no resto do mundo as sociedades ind\u00edgenas se encontram quase completamente aculturadas e desintegradas de seu meio ambiente natural e social, no Brasil tribos ainda n\u00e3o contatadas \u2013 mas de que se tem not\u00edcia de sua exist\u00eancia \u2013, ainda vivem como na Idade da Pedra, fechadas em seu mundo social e ambiental, a\u00ed praticando atividades e rituais religiosos h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<p>O que fazer com rela\u00e7\u00e3o a elas?<\/p>\n<p>Deix\u00e1-las l\u00e1, isoladas, em seu inv\u00f3lucro sagrado: o seu territ\u00f3rio.<br \/>\nNa verdade, como asseveram antrop\u00f3logos como Sidney Possuelo, o ideal seria n\u00e3o contatar, ou seja, n\u00e3o interferir jamais no modo de vida ind\u00edgena, pois, diz, \u201co primeiro contato \u00e9 como parir uma nova gente\u201d. <\/p>\n<p>Esta frase merece muitas interpreta\u00e7\u00f5es e cont\u00e9m muitas li\u00e7\u00f5es de antropologia, psicologia e humanismo: ora, a partir do momento em que tribos at\u00e9 ent\u00e3o isoladas do mundo exterior em que vivem s\u00e3o contatadas, inicia-se imediatamente um processo de desagrega\u00e7\u00e3o do modo de vida original, pois o homem branco sempre leva consigo males f\u00edsicos, sociais e morais, como as doen\u00e7as \u201cbrancas\u201d \u2013 gripe, s\u00edfilis, tuberculose, var\u00edola, sarampo, aids, contra as quais o organismo do \u00edndio n\u00e3o tem nenhuma defesa org\u00e2nica \u2013, os v\u00edcios de toda ordem \u2013 principalmente o alcoolismo, o tabagismo e as drogas \u2013 e condutas sociais conden\u00e1veis pelos costumes ind\u00edgenas \u2013 como, entre outras, a interfer\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es entre o \u00edndio e sua sociedade, ou melhor, interfer\u00eancia em suas formas de organiza\u00e7\u00e3o social e religiosa, em seus tabus, rela\u00e7\u00f5es essas bem diferentes das que vigem na sociedade civil. O historiador norteamericano Geoffrey Blainey em seu livro Uma breve hist\u00f3ria do mundo faz relatos apocal\u00edpticos sobre a mortandade causada entre os incas por doen\u00e7as trazidas pelos espanh\u00f3is ao Novo Mundo \u2013 principalmente a var\u00edola, que, \u00e0 \u00e9poca do descobrimento da Am\u00e9rica, se alastrava na Europa. <\/p>\n<p>Como se sabe, milh\u00f5es de indiv\u00edduos ind\u00edgenas foram dizimados n\u00e3o pelas armas dos descobridores, mas pelas doen\u00e7as que eles trouxeram consigo. Cinco s\u00e9culos depois, isto acontece da mesma forma, porque \u201cmission\u00e1rios\u201d, garimpeiros, madeireiros, simples posseiros, enfim, invasores de toda ordem e desordem portadores de dias ruins para os \u00edndios, levam para as aldeias os males do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Retomando aqui palavras por mim expressas em um primeiro artigo sobre o \u00edndio, veiculado no jornal O POPULAR de 26\/04\/2006, \u00e0 guisa de conclus\u00e3o, gostaria de poupar adjetivos ao enfocar esta quest\u00e3o, mas, ao que parece, isto \u00e9 imposs\u00edvel. Ora, assim que chegaram os descobridores, como nos relata Darcy Ribeiro em seu \u00faltimo legado ao entendimento da sociedade brasileira (O povo brasileiro. A forma\u00e7\u00e3o e o sentido do Brasil), aos \u00edndios s\u00f3 restou o deslumbramento inicial, pois, as concep\u00e7\u00f5es diferentes que ambos os lados tinham do mundo, da vida, da morte e do amor se chocaram cruamente. Certamente, se pudessem, os milhares de \u00edndios que por esse Brasil afora vivem como aut\u00eanticos outsiders nas periferias de muitas cidades, gostariam que n\u00e3o tivesse acontecido, como relatou Darcy Ribeiro, o que foi presenciado pelos seus ancestrais quando, nas praias da Bahia, desembarcaram os descobridores: \u201cos \u00edndios, espl\u00eandidos de vigor e de beleza, viam, ainda pasmos, aqueles seres que sa\u00edam do Mar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os estere\u00f3tipos negativos que se constroem acerca do \u00edndio: \u201cvagabundo\u201d, \u201cpregui\u00e7oso\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10021","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-2BD","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10021"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10023,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10021\/revisions\/10023"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}