{"id":11226,"date":"2017-06-03T10:03:47","date_gmt":"2017-06-03T14:03:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=11226"},"modified":"2017-06-03T10:03:47","modified_gmt":"2017-06-03T14:03:47","slug":"o-homem-que-falava-lavajates","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/06\/03\/o-homem-que-falava-lavajates\/","title":{"rendered":"O HOMEM QUE FALAVA LAVAJAT\u00caS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"11227\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/06\/03\/o-homem-que-falava-lavajates\/117_tiposbrasileiros\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?fit=1200%2C869\" data-orig-size=\"1200,869\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"117_tiposbrasileiros\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?fit=300%2C217\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?fit=600%2C435\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?resize=600%2C435\" alt=\"117_tiposbrasileiros\" width=\"600\" height=\"435\" class=\"alignnone size-full wp-image-11227\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?resize=300%2C217 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?resize=768%2C556 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?resize=1024%2C742 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/117_tiposbrasileiros.jpg?resize=414%2C300 414w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>No The Piau\u00ed Herald, por Roberto Vaz<\/p>\n<p>Romualdo. Neto? Meu neto? Ou seu? Ah, o sobrenome! \u00c9 isso, qu\u00ea? O meu sobrenome? \u00c9 Neto. Verdade. Ou n\u00e3o? Depende, porra. T\u00e1 gravando? \u00c9 que o partido\u2026 Posso checar a sua [inaud\u00edvel]? Vai que.<!--more--><\/p>\n<p>Mas sim, c\u00e1 entre n\u00f3s, sou Romualdo Neto, conhecido vereador, conhecido deputado, conhecido senador, conhecido presidente de estatal, conhecido tesoureiro do partido e, agora, conhecido ministro do novo e j\u00e1 conhecido Minist\u00e9rio do Conhecimento.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, claro, conhece minha hist\u00f3ria. Ou, pelo menos, meu bigode. Nasci em Maric\u00e1, fui criado na Su\u00ed\u00e7a e me elegi nos \u00faltimos 27 anos por Roraima. Sou amado naquele estado, onde nunca estive (o que s\u00f3 me faz pensar qu\u00e3o idolatrado eu seria se aparecesse por l\u00e1). Mas a liturgia do cargo \u00e9 maior do que a dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica. Por isso lutei, em todos os meus mandatos, para que o povo brasileiro n\u00e3o mais confundisse Roraima com Rond\u00f4nia. E assim tem sido desde que assumi o minist\u00e9rio, h\u00e1 onze horas.<\/p>\n<p>Minha vida \u00e9 boa. Tenho mulher, filhos e tenho Deus no comando. O \u00fanico problema \u00e9 essa quest\u00e3o fon\u00e9tica que tem me atormentado de dois meses pra c\u00e1. Surgiu durante o p\u00f4quer na casa do Carvalhinho da Primeira Inf\u00e2ncia. A disputa era por uma sub-regional de abastecimento da Petrobras. Eu acabei levando com um Royal Straight Flush. Sem treta. Podem colocar o Moro para investigar minhas cartas. Foi coisa de Jesus. Enfim, tava numa alegria s\u00f3. J\u00e1 sabia at\u00e9 quem ia nomear. Mas a\u00ed do nada o Chagas, da sub-relatoria do Comit\u00ea de \u00c9tica, colocou o iPhone na mesa. E come\u00e7ou. As frases. S\u00f3 verbo. Entende? O predicado. \u00c0s vezes nem. Dificuldade. N\u00e3o sa\u00eda, porra.<\/p>\n<p>Fiquei aflito. Como pode? Outro dia mesmo, o presidente tinha me ensinado minha primeira mes\u00f3clise. Entendi-lo-ei e passei-lo-a a us\u00e1-lo-o em tudo que era frase. Tava tranquilo, tava favor\u00e1vel. Os filhos batiam palma, a mulher elogiava. A Kendrya, ent\u00e3o, meu amigo. Poooooorra. A Kendrya. Quem n\u00e3o conhece o esquema da Kendrya? Mas a Kendrya \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que chegando \u00e0 Esplanada, quando eu fui negociar o primeiro cargo do dia. Voltou. Foi s\u00f3 o [inaud\u00edvel]. Aquele. O da Transpetro. Sabe quem? O Z\u00e9 Colmeia entrou na minha sala. J\u00e1 veio falando de fazer o [inaud\u00edvel] com o A\u00e9cio. Reclamou que eu n\u00e3o. Falou assim pra mim: \u201cOlha, Romualdo, eu acho que.\u201d E eu, como? E se o telefone? Outro dia mesmo. O Eduardo. Objetivamente falando. Com ele aconteceu uma. Concorda comigo? Sem meter advogado. Tem que ter um pacto, porra. N\u00e3o tem nada a ver com.<\/p>\n<p>Sa\u00ed de l\u00e1 desesperado. Liguei pra minha mulher para tentar conversar. Mas lembrei, no meio da liga\u00e7\u00e3o, que nunca na vida falei de pol\u00edtica com ela. Ent\u00e3o resolvi passar na Kendrya. A Kendrya, meu amigo, tinha que ser ministra da Articula\u00e7\u00e3o. Conhece todo o Congresso dessa porra dessa cidade. Ela me contou ent\u00e3o que t\u00e1 todo mundo assim. Que depois do. At\u00e9 o reizinho. Daquele caso. A hist\u00f3ria do. A grava\u00e7\u00e3o. O filho do Brahma. Quando falou que n\u00e3o ia ter. Que podia ficar tranquilo com. Tecnicamente o ideal seria. Depois daquilo. At\u00e9 por uma quest\u00e3o de car\u00e1ter, porra. Ningu\u00e9m mais.<\/p>\n<p>A pica \u00e9 que teve mais atividade prejudicada por essa porra dessa epidemia sint\u00e1tica. Fui pego no contrap\u00e9 no p\u00falpito da Igreja Ungida de Boa-F\u00e9, onde prego todas as quintas. Parceiro, foi s\u00f3 anunciar que os obreiros come\u00e7ariam a recolher as doa\u00e7\u00f5es. Meus irm\u00e3os, irm\u00e3s, \u00e9 hora da. T\u00e1 na B\u00edblia. O vers\u00edculo, porra. Ressuscitou, no cap\u00edtulo do. Quando notei, j\u00e1 tinham iniciado uma sess\u00e3o emergencial de descarrego em mim.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esse problema anda dificultando muito a celeridade do Executivo. Outro dia mesmo liguei para o pastor Gomes, o das nomea\u00e7\u00f5es, para pedir um carguinho amigo. Era coisa pequena, honesta, um filezinho de alcatra \u2013 ou at\u00e9 de patinho \u2013 ali no Minist\u00e9rio da Cultura. Falei assim pra ele: \u201c\u00d4, Gomes, t\u00e1 lembrado daquele meu primo? Rapaz s\u00e9rio, que mexia com essas coisas de artista. Ser humano 100% ilibado.\u201d O Gomes s\u00f3 respondeu: \u201cAquele que uma vez?\u201d Eu continuei: \u201cEsse mesmo, que conhecia o. Ent\u00e3o. Andei pensando. O Minist\u00e9rio. O da Cultura. N\u00e3o seria o caso de?\u201d E ele: \u201cAquela hist\u00f3ria que a gente? Que um dia voc\u00ea? Genial. Vou levar ao [inaud\u00edvel].\u201d<\/p>\n<p>Pois bem, liguei para o meu primo dizendo que o cargo era dele. Foi aquela alegria na casa. A\u00ed abro o jornal no dia seguinte e descubro que o tal do Minist\u00e9rio foi extinto. Liguei pro Gomes. \u201c\u00d4 Gomes, cad\u00ea a porra do meu cargo?\u201d Ele s\u00f3 respondeu: \u201cQue cargo? A ideia foi sua! N\u00e3o era disso que voc\u00ea falou no telefone?\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que por telefone eu n\u00e3o falo mais. E digo outra: conversa sobre pol\u00edtica s\u00f3 no campo de golfe, usando no m\u00e1ximo uma sunga branca. Quero nem saber se vou ter que encarar a barriga do Sarney, do Jader ou do Her\u00e1clito. E se algu\u00e9m me vem com papinho de Lava Jato, amigo. Se algu\u00e9m bate na minha porta querendo falar de acordo, de Supremo, de porra de impixm\u00e1. A\u00ed, companheiro, o bicho pega. Se a conversa vai pra esse lado, tu sabe o que eu fa\u00e7o? Eu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No The Piau\u00ed Herald, por Roberto Vaz Romualdo. Neto? Meu neto? Ou seu? Ah, o sobrenome! \u00c9 isso, qu\u00ea? O meu sobrenome? \u00c9 Neto. Verdade. Ou n\u00e3o? Depende, porra. T\u00e1 gravando? \u00c9 que o partido\u2026 Posso checar a sua [inaud\u00edvel]? 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