{"id":12005,"date":"2017-07-03T16:20:39","date_gmt":"2017-07-03T20:20:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=12005"},"modified":"2017-07-03T16:20:39","modified_gmt":"2017-07-03T20:20:39","slug":"agora-e-tarde-eventual-correcao-da-lava-jato-nao-evitara-a-derrocada-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/07\/03\/agora-e-tarde-eventual-correcao-da-lava-jato-nao-evitara-a-derrocada-do-pais\/","title":{"rendered":"Agora \u00e9 tarde. Eventual corre\u00e7\u00e3o da Lava Jato n\u00e3o evitar\u00e1 a derrocada do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12006\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/07\/03\/agora-e-tarde-eventual-correcao-da-lava-jato-nao-evitara-a-derrocada-do-pais\/destruicao-lava-jato\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DESTRUI%C3%87%C3%83O-LAVA-JATO.jpg?fit=400%2C259\" data-orig-size=\"400,259\" data-comments-opened=\"0\" 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\u201cchic\u201d \u2013 depois que o rei Dom Lu\u00eds I ali fixou sua resid\u00eancia de ver\u00e3o na segunda metade do s\u00e9culo XIX \u2013 a praia do Estoril, ao sul de Lisboa, \u00e9 razoavelmente badalada para sediar encontros de gente que por um ou outro motivo \u00e9 suficientemente badal\u00e1vel, ou est\u00e1 interessada, por um motivo ou outro, a passar a se badalar tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Foi l\u00e1, nessa faixa de litoral atl\u00e2ntico a uns 30 minutos da capital portuguesa, que transcorreu, na \u00faltima semana de maio, no Centro de Congressos \u2013 uma caixa de vidro que n\u00e3o destoaria em Bras\u00edlia \u2013 entre debates e passeios ao cassino, o ciclo de confer\u00eancias Estoril 2017, um evento que teve como tema geral a migra\u00e7\u00e3o global e seus desafios.<\/p>\n<p>Dele participou, na condi\u00e7\u00e3o de um dos 103 conferencistas contratados, o juiz mais badalado do Brasil, tomando parte de um painel significativamente chamado de Lutar contra o Crime numa Democracia: Qual o papel e limites do Sistema Criminal e Judicial?<\/p>\n<p>Ora, os limites do sistema criminal e judicial, deveriam ser, em uma democracia, os da clara e inequ\u00edvoca obedi\u00eancia, sem subterf\u00fagios ou d\u00fabias interpreta\u00e7\u00f5es, \u00e0 Lei Maior, expressa na constitui\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>E punto e basta! \u2013 diriam os italianos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9, infelizmente, o que est\u00e1 ocorrendo nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Virou moda, usando como desculpa a necessidade de adaptar as leis aos tempos se abandonar os princ\u00edpios b\u00e1sicos, essenciais, que norteiam, h\u00e1 s\u00e9culos, o Direito, para se conduzir a Justi\u00e7a com base na cria\u00e7\u00e3o, em profus\u00e3o, de perigosas leis de ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse caminho, se estabeleceram \u201ccrimes\u201d de el\u00e1stica interpreta\u00e7\u00e3o e subjetiva aprecia\u00e7\u00e3o e julgamento, como \u201cassocia\u00e7\u00e3o\u201d e \u201capologia\u201d ao tr\u00e1fico, \u201ccria\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o criminosa\u201d, in\u00fameras e vari\u00e1veis modalidades de \u201cobstru\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a\u201d, de \u201clavagem de dinheiro\u201d, de \u201cterrorismo\u201d.<\/p>\n<p>E justificativas como \u201cmanuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica\u201d e \u201crepercuss\u00e3o social do crime\u201d, ap\u00f3s a \u201crepercuss\u00e3o\u201d ter sido garantida por vazamentos propositais feitos pelos mesmos personagens que acusam e condenam, em esp\u00faria e permanente alian\u00e7a com a m\u00eddia.<\/p>\n<p>Como se certos tipos de delito n\u00e3o pudessem ser julgados e punidos, at\u00e9 mesmo em suas \u00faltimas consequ\u00eancias, sem necessidade de se alterar a legisla\u00e7\u00e3o pr\u00e9-existente.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso tomar cuidado com essas regras sob medida, como certos uniformes negros desenhados por conhecido estilista alem\u00e3o, que estavam muito em voga no Terceiro Reich nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940.<\/p>\n<p>Em uma \u00e9poca em que, com a mesma desculpa \u2013 adaptar a legisla\u00e7\u00e3o aos \u201cnovos tempos\u201d \u2013 foram criadas regras raciais, discriminat\u00f3rias e repressivas, dirigidas a certas \u201cra\u00e7as\u201d, e a \u201cinimigos do Estado\u201d, como ocorreu com os judeus e outros tipos \u201cindesej\u00e1veis\u201d de \u201csub-humanos\u201d, como os eslavos, os ciganos e os comunistas, assim classificados em uma escala criada a priori pelo regime nazista.<\/p>\n<p>Foram as leis de Nuremberg que abriram o caminho para os campos de concentra\u00e7\u00e3o, a aduba\u00e7\u00e3o de repolhos com cinzas de fornos cremat\u00f3rios, a fabrica\u00e7\u00e3o de abajours e sof\u00e1s com pele humana, a coleta e cole\u00e7\u00e3o de tatuagens recortadas de corpos de prisioneiros, o sepultamento, como sardinhas, de crian\u00e7as, velhos e mulheres em valas comuns cavadas por eles mesmos, nas florestas do centro e do norte da Europa, em bosques em que hoje ainda se encontram cabelos humanos, agarrados ao tronco de b\u00e9tulas e pinheiros, que as ra\u00edzes arrancam dos cad\u00e1veres e trazem \u00e0 superf\u00edcie \u00e0 medida em que crescem os troncos de \u00e1rvores plantadas ali depois da guerra.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de sempre intransigir e desconsiderar o direito alheio.<\/p>\n<p>\u00c9 perigoso transformar praticamente em regra o princ\u00edpio de in dubio pro societate, no lugar do in dubio pro reo, quando existem, por exemplo, d\u00favidas quanto a provas, como est\u00e1 ocorrendo a torto e a direito e fez mais uma vez certo Ministro do STF, outro dia, ao analisar um pedido de Habeas Corpus.<\/p>\n<p>Porque \u00e9 dificil definir as fronteiras entre sociedade, Estado, grupos de interesse.<\/p>\n<p>Quem ou o qu\u00ea define o que \u00e9 sociedade ou o que ela deseja?<\/p>\n<p>O desfile de patos nas ruas?<\/p>\n<p>A opini\u00e3o dos telejornais di\u00e1rios?<\/p>\n<p>O \u00f3dio anacr\u00f4nico e ignorante grosseiramente vomitado e amplificado dos coment\u00e1rios nos grandes portais e redes sociais?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o uso da pris\u00e3o como limita\u00e7\u00e3o \u2013 preventiva \u2013 dos movimentos de investigados \u00e9 mais importante, para o povo brasileiro, que o Estado de Direito?<\/p>\n<p>Ou as centenas de milhares de empregos que est\u00e3o sendo eliminados em uma cruzada v\u00e3 e destrutiva?<\/p>\n<p>Que se utiliza, com objetivos e consequ\u00eancias claramente pol\u00edticas, de discursos, adjetivos e justificativas do mesmo teor aparentemente \u201canticorruptivo\u201d e \u201cantipol\u00edtico\u201d usado para chegar ao poder por aqueles que constru\u00edram, para queimar suas v\u00edtimas, os fornos dos campos de exterm\u00ednio?<\/p>\n<p>Ora, senhores, como se diz, h\u00e1 s\u00e9culos, \u00e0 boca pequena, nos corredores do Vaticano, o inferno est\u00e1 cheio de \u201cboas\u201d inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m para isso, para conter esses \u201cbons prop\u00f3sitos\u201d, muitos de cunho emocional, ideol\u00f3gico e pessoal, e evitar que eles contaminem as atitudes e o ju\u00edzo \u2013 que deveria ser isento, equilibrado, voltado para o bem do pa\u00eds, e n\u00e3o para a exibi\u00e7\u00e3o eg\u00f3latra de certos personagens da magistratura e do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u2013 que existem certos princ\u00edpios \u2013 antigos e perenes.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo porque o que h\u00e1 de essencial na justi\u00e7a \u00e9 atemporal e permanente e n\u00e3o circunstancial e passageiro, como n\u00f3s, pobres diabos, que, envoltos em trapos ou em togas, apenas percorremos, em um sopro, o curto caminho que nos cabe, do ber\u00e7o ao t\u00famulo, am\u00e9m!<\/p>\n<p>O grande desafio da justi\u00e7a \u00e9 fazer justi\u00e7a sem modificar as leis, sen\u00e3o, vamos passar a mud\u00e1-las a toda hora, ao sabor das circunst\u00e2ncias, abandonando conceitos consagrados pelo tempo e a experi\u00eancia, baseados na busca do equil\u00edbrio e do bom senso, substituindo-os pelos julgamentos de momento, ou pelo senso comum, mut\u00e1vel e caprichoso, de uma opini\u00e3o p\u00fablica cada vez mais ignorante, hip\u00f3crita e manipulada.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o das leis \u00e0s circunst\u00e2ncias facilita o protagonismo pol\u00edtico do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Judici\u00e1rio e abre espa\u00e7o para sua interfer\u00eancia, nos acontecimentos, para al\u00e9m daquele que lhes \u00e9 reservado tanto por suas fun\u00e7\u00f5es, quanto pelos preceitos constitucionais.<\/p>\n<p>Nesse af\u00e3, criam-se \u201cmovimentos\u201d, \u00edntimamente entrela\u00e7ados com outros \u201cmovimentos\u201d, at\u00e9 mesmo de cunho fascista, e \u201ccole\u00e7\u00f5es\u201d de leis, destinadas a auto-fortalecer e proteger corpora\u00e7\u00f5es, com a desculpa de se estar \u201cdefendendo\u201d a sociedade, como \u00e9 o caso das famosas \u201cDez Medidas contra a Corrup\u00e7\u00e3o\u201d, quando, na verdade, se est\u00e1 enfraquecendo ainda mais o indiv\u00edduo com rela\u00e7\u00e3o a um sistema judicial que est\u00e1 longe de ser exemplar e a um Estado idem.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 ju\u00edzes e procuradores que buscam os holofotes, e que aderem a essa \u201cescola\u201d entusiasticamente, h\u00e1 tamb\u00e9m magistrados e procuradores \u2013 infelizmente, nos dias de hoje, uma minoria \u2013 que a repelem filos\u00f3fica e moralmente.<\/p>\n<p>Enquanto estilos, relativamente recentes em termos hist\u00f3ricos, desfilam, para facilitar a acusa\u00e7\u00e3o, em passarelas da moda como o Estoril, quest\u00f5es de primeira necessidade, que s\u00e3o discutidas h\u00e1 centenas de anos \u2013 quis custodiet ipsos custodes? \u2013 j\u00e1 perguntava Decimus Junius Juvelanis, no primeiro s\u00e9culo depois de Cristo \u2013 como a quest\u00e3o do abuso de autoridade s\u00e3o consideradas toscas e anacr\u00f4nicas, quando n\u00e3o um estorvo pela m\u00eddia, ju\u00edzes e procuradores, e retalhadas, mutiladas e deturpadas quando chegam ao Legislativo.<\/p>\n<p>Ou relegadas a encontros muito menos badalados que o do Estoril, como o ocorrido no mesmo dia 30 de maio na UNB, na capital da Rep\u00fablica, que deu origem \u00e0 Carta de Bras\u00edlia, organizado pela Associa\u00e7\u00e3o de Juristas pela Democracia, com o tema \u201cEstado de Direito ou Estado de Exce\u00e7\u00e3o? A Democracia em Xeque.\u201d<\/p>\n<p>No documento, os signat\u00e1rios afirmam que \u00e9 preocupante \u201co uso excessivo da excepcionalidade jur\u00eddica por membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Judici\u00e1rio, fraturando a ess\u00eancia constitucional e convencional das garantias do Justo Processo e dos princ\u00edpios elementares que o acompanham em qualquer sociedade democr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do \u201cpret-a-porter\u201d, tanto na cria\u00e7\u00e3o de novas leis, como na aplica\u00e7\u00e3o distorcida das que j\u00e1 existem, como ocorreu com a teoria do \u201cDom\u00ednio do Fato\u201d, no julgamento do \u201cmensal\u00e3o\u201d \u2013 precursor e bal\u00e3o de ensaio da Lava Jato \u2013 com a implementa\u00e7\u00e3o de novos m\u00e9todos de \u201cinvestiga\u00e7\u00e3o\u201d que desvalorizam, quando n\u00e3o simplesmente ignoram a necessidade de provas, sabota e prejudica a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia, o respeito \u00e0 privacidade de suspeitos e investigados e o segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Como ocorre tamb\u00e9m com a dela\u00e7\u00e3o premiada, uma excresc\u00eancia aprovada pelo pr\u00f3prio PT, por livre e espont\u00e2nea \u201cpress\u00e3o\u201d da \u201csociedade\u201d, defendida pelo magistrado de quem fal\u00e1vamos no in\u00edcio do texto, no encontro do Estoril, com a esdr\u00faxula desculpa de que \u00e9 melhor prender \u201calguns\u201d do que n\u00e3o prender \u201cningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>A quem estaria se referindo o merit\u00edssimo ao falar de \u201calguns\u201d?<\/p>\n<p>\u00c0queles delatados por bandidos, ou por ref\u00e9ns do estado, indefinidamente presos \u201cpreventivamente\u201d, para livr\u00e1-los, com o seu envolvimento, da cadeia?<\/p>\n<p>E quem seria \u201cningu\u00e9m\u201d?<\/p>\n<p>Os delatores \u201cpremiados\u201d ou os acusados por eles, que, em um pa\u00eds normal, com uma justi\u00e7a normal, n\u00e3o poderiam ser presos na aus\u00eancia de provas ou de flagrante delito, por exemplo?<\/p>\n<p>Indagado, em Portugal, a respeito da situa\u00e7\u00e3o brasileira, o magistrado em quest\u00e3o concentrou-se mais nos \u201cresultados\u201d e menos nos limites desse tipo de dela\u00e7\u00e3o, que no Brasil foi rapidamente transformado em regra.<\/p>\n<p>Em uma verdadeira epidemia jur\u00eddica, substituindo em centenas de casos a investiga\u00e7\u00e3o, quando em outros pa\u00edses foi usado quase sempre excepcionalmente, principalmente no caso de testemunhas que teriam suas vidas amea\u00e7adas caso viessem a depor.<\/p>\n<p>E afirmou, para portugu\u00eas ver, ao que parece \u2013 j\u00e1 que n\u00e3o sabemos se havia ingleses na plat\u00e9ia \u2013 que o Brasil que sobrevir\u00e1 \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato ser\u00e1 melhor e mais justo:<\/p>\n<p>\u201cEu acredito que, apesar de todas essas turbul\u00eancias, ao final do processo n\u00f3s teremos um pa\u00eds melhor, com uma economia mais forte e com uma democracia de melhor qualidade, no qual a corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica passe a ser apenas uma triste mem\u00f3ria do passado.\u201d<\/p>\n<p>Ora, se eventualmente houvesse tamb\u00e9m italianos entre o p\u00fablico presente, e esse fosse suficientemente democr\u00e1tico, o magistrado poderia ter aproveitado a presen\u00e7a, no mesmo evento, do ilustre procurador Antonio di Pietro e ter perguntado a alguns deles se foi isso que ocorreu em seu pa\u00eds, ap\u00f3s a Opera\u00e7\u00e3o M\u00e3os Limpas \u2013 constantemente citada por ele pr\u00f3prio como exemplo \u2013 e provavelmente ouviria que, para muitos cidad\u00e3os da velha bota, a It\u00e1lia transformou-se, ao contr\u00e1rio, em um pa\u00eds mais pobre, menos soberano, com uma democracia \u2013 vide o reinado de Berlusconi \u2013 e uma economia muit\u00edssimo piores do que antes, no qual a corrup\u00e7\u00e3o continua grassando como mostram esc\u00e2ndalos posteriores como o da Prefeitura de San Remo e o da \u201cM\u00e1fia Capitale\u201d.<\/p>\n<p>Quanto a n\u00f3s, que democracia teremos no Brasil do futuro, citado pelo merit\u00edssimo?<\/p>\n<p>A democracia de ju\u00edzes e procuradores concursados, ganhando, em muitos casos, quatro vezes mais que o Presidente da Rep\u00fablica?<\/p>\n<p>Que podem fazer confer\u00eancias \u201cpor fora\u201d, por milhares de reais, e gozam de benef\u00edcios que incluem aposentadoria com sal\u00e1rio integral quando cometem crimes, cuja autoridade parece pretender se colocar acima da autoridade do povo, expressa por meio do voto, na escolha de seus representantes diretos?<\/p>\n<p>Com a crescente tutela \u2013 para n\u00e3o dizer sequestro branco \u2013 da Rep\u00fablica e das institui\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>E a economia brasileira, sairia fortalecida como, desse processo?<\/p>\n<p>Se as maiores empresas do Brasil foram arrebentadas pela justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Se nossos maiores grupos com atua\u00e7\u00e3o no exterior \u2013 com a interrup\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito e de seus neg\u00f3cios, e a imposi\u00e7\u00e3o de multas punitivas \u2013 determinadas por crit\u00e9rios subjetivos e \u201cmorais\u201d \u2013 de dezenas de bilh\u00f5es de reais \u2013 foram, tamb\u00e9m, arrebentados pela justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Se todo mundo est\u00e1 cansado de saber que n\u00e3o existem grandes na\u00e7\u00f5es sem grandes empresas nacionais, privadas e estatais?<\/p>\n<p>Se o grande banco brasileiro de fomento, respons\u00e1vel pelo financiamento dos maiores projetos e empresas do pa\u00eds, est\u00e1 sendo tamb\u00e9m cercado e tolhido \u2013 por acusa\u00e7\u00f5es fantasiosas, absurdas e sem provas \u2013 pela justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Se dezenas de grandes projetos nacionais, inclu\u00eddos v\u00e1rios de car\u00e1ter estrat\u00e9gico, est\u00e3o sendo tamb\u00e9m arrebentados, interrompidos, inviabilizados, sucateados, transformados em um imenso cemit\u00e9rio de dezenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares em navios, refinarias, plataformas e sondas de petr\u00f3leo, ferrovias, armamentos, etc, etc, etc, pela justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Se nossa maior empresa estatal teve que demitir quase 200.000 pessoas depois do in\u00edcio de certa \u201copera\u00e7\u00e3o\u201d e tamb\u00e9m foi arrebentada \u2013 com a cumplicidade de uma \u201cauditoria\u201d de uma empresa estrangeira envolvida com esc\u00e2ndalos em todo o mundo \u2013 pela justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Uma \u201cnova\u201d justi\u00e7a que n\u00e3o consegue investigar sem paralisar projetos e programas e que n\u00e3o se sabe se propositadamente cega \u2013 para al\u00e9m do v\u00e9u que cobre os olhos da est\u00e1tua sentada na Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes \u2013 a uma evidente quest\u00e3o de bom senso, se recusa a nomear simples interventores para continuar as obras?<\/p>\n<p>Quando deveria obrigar as empresas n\u00e3o a pagar multas estratosf\u00e9ricas, totalmente est\u00e9reis, que ir\u00e3o quebr\u00e1-las e matar as galinhas dos ovos de ouro \u2013 que geravam bilh\u00f5es de reais em impostos para o er\u00e1rio \u2013 mas a investir esse dinheiro nos projetos sob sua responsabilidade at\u00e9 sua definitiva entrega ao seu verdadeiro dono, a popula\u00e7\u00e3o brasileira?<\/p>\n<p>Que nelas j\u00e1 investiu tamb\u00e9m dezenas de bilh\u00f5es de reais?<\/p>\n<p>Se dezenas, centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, que estavam empregados nessas obras foram tamb\u00e9m arrebentados, sendo sumariamente demitidos, com essas interrup\u00e7\u00f5es e paralisa\u00e7\u00f5es, quando a obriga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do pr\u00f3prio Judici\u00e1rio era assegurar, em primeir\u00edssimo lugar, a continuidade do que j\u00e1 estava sendo executado, para evitar ainda mais preju\u00edzos e garantir o emprego e a renda de milh\u00f5es de cidad\u00e3os brasileiros?<\/p>\n<p>Se, mesmo apoiando a narrativa oficial, as empresas acusadas n\u00e3o conseguem voltar a trabalhar, porque n\u00e3o alcan\u00e7am negociar \u2013 mesmo depois de ter seus empres\u00e1rios presos e pagar essas gigantescas multas \u2013 acordos de leni\u00eancia, porque a justi\u00e7a e o Estado brasileiros se transformaram em um palco em que ningu\u00e9m se entende e todo mundo quer aparecer e dizer que manda mais do que o outro?<\/p>\n<p>Que raios de l\u00f3gica \u00e9 essa segundo a qual, para assegurar uma suposta recupera\u00e7\u00e3o de um ou dois por cento do valor de uma obra, supostamente desviados em propina, se pega os outros 99, 98%, obviamente muit\u00edssimo mais importantes, sem falar de seus imprescind\u00edveis, inerentes, benef\u00edcios futuros, e se transforma tudo em lixo, interrompendo e sucateando projetos que, se retomados um dia, ter\u00e3o que ser recome\u00e7ados do zero, ou, muitas vezes, literalmente explodidos, para retirada de entulho, com um preju\u00edzo, para os contribuintes, muitas vezes maior do que aquele supostamente derivado da corrup\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Em um discurso \u00fanico, cansativo, repetitivo, constantemente exibido, a todo momento, por certas parcelas da m\u00eddia e por alguns procuradores e ju\u00edzes que \u2013 salvo imperdo\u00e1vel ingenuidade ou deslumbramento \u2013 s\u00e3o t\u00e3o hip\u00f3critas quanto manipuladores?<\/p>\n<p>Ou ser\u00e1 que tudo isso \u00e9 feito apenas para que, depois de tudo destru\u00eddo, se possa jogar a culpa na \u201cincompet\u00eancia\u201d e \u201cdesonestidade\u201d de governos que, corajosamente, resolveram adotar dezenas de iniciativas fundamentais, na defesa, na economia, na infraestrutura, em um pa\u00eds em que antes n\u00e3o se fazia quase nada e que ficou virtualmente paralisado por d\u00e9cadas no campo da engenharia?<\/p>\n<p>Isso, sem falar que a popula\u00e7\u00e3o, nesse processo jur\u00eddico-midi\u00e1tico, foi levada a acreditar que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior problema brasileiro.<\/p>\n<p>Quando os juros pagos a bancos particulares pelo Setor P\u00fablico, uma sonega\u00e7\u00e3o gigantesca e uma estrutura tribut\u00e1ria que cobra maiores impostos dos mais pobres do que dos mais ricos, s\u00e3o muito mais prejudiciais?<\/p>\n<p>Sem serem denunciadas com a mesma \u00eanfase, talvez porque nesses casos n\u00e3o caibam paladinos, cavaleiros e salvadores da p\u00e1tria, nem essa maci\u00e7a espetaculariza\u00e7\u00e3o que se viu nos \u00faltimos anos, a partir do in\u00edcio, em 2013, de uma campanha evidentemente golpista que desembocaria no circo da derrubada, pos supostas \u201cpedaladas fiscais\u201d, da Presidente da Rep\u00fablica?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que os servidores envolvidos com a Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato j\u00e1 ouviram falar em conceitos como \u201ccoaliz\u00e3o\u201d e \u201cpresidencialismo\u201d?<\/p>\n<p>Ou na Democracia como negocia\u00e7\u00e3o permanente e poss\u00edvel dos interesses dos diferentes segmentos e grupos que conformam uma determinada na\u00e7\u00e3o ou sociedade?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que eles n\u00e3o sabem que em nenhum pa\u00eds democr\u00e1tico do mundo \u2013 desde a cria\u00e7\u00e3o da democracia grega, h\u00e1 2.500 anos \u2013 se conseguiu quebrar, a n\u00e3o ser por golpe, esse contrato?<\/p>\n<p>E que, todas as vezes que isso foi feito, descambou-se para o fascismo, a viol\u00eancia e o autoritarismo?<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Judici\u00e1rio, ao pressionar empres\u00e1rios a transformar, retroativamente, automaticamente, doa\u00e7\u00f5es legais, rigorosamente registradas no Tribunal Superior Eleitoral em propina?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que isso n\u00e3o foi feito porque n\u00e3o se conseguiu provar, na maioria dos casos \u201cinvestigados\u201d, a exist\u00eancia de corrup\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca \u2013 contas no exterior, superfaturamento, direcionamento de concorr\u00eancias e compra de membros de comiss\u00f5es de licita\u00e7\u00e3o \u2013 no volume das dezenas de bilh\u00f5es de reais fantasticamente anunciados desde que se iniciou essa balb\u00fardia?<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o valor moral da transforma\u00e7\u00e3o de alhos em bugalhos com base apenas na afirma\u00e7\u00e3o \u201cvolunt\u00e1ria\u201d de delatores interessados em sair de tr\u00e1s das grades \u2013 onde muitos j\u00e1 fizeram anivers\u00e1rio em estado de pris\u00e3o inicialmente \u201ctempor\u00e1ria\u201d \u2013 ou em evitar desesperadamente entrar l\u00e1 para dentro?<\/p>\n<p>E a da prepara\u00e7\u00e3o de \u201cpegadinhas\u201d, montadas pelas pr\u00f3prias autoridades, em conjunto com delatores de ocasi\u00e3o que dizem considerar como pouco mais que bandidos?<\/p>\n<p>Porque n\u00e3o se explica para a popula\u00e7\u00e3o a diferen\u00e7a entre doa\u00e7\u00e3o legal para campanha, Caixa Dois, e dinheiro de propina, para gasto a tripa forra por meia d\u00fazia de ladr\u00f5es?<\/p>\n<p>A quem interessa misturar tudo no mesmo balaio de gatos \u2013 que querem apresentar como se todos sem exce\u00e7\u00e3o fossem ratos \u2013 em um permanente, ininterrupto e intermin\u00e1vel processo de criminaliza\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e de inviabiliza\u00e7\u00e3o institucional, pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds, que n\u00e3o parece mais ter fim \u2013 ou outro fim do que a paralisa\u00e7\u00e3o e a sabotagem da Na\u00e7\u00e3o, impedindo que ela volte \u00e0 normalidade, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao trabalho e ao enfrentamento dos tremendos desafios que envolvem o seu desenvolvimento, j\u00e1 tolhido e praticamente inviabilizado pela absurda conten\u00e7\u00e3o de despesas \u2013 em um mundo em que quase todos os pa\u00edses gastam mais do que arrecadam \u2013 aprovada por meio de uma PEC t\u00e3o est\u00fapida quanto suicida?<\/p>\n<p>At\u00e9 quando seguiremos com essa irrespons\u00e1vel pantomima?<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ar\u00e3o a ser retomadas as obras interrompidas direta ou indiretamente pela justi\u00e7a, ou pelo menos aquelas que ainda estiverem em condi\u00e7\u00f5es de serem conclu\u00eddas um dia?<\/p>\n<p>Ou ser\u00e1 que vamos continuar nessa novela, ao ritmo de uma opera\u00e7\u00e3o ou um novo pseudo esc\u00e2ndalo por semana \u2013 ao que parece a \u00fanica coisa que est\u00e1 mudando \u00e9 o layout dos est\u00fadios dos telejornais \u2013 at\u00e9 que n\u00e3o sobre mais nada do pa\u00eds e nossas mat\u00e9rias primas, obras e projetos sejam destru\u00eddos ou integralmente entregues, a pre\u00e7o de banana, para empresas estrangeiras que em seus pa\u00edses de origem, fazem exatamente o mesmo que faziam suas concorrentes brasileiras \u2013 que j\u00e1 ter\u00e3o sa\u00eddo de seu caminho, aqui e no exterior \u2013 financiando partidos e candidatos, por meio de iniciativas que em lugares como os EUA, por exemplo, s\u00e3o consideradas l\u00edcitas e classificadas apenas, na maioria das vezes, como \u201clobby\u201d?<\/p>\n<p>A absolvi\u00e7\u00e3o \u2013 em um dos v\u00e1rios processos que responde \u2013 do ex-tesoureiro do PT, Jo\u00e3o Vaccari Neto \u2013 que continua sendo mantido preso, apesar disso, pelo magistrado de que falamos \u2013 com o \u00f3bvio e tardio reconhecimento, pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Regi\u00e3o, de que dela\u00e7\u00e3o premiada, isoladamente, n\u00e3o prova absolutamente nada.<\/p>\n<p>E a liberta\u00e7\u00e3o, pelo STF, de personagens que est\u00e3o presos \u201cpreventivamente\u201d h\u00e1 meses, anos, sem ter sido condenados em segunda inst\u00e2ncia, como Jos\u00e9 Carlos Bumlai e Jo\u00e3o Cla\u00fadio Genu, ex-tesoureiro do PP, por justificativas kafquianas, como a \u201crepercuss\u00e3o social do crime\u201d e a \u201cgarantia da ordem p\u00fablica\u201d, s\u00e3o lampejos de raz\u00e3o que n\u00e3o v\u00e3o mudar as profundas, nefastas, consequ\u00eancias da verdadeira trag\u00e9dia econ\u00f4mica, institucional e pol\u00edtica \u2013 inclu\u00eddo o Golpe de 2016 \u2013 que se abateu sobre o pa\u00eds com a politiza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a a partir de 2014.<\/p>\n<p>A esquerda que diz apoiar a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato comete um grave erro hist\u00f3rico, corroborando uma narrativa hip\u00f3crita e mendaz que entregar\u00e1 o pa\u00eds ao fascismo no final do ano que vem.<\/p>\n<p>Como disse outro dia certo ministro do Supremo, pelo qual, como sabe quem nos acompanha, nunca tivemos maiores simpatias, que Deus nos livre de uma ditadura de ju\u00edzes e procuradores.<\/p>\n<p>Embora muitos \u2013 distra\u00eddos pelo fast-food servido pela m\u00eddia na velocidade e padroniza\u00e7\u00e3o dos drive-thrus das cadeias de hamb\u00farguer \u2013 n\u00e3o tenham percebido que j\u00e1 estamos, na pr\u00e1tica, sob esse jugo, que deve ser firme e prioritariamente combatido por aqueles que tenham alguma preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro da democracia e desta pobre na\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se existe uma situa\u00e7\u00e3o que caracteriza a \u00e9poca que estamos vivendo, \u00e9 a contradi\u00e7\u00e3o entre o Brasil real e o pa\u00eds dos ju\u00edzes, ou melhor, de certo tipo de ju\u00edzes e procuradores que se encontram no poder, em suas respectivas \u00e1reas, nestes tempos sombrios, que, cegos como zumbis na bruma, estamos atravessando. 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