{"id":13587,"date":"2017-09-11T10:02:08","date_gmt":"2017-09-11T14:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=13587"},"modified":"2017-09-11T10:02:08","modified_gmt":"2017-09-11T14:02:08","slug":"quem-sao-os-neonazistas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/09\/11\/quem-sao-os-neonazistas-brasileiros\/","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o os neonazistas brasileiros?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"13588\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/09\/11\/quem-sao-os-neonazistas-brasileiros\/hitler-vive\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?fit=700%2C400\" data-orig-size=\"700,400\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Hitler-vive\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?fit=300%2C171\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?fit=600%2C343\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?resize=600%2C343\" alt=\"Hitler-vive\" width=\"600\" height=\"343\" class=\"alignnone size-full wp-image-13588\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?w=700 700w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?resize=300%2C171 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Hitler-vive.jpg?resize=525%2C300 525w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>N\u00famero de pessoas interessadas no neonazismo cresce mais que a popula\u00e7\u00e3o brasileira, afirma antrop\u00f3loga<\/p>\n<p>Na Caros Amigos, por Por Lu Sudr\u00e9 &#8211; &#8220;Devemos assegurar a exist\u00eancia de nosso povo e um futuro para as crian\u00e7as brancas&#8221;. As 14 palavras de David Lane, influente l\u00edder do neonazismo, ecoaram no mundo todo ap\u00f3s serem ditas por supremacistas brancos em Charlottesville, cidade do Estado norte-americano de Virg\u00ednia, no dia 12 de agosto. As tochas de fogo que marcaram a hist\u00f3ria da Ku Klux Klan estavam nas ruas como h\u00e1 muito tempo n\u00e3o se via. Tais palavras podem estar mais pr\u00f3ximas do que se imagina.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo a antrop\u00f3loga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que mapeia a atua\u00e7\u00e3o dos principais grupos neonazistas do Pa\u00eds na internet desde 2002, existem mais de quatro mil sites neonazistas em dom\u00ednio brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui no Brasil temos o que eles chamam de &#8216;c\u00e9lulas&#8217; ou &#8216;bra\u00e7os&#8217; de grupos neonazistas americanos, mas tamb\u00e9m de grupos do Leste Europeu, da Ucr\u00e2nia e da R\u00fassia. Eles s\u00e3o heterog\u00eaneos, alguns s\u00e3o mais violentos e ciberativistas, enquanto outros n\u00e3o&#8221;, afirma Dias em entrevista \u00e0 Caros Amigos. &#8220;Os sites neonazistas tem uma caracter\u00edstica muito espec\u00edfica, que \u00e9 a profundidade. Quanto mais se caminha dentro dos sites, cheios de hiperlinks e diret\u00f3rios, mais violentos eles ficam&#8221;.<\/p>\n<p>Os grupos neonazistas Combate 88, White Power S\u00e3o Paulo, White Power Sul, War (White Arian Resistance), Front 88,  Kombat Rac, Impacto Hooligan e Azov, lideram a lista dos mais extremistas e atuam principalmente na regi\u00e3o sul e sudeste do Pa\u00eds, com crescimento recente na regi\u00e3o centro-oeste. Al\u00e9m da nega\u00e7\u00e3o do Holocausto, o \u00f3dio aos nordestinos e a homofobia est\u00e3o entre as principais bandeiras destes grupos.<\/p>\n<p>&#8220;Existem pessoas que j\u00e1 foram levadas para treinamentos no Leste Europeu, na Ucr\u00e2nia e na R\u00fassia. Estes s\u00e3o grupos bastante ideol\u00f3gicos. Alguns fazem a inicia\u00e7\u00e3o com viol\u00eancia, ou seja, agridem um nordestino, um gay, um judeu ou um negro pra entrar no grupo. Por vezes, a inicia\u00e7\u00e3o \u00e9 sair em bando pra matar. A viol\u00eancia \u00e9 absurda, o racismo \u00e9 visceral&#8221;, destaca a pesquisadora.<\/p>\n<p>Indignada com a apologia criminosa das informa\u00e7\u00f5es que encontrava nos sites em meados dos anos 2000, Dias fez uma den\u00fancia junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e, por conta de a\u00e7\u00f5es judiciais movidas por ela e outros militantes, tr\u00eas sites brasileiros foram retirados do ar desde 2004: White Power SP, Loja ZyklonB e Valhalla88.<\/p>\n<p>Onde eles est\u00e3o?<\/p>\n<p>Os grupos neonazistas se articulam em f\u00f3runs de debates online e na rede social VK, de origem russa, equivalente ao Facebook. Gra\u00e7as ao seu conhecimento como programadora, Adriana conseguiu vasculhar f\u00f3runs de compartilhamento de conte\u00fado por palavras chaves e constatou que aproximadamente 250 mil pessoas baixaram materiais neonazistas no Brasil. <\/p>\n<p>Para que um Internet Protocol (IP) entre na estat\u00edstica da pesquisadora, \u00e9 necess\u00e1rio que tenha feito o download de no m\u00ednimo 1GB de documentos. Com base no monitoramento dos \u00faltimos anos, o n\u00famero de pessoas que fazem esses downloads cresce 8% ao ano,  porcentagem maior do que o crescimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE), \u00e9 de 0,8%.<\/p>\n<p>&#8220;De 10 a 20% dessas pessoas participam efetivamente de c\u00e9lulas ou de bandas de grupos anticomunistas, que tamb\u00e9m t\u00eam neonazistas&#8221;, explica Adriana que j\u00e1 foi a campo e encontrou neonazistas em Santa Catarina, sul do Pa\u00eds. &#8220;\u00c9 um movimento muito diverso e heterog\u00eaneo. Voc\u00ea tem desde empres\u00e1rios que financiam o movimento at\u00e9 um garoto simples de escola p\u00fablica que vai ser influenciado para que ele entenda que \u00e9 especial porque \u00e9 branco e portador da ra\u00e7a ariana.&#8221;<\/p>\n<p>A falta de uma lei na legisla\u00e7\u00e3o brasileira que tipifique o crime de \u00f3dio \u00e9 um dos entraves para enquadrar os neonazistas para al\u00e9m da internet, cujas a\u00e7\u00f5es seguem sem identifica\u00e7\u00e3o e notificadas apenas como homic\u00eddio. <\/p>\n<p>De acordo com a antrop\u00f3loga, h\u00e1 ainda diferencia\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas entre os grupos neonazistas brasileiros para angariar novos adeptos. Os discursos t\u00eam alvos e focos espec\u00edficos. &#8220;H\u00e1 grupos de classe m\u00e9dia e classe alta. H\u00e1 um discurso que fala: &#8216;o negro ou o imigrante est\u00e1 ocupando seu lugar na universidade, no emprego&#8217; Do outro lado, h\u00e1 um outro discurso mais intelectualizado, voltado para quest\u00e3o ideol\u00f3gica, &#8216;te\u00f3rica da ra\u00e7a&#8217;, que retoma a su\u00e1stica&#8221;, enfatiza Dias.<\/p>\n<p>Em nota enviada \u00e0 Caros Amigos, a Delegacia de Repress\u00e3o aos Crimes Raciais e Delitos de Intoler\u00e2ncia da Pol\u00edcia Civil (Decradi) afirma que investiga os crimes de intoler\u00e2ncia por meio de mapeamento dos grupos e cadastros de seus integrantes, al\u00e9m de opera\u00e7\u00f5es, pesquisas de registros policiais e monitoramento das redes sociais. &#8220;Recentemente, foi apurada a atua\u00e7\u00e3o de grupos neonazistas na divulga\u00e7\u00e3o, por cartazes ou postagens em redes sociais, com teores preconceituosos e de divulga\u00e7\u00e3o do nazismo, principalmente por motiva\u00e7\u00f5es religiosas&#8221;, diz o texto. <\/p>\n<p>\u201cUnite the Right&#8221;<\/p>\n<p>Com o lema &#8220;Unir a direita&#8221;, o ato em Charlottesville foi motivado pela retirada de est\u00e1tuas em homenagem a militares confederados, que, durante a Guerra Civil estadunidense (1861-1865) representaram os estados do sul do pa\u00eds &#8211; chamados Estados Confederados &#8211; na busca pela independ\u00eancia para impedir a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Dois s\u00e9culos depois, grupos de neo-confederados ao lado de neonazistas, de representantes da Ku Klux Klan (KKK), de grupos anticomunistas, identit\u00e1rios e outros grupos de extrema-direita como o Alt-Right (Direita Alternativa), gritaram palavras de ordem como &#8220;Voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o nos substituir&#8221;, em refer\u00eancia aos imigrantes; &#8220;Vidas Brancas Importam&#8221;, em contraposi\u00e7\u00e3o ao movimento negro Black Lives Matter, e &#8220;Morte aos Antifas&#8221;, abrevia\u00e7\u00e3o de &#8220;antifascistas&#8221;.<\/p>\n<p>Dias explica que existem mais de 11 grupos nos Estados Unidos que passaram pelo que ela chama de &#8220;processo de nazifica\u00e7\u00e3o&#8221;. O mesmo ocorre com os neonazistas do Brasil. &#8220;Come\u00e7a-se com um grupo antigay, por exemplo, ou anti-imigrante. Esse grupo se nazifica quando passa pela experi\u00eancia da nega\u00e7\u00e3o do Holocausto at\u00e9 chegar no grupo neonazi-hitlerista. \u00c9 um processo cont\u00ednuo&#8221;, frisa a antrop\u00f3loga. De todos esse grupos, apenas a KKK n\u00e3o tem c\u00e9lulas brasileiras.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, o ato em Charlottesville  \u00e9 muito representativo pois juntou de Ku Klux Klan at\u00e9 movimentos neo-confederados. &#8220;Todos se juntaram para falar do orgulho branco, da supremacia branca. Para dizer que judeus, negros e gays n\u00e3o v\u00e3o tomar esse lugar que eles imaginam ser deles. Eles acham que esse lugar est\u00e1 amea\u00e7ado por este &#8216;outro&#8217;, argumento que eles constr\u00f3em com fal\u00e1cias para alimentar o \u00f3dio.&#8221;<\/p>\n<p>As 14 palavras de David Lane, citadas no in\u00edcio da mat\u00e9ria e definidas por Adriana Dias como o slogan mais dito pelos neonazistas, tamb\u00e9m comp\u00f5em o s\u00edmbolo 14\/88. O n\u00famero 8 corresponde ao \u201dH\u201d, oitava letra do alfabeto. Dessa forma, 88 significa HH, &#8220;Heil Hitler&#8221;. Este n\u00famero tamb\u00e9m \u00e9 usado como refer\u00eancia ao ensaio 88 preceitos, escrito por David Lane, e ao trecho de 88 palavras do livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler.<\/p>\n<p>O casamento interracial e a ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as negras por casais brancos est\u00e3o entre os pontos que o l\u00edder neonazista elenca como respons\u00e1veis por um suposto exterm\u00ednio do povo branco em curso no mundo. &#8220;Eles usam a hist\u00f3ria da v\u00edtima para forjar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Falam de uma &#8216;di\u00e1spora branca&#8217; e impulsionam uma narrativa de \u00f3dio&#8221;, complementa Adriana Dias.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7as da extrema-direita<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o ato de supremacistas brancos nos EUA, um homem de 20 anos jogou o carro que dirigia contra um grupo que protestava contra os grupos racistas, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos.  A aus\u00eancia de um posicionamento imediato de Donald Trump contra os neonazistas fez com que o republicano se tornasse alvo de cr\u00edticas internacionais. Apenas dois dias depois da manifesta\u00e7\u00e3o, Trump classificou os grupos como &#8220;repugnantes&#8221;.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Adriana Dias, a ascens\u00e3o de figuras como Donald Trump e Jair Bolsonaro impulsionam o crescimento do neonazismo. &#8220;O fato do Trump n\u00e3o ter se pronunciado de imediato contra os neonazistas foi um dos piores acontecimentos do s\u00e9culo 21. Eles comemoraram muito nos f\u00f3runs e nos grupos online. Mesmo quando ele se manifestou depois, alguns se sentiram tra\u00eddos, outros disseram que os judeus o obrigaram a fazer isso. A n\u00e3o-manifesta\u00e7\u00e3o de imediato deu muita for\u00e7a pro movimento&#8221;, analisa.<\/p>\n<p>&#8220;O Bolsonaro \u00e9 um tremendo neonazista. H\u00e1 inclusive uma base do movimento neonazi que faz campanha e propaganda para o Bolsonaro&#8221;, revela a pesquisadora. No in\u00edcio de 2016, grupos neonazistas e neofascistas participaram de um ato no v\u00e3o do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, para prestar apoio a Bolsonaro e defend\u00ea-lo das cr\u00edticas que recebe frequentemente de setores dos direitos humanos. &#8220;Eles gostam de se colocar a servi\u00e7o do \u00f3dio. Para eles \u00e9 o sentimento mais importante que o ser humano pode ter, mas o que eles consideram ser humano \u00e9 o homem branco, h\u00e9tero e sem defici\u00eancia (f\u00edsica)&#8221;, resume Dias.<\/p>\n<p>A estudiosa opina que a atual conjuntura pol\u00edtica brasileira de intoler\u00e2ncia e polariza\u00e7\u00e3o tende a piorar em 2018 com o crescimento de grupos neonazistas. &#8220;Se tiver um estopim que re\u00fana as extremas direitas brasileiras, podemos ter Charlottesville aqui. Os neoconservadores brasileiros n\u00e3o tiveram a menor vergonha de se unir ao pior da extrema direita para o impeachment da Dilma. Tamb\u00e9m acho os neonazistas n\u00e3o ter\u00e3o nenhuma vergonha de irem para as ruas caso algo simb\u00f3lico aconte\u00e7a. Infelizmente estamos em um momento terr\u00edvel&#8221;, lamenta. &#8220;Esse crescimento da extrema direita cria uma narrativa social na qual a direita vai beber. O \u00f3dio vai ser algo ainda mais enlouquecedor.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;M\u00fasicas para brancos&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 chega de tolerar essa ra\u00e7a nojenta\/ Esse povo parasita que ningu\u00e9m aguenta \/A hora \u00e9 essa e n\u00e3o d\u00e1 mais pra esperar\/ Sinagogas v\u00e3o explodir e kip\u00e1s ir\u00e3o pro ar&#8221;.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o alguns do versos da banda neonazista Stuka, que ao lado de outras bandas de rock, como a Banda Locomotiva, Bandeira de Combate e Brigada NS, entre outras, propagandeiam o neonazismo no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Reunidas no blog M\u00fasica para Brancos, as bandas cantam letras de teor anticomunista, regadas de antissemitismo e racismo. A m\u00fasica S\u00e3o Paulo P\u00e1tria, por exemplo, da Banda Locomotiva, chama os nordestinos de &#8220;peso morto&#8221; e pregam o separatismo. A Brigada NS destila o mais puro \u00f3dio contra pessoas de etnia africana em versos como &#8220;Ainda \u00e9s primitivo, \u00e9 s\u00f3 um animal&#8221; e outros ainda piores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s anos pesquisando o neonazismo, Adriana acredita que a sa\u00edda para impedir o crescimento desses grupos \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o imediata de uma legisla\u00e7\u00e3o que tipifique o crime de \u00f3dio e um longo e profundo processo educativo. &#8220;O que me questiono \u00e9: H\u00e1 interesse em parar? O atual governo e a direita brasileira querem fazer esse trabalho?&#8221;, questiona a antrop\u00f3loga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero de pessoas interessadas no neonazismo cresce mais que a popula\u00e7\u00e3o brasileira, afirma antrop\u00f3loga Na Caros Amigos, por Por Lu Sudr\u00e9 &#8211; &#8220;Devemos assegurar a exist\u00eancia de nosso povo e um futuro para as crian\u00e7as brancas&#8221;. 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