{"id":14184,"date":"2017-10-08T22:22:13","date_gmt":"2017-10-09T02:22:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=14184"},"modified":"2017-10-08T22:22:13","modified_gmt":"2017-10-09T02:22:13","slug":"comunidades-negras-da-amazonia-sao-retratadas-em-exposicao-em-sao-paul","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/10\/08\/comunidades-negras-da-amazonia-sao-retratadas-em-exposicao-em-sao-paul\/","title":{"rendered":"Comunidades negras da Amaz\u00f4nia s\u00e3o retratadas em exposi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paul"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"14185\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/10\/08\/comunidades-negras-da-amazonia-sao-retratadas-em-exposicao-em-sao-paul\/img_6721\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?fit=627%2C419\" data-orig-size=\"627,419\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_6721\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?fit=600%2C401\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?resize=600%2C401\" alt=\"IMG_6721\" width=\"600\" height=\"401\" class=\"alignnone size-full wp-image-14185\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?w=627 627w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_6721.jpg?resize=449%2C300 449w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>No Ag\u00eancia Brasil &#8211; As comunidades negras da Amaz\u00f4nia s\u00e3o o foco do trabalho da fot\u00f3grafa Marcela Bonfim que estar\u00e1 exposto a partir deste s\u00e1bado (7) na Caixa Cultural, na Pra\u00e7a da S\u00e9, centro da capital paulista. As 55 imagens v\u00eam de um trabalho de quatro anos na regi\u00e3o da floresta em uma investiga\u00e7\u00e3o que faz parte da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de vida da artista.<!--more--><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma pesquisa de vida mesmo. Ela vem da observa\u00e7\u00e3o, da sensa\u00e7\u00e3o, do sentimento, do estranhamento, da crise. \u00c9 um projeto em que trabalho com o existencial. Ele n\u00e3o tem um compromisso com a academia\u201d, conta Marcela.<\/p>\n<p>A fot\u00f3grafa foi viver em Rond\u00f4nia e come\u00e7ou a produzir imagens por circunst\u00e2ncias da vida. Quando tinha pouco tempo de formada em economia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo, Marcela teve dificuldades para encontrar emprego na \u00e1rea, ent\u00e3o aceitou uma proposta de trabalho no Norte.<\/p>\n<p>Chico Remeiro, fotografia de 2015 de Marcela Bonfim, que faz parte da exposi\u00e7\u00e3o da Caixa Cultural<br \/>\nChico Remeiro, fotografia de 2015 de Marcela Bonfim, que faz parte da exposi\u00e7\u00e3o da Caixa Cultural<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias desconhecidas<\/p>\n<p>A partir da conviv\u00eancia na regi\u00e3o, come\u00e7ou a descobrir hist\u00f3rias que n\u00e3o conhecia. \u201cComecei a me interessar, a perguntar e a buscar. A\u00ed eu descobri o fluxo da borracha, do ouro, que [os imigrantes] vieram majoritariamente do Maranh\u00e3o, do Par\u00e1 e do Nordeste\u201d, contou, sobre alguns dos processos de forma\u00e7\u00e3o de comunidades negras dentro da selva.<\/p>\n<p>A fotografia tamb\u00e9m foi algo que surgiu de forma quase acidental. Marcela diz que comprou uma c\u00e2mera \u201csimples\u201d e come\u00e7ou a fazer as imagens sem uma proposta definida, mas por uma afinidade intuitiva com o tema. Aos poucos, foi mostrando os resultados para amigos e fot\u00f3grafos profissionais. \u201cOs olhares foram temperando mais o processo\u201d, ressalta. Com o retorno dos conhecidos, foi ganhando confian\u00e7a e fazendo diversas viagens pela regi\u00e3o, aproveitando f\u00e9rias e feriados para conhecer novos lugares.<\/p>\n<p>Teve contato ainda com os chamados barbadianos, descendentes dos trabalhadores que vieram do Caribe entre 1873 e 1912 para construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamor\u00e9. \u201cA coloniza\u00e7\u00e3o deles foi completamente diferente do negro que saiu da Bahia, do Maranh\u00e3o\u201d, compara. Passou por concentra\u00e7\u00f5es de imigrantes haitianos e conheceu a Festa do Divino Pimenteiras, uma celebra\u00e7\u00e3o de 123 anos que acontece em povoados entre o Brasil e a Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, passou a refletir sobre pr\u00f3pria negritude. \u201c\u00c9 um absurdo pensar nisso. A gente tem que se colocar como ser humano. A minha vida inteira foi assim. At\u00e9 o meu processo aqui em S\u00e3o Paulo foi ressignificado com essas imagens. Foi dali daquele processo que eu descobri que poxa, por que eu n\u00e3o fui contratada? Uma economista formada pela PUC de S\u00e3o Paulo, tinha tudo para ser e n\u00e3o foi\u201d, relata a fot\u00f3grafa, que passou a entender a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria com marcas do racismo.<\/p>\n<p>A partir do trabalho, ela passou a repensar a sua identidade e as rela\u00e7\u00f5es familiares. \u201cTem umas imagens que eu acho que s\u00e3o a minha cara, a cara da minha m\u00e3e, do meu pai. Ent\u00e3o, tem todo esse processo correndo ao redor dessa exposi\u00e7\u00e3o\u201d, conta, acrescentando que as identifica\u00e7\u00f5es a levaram a refletir politicamente sobre as quest\u00f5es raciais. \u201cEu era uma negra muito embranquecida, me baseava na meritocracia\u201d, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Ag\u00eancia Brasil &#8211; As comunidades negras da Amaz\u00f4nia s\u00e3o o foco do trabalho da fot\u00f3grafa Marcela Bonfim que estar\u00e1 exposto a partir deste s\u00e1bado (7) na Caixa Cultural, na Pra\u00e7a da S\u00e9, centro da capital paulista. 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