{"id":14496,"date":"2017-10-23T12:08:46","date_gmt":"2017-10-23T16:08:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=14496"},"modified":"2017-10-23T12:46:06","modified_gmt":"2017-10-23T16:46:06","slug":"a-ultima-carta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/10\/23\/a-ultima-carta\/","title":{"rendered":"A \u00faltima carta"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"14497\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/10\/23\/a-ultima-carta\/14b5b2dd-6ed4-494b-a28e-0d4017841cd6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?fit=443%2C332\" data-orig-size=\"443,332\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?fit=300%2C225\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?fit=443%2C332\" class=\"alignnone size-full wp-image-14497\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?resize=443%2C332\" alt=\"14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6\" width=\"443\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?w=443 443w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/14B5B2DD-6ED4-494B-A28E-0D4017841CD6.jpeg?resize=400%2C300 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/p>\n<p>O que aconteceu naquela noite? Tua \u00faltima noite. Dupla, tripla exposi\u00e7\u00e3o<br \/>\nDe tudo. Viva eu te vi pela \u00faltima vez<br \/>\nNo cair da tarde de sexta-feira<br \/>\nA queimar no cinzeiro com um estranho sorriso<br \/>\nA carta a mim endere\u00e7ada. Atrapalhei teus planos?<!--more--><\/p>\n<p>A surpresa chegou antes do previsto?<br \/>\nMinha resposta foi r\u00e1pida demais?<br \/>\nUma hora mais tarde e terias rumado<br \/>\nPara onde eu n\u00e3o te pudesse encontrar<br \/>\nE eu teria me afastado de tua porta fechada e vermelha<br \/>\nA que ningu\u00e9m abriria<br \/>\nCom tua carta na m\u00e3o,<br \/>\nUm raio que n\u00e3o conseguiu chegar \u00e0 terra.<br \/>\nIsso para mim teria sido um tratamento de choque<br \/>\nQue se repetiria durante todo o final de semana<br \/>\nQuando eu a lesse ou nela simplesmente pensasse.<br \/>\nIsso teria reordenado meu pensamento e minha vida<br \/>\nO tratamento que planejavas necessitava de tempo<br \/>\nN\u00e3o posso imaginar como<br \/>\nTeria suportado aquele fim de semana.<br \/>\nN\u00e3o posso imaginar. Tinhas j\u00e1 tudo planejado?<br \/>\nTua mensagem chegou bem depressa at\u00e9 mim \u2013 no mesmo dia,<br \/>\nSexta \u00e0 tarde, postada pela manh\u00e3.<br \/>\nExpediram-na os dem\u00f4nios que sempre prevalecem<br \/>\nEsse foi mais um dos lances de m\u00e1 sorte<br \/>\nQue contra ti cometeu o correio<br \/>\nE que se acrescentou a teu fardo. Sa\u00ed rapidamente pela neve<br \/>\nJ\u00e1 azulada em fevereiro. Anoitecia em Londres.<br \/>\nChorei de al\u00edvio quando abriste a porta.<br \/>\nConfus\u00e3o de enigmas em solu\u00e7\u00e3o. L\u00e1grimas precoces<br \/>\nQue n\u00e3o pude interpretar, que fracassaram ao comunicar<br \/>\nSua verdadeira import\u00e2ncia. Por\u00e9m, o que disseste<br \/>\nSobre as cinzas ainda fumegantes dessa carta<br \/>\nDestru\u00edda com tanto cuidado, com tanta calma,<br \/>\nPermitiu que eu partisse, que eu te deixasse<br \/>\nPara soprares as cinzas de teu plano, do cinzeiro<br \/>\nSobre o qual te debru\u00e7arias para que eu lesse<br \/>\nO n\u00famero de telefone do m\u00e9dico.<br \/>\nMinha fuga<br \/>\nConverteu-se em assombra\u00e7\u00e3o<br \/>\nDesesperan\u00e7ado e insone, com todos os sonhos exauridos.<br \/>\nE eu s\u00f3 queria tornar a captur\u00e1-los, s\u00f3 queria<br \/>\nCair em algum lugar fora desse vazio.<br \/>\nDois dias sem fazer nada. Dois dias gr\u00e1tis.<br \/>\nDois dias fora de qualquer calend\u00e1rio, mas roubados<br \/>\nDo mundo<br \/>\nPara al\u00e9m da realidade, dos sentimentos e dos nomes.<br \/>\nMinha vida amorosa tomou posse. Minha entorpecida vida amorosa<br \/>\nCom suas duas agulhas loucas,<br \/>\nTecendo sua rosa, perfurando e puxando com for\u00e7a<br \/>\nNa tape\u00e7aria sua tatuagem sangrenta<br \/>\nEm algum lugar dentro de mim, atr\u00e1s de meu umbigo,<br \/>\nTra\u00e7ando esse bras\u00e3o confuso,<br \/>\nDuas agulhas loucas cruzando os pontos,<br \/>\nEscolhendo entre meus nervos<br \/>\nEm fun\u00e7\u00e3o de suas cores, a me remodelar<br \/>\nPor dentro de minha pele, uma refazendo a outra<br \/>\nComo uma autocaricatura,<br \/>\nSeu obsessivo entrar e sair. Duas mulheres Cada uma com uma agulha.<br \/>\nNaquela noite<br \/>\nMinha Susan dellarobbia. Movimentei-me<br \/>\nCom a circunspec\u00e7\u00e3o<br \/>\nDe uma chama num pavio. Toda minha f\u00faria<br \/>\nEra um esfor\u00e7o abandonado para explodir<br \/>\nO velho globo sobre o qual as sombras dobram<br \/>\nMeu rastro denunciador de cinzas. Corri<br \/>\nDe um lado a outro, olhando para tr\u00e1s, um filme invertido,<br \/>\nRumo ao qu\u00ea? Fomos at\u00e9 Rugby Street<br \/>\nOnde tu e eu come\u00e7amos.<br \/>\nPor que fomos l\u00e1? Com tantos lugares<br \/>\nPor que fomos l\u00e1? A perversidade<br \/>\nNa arte de nosso destino<br \/>\nAjustou seus refinamentos para ti, para mim,<br \/>\nPara Susan. Jogo solit\u00e1rio<br \/>\nA que se entregava o Minotauro daquele labirinto<br \/>\nIncluindo at\u00e9 mesmo Helen, no apartamento t\u00e9rreo.<br \/>\nReparaste nela: personagem para um conto.<br \/>\nN\u00e3o a conheceste. Poucos a conheceram<br \/>\nA n\u00e3o ser atrav\u00e9s dos ouvidos e da m\u00e1scara delirante<br \/>\nDe seu c\u00e3o pastor-alem\u00e3o. Tu nem mesmo a viste de relance.<br \/>\nApenas te encolheste<br \/>\nQuando o c\u00e3o demente lan\u00e7ou seu peso<br \/>\nContra a porta enquanto desliz\u00e1vamos pelo corredor<br \/>\nE o ouv\u00edamos a engasgar em seu infinito \u00f3dio alem\u00e3o.<br \/>\nNaquela noite de domingo ela deixou a porta aberta<br \/>\nUns poucos cent\u00edmetros<br \/>\nSusan saudou aqueles olhos negros, o infeliz<br \/>\nSobrepeso e o rosto cativante que apareceram<br \/>\nPor tr\u00e1s da corrente do trinco. A porta se fechou.<br \/>\nOuvimo-la a consolar o carcereiro<br \/>\nDentro de sua cela, o canil, onde, dias depois,<br \/>\nEla sufocou com g\u00e1s a feroz criatura e a si mesma.<br \/>\nEu e Susan passamos aquela noite<br \/>\nEm nosso leito nupcial. N\u00e3o havia visto esta cama<br \/>\nDesde que nela nos deitamos em nossa primeira noite.<br \/>\nN\u00e3o a levei de volta para minha cama.<br \/>\nOcorrera-me que, com o final de semana,<br \/>\nPoderias aparecer, uma visita surpresa.<br \/>\nApareceste, para tamborilar em minha sombria janela?<br \/>\nPermaneci com Susan, escondendo-me de ti,<br \/>\nEm nosso leito nupcial \u2013 o mesmo de que<br \/>\nTr\u00eas anos depois a levariam para morrer<br \/>\nNaquele mesmo hospital onde, dentro de doze horas,<br \/>\nEu te encontraria morta.<br \/>\nNa manh\u00e3 de segunda Levei-a ao trabalho, no centro,<br \/>\nE ent\u00e3o estacionei meu ve\u00edculo ao norte de Euston Road<br \/>\nE retornei para onde o telefone me esperava.<br \/>\nO que aconteceu naquela noite, em tuas horas, Ningu\u00e9m o sabe, \u00e9 como se nunca tivesse acontecido. A cumula\u00e7\u00e3o de toda tua vida,<br \/>\nComo um esfor\u00e7o inconsciente, como um nascimento<br \/>\nA fazer avan\u00e7ar a membrana de cada lento instante Para o interior do seguinte, ocorreu<br \/>\nComo se n\u00e3o pudesse ocorrer<br \/>\nComo se n\u00e3o estivesse ocorrendo. Quantas vezes<br \/>\nTocou o telefone em meu quarto vazio,<br \/>\nTu a ouvir o toque no aparelho \u2013<br \/>\nE de um lado e de outro da linha a mem\u00f3ria<br \/>\nDe um toque de telefone a se desvanecer<br \/>\nNa mente, como se j\u00e1 morta. Conto as vezes<br \/>\nQue possas ter caminhado at\u00e9 a cabine telef\u00f4nica<br \/>\nNo final de Saint George\u2019s Terrace.<br \/>\nAli est\u00e1s sempre que olho, saindo<br \/>\nDe Fitzroy Road, atravessando<br \/>\nPor entre as margens abarrotadas de a\u00e7\u00facar sujo.<br \/>\nEm teu longo sobretudo negro<br \/>\nTua tran\u00e7a enrolada na parte de tr\u00e1s do cabelo<br \/>\nAndas mas n\u00e3o consegues mover-te, ou acordar,<br \/>\nE j\u00e1 ningu\u00e9m mais anda,<br \/>\nAndando pela balaustrada sob Primrose Hill<br \/>\nRumo \u00e0 cabine telef\u00f4nica nunca alcan\u00e7ada.<br \/>\nAntes da meia-noite. Depois da meia-noite.<br \/>\nNovamente. Novamente. Novamente. E, \u00e0s raias da alvorada, novamente.<br \/>\nEm que posi\u00e7\u00e3o dos ponteiros do rel\u00f3gio<br \/>\nFoi que fizeste tua \u00faltima tentativa<br \/>\nJ\u00e1 bem al\u00e9m de minha capacidade de escut\u00e1-la, que sacudiste<br \/>\nO travesseiro daquela cama vazia? Uma \u00faltima vez<br \/>\nTocaste suavemente em meus livros e em meus pap\u00e9is?<br \/>\nQuando cheguei o telefone dormia.<br \/>\nO travesseiro inocente. Meu quarto dormia,<br \/>\nCheio da n\u00edvea luz matinal.<br \/>\nAcendi o fogo. Saquei meus pap\u00e9is.<br \/>\nMal tinha come\u00e7ado a escrever quando o telefone<br \/>\nEstremeceu, num alarme tagarela,<br \/>\nRecordando tudo. Em minha m\u00e3o ele se recuperou.<br \/>\nE depois uma voz que soava como uma arma escolhida<br \/>\nOu uma inje\u00e7\u00e3o medida<br \/>\nFriamente pronunciou as quatro palavras<br \/>\nNo fundo de meu ouvido: \u201cSua esposa est\u00e1 morta\u201d.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o e notas de Marcus Salgado<\/p>\n<p>Edward James Hughes (1930-1998) foi um poeta laureado, dramaturgo, escritor de livros infantis e tradutor, dos mais importantes nos quadros da literatura inglesa do s\u00e9culo XX. Em 1956 casou-se com a poeta norte-americana Sylvia Plath, com quem viveu um tumultuado relacionamento, que culminou com a separa\u00e7\u00e3o em 1963. No mesmo ano, Sylvia cometeu suic\u00eddio, asfixiada pelo g\u00e1s de cozinha em sua casa, aos 30 anos de idade. Esse evento teve consequ\u00eancias perturbadoras para Ted Hughes, a tal ponto que, mais de uma d\u00e9cada depois, ainda tentava regis- trar, em poemas como \u201cA \u00faltima carta\u201d, o impacto experimentado ap\u00f3s o suic\u00eddio de Sylvia Plath. In\u00e9dito at\u00e9 2010 (quando foi responder gatado do acervo da British Library e preparado para publica\u00e7\u00e3o no peri\u00f3dico New Statesman), \u201cA \u00faltima carta\u201d se disp\u00f5e a lidar diretamente com o suic\u00eddio de Plath. O poema evoca o derradeiro encontro entre Ted e Sylvia, ocorrido poucos dias antes da morte da poeta. De acordo com a vers\u00e3o nele apresentada, Sylvia teria escrito um bilhete endere\u00e7ado a Ted, com poss\u00edvel alus\u00e3o ao suic\u00eddio. Postada na manh\u00e3 de sexta, a correspond\u00eancia deveria ter chegado \u00e0s m\u00e3os do destinat\u00e1rio ap\u00f3s sua morte, mas, por obra do eficiente servi\u00e7o postal ingl\u00eas, acabou por ser entregue no mesmo dia. A crer na narrativa do poema, Ted teria se dirigido \u00e0 casa de Sylvia, onde ela queimou o bilhete, \u201ccom um estranho sorriso\u201d. A publica\u00e7\u00e3o de \u201cA \u00faltima carta\u201d gerou grande pol\u00eamica, tanto no que diz respeito \u00e0 vers\u00e3o dos fatos apresentada por Ted Hughes, como no que pertine \u00e0 edi\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma de textos incompletos pertencentes ao esp\u00f3lio de um escritor. Quer se considere ver\u00eddica ou fantasiosa a narrativa de Hughes, \u201cA \u00faltima carta\u201d \u00e9 um poema que, embora incompleto, cont\u00e9m ineg\u00e1veis qualidades imag\u00edsticas e emocionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que aconteceu naquela noite? Tua \u00faltima noite. Dupla, tripla exposi\u00e7\u00e3o De tudo. Viva eu te vi pela \u00faltima vez No cair da tarde de sexta-feira A queimar no cinzeiro com um estranho sorriso A carta a mim endere\u00e7ada. 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