{"id":14780,"date":"2017-11-04T09:12:33","date_gmt":"2017-11-04T13:12:33","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=14780"},"modified":"2017-11-04T09:13:45","modified_gmt":"2017-11-04T13:13:45","slug":"leitor-e-quem-faz-a-midia-independente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/11\/04\/leitor-e-quem-faz-a-midia-independente\/","title":{"rendered":"Leitor \u00e9 quem faz a m\u00eddia independente"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"14781\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/11\/04\/leitor-e-quem-faz-a-midia-independente\/0a0088e0-a480-4817-9552-221aeb2e3675\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?fit=768%2C401\" data-orig-size=\"768,401\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?fit=300%2C157\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?fit=600%2C313\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?resize=600%2C313\" alt=\"0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675\" width=\"600\" height=\"313\" class=\"alignnone size-full wp-image-14781\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?w=768 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?resize=300%2C157 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/0A0088E0-A480-4817-9552-221AEB2E3675.jpeg?resize=575%2C300 575w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>M\u00eddia honesta depende cada vez mais dos leitores<!--more--><\/p>\n<p>Da Carta Maior, por Leneide Duarte-Plon, de Paris &#8211; Os meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o empresas como as outras e produzem um bem p\u00fablico, a informa\u00e7\u00e3o, necess\u00e1ria ao bom funcionamento da democracia<\/p>\n<p>Com o desmoronamento da receita publicit\u00e1ria, jornais e revistas, impressos ou online, se deparam com a quest\u00e3o : &#8220;Como financiar as reda\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de uma informa\u00e7\u00e3o de qualidade e independente&#8221;? Honesta sobretudo, no caso do Brasil.<\/p>\n<p>O slogan do mais conhecido e respeitado jornal online franc\u00eas, Mediapart, resume a situa\u00e7\u00e3o: \u201cMediapart, somente nossos leitores podem nos comprar\u201d. Ele n\u00e3o tem publicidade e vive da assinatura dos seus mais de cem mil leitores. Criado em 2008 por Edwy Plenel, ex-diretor da reda\u00e7\u00e3o do Le Monde, Mediapart \u00e9 um verdadeiro jornal online, pure player, com uma reda\u00e7\u00e3o de mais de 35 jornalistas.<\/p>\n<p>O maior argumento publicit\u00e1rio do Mediapart \u00e9 sua independ\u00eancia. Uma publicidade recente para ampliar o n\u00famero de leitores perguntava: &#8220;a quem pertence seu jornal? A quem o possui? Aos que anunciam nele? Aos que defendem seus interesses? Aos que o leem? Mediapart, somente nossos leitores podem nos comprar&#8221;.<\/p>\n<p>Qual o papel dos leitores de jornais e revistas nesse momento de crise da imprensa e de crise pol\u00edtico-econ\u00f4mica no Brasil? O que pode ser feito para que revistas, jornais e blogs independentes n\u00e3o morram?<\/p>\n<p>Essas perguntas foram respondidas pela economista Julia Cag\u00e9 no livro &#8220;Sauver les m\u00e9dias&#8221; (&#8220;Salvar os meios de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;, editora La R\u00e9publique des id\u00e9es). Por coincid\u00eancia nefasta, o livro chegou \u00e0s reda\u00e7\u00f5es dos jornais franceses no dia em que dois homens invadiram a reda\u00e7\u00e3o do seman\u00e1rio Charlie Hebdo matando quase toda a reda\u00e7\u00e3o em plena reuni\u00e3o de pauta. Era 7 de janeiro de 2015.<\/p>\n<p>Por coincid\u00eancia feliz, Charlie Hebdo \u2013 que vinha perdendo leitores progressivamente e estava \u00e0 beira da fal\u00eancia \u2013 foi salvo pelo grande \u00e9lan de generosidade que se avolumou em dons que atingiram mais de 4 milh\u00f5es de euros. Os n\u00fameros de exemplares vendidos antes do atentado oscilavam em torno de 30 mil e o chamado &#8220;n\u00famero dos sobreviventes&#8221;, que saiu dia 14 de janeiro, vendeu 7.950.000 exemplares. Ningu\u00e9m poderia esperar esse resultado.<\/p>\n<p>O excesso de euros doados \u2013 vindos de particulares e de empresas com vantagens de isen\u00e7\u00e3o fiscal segundo a lei francesa \u2013 chegou a criar um novo problema para a reda\u00e7\u00e3o sobrevivente. Tiveram de reestruturar a estrutura jur\u00eddica do jornal.<\/p>\n<p>Uma das ideias defendidas por Cag\u00e9 em seu livro \u00e9 exatamente que os leitores podem financiar e participar da gest\u00e3o de jornais independentes do poder econ\u00f4mico. Charlie Hebdo n\u00e3o criou exatamento o que Cag\u00e9 \u2013 doutora pela Universidade de Harvard e professora de economia do Instituto de Ci\u00eancias Pol\u00edticas (Sciences Po) de Paris \u2013 preconiza : o financiamento por pequenos doadores com participa\u00e7\u00e3o nos destinos do jornal. Ela chama a isso de &#8220;soci\u00e9t\u00e9 de m\u00e9dia \u00e0 but non-lucratif&#8221; (sociedade de m\u00eddia sem fins lucrativos).<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um bem p\u00fablico, necess\u00e1rio \u00e0 democracia<\/p>\n<p>Uma das ideias mais interessantes e fundamentais do livro \u00e9 que como a m\u00eddia produz um bem p\u00fablico, a informa\u00e7\u00e3o, reconhecida como necess\u00e1ria ao bom funcionamento da democracia, os meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o empresas como as outras. Idealmente, se a imprensa com o que veicula, a informa\u00e7\u00e3o, pode ser considerada como um bem p\u00fablico, ela deveria fazer parte do setor da &#8220;economia do conhecimento&#8221; tanto quanto a escola, os cinemas, as bibliotecas e os museus.<\/p>\n<p>Ora, na Fran\u00e7a esses setores citados, incluindo neles a pesquisa e o ensino superior, recebem 10% do PIB. Mas na realidade francesa a imprensa est\u00e1 fora do PIB citado porque \u00e9 um setor privado, ainda que os jornais recebam do governo o que se chama de &#8220;ajuda direta \u00e0 imprensa escrita&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2013, esse total foi de 400 milh\u00f5es de euros e entre os t\u00edtulos, de direita e de esquerda, que mais receberam a subven\u00e7\u00e3o governamental estavam entre os vinte primeiros, em ordem decrescente : Le Figaro, Le Monde, Aujourd\u2019hui en France, Ouest France, La Croix, T\u00e9l\u00e9rama, Lib\u00e9ration, Le Nouvel Observateur, T\u00e9l\u00e9 7 Jours, L\u2019Humanit\u00e9 e L\u2019Express. O primeiro da lista recebeu 16 milh\u00f5es de euros e o \u00faltimo pouco mais de 6 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>&#8220;Na Fran\u00e7a consideramos que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser vendida porque \u00e9 um bem p\u00fablico. Precisamos pensar a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o da mesma maneira. A m\u00eddia pertence \u00e0 iniciativa privada mas n\u00e3o pode ser considerada como qualquer empresa com fins lucrativos. Na sociedade de m\u00eddia de fins n\u00e3o lucrativos que menciono no livro, o voto dos pequenos acionistas \u00e9 ampliado&#8221;, explica Julia Cag\u00e9.<\/p>\n<p>Charb, diretor do jornal Charlie Hebdo, um dos mortos no atentado, inspirou uma lei adotada no ano passado para &#8220;a moderniza\u00e7\u00e3o do setor de m\u00eddia&#8221;. A lei prev\u00ea a dedu\u00e7\u00e3o de impostos de dons de particulars \u00e0s empresas de m\u00eddia de menos de 50 assalariados. O governo fixou dois n\u00edveis de abatimento fiscal : 30% do total doado para t\u00edtulos da &#8220;imprensa de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e geral&#8221; e at\u00e9 50% quando esse investimento diz respeito a &#8220;empresas solid\u00e1rias de m\u00eddia&#8221;.<\/p>\n<p>100 anos de compromisso apenas com o leitor<\/p>\n<p>O mais respeitado e s\u00f3lido impresso franc\u00eas de s\u00e1tira, Le Canard Encha\u00een\u00e9, completou este ano 100 anos em mar\u00e7o vivendo apenas das vendas em bancas. Lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 1916, numa Europa devastada em plena 1\u00aa Guerra Mundial, o jornal n\u00e3o tem nenhuma publicidade. O n\u00famero que comemorou os cem anos intitulava : &#8220;no caminho para o bicenten\u00e1rio&#8221; (En route pour le bicentenaire!).<\/p>\n<p>Como resistir 100 anos sem publicidade? O segredo do jornal \u00e9 aliar a s\u00e1tira e desenhos humor\u00edsticos ao verdadeiro jornalismo. Frequentemente, o &#8220;Canard&#8221; d\u00e1 furos nos outros jornais, que o citam em mat\u00e9rias apuradas a partir de hist\u00f3rias levantadas pelo jornal sat\u00edrico.<\/p>\n<p>Um pouco mais velho que o &#8220;Canard&#8221;, o centen\u00e1rio L\u2019Humanit\u00e9 (fundado em abril de 1904), j\u00e1 foi o \u00f3rg\u00e3o oficial do Partido Comunista Franc\u00eas e hoje \u00e9 apenas o melhor jornal independente, que sobrevive sem os milh\u00f5es da casta financeira que se apropriou de parte da imprensa francesa. &#8220;Nosso objetivo \u00e9 dar a informa\u00e7\u00e3o mais ampla e exata a todas as intelig\u00eancias livres para que tenham condi\u00e7\u00f5es de compreender e julgar por elas pr\u00f3prias os acontecimentos do mundo&#8221;, dizia no editorial do primeiro n\u00famero seu fundador, Jean Jaur\u00e8s.<\/p>\n<p>Lib\u00e9ration e Le Monde pertencem a bilion\u00e1rios que, no entanto, n\u00e3o interferem na liberdade da reda\u00e7\u00e3o. A total autonomia da reda\u00e7\u00e3o garante o bom jornalismo de centro-esquerda praticado pelos dois jornais.<\/p>\n<p>Franceinfo, o allnews da TV p\u00fablica<\/p>\n<p>Como a BBC, o servi\u00e7o p\u00fablico franc\u00eas audiovisual tem agora seu canal de informa\u00e7\u00e3o 24 horas. Dia 1\u00b0 de setembro, o canal Franceinfo come\u00e7ou a funcionar e de repente deixou seus concorrentes parecendo jur\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>O canal p\u00fablico inovou na posi\u00e7\u00e3o dos apresentadores, que n\u00e3o ficam mais sentados mas percorrem o est\u00fadio e se servem dos mais modernos elementos de tecnologia. Os jornalistas fazem parte do grande servi\u00e7o p\u00fablico franc\u00eas de informa\u00e7\u00e3o que conta com as holdings France T\u00e9l\u00e9visions e Radio France. Elas disp\u00f5em de diversas esta\u00e7\u00f5es de TV e r\u00e1dio e t\u00eam a Maison de la Radio como base.<\/p>\n<p>Os canais franceses de TV 24 horas de repente ficaram parecendo ultrapassados e demasiadamente comerciais. Os franceses t\u00eam agora um canal do servi\u00e7o p\u00fablico digno do canal allnews da BBC.<\/p>\n<p>No panorama franc\u00eas de m\u00eddia sem publicidade, o jornal impresso semanal Le UN comemorou o n\u00famero 100 em seu segundo ano de vida. Fundado por \u00c9ric Fottorino, ex-diretor da reda\u00e7\u00e3o do Le Monde, Le Un \u00e9 uma agrad\u00e1vel revista pol\u00edtico-cultural para quem quer complemento \u00e0 imprensa tradicional.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 internet, segundo o Instituto Reuters de Estudo do Jornalismo da Universidade de Oxford, 44% dos internautas se informam pelo Facebook, que conta com 1 bilh\u00e3o e 700 milh\u00f5es de utilizadores.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 n\u00e3o se contentar com o Facebook e ir buscar a informa\u00e7\u00e3o nos sites independentes do grande capital, cada vez mais numerosos e mais fortes.<\/p>\n<p>A sa\u00fade e a sobreviv\u00eancia deles depende dos leitores, que os sustentam com a leitura e colabora\u00e7\u00e3o financeira como forma de milit\u00e2ncia cidad\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00eddia honesta depende cada vez mais dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-14780","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-3Qo","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14780","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14780"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14780\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14783,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14780\/revisions\/14783"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14780"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14780"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14780"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}