{"id":15129,"date":"2017-11-22T19:47:56","date_gmt":"2017-11-22T23:47:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=15129"},"modified":"2017-11-22T19:47:56","modified_gmt":"2017-11-22T23:47:56","slug":"desideologizar-a-ideologia-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/11\/22\/desideologizar-a-ideologia-de-genero\/","title":{"rendered":"Desideologizar a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15130\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/11\/22\/desideologizar-a-ideologia-de-genero\/judir\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?fit=960%2C639\" data-orig-size=\"960,639\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"judir\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?fit=600%2C399\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?resize=600%2C399\" alt=\"judir\" width=\"600\" height=\"399\" class=\"alignnone size-full wp-image-15130\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?w=960 960w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?resize=768%2C511 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/judir.jpg?resize=451%2C300 451w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Os recentes ataques em torno da palestra de Judith Butler no Brasil \u2013 cujo enfoque sequer se dedica \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero \u2013 revelam a persist\u00eancia de uma disseminada pr\u00e1tica (ideol\u00f3gica) no contexto da pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n<p>No Justificando, Eliseu Raphael Venturi &#8211; Beira ao tragic\u00f4mico o imbr\u00f3glio de termos filos\u00f3ficos produzidos para o pretendido ataque \u00e0 presen\u00e7a da fil\u00f3sofa no territ\u00f3rio nacional \u2013 como se n\u00e3o bastassem a falta de hospitalidade, a falta de reconhecimento de uma respeitada fil\u00f3sofa e, por fim, o desconhecimento do objeto da fala da pensadora no evento.<!--more--><\/p>\n<p>Imbr\u00f3glio, ademais, que \u00e9 continuidade de uma confus\u00e3o muito bem orquestrada e extremamente mal compreendida em torno de uma express\u00e3o paradigm\u00e1tica, \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, que tem persistido no debate p\u00fablico, a despeito de sua completa insustentabilidade.<\/p>\n<p>Esta locu\u00e7\u00e3o conceitualmente perversa tem sido elevada a estandarte de uma apropria\u00e7\u00e3o do termo \u201cideologia\u201d por movimentos pretensamente de direita, conservadores, liberais, entre outros, e que atualmente t\u00eam circulado na destrui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica ao sabor de bandeiras rotas feitas em colagens de pastiches e bricolagens totalizantes e sem maior talento liter\u00e1rio.<\/p>\n<p>O efeito tragic\u00f4mico da \u201cideologia de g\u00eanero\u201d se inicia com o fato de que n\u00e3o h\u00e1 centro de pesquisa algum no mundo, em Ci\u00eancias Humanas e Sociais, que com seriedade reconhe\u00e7a tal terminologia (\u201cideologia de g\u00eanero\u201d) como nome de uma disciplina ou indicativa de um campo de estudos.<\/p>\n<p>\u2018Ide\u00f3logo de g\u00eanero\u2019 n\u00e3o \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 a um pesquisador ou fil\u00f3sofo das quest\u00f5es de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Diverg\u00eancias te\u00f3ricas internas a parte, utilizam-se express\u00f5es como Estudos de G\u00eanero, teorias de g\u00eanero, \u201cpostgenderism\u201d ou afins para se referir a um conjunto de estudos que enfocam problemas em torno do g\u00eanero. Isto porque, ao contr\u00e1rio do que imagina o delirante senso comum das bandeiras rotas, a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e filos\u00f3fica segue normas, obedece \u00e0 \u00e9ticas e emprega rigor; prestam-se contas \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es de pensamento.<\/p>\n<p>Da\u00ed que falar em \u201cideologia de g\u00eanero\u201d como indicativo de um corpo de estudos j\u00e1 se revela, de plano, impr\u00f3prio (ainda que se tratasse da acep\u00e7\u00e3o mais neutra de ideologia como conjunto de ideias, o que evidentemente n\u00e3o \u00e9 o caso do uso em comento). Fica, portanto, claro, que n\u00e3o ronda qualquer pretens\u00e3o cient\u00edfica ou filos\u00f3fica nesta rotula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo efeito tragic\u00f4mico da \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, menos formal e mais substancial, decorre de que a apropria\u00e7\u00e3o dos termos da locu\u00e7\u00e3o, pelos que se julgam os deflagradores da ideologia do g\u00eanero, \u00e9 duplamente exc\u00eantrica. O termo \u201cideologia\u201d e o termo \u201cg\u00eanero\u201d simplesmente n\u00e3o comp\u00f5em propriamente o l\u00e9xico dos movimentos a que estas posi\u00e7\u00f5es afirmam aderir, revelando, antes de mais nada, uma dupla e paradoxal apreens\u00e3o superficial e leviana, bem como acr\u00edtica.<\/p>\n<p>Afinal, \u201cideologia\u201d \u00e9 um termo que se irradia com muita fluidez nos c\u00edrculos marxistas, ao compasso de \u201cg\u00eanero\u201d nos chamados p\u00f3s-estruturalistas, ent\u00e3o avulta se estar diante de um duplo horror das bandeiras rotas (que j\u00e1 declararam \u00f3dio aos autores destas correntes, h\u00e1 muito estigmatizados em termos de suic\u00eddio, homossexualidade, loucura, comunismo e assim por diante).<\/p>\n<p>A pretens\u00e3o da \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, encarada na conjun\u00e7\u00e3o de seus termos filos\u00f3ficos privados dos respectivos conceitos e conte\u00fados, \u00e9, portanto, o signo de um duplo fracasso te\u00f3rico, cujo manejo deplor\u00e1vel sequer toca um m\u00ednimo de ironia que a apropria\u00e7\u00e3o poderia sugerir. E quando a ironia n\u00e3o se afirma, resta apenas estrat\u00e9gia ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Este segundo ponto, que revela a fratura te\u00f3rica da \u201cideologia de g\u00eanero\u201d como forma de acusa\u00e7\u00e3o, demonstra que a imagem que os autores t\u00eam do \u201cg\u00eanero\u201d n\u00e3o passa de um p\u00e1lido retrato da heteronormatividade compuls\u00f3ria (raz\u00e3o pela qual insistem no binarismo cromoss\u00f4mico), o que implode (de partida) sua tentativa de chegar nos pontos do debate do g\u00eanero e seus concretos desenvolvimentos te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>E \u00e9 a partir desta p\u00e1lida imagem que os autores pretendem sugerir realizar um aporte cr\u00edtico de identifica\u00e7\u00e3o e den\u00fancia de uma ideologia \u2013 sem se atentar que esta postura mesma, a defendida pelos deflagradores da \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, \u00e9 ela sim, por defini\u00e7\u00e3o, ideol\u00f3gica \u2013 realizando um dos movimentos t\u00edpicos da ideologia: a invers\u00e3o.<\/p>\n<p>De modo simples: os paladinos das rotas bandeiras pretendem (inabilmente) utilizar uma ferramenta cr\u00edtica (n\u00e3o parece restar d\u00favidas de que a den\u00fancia da ideologia \u00e9 um dos grandes instrumentos te\u00f3ricos de desvelamento) para denunciar uma situa\u00e7\u00e3o em cuja signific\u00e2ncia sequer conseguem ingressar (posto que contra face do seu reducionismo subjugador).<\/p>\n<p>Duplo fracasso, \u00ednsito \u00e0 natimorta locu\u00e7\u00e3o \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, considerando que, por excel\u00eancia, \u00e9 o binarismo da heteronormatividade compuls\u00f3ria que realiza a fun\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica no sentido mais pleno do termo.<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios regentes que os deflagrantes da \u201cideologia do g\u00eanero\u201d defendem efetuam diretamente uma fun\u00e7\u00e3o social de ideologia. Os que acusam os \u201cide\u00f3logos do g\u00eanero\u201d s\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, eles mesmos, os ide\u00f3logos da sexualidade, e sua pervers\u00e3o epistemol\u00f3gica reside nesta invers\u00e3o hip\u00f3crita que quer manter as \u201ccoisas no lugar correto\u201d \u2013 o locus deste poder esclerosado.<\/p>\n<p>\u00c9 a heteronormatividade compuls\u00f3ria e seu binarismo que operam diretamente para manter a \u201cdomina\u00e7\u00e3o masculina\u201d \u2013 sem redund\u00e2ncias, como modelo dominante; e \u00e9 esta normatividade que tamb\u00e9m produz ilus\u00f5es sociais que dissociam as pessoas de seus interesses pol\u00edticos (a domina\u00e7\u00e3o masculina prejudica homens, mulheres, transg\u00eaneros e neutros, impondo obriga\u00e7\u00f5es e tolhendo liberdades de modo irracional).<\/p>\n<p>\u00c9 esta mesma heternormatividade compuls\u00f3ria, em sua onipot\u00eancia explicativa e regulamentadora da sexualidade humana, erigida a princ\u00edpio pol\u00edtico em seu estilo de significa\u00e7\u00e3o, que tem sustentado pr\u00e1ticas injustas, opressivas, violentas e excludentes, ratificando viola\u00e7\u00f5es a todos, em nome de uma natureza (naturalizada).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 este princ\u00edpio que busca apagar a multiplicidade e a diversidade das manifesta\u00e7\u00f5es sexuais humanas, homogeneizando os conflitos e contradi\u00e7\u00f5es inerentes a estas diferen\u00e7as, espraiando efeitos de seus conte\u00fados nos mais diversos setores da vida social.<\/p>\n<p>Desideologizar a \u2018ideologia de g\u00eanero\u2019, portanto, \u00e9 medida para identificar o discurso ideol\u00f3gico contido na invers\u00e3o pretendida por seus propositores.<\/p>\n<p>\u00c9 preven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica diante do vazio de significa\u00e7\u00e3o destes aportes, de sua fun\u00e7\u00e3o a-epist\u00eamica e de sua busca de produ\u00e7\u00e3o de efeitos discursivos que resvalem em uma forma pol\u00edtica bem determinada.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nem nunca houve em curso um projeto de destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia ou da inf\u00e2ncia. N\u00e3o houve revoga\u00e7\u00e3o de qualquer preceito de prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente, nunca existiu um projeto de erradica\u00e7\u00e3o e proibi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia tradicional, muito pelo contr\u00e1rio, nos pleitos de normaliza\u00e7\u00e3o estes modelos tradicionais s\u00e3o exaltados e reafirmados em sua identidade, ainda que sejam desabsolutizados.<\/p>\n<p>A intensifica\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia do moralismo e sexualidade apenas redunda na invasividade da viol\u00eancia, seletividade da incid\u00eancia do poder, desatinos da cultura do punitivismo. A batalha do g\u00eanero est\u00e1 inclu\u00edda em um conjunto de confus\u00f5es conceituais intencionais, generaliza\u00e7\u00f5es apressadas e conex\u00f5es indistintas, conduzidas em nome de uma agenda, e n\u00e3o de um fen\u00f4meno ou situa\u00e7\u00e3o social concreto.<\/p>\n<p>S\u00e3o escolhas pol\u00edticas abra\u00e7adas acriticamente por um esp\u00edrito de insatisfa\u00e7\u00e3o e de busca de ascend\u00eancia que parece autorizar qualquer sorte de jogo de palavras.<\/p>\n<p>Desideologizar a ideologia do g\u00eanero, assim, \u00e9 de precau\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, de conten\u00e7\u00e3o dos efeitos irracionais que afetam liberdades p\u00fablicas, direitos subjetivos, orienta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas estatais, m\u00ednimos de conviv\u00eancia e existenciais, todos amea\u00e7ados por uma onda de irracionalidades discriminat\u00f3rias, preconceituosas e excludentes, que pretendem dar ares de liberdade de express\u00e3o e de pluralismo a discursos e pr\u00e1ticas direcionados a produ\u00e7\u00e3o de um d\u00e9ficit de alteridade que \u00e9 autodestruidor de qualquer cultura da conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Eliseu Raphael Venturi, doutorando e mestre em direitos humanos e democracia pela Universidade Federal do Paran\u00e1;licenciado em Artes Visuais pela Faculdade de Artes do Paran\u00e1. Editor executivo da Revista da Faculdade de Direito UFPR e Membro do Comit\u00ea de \u00c9tica na Pesquisa com Seres Humanos da UFPR. Advogado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os recentes ataques em torno da palestra de Judith Butler no Brasil \u2013 cujo enfoque sequer se dedica \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero \u2013 revelam a persist\u00eancia de uma disseminada pr\u00e1tica (ideol\u00f3gica) no contexto da pol\u00edtica brasileira. 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