{"id":15268,"date":"2017-11-29T16:06:36","date_gmt":"2017-11-29T20:06:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=15268"},"modified":"2017-11-29T16:06:36","modified_gmt":"2017-11-29T20:06:36","slug":"almanaqueiras-lider-de-vendas-no-brasil-e-no-exterior-a-cia-muller-dona-da-marca-aposta-no-segmento-da-cachaca-premium","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/11\/29\/almanaqueiras-lider-de-vendas-no-brasil-e-no-exterior-a-cia-muller-dona-da-marca-aposta-no-segmento-da-cachaca-premium\/","title":{"rendered":"ALMANAQUEIRAS: L\u00cdDER DE VENDAS NO BRASIL E NO EXTERIOR, A CIA. MULLER, DONA DA MARCA, APOSTA NO SEGMENTO DA CACHA\u00c7A PREMIUM"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15269\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/11\/29\/almanaqueiras-lider-de-vendas-no-brasil-e-no-exterior-a-cia-muller-dona-da-marca-aposta-no-segmento-da-cachaca-premium\/e5a0ae30-1b67-4b31-a32a-7ee8619d8c1c\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?fit=980%2C512\" data-orig-size=\"980,512\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?fit=300%2C157\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?fit=600%2C313\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?resize=600%2C313\" alt=\"E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C\" width=\"600\" height=\"313\" class=\"alignnone size-full wp-image-15269\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?w=980 980w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?resize=300%2C157 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?resize=768%2C401 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/E5A0AE30-1B67-4B31-A32A-7EE8619D8C1C.jpeg?resize=574%2C300 574w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>\u00c1gua que passarinho n\u00e3o bebe, marvada, caninha, pinga s\u00e3o apenas alguns dos in\u00fameros apelidos de uma das mais tradicionais bebidas brasileiras: a cacha\u00e7a. <!--more--><\/p>\n<p>No Brasil, essa aguardente de cana de a\u00e7\u00facar \u00e9 servida muitas vezes em doses puras, mas foi a caipirinha que deu a ela transcend\u00eancia mundial e lugar cativo na carta de bebidas de qualquer restaurante. Hoje o Brasil produz cerca de 800 milh\u00f5es de litros por ano. S\u00e3o cerca de 12.000 produtores no pa\u00eds, mas existem estimativas de associa\u00e7\u00f5es regionais que elevam esse n\u00famero para quase 15.000. No entanto, devidamente registrados no Minist\u00e9rio de Agricultura e Receita Federal s\u00e3o menos de 2.000 estabelecimentos, com 4.000 marcas.<\/p>\n<p>Um das mais bem sucedidas \u00e9, sem d\u00favida, a Companhia M\u00fcller de Bebidas, dona da conhecida Cacha\u00e7a 51. Sediada na regi\u00e3o de Pirassununga, no interior de S\u00e3o Paulo, a companhia \u00e9 hoje a maior produtora do segmento. Lidera as vendas no Brasil e tamb\u00e9m reina no mercado internacional em pa\u00edses como Espanha, Portugal e It\u00e1lia, surfando no sucesso da caipirinha.<\/p>\n<p>No ano passado, as exporta\u00e7\u00f5es da Cacha\u00e7a 51 cresceram em volume 13,8%, quase o dobro da m\u00e9dia nacional das suas concorrentes brasileiras, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro da Cacha\u00e7a (Ibrac). No mercado espanhol, por exemplo, a marca representou mais de 40% de toda a cacha\u00e7a brasileira consumida pelos espanh\u00f3is. Em Portugal, metade da cacha\u00e7a vendida no pa\u00eds foi da marca. Na vers\u00e3o exporta\u00e7\u00e3o, a bebida tem gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 40% vol (no Brasil \u00e9 39%), n\u00e3o \u00e9 ado\u00e7ada e \u00e9 100% destilaria pr\u00f3pria. A companhia j\u00e1 exporta para mais de 50 pa\u00edses e os planos s\u00e3o de continuar investindo em novos mercados.<\/p>\n<p>No Brasil o consumo tamb\u00e9m \u00e9 grande. A cada hora s\u00e3o servidos 374.000 doses de Cacha\u00e7a 51 em algum ponto do pa\u00eds. A companhia possui uma rede de distribui\u00e7\u00e3o que abastece mais de um milh\u00e3o de pontos de vendas, como bares, restaurantes, barracas de praia e padarias.<\/p>\n<p>O \u00eaxito da marca se deve em grande parte ao seu fundador Guilherme M\u00fcller Filho. Brasileiro de origem alem\u00e3, ele fundou a empresa em 1959 e nunca tirou os olhos do seu produto. Enquanto o s\u00f3cio cuidava da \u00e1rea financeira, era ele quem, no seu fiel caminh\u00e3o Ford F8, transportava em tanques de madeira a cacha\u00e7a produzida para os consumidores e empresas. A f\u00f3rmula deu certo e o neg\u00f3cio prosperou. A origem do nome num\u00e9rico &#8220;51&#8221; sempre foi alvo de lendas entre os apreciadores da &#8220;marvada&#8221; deixando a marca mais atraente.<\/p>\n<p>Uma das vers\u00f5es diz que o 51 viria do n\u00famero do tonel de armazenamento da melhor safra da cacha\u00e7a. Outra lenda garante: 51 era a quantidade de doses que um mendigo de Pirassununga conseguiu tomar num \u00fanico dia. A verdade \u00e9 que a hist\u00f3ria do nome se perdeu com o passo do tempo e hoje nem a pr\u00f3pria empresa sabe qual \u00e9.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 70, a empresa lan\u00e7ou o slogan publicit\u00e1rio &#8220;51, uma boa ideia&#8221;, que caiu no gosto do povo e aumentou ainda mais a lista dos apelidos da cacha\u00e7a na hora de pedir uma dose no bar.<\/p>\n<p>A empresa que hoje \u00e9 propriedade dos filhos de M\u00fcller, Luiz Augusto e Benedito &#8211; que travam disputas na Justi\u00e7a pela heran\u00e7a herdada \u2013, espera conquistar um marco in\u00e9dito neste ano. A Cia M\u00fcller deve atingir a maior safra da sua hist\u00f3ria, j\u00e1 que estima processar 630.000 toneladas de cana de a\u00e7\u00facar em seus canaviais. A super safra vai permitir que a destilaria envase, pela primeira vez, 100% da cacha\u00e7a com cana totalmente pr\u00f3pria. &#8220;Com isso, a Cia M\u00fcller mant\u00e9m o controle de qualidade em todas as etapas de produ\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a&#8221;, explica Rodrigo Carvalho, diretor comercial de marketing, que calcula um faturamento de 766 milh\u00f5es de reais da companhia em 2017. Com a autonomia, a expectativa tamb\u00e9m \u00e9 que a m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o de 200.000 litros de cacha\u00e7a por ano seja mantida.<\/p>\n<p>A conquista, no entanto, acontece em um momento no qual o mercado de cacha\u00e7a vem padecendo uma pequena queda no Brasil. &#8220;A crise econ\u00f4mica tem prejudicado de forma generalizada todas as categorias. Nos \u00faltimos anos, o mercado de cacha\u00e7a sofreu um decl\u00ednio de volume de 3,5% ao ano. Mas, ao mesmo tempo, se observa um crescimento de consumo das chamadas cacha\u00e7a premium, que s\u00e3o produtos mais sofisticados com maior valor agregado&#8221;, ressalta Carvalho. Visando esse segmento em ascens\u00e3o, a empresa desenvolveu, h\u00e1 oito anos, a linha Reserva 51, envelhecida de quatro a cinco anos em barris de carvalho e finalizada em barris de vinho.<\/p>\n<p>Heran\u00e7a colonial<\/p>\n<p>Apesar da sofistica\u00e7\u00e3o atual de algumas cacha\u00e7as, a bebida sempre foi popular e acess\u00edvel. Criada h\u00e1 cerca de 500 anos, no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, a cacha\u00e7a \u00e9 a segunda bebida mais consumida no pa\u00eds tropical, ficando atr\u00e1s apenas da cerveja. S\u00e3o v\u00e1rias as vers\u00f5es existentes sobre a origem da bebida. Uma delas \u00e9 que ela foi descoberta, por acaso, pelos escravos que trabalhavam na moagem da cana para produzir a\u00e7\u00facar. Eles teriam deixado armazenar o caldo que se formava durante a primeira fervedura da cana e resolveram experimentar o l\u00edquido. Os escravos teriam sido os primeiros a se apaixonarem pela bebida que agradou tamb\u00e9m aos portugueses que come\u00e7aram a levar a aguardente para Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1gua que passarinho n\u00e3o bebe, marvada, caninha, pinga s\u00e3o apenas alguns dos in\u00fameros apelidos de uma das mais tradicionais bebidas brasileiras: a cacha\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15268","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-3Yg","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15268"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15270,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15268\/revisions\/15270"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}