{"id":15611,"date":"2017-12-14T20:25:02","date_gmt":"2017-12-15T00:25:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=15611"},"modified":"2017-12-14T20:25:02","modified_gmt":"2017-12-15T00:25:02","slug":"quase-3-milhoes-voltaram-a-pobreza-na-america-latina-e-caribe-entre-2014-e-2016","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/12\/14\/quase-3-milhoes-voltaram-a-pobreza-na-america-latina-e-caribe-entre-2014-e-2016\/","title":{"rendered":"Quase 3 milh\u00f5es voltaram \u00e0 pobreza na Am\u00e9rica Latina e Caribe entre 2014 e 2016"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15612\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/12\/14\/quase-3-milhoes-voltaram-a-pobreza-na-america-latina-e-caribe-entre-2014-e-2016\/pobre-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?fit=640%2C450\" data-orig-size=\"640,450\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"pobre\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?fit=300%2C211\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?fit=600%2C422\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?resize=600%2C422\" alt=\"pobre\" width=\"600\" height=\"422\" class=\"alignnone size-full wp-image-15612\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?resize=300%2C211 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pobre.jpg?resize=427%2C300 427w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>De acordo com relat\u00f3rio da ONG Christian Aid, mulheres, negros, popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e quilombolas s\u00e3o os mais atingidos<!--more--><\/p>\n<p>No Brasil De Fato, publicado no Opera Mundi &#8211; O relat\u00f3rio \u201cO Esc\u00e2ndalo da Desigualdade 2: As m\u00faltiplas faces da desigualdade na Am\u00e9rica Latina e Caribe\u201d, lan\u00e7ado pela ONG Christian Aid nesta quarta-feira (13\/12), aponta que 2,7 milh\u00f5es de pessoas voltaram \u00e0 pobreza de 2014 a 2016. Segundo o documento, dentre outros fatores, a guinada \u00e0 direita na regi\u00e3o tem contribu\u00eddo para a redu\u00e7\u00e3o de investimentos p\u00fablicos em iniciativas sociais, refor\u00e7ando o agravamento da situa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta ainda outros fatores que t\u00eam contribu\u00eddo para a manuten\u00e7\u00e3o da desigualdade, como concentra\u00e7\u00e3o de terras na m\u00e3o de latifundi\u00e1rios, influ\u00eancia das grandes empresas na tomada de decis\u00f5es pol\u00edticas, falta e\/ou diminui\u00e7\u00e3o de investimentos destinados a programas sociais e redu\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a em modelos democr\u00e1ticos. Estas causas, segundo o documento, podem dificultar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), formulado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e que visa, entre outras coisas, erradicar a pobreza na regi\u00e3o at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Para a respons\u00e1vel pelo programa da Christian Aid no Brasil, Sarah Roure, \u201cparte importante para superar o desafio da desigualdade passa por alterar a estrutura fundi\u00e1ria do Brasil e garantir que as comunidades tenham acesso a uma consulta pr\u00e9via, livre e informada para decidir o que acontece em seus territ\u00f3rios\u201d.  Ressalta tamb\u00e9m \u201ca estrutura tribut\u00e1ria injusta que existe no Brasil, que contribui para a concentra\u00e7\u00e3o de renda.\u201d<\/p>\n<p>Embora a economia tenha crescido em diversos pa\u00edses, pouco desses recursos t\u00eam sido destinados aos grupos mais impactados pela desigualdade. Desta forma, dados de crescimento macroecon\u00f4micos n\u00e3o t\u00eam servido para refletir fielmente o recorte econ\u00f4mico da regi\u00e3o, uma vez que a Am\u00e9rica Latina possui a distribui\u00e7\u00e3o de renda mais desigual do mundo.<\/p>\n<p>Segundo Sarah, a maior dificuldade para combater a desigualdade vem sendo a de \u201cenfrentar as ra\u00edzes e as estruturas que perpetuam sistemas de poder&#8221;. Para ela, s\u00e3o essas estruturas \u201cque garantem que os ricos permane\u00e7am sendo t\u00e3o ricos, e que os pobres continuem sendo t\u00e3o pobres\u201d. <\/p>\n<p>O documento reuniu dados de diversas institui\u00e7\u00f5es, como os do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD), do Centro Regional Ecum\u00eanico de Assessoria e Servi\u00e7o (CREAS), do Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (INEC), da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) e os da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e Caribe (CEPAL)<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o de terras<\/p>\n<p>As mais afetadas pela m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de renda na regi\u00e3o s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es rurais. O documento aponta que 40% das pessoas que vivem nestas \u00e1reas estavam abaixo da linha da pobreza em termos de renda at\u00e9 2013. Nas cidades, esse n\u00famero era de 20%. Ao somar pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica, os n\u00fameros chegam a exorbitantes 80% no caso das popula\u00e7\u00f5es rurais e 59% na popula\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a grande concentra\u00e7\u00e3o de propriedade nas m\u00e3os de latifundi\u00e1rios nacionais e internacionais tem impedido a diminui\u00e7\u00e3o dessas disparidades socioecon\u00f4micas, visto que esses grupos de elite possuem maior influ\u00eancia pol\u00edtica e dificultam medidas que possam restringir seu controle nas zonas rurais.<\/p>\n<p>Megaconstru\u00e7\u00f5es em \u00e1reas ind\u00edgenas tamb\u00e9m servem de empecilho para a diminui\u00e7\u00e3o de disparidades na Am\u00e9rica Latina, uma vez que levam a um deslocamento massivo de pessoas para regi\u00f5es protegidas, aumentando o conflito por territ\u00f3rio e a viol\u00eancia nas regi\u00f5es. \u00c9 o caso, por exemplo, da estrada que atravessaria o Territ\u00f3rio Ind\u00edgena e Parque Nacional Isiboro-S\u00e9cure, na Bol\u00edvia, e de grandes usinas hidrel\u00e9tricas como a de Belo Monte, no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Guinada \u00e0 direita<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta que uma das consequ\u00eancias da desigualdade na Am\u00e9rica Latina e Caribe tem sido a crescente desconfian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o a modelos democr\u00e1ticos e uma volta a governos menos progressistas.<\/p>\n<p>Segundo dados de uma pesquisa de opini\u00e3o p\u00fablica realizada pelo Latinobar\u00f3metro em 2016, a propor\u00e7\u00e3o de latino-americanos que acreditam que as elites governam priorizando seus pr\u00f3prios interesses \u00e9 de 73% \u2013 porcentagem mais alta dos \u00faltimos 12 anos. \u00c9 tamb\u00e9m a primeira vez que a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que afirmam que seu pa\u00eds est\u00e1 regredindo \u00e9 a maior que a de pessoas que alegam progresso.<\/p>\n<p>A falta de confian\u00e7a pol\u00edtica tem gerado uma diminui\u00e7\u00e3o do apoio \u00e0 democracia \u2013 fen\u00f4meno que est\u00e1 fortemente ligado ao atual momento de crise pol\u00edtica que diversas na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina atravessam. Em pa\u00edses como El Salvador, Guatemala e Nicar\u00e1gua, o n\u00edvel de apoio \u00e0 democracia \u00e9 o menor dos \u00faltimos 10 anos. No Brasil, somente 32% declararam apoio.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia de g\u00eanero<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aborda tamb\u00e9m outra consequ\u00eancia da desigualdade: o aumento da viol\u00eancia e, mais especificamente, daquela contra a mulher. Esse tipo de viol\u00eancia, segundo relat\u00f3rio, tem atravancado a possibilidade de equipara\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina possui atualmente a maior taxa de homic\u00eddios do mundo. Uma de cada tr\u00eas pessoas assassinadas no mundo est\u00e1 na regi\u00e3o, embora os latino-americanos correspondam a somente a 8% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Os maiores \u00edndices do crime est\u00e3o no Brasil, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Venezuela.<\/p>\n<p>As mais afetadas s\u00e3o as mulheres. N\u00fameros do PNUD apontam que na Col\u00f4mbia, 37, 4% das mulheres de 15 a 49 anos sofrem algum tipo de viol\u00eancia f\u00edsica, e 9,7 j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia sexual. Esses dados tamb\u00e9m s\u00e3o altos na Bol\u00edvia, (24,2% e 6,4), no Haiti (20% e 10,8%) e na Rep\u00fablica Dominicana (17,2% e 5,5%).<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, pol\u00edticas de livre mercado, conservadorismo religioso, uma cultura predominantemente machista, baseada em um sistema patriarcal tem contribu\u00eddo para o agravamento da desigualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Opera Mundi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com relat\u00f3rio da ONG Christian Aid, mulheres, negros, popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e quilombolas s\u00e3o os mais atingidos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15611","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-43N","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15611"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15613,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15611\/revisions\/15613"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}