{"id":15880,"date":"2017-12-31T09:45:05","date_gmt":"2017-12-31T13:45:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=15880"},"modified":"2017-12-31T09:45:05","modified_gmt":"2017-12-31T13:45:05","slug":"brasil-e-o-ceu-e-o-inferno-para-os-transexuais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/12\/31\/brasil-e-o-ceu-e-o-inferno-para-os-transexuais\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o c\u00e9u e o inferno para os transexuais"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15882\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/12\/31\/brasil-e-o-ceu-e-o-inferno-para-os-transexuais\/tra-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?fit=1960%2C1125\" data-orig-size=\"1960,1125\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"tra\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?fit=300%2C172\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?fit=600%2C345\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?resize=600%2C344\" alt=\"tra\" width=\"600\" height=\"344\" class=\"alignnone size-full wp-image-15882\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?w=1960 1960w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?resize=300%2C172 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?resize=768%2C441 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?resize=1024%2C588 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?resize=523%2C300 523w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/tra.jpg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 hoje dois pa\u00edses em colis\u00e3o: num deles, ser transexual \u00e9 maravilhoso; no outro, uma maldi\u00e7\u00e3o<!--more--><\/p>\n<p>No El Pa\u00eds, por TOM C. AVENDA\u00d1O &#8211; Paula Beatriz Souza, de 42 anos, ficou famosa agora, ap\u00f3s quase uma d\u00e9cada e meia dirigindo o mesmo col\u00e9gio p\u00fablico nos empobrecidos arredores de S\u00e3o Paulo. O col\u00e9gio, verdade seja dita, tornou-se gra\u00e7as a ela o melhor da regi\u00e3o. Em mar\u00e7o, a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo publicou um comunicado homenageando-a por seu trabalho na Escola Estadual Santa Rosa de Lima desde 2003. O documento enfatizava outro detalhe: Paula Beatriz \u00e9 transexual. A primeira e \u00fanica a dirigir um col\u00e9gio p\u00fablico no cora\u00e7\u00e3o financeiro do Brasil e, certamente, no pa\u00eds inteiro (n\u00e3o existe um censo oficial para confirmar).<\/p>\n<p>Da\u00ed come\u00e7aram os convites de entrevistas na TV, no r\u00e1dio e nos jornais. \u201cNa primeira vez que fui \u00e0 televis\u00e3o, foi numa semana em que havia uma reuni\u00e3o de pais: eles fizeram uma fila para me parabenizar por contar minha hist\u00f3ria em p\u00fablico\u201d, ela recorda em seu gabinete na escola, escondido atr\u00e1s de um labirinto de funcion\u00e1rios, arquivos, computadores de d\u00e9cadas passadas e paredes descascadas. Negra, alta como uma est\u00e1tua e inapelavelmente s\u00e9ria, Paula Beatriz usa a voz s\u00f3 para dar informa\u00e7\u00e3o nua e crua; da emo\u00e7\u00e3o se encarregam as m\u00e3os, que marcam a cad\u00eancia de cada palavra e se fecham entre si quando acaba a frase. Mas, ao recordar aquela reuni\u00e3o, sua cara reflete uma express\u00e3o de orgulho: \u201cN\u00e3o me veem como uma transexual, e sim como a diretora do col\u00e9gio.\u201d<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Paula Beatriz \u00e9 uma hist\u00f3ria de sucesso. E seus relatos, uma sucess\u00e3o pac\u00edfica de vit\u00f3rias contra a homofobia. Por exemplo: \u201cAos 10, 11 anos, me deram comprimidos para curar minha sexualidade e que tinham efeitos colaterais. Lembro de minha m\u00e3e jogando-os no lixo e dizendo: \u2018Se for gay, vai ser gay; se for travesti, vai ser travesti. Mas louco o meu filho n\u00e3o vai ser\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Outra transexual de 42 anos ganhou notoriedade no Brasil nos mesmos dias de mar\u00e7o: Dandara dos Santos, protagonista de um v\u00eddeo gravado com um celular no Cear\u00e1. As imagens mostram que v\u00e1rios homens a espancaram, primeiro com chutes e depois com pauladas. Quando j\u00e1 estava coberta de terra e sangue, levaram-na num carrinho de m\u00e3o a outro local, onde, segundo a pol\u00edcia, deram-lhe dois tiros na cara e continuaram com as agress\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 hoje no Brasil dois pa\u00edses em colis\u00e3o: num deles, ser transexual \u00e9 maravilhoso; no outro, uma maldi\u00e7\u00e3o. E quanto mais um progride, mais o outro se radicaliza. Uma s\u00e9rie de manchetes nos jornais mostra que 2017 foi um ano de um espetacular boom de avan\u00e7os e marcos culturais para esse coletivo. Uma decis\u00e3o da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a permitiu que um transexual modifique o nome e o g\u00eanero registrados no RG sem precisar realizar cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual. A novela das nove, um motor educativo e cultural do pa\u00eds, teve um transexual como protagonista e mostrou, para milh\u00f5es de espectadores, a transi\u00e7\u00e3o do corpo de mulher para o de homem. O fen\u00f4meno pop do ano foi Pabllo Vittar, a drag queen com mais seguidores no Instagram em todo o mundo. A noite e as ruas se encheram de pessoas de todas as idades que o imitam. Pela primeira vez, h\u00e1 transexuais jogando na Superliga Brasileira de Voleibol e representando escolas de samba no Carnaval do Rio. A plataforma Transempregos, que oferece postos de trabalho ao coletivo, tinha 12 empresas em 2014; hoje, s\u00e3o 46. \u201cQuando trazemos uma artista drag internacional, ela vem convencida de que est\u00e1 num o\u00e1sis\u201d, explica Leonardo Polo, que organiza as festas de drag queens mais disputadas de S\u00e3o Paulo. E suspira: \u201cEnt\u00e3o temos que explicar a realidade.\u201d<\/p>\n<p>E a realidade \u00e9 que, desde 2015, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais mata transexuais no mundo. Embora essa triste honra se deva, em parte, ao enorme tamanho de seu territ\u00f3rio e sua popula\u00e7\u00e3o, o fato alarmante \u00e9 que cada vez se mata mais. Segundo o Grupo Gay da Bahia, em 2016 foram assassinados, 144, 22% mais que em 2015 mas menos que em 2017: at\u00e9 agora, foram 183 homic\u00eddios. Um recorde hist\u00f3rico. E para os que vivem, a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o selvagem que, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 82% deles largam os estudos \u2013 o que os afeta pelo resto da vida. \u201cA sucess\u00e3o de exclus\u00f5es \u2013 na fam\u00edlia, na escola e no mercado de trabalho \u2013 acaba fazendo com que as op\u00e7\u00f5es sejam reduzidas \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, ao tr\u00e1fico de drogas ou ao trabalho em casas noturnas\u201d, lamenta Silvia Cavallere, vice-presidenta da Uni\u00e3o Nacional LGBT. Em geral, a expectativa de vida de um transexual brasileiro \u00e9 de 35 anos, metade da de um cis-h\u00e9tero.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15881\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/12\/31\/brasil-e-o-ceu-e-o-inferno-para-os-transexuais\/dani\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?fit=1960%2C1308\" data-orig-size=\"1960,1308\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"dani\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?resize=600%2C400\" alt=\"dani\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"alignnone size-full wp-image-15881\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?w=1960 1960w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?resize=768%2C513 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?resize=450%2C300 450w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/dani.jpg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\nDannyele Cavalcante, de 27 anos.<\/p>\n<p>Em outro pa\u00eds, seria preciso viajar para ver polos t\u00e3o opostos. Mas no Brasil, contradit\u00f3rio por natureza, n\u00e3o \u00e9 preciso nem sair de um mesmo CEP. Numa rua do centro de S\u00e3o Paulo, por exemplo, est\u00e1 Dannyele Cavalcante, de 27 anos, loira e com seus \u00f3culos enormes. Foi embora da Para\u00edba natal porque l\u00e1 n\u00e3o davam emprego a uma transexual. Ajudada pela Prefeitura, ela agora trabalha no Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (MASP), uma das institui\u00e7\u00f5es mais prestigiosas da Am\u00e9rica Latina. Quando perguntamos sobre seu futuro, faz algo at\u00e9 agora proibido para algu\u00e9m assim neste pa\u00eds: planos. \u201cQuando meu contrato vencer aqui, quero ser trabalhadora social, ajudar meu coletivo\u201d, sorri.<\/p>\n<p>A algumas ruas dali est\u00e1 Anita, de idade e origem parecidas. Ela, no entanto, acabou se prostituindo. \u201cO que \u00e9 que voc\u00ea pode fazer quando deixa sua casa, est\u00e1 em S\u00e3o Paulo e tem que pagar contas?\u201d, se defende. Anita n\u00e3o foi a primeira transexual obrigada a se prostituir com a qual este jornal entrou em contato. Andie n\u00e3o compareceu \u00e0 entrevista com o rep\u00f3rter e o fot\u00f3grafo porque, um dia antes, um cliente lhe deu uma surra que a levou ao hospital. Questionada sobre o futuro, Anita diz que deseja sair da rua. Ent\u00e3o encolhe os ombros e esbo\u00e7a um risinho resignado. \u201cMas vamos ver. Tudo est\u00e1 dif\u00edcil, e sou trans.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 hoje dois pa\u00edses em colis\u00e3o: num deles, ser transexual \u00e9 maravilhoso; no outro, uma maldi\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15880","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-488","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15880"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15883,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15880\/revisions\/15883"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}