{"id":15910,"date":"2018-01-03T14:19:51","date_gmt":"2018-01-03T18:19:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=15910"},"modified":"2018-01-03T14:19:51","modified_gmt":"2018-01-03T18:19:51","slug":"prepare-se-o-jogo-sujo-eleitoral-ja-comecou-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/01\/03\/prepare-se-o-jogo-sujo-eleitoral-ja-comecou-na-internet\/","title":{"rendered":"Prepare-se, o jogo sujo eleitoral j\u00e1 come\u00e7ou na internet"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_15912\" aria-describedby=\"caption-attachment-15912\" style=\"width: 770px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15912\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/01\/03\/prepare-se-o-jogo-sujo-eleitoral-ja-comecou-na-internet\/ai-support-centre\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?fit=770%2C577\" data-orig-size=\"770,577\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Robots with headphones (done in 3d)&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1360767201&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;AI support centre&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"AI support centre\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Robots with headphones (done in 3d)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?fit=300%2C225\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?fit=600%2C450\" class=\"size-full wp-image-15912\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?resize=600%2C450\" alt=\"Robots with headphones (done in 3d)\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?w=770 770w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?resize=768%2C576 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/robot-customer-service.jpg?resize=400%2C300 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15912\" class=\"wp-caption-text\">Robots with headphones (done in 3d)<\/figcaption><\/figure>\n<header class=\"storyHead\">\n<p class=\"standfirst\">Uso de rob\u00f4s pelas campanhas pode influenciar o voto em 2018<\/p>\n<p class=\"standfirst\">\n<\/header>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Na Gazeta Online &#8211; \u00c9 muito prov\u00e1vel que boa\u00a0parte das pessoas que l\u00ea esta reportagem segura nas m\u00e3os um smartphone \u2013 ou pelo menos est\u00e1 com os olhos pregados na tela de um computador. Sinal dos tempos, a tecnologia mudou a rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas e a maneira como elas consomem informa\u00e7\u00e3o e formam as pr\u00f3prias opini\u00f5es. Tamb\u00e9m est\u00e1 prestes, na elei\u00e7\u00e3o de 2018, a marcar uma nova maneira de fazer campanhas eleitorais no Brasil.<\/p>\n<p>Apesar de toda a contribui\u00e7\u00e3o para a democracia e para a vida que a tecnologia, a internet e as redes sociais s\u00e3o capazes de oferecer, especialistas alertam para o risco real de toda essa fertilidade servir a um jogo sujo e ilegal de pol\u00edticos e marqueteiros em busca de votos. H\u00e1 na pra\u00e7a ferramentas n\u00e3o exatamente novas. J\u00e1 foram usadas em menor escala, mas est\u00e3o em franco aperfei\u00e7oamento.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2017 j\u00e1 se viu muita atua\u00e7\u00e3o de rob\u00f4s e de grupos organizados levantando a bola de alguns candidato. 2018 deve ter um quadro ainda mais complexo&#8221;, afirma S\u00e9rgio L\u00fcdtke, jornalista, consultor e especialista em conte\u00fados digitais.<\/p>\n<p>Estudo da FGV\/Dapp publicado em agosto mostrou que 10% das intera\u00e7\u00f5es no Twitter foram criadas artificialmente por rob\u00f4s na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2014.<\/p>\n<p>Rob\u00f4s s\u00e3o perfis automatizados nas redes sociais criados para publicar como se fossem pessoas normais, mas desrespeitam as normas de uso dos sites.<\/p>\n<p>Durante o \u00faltimo debate do segundo turno, na TV Globo, o conte\u00fado publicado ou compartilhado por rob\u00f4s chegou a 19,4% de toda a discuss\u00e3o que os apoiadores de A\u00e9cio Neves (PSDB) geraram. Nos perfis de apoio a Dilma Rousseff (PT), rob\u00f4s representaram 9,76% das intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No maior protesto pelo impeachment de Dilma, em 13 de mar\u00e7o, 21,4% da discuss\u00e3o gerada no Twitter pelos apoiadores da petista partiu de rob\u00f4s. Entre os pr\u00f3-impeachment, 16,6% eram intera\u00e7\u00f5es de rob\u00f4s, &#8220;o que mostra o poder de influ\u00eancia deste tipo de conta no debate p\u00fablico&#8221;, segundo a FGV.<\/p>\n<p>&#8220;Ao interferir em debates em desenvolvimento nas redes sociais, rob\u00f4s est\u00e3o atingindo diretamente os processos pol\u00edticos e democr\u00e1ticos atrav\u00e9s da influ\u00eancia da opini\u00e3o p\u00fablica&#8221;, alerta o estudo.<\/p>\n<p>Com tudo isso, pol\u00edticos s\u00e3o beneficiados pelo &#8220;efeito manada&#8221;. Ou seja, com mais &#8220;pessoas&#8221; falando bem deles, eleitores reais podem ser ludibriados sobre o real volume de apoiadores que o determinado candidato tem e acabar aderindo a ele tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Esse mecanismo torna-se ainda mais perigoso por conta da populariza\u00e7\u00e3o das fake news, conte\u00fados falsos compartilhados em grande escala para enganar a opini\u00e3o p\u00fablica. Esses ingredientes est\u00e3o sendo interpretados como combust\u00edvel em um ambiente de grande acirramento pol\u00edtico como o previsto para as elei\u00e7\u00f5es de 2018, tanto no \u00e2mbito nacional quanto no local.<\/p>\n<p>O intenso compartilhamento de not\u00edcias falsas atrapalhou o debate do Brexit, no Reino Unido, e o da independ\u00eancia da Catalunha, na Espanha. Na campanha dos EUA, textos falsos sobre &#8220;apoio do Papa Francisco a Trump&#8221; e &#8220;venda de armas por Hillary ao Estado Isl\u00e2mico, segundo o WikiLeaks&#8221;.<\/p>\n<p>Professor de Jornalismo da Universidade de Navarra, Espanha, onde dirige o Centro para Estudos da Internet e Vida Digital, Ramon Salaverr\u00eda confirma que h\u00e1 jogo sujo em eventos de grande import\u00e2ncia para as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Verificou-se interfer\u00eancia na quest\u00e3o da Catalunha, especialmente por parte da R\u00fassia, que n\u00e3o quer a Uni\u00e3o Europeia t\u00e3o unida. Aconteceu comigo. Meu perfil era acionado por rob\u00f4s para que eu replicasse informa\u00e7\u00f5es. No caso do Brasil, ao menos o risco de interfer\u00eancias externas \u00e9 menor. O pa\u00eds \u00e9 ator relevante, mas n\u00e3o est\u00e1 envolvido em brigas com outros pa\u00edses. Podem acontecer certamente fen\u00f4menos de difus\u00e3o interessada de conte\u00fados, mas acredito que n\u00e3o vai acontecer por interesses externos&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Alcance de campanhas &#8220;invis\u00edveis&#8221; \u00e9 desafio<\/p>\n<p>Tudo o que um candidato coloca no plano de governo, diz no programa eleitoral na TV ou posta nas redes sociais \u00e9 naturalmente analisado e debatido por um grande universo de eleitores. Tamb\u00e9m pode ser f\u00e1cil e rapidamente checado, contestado, reportado e at\u00e9 desmentido pela imprensa profissional. Para 2018, especialistas alertam para o risco de parte relevante de campanhas eleitorais ser feita longe dos olhos do grande p\u00fablico, da imprensa e da Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<figure class=\"media \" data-size=\"\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/midias.gazetaonline.com.br\/_midias\/jpg\/2017\/12\/30\/pola_tica-5445939.jpg?ssl=1\" data-action=\"imagebox\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/midias.gazetaonline.com.br\/_midias\/jpg\/2017\/12\/30\/605x330\/1_pola_tica-5445939.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Rede do  WhatsApp \u00e9 utilizada para disseminar informa\u00e7\u00f5es de forma privada\" data-original=\"https:\/\/midias.gazetaonline.com.br\/_midias\/jpg\/2017\/12\/30\/605x330\/1_pola_tica-5445939.jpg\" \/><\/a><figcaption>\n<div class=\"description\">Rede do WhatsApp \u00e9 utilizada para disseminar informa\u00e7\u00f5es de forma privada<\/div>\n<div class=\"credit\">Foto: FreePik<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>O campo mais prop\u00edcio para essa &#8220;campanha invis\u00edvel&#8221; \u00e9 o WhatsApp, aplicativo de smartphone usado por 120 milh\u00f5es de brasileiros, segundo a empresa divulgou em maio.<\/p>\n<p>&#8220;O WhatsApp est\u00e1 difundido at\u00e9 na popula\u00e7\u00e3o de renda mais baixa. \u00c9 utilizado como grupo de fam\u00edlias e cada vez mais tem recebido correntes de informa\u00e7\u00f5es falsas. O campo de batalha da elei\u00e7\u00e3o deste ano vai ser o WhatsApp, pela capilariza\u00e7\u00e3o dele e por conta das fake news&#8221;, diz Jos\u00e9 Mauro Nunes, professor da FGV\/MMurad e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).<\/p>\n<p>Especialista em conte\u00fados digitais, o jornalista S\u00e9rgio L\u00fcdtke fala em preocupa\u00e7\u00e3o com esse debate eleitoral feito em esferas privadas, por\u00e9m com grande alcance. Para ele, esse mecanismo pode ser ainda mais perigoso do que o de rob\u00f4s criados para influenciar a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;Tanto o Jornalismo quanto as pr\u00f3prias candidaturas est\u00e3o mais preparados para avaliar comportamentos de rob\u00f4s e de grupos organizados. H\u00e1 a checagem de fatos e a observa\u00e7\u00e3o sobre o que est\u00e1 florescendo nas redes sociais, nos trending topics (a lista de assuntos em destaque no Twitter). O que \u00e9 problema e desafio \u00e9 aquilo que foge do que \u00e9 p\u00fablico. \u00c9 o que fica na esfera do privado, ainda que com grande alcance, como em aplicativos como WhatsApp. Isso chega a um n\u00famero muito grande de pessoas e \u00e9 pelo aplicativo que as coisas se proliferam hoje. \u00c9 um n\u00famero impressionante de mensagens trocadas&#8221;, afirma L\u00fcdtke.<\/p>\n<p>A mal\u00edcia seria a seguinte: a equipe de um candidato produz um conte\u00fado falso que o beneficia ou que prejudica um advers\u00e1rio. Em seguida, passa a distribuir essa informa\u00e7\u00e3o como se fosse verdadeira em grupos de WhatsApp, anonimamente. O hiato entre o momento da difus\u00e3o do conte\u00fado e o do recebimento e da checagem por jornalistas profissionais pode ser devastador. Dificilmente a informa\u00e7\u00e3o correta e verificada far\u00e1 o caminho de volta, passando pelas m\u00e3os de todos aqueles que consumiram o conte\u00fado falso.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Eleitoral ainda discute o tratamento que dar\u00e1 \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas, cuja identifica\u00e7\u00e3o do autor n\u00e3o \u00e9 simples.<\/p>\n<p>Para L\u00fcdtke, o risco das campanhas invis\u00edveis torna o Jornalismo profissional ainda mais importante em 2018.<\/p>\n<p><strong>A bolha<\/strong><\/p>\n<p>Grupos em redes sociais s\u00e3o prop\u00edcios para prolifera\u00e7\u00e3o de determinados tipos de informa\u00e7\u00f5es por conta da &#8220;c\u00e2mara de eco&#8221;. Segundo esse conceito, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o facilmente assimiladas por aqueles pr\u00e9-dispostos a elas. &#8220;O problema das fake news \u00e9 tamb\u00e9m um problema de cultura e de psicologia, pois as pessoas tentam refor\u00e7ar as pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es. As redes sociais s\u00e3o, potencialmente, territ\u00f3rios para acesso a qualquer tipo de conte\u00fado. Mas verificam-se as &#8216;c\u00e2maras de eco&#8217;, com pessoas buscando alimentar as ideias que j\u00e1 tem&#8221;, explica o professor de Jornalismo da Universidade de Navarra Ramon Salaverr\u00eda.<\/p>\n<p>R$ 100 para alcan\u00e7ar quase 80 mil eleitores<\/p>\n<p>O impulsionamento de posts nas redes sociais est\u00e1 liberado para as elei\u00e7\u00f5es de 2018. Ou seja, os candidatos poder\u00e3o pagar ao Facebook e ao Instagram para aparecer nas linhas dos tempos dos eleitores. Trata-se de um mecanismo barato, embora haja d\u00favidas sobre a efic\u00e1cia.<\/p>\n<p>A reportagem simulou o patroc\u00ednio de um post no Facebook. Com R$ 100, segundo a plataforma de an\u00fancios da rede social, podem ser alcan\u00e7adas entre 30,3 mil e 79,8 mil pessoas.<\/p>\n<p>Na plataforma, \u00e9 poss\u00edvel filtrar que tipos de internautas receber\u00e3o o conte\u00fado pago. Quanto mais espec\u00edfico o filtro, mais para o an\u00fancio.<\/p>\n<p>O especialistas em tecnologia Gilberto Sudr\u00e9 diz que esse tipo de propaganda eleitoral deve ser bastante popular em 2018, por todos os tipos de candidatos. &#8220;Vai ser a primeira vez que as redes sociais v\u00e3o ter papel de protagonista nas campanhas&#8221;, prev\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Expectativa<\/strong><\/p>\n<p>Outra grande expectativa \u00e9 para a atua\u00e7\u00e3o no Brasil de uma filial da Cambridge Analytica, empresa protagonista da elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump e da campanha do Brexit.<\/p>\n<p>A empresa usa in\u00fameras informa\u00e7\u00f5es dos usu\u00e1rios de internet, tra\u00e7a caracter\u00edsticas comportamentais espec\u00edficas e consegue emitir mensagens sob medida para cada potencial eleitor. Segundo o jornal &#8220;Folha de S\u00e3o Paulo&#8221;, dois pr\u00e9-candidatos a governos estaduais j\u00e1 contrataram os servi\u00e7os da empresa. A revista \u00c9poca Neg\u00f3cios informou que mais dois pr\u00e9-candidatos ao Senado tamb\u00e9m buscaram esse servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Sudr\u00e9 explica que esse tipo de empresa compra milhares de dados de internautas para identificar a mensagem mais eficaz a ser enviada.<\/p>\n<p>&#8220;Isso certamente vai ser utilizado, numa linha t\u00eanue entre o que \u00e9 legal e ilegal. As campanhas v\u00e3o segmentar o p\u00fablico para fazer propagandas espec\u00edficas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Regras para fake news ser\u00e3o decididas em mar\u00e7o<\/p>\n<p>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o calend\u00e1rio eleitoral de 2018, em dezembro, mas s\u00f3 deve fechar em mar\u00e7o as regras para o combate \u00e0s fake news.<\/p>\n<p>O ministro Luiz Fux, que assumir\u00e1 a presid\u00eancia do TSE em fevereiro, afirmou que ter\u00e1 postura &#8220;repressiva&#8221; e &#8220;preventiva&#8221; com rela\u00e7\u00e3o a not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>O debate \u00e9 complexo porque a limita\u00e7\u00e3o desse tipo de conte\u00fado pode, em alguns casos, ser interpretado como restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de imprensa.<\/p>\n<div id=\"ig-d5014c90-fdbd-b40c-b22d-657efca2287a\" class=\"infogram-embed\" data-id=\"7f19ba86-02c1-43d3-97ec-f6066dcb6eca\" data-type=\"interactive\" data-title=\"\" data-processed=\"1\">\n<div class=\"moveable_w\" data-element-id=\"particle_59e0c0f7-5107-4440-98d1-702e098e0c35\" data-object-id=\"59e0c0f7-5107-4440-98d1-702e098e0c35\" data-object-type=\"particle\">\n<div class=\"bodytitle\">\n<div class=\"innertext\" data-placeholder=\"\">\n<p><b>ENTENDA RISCOS E POSSIBILIDADES DA WEB NAS ELEI\u00c7\u00d5ES<\/b><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"moveable_w\" data-element-id=\"chart_139608247\" data-object-id=\"30000b9b-7a34-4dbd-93c7-24d982f98ae4\" data-object-type=\"chart\">\n<div id=\"chart_139608247\" class=\"moveable chart ig-theme-group-text\" tabindex=\"1\">\n<div id=\"Chart_139608247\" class=\"inner notranslate\">\n<div class=\"igc-root\">\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><b>DEMOCRACIA<\/b><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">As redes sociais s\u00e3o campo f\u00e9rtil para debates e para dar voz a pessoas com menor poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico. \u00c9 por isso que plataformas como Facebook e Twitter s\u00e3o consideradas instrumentos importantes para a democracia.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><b>PERIGOS<\/b><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">Justamente devido ao n\u00edvel de import\u00e2ncia que elas ganharam houve tamb\u00e9m uma dissemina\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para manipular a opini\u00e3o p\u00fablica e influenciar debates.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><b>FAKE NEWS<\/b><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">O fen\u00f4meno das not\u00edcias falsas n\u00e3o \u00e9 novo. Foi muito marcante nas elei\u00e7\u00f5es de Donald Trump, nos EUA. A campanha eleitoral no Brasil \u00e9 relativamente curta, de 16 de agosto a 6 de outubro. E o lan\u00e7amento de not\u00edcias inver\u00eddicas contra ou a favor de candidatos pode desequilibrar o processo. As fake news j\u00e1 s\u00e3o comuns no Brasil. Especialistas temem que elas se tornem ainda mais perigosas no ano que vem, com mecanismos mais sofisticados e estruturados.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><b>INFILTRADOS EM GRUPOS<\/b><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">\n<p>Uma estrat\u00e9gia j\u00e1 mapeada por analistas de m\u00eddias sociais \u00e9 a de infiltrar pessoas propositadamente em grupos de apoiadores de determinado pol\u00edtico nas redes sociais. Durante todo o processo eleitoral, essas pessoas interagem como se fossem realmente apoiadores daquele pol\u00edtico. No entanto, na reta final da campanha executam a tarefa para a qual foram designadas desde o in\u00edcio: passam a dizer que n\u00e3o concordam mais com determinado ponto da conduta do pol\u00edtico e, por isso, n\u00e3o querem mais votar nele. Passam a argumentar sobre isso para tentar influenciar eleitores a mudar o voto.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><strong>ROB\u00d4S PARA &#8220;BOMBAR&#8221; ASSUNTOS<\/strong><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">\n<p>Eles, os rob\u00f4s, est\u00e3o sendo observados em todos os grandes eventos nacionais, como crises, greves e elei\u00e7\u00f5es. Na disputa de 2014, estudo da FGV\/Dapp identificou que rob\u00f4s chegaram a gerar mais de 10% do debate. Com isso, alimentam o chamado &#8220;efeito manada&#8221;, que faz o eleitor pensar em escolher um candidato porque &#8220;ele est\u00e1 ganhando&#8221; ou porque &#8220;mais gente fala bem dele do que mal&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\">\n<p><b>MAS O QUE S\u00c3O ROB\u00d4S NA INTERNET?<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">\n<ul>\n<li>S\u00e3o perfis automatizados por programadores.<\/li>\n<li>Podem executar a\u00e7\u00f5es pr\u00e9-determinadas por algu\u00e9m como massificar determinada postagem, distribuir determinados links com informa\u00e7\u00f5es verdadeiras ou falsas e mesmo curtir ou compartilhar conte\u00fados para dar a impress\u00e3o de que a ades\u00e3o a eles \u00e9 maior que a real.<\/li>\n<li>Criam links maliciosos para roubar informa\u00e7\u00f5es de usu\u00e1rios reais para construir novos rob\u00f4s, simular intera\u00e7\u00f5es reais ou capturar fotos e nomes.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><strong>MUDANDO O FOCO<\/strong><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">\n<p>Em muitos casos, os rob\u00f4s n\u00e3o servem s\u00f3 para inflar determinado candidato ou prejudicar o advers\u00e1rio. Pode servir tamb\u00e9m para tirar o foco de um assunto que est\u00e1 em evid\u00eancia. Isso \u00e9 poss\u00edvel, por exemplo, postando a mesma mensagem ou a mesma hashtag em larga escala. Com isso, pode haver mudan\u00e7a artificial na lista de t\u00f3picos mais comentados em determinada regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, mina-se a propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias relevantes aos cidad\u00e3os.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"igc-textual-entry\">\n<div class=\"igc-textual-icon\"><\/div>\n<div class=\"igc-textual-text innertext\">\n<div class=\"igc-textual-figure\"><strong>CIBORGUES<\/strong><\/div>\n<div class=\"igc-textual-fact\">\n<p>A BBC revelou em dezembro que campanhas de pol\u00edticos do Esp\u00edrito Santo foram turbinadas pela atua\u00e7\u00e3o de ciborgues. Eles s\u00e3o perfis rob\u00f4s que, depois, s\u00e3o alimentados por pessoas de verdade. Ou seja, pessoas contratadas por campanhas publicam em perfis falsos como se fossem pessoas de verdade, demonstrando opini\u00f5es, prefer\u00eancias e sensa\u00e7\u00f5es, o que dificulta a identifica\u00e7\u00e3o. Ciborgues servem para tentar criar perfis &#8220;menos frios&#8221; que os dos rob\u00f4s.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uso de rob\u00f4s pelas campanhas pode influenciar o voto em 2018<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-48C","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15910"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15910\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15913,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15910\/revisions\/15913"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}