{"id":16453,"date":"2018-02-07T11:02:10","date_gmt":"2018-02-07T15:02:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=16453"},"modified":"2018-02-07T11:02:10","modified_gmt":"2018-02-07T15:02:10","slug":"mpf-descobre-leilao-ilegal-de-terras-indigenas-por-madeireiros-em-rondonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/02\/07\/mpf-descobre-leilao-ilegal-de-terras-indigenas-por-madeireiros-em-rondonia\/","title":{"rendered":"MPF descobre leil\u00e3o ilegal de terras ind\u00edgenas por madeireiros em Rond\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16454\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/02\/07\/mpf-descobre-leilao-ilegal-de-terras-indigenas-por-madeireiros-em-rondonia\/uru-eu\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?fit=1000%2C581\" data-orig-size=\"1000,581\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"uru-eu\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?fit=300%2C174\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?fit=600%2C349\" class=\"alignnone size-full wp-image-16454\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?resize=600%2C349\" alt=\"uru-eu\" width=\"600\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?w=1000 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?resize=300%2C174 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?resize=768%2C446 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/uru-eu.png?resize=516%2C300 516w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Cerca de 500 pessoas aguardam legaliza\u00e7\u00e3o da terra para poder extrair madeira. No ano passado, uma educadora que combate crimes ambientais foi atacada a tiros.<!--more--><\/p>\n<p>No Amaz\u00f4nia.org &#8211; Ap\u00f3s ajuizar 130 a\u00e7\u00f5es contra danos ambientais \u00e0 flora de Rond\u00f4nia, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) descobriu que, al\u00e9m de derrubarem e venderem madeiras, madeireiros est\u00e3o leiloando ilegalmente terras ind\u00edgenas para v\u00e1rias pessoas no estado. S\u00f3 na reserva Uru-Eu-Wau-Wau, por exemplo, j\u00e1 existem cerca de 500 cadastros rurais de invasores aguardando a legaliza\u00e7\u00e3o da terra para uma futura explora\u00e7\u00e3o do local.<\/p>\n<p>Em entrevista ao G1, a procuradora Giseli Bleggi disse que mais de 100 pessoas e empresas j\u00e1 foram identificadas pelo crime de desmatamento e leil\u00e3o clandestino de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O caso \u00e9 t\u00e3o grave que a professora Elis\u00e2ngela Dell-Armelina Suru\u00ed foi atacada a tiros em Cacoal, no fim do ano. Ela prestou depimento na Pol\u00edcia Federal (PF) e a suspeita \u00e9 que a a tentativa de homic\u00eddio ocorreu porque a educadora e o marido lutam contra estes crimes em terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Segundo o MPF, v\u00e1rios laudos foram feitos, atrav\u00e9s de cruzamento de dados p\u00fablicos, para que fosse poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas desmatadas nas \u00e1reas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cO MPF lan\u00e7ou o projeto Amaz\u00f4nia Protege no ano passado, que ir\u00e1 combater o desmadeiramento na Amaz\u00f4nia Legal. Foram feitos estudos t\u00e9cnicos em parceira com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e com Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (Icmbio)\u201d, explicou Bleggi.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/2-Qt7LRp00Q_gqzJ_nl3fsdjEcE%3D\/0x0%3A4928x3264\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/L\/i\/sBBqzXSMWNplfi2noFvQ\/dsc-0440.jpg?resize=600%2C398&#038;ssl=1\" alt=\"Procuradora Giseli Bleggi do MPF-Rond\u00f4nia  (Foto: Hosana Morais\/G1)\" width=\"600\" height=\"398\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Procuradora Giseli Bleggi do MPF-Rond\u00f4nia (Foto: Hosana Morais\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>No mapa do site do Amaz\u00f4nica Protege \u00e9 poss\u00edvel identificar as \u00e1reas desmatadas perto de \u00e1reas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como uma panela de press\u00e3o. N\u00e3o est\u00e1 bem dentro, mas est\u00e1 nas proximidades. A atua\u00e7\u00e3o tem que ser expedida e esse projeto vem para combater esse desmatamento que ocorre pr\u00f3ximos das terras ind\u00edgenas ou em unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Ou seja, acendeu um alerta e a atua\u00e7\u00e3o precisa ser r\u00e1pida\u201d, conta a procuradora.<\/p>\n<p>Sobre os respons\u00e1veis por desmatamentos, todos madeireiros suspeitos j\u00e1 foram identificados. \u201cForam 130 a\u00e7\u00f5es ajuizadas, com 160 pessoas e empresas identificadas\u201d, declarou Bleggi.<\/p>\n<p>A procuradora Daniela Lopes tamb\u00e9m revelou ao G1 que, al\u00e9m de extra\u00e7\u00e3o de madeira, madeireiros e empresas est\u00e3o leiloando e loteando terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cA terra ind\u00edgena Karipuna e Uru-Eu-Wau- Wau est\u00e3o sofrendo muita press\u00e3o, muita invas\u00e3o e at\u00e9 loteamento, n\u00e3o \u00e9 so extra\u00e7\u00e3o de madeira nobre. Quem quer invadir busca legalizar a \u00e1rea que eles est\u00e3o desmatando. Inclusive, na Uru-Eu-Wau- Wau , existem cerca de 500 Cadastro Rurais dentro de da terra ind\u00edgena. Eles est\u00e3o tentando legalizar para poder extrair no futuro com mais facilidade\u201d, explica a procuradora.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/oqiByBGR4a2dblEkxsqG5pi6eTs%3D\/0x0%3A1257x551\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/l\/B\/SxGV87STW9ObeXxb2HVA\/desmatamento-ao-redor-de-terras-indigenas.png?resize=600%2C263&#038;ssl=1\" alt=\"\u00c1reas desmatadas est\u00e3o ao redor de terras ind\u00edgenas em Rond\u00f4nia (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/MPF)\" width=\"600\" height=\"263\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00c1reas desmatadas est\u00e3o ao redor de terras ind\u00edgenas em Rond\u00f4nia (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/MPF)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es ajuizadas, o MPF pediu indeniza\u00e7\u00f5es de danos materiais e morais por causa do desmatamento; recomposi\u00e7\u00e3o da \u00e1rea degradada, mediante a sua n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o para permitir a regenera\u00e7\u00e3o natural da floresta; revers\u00e3o dos valores da condena\u00e7\u00e3o para Ibama e ICMBio, para fortalecer a fiscaliza\u00e7\u00e3o; autoriza\u00e7\u00e3o judicial para apreens\u00e3o, retirada e\/ou destrui\u00e7\u00e3o, pelos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o competentes, de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis presentes na \u00e1rea que estejam impedindo a regenera\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>Tentativa de Homic\u00eddio<\/p>\n<figure class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/5yY5wE2efJrklb8jCjNan5SNTIM%3D\/0x0%3A1700x1065\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/R\/N\/UtdFZVSNyD2byNqXzKhQ\/1.jpg?resize=600%2C376&#038;ssl=1\" alt=\"Elis\u00e2ngela Dell-Armelina Suru\u00ed, de 38 anos, foi premiada por seu projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o na l\u00edngua ind\u00edgena Paiter Suru\u00ed em Cacoal.  (Foto: Carol Moreno \/ G1)\" width=\"600\" height=\"376\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Elis\u00e2ngela Dell-Armelina Suru\u00ed, de 38 anos, foi premiada por seu projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o na l\u00edngua ind\u00edgena Paiter Suru\u00ed em Cacoal. (Foto: Carol Moreno \/ G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A vencedora do pr\u00eamio \u201cEducador Nota 10\u201d 2017, incluindo a categoria \u201cEducador do Ano\u201d, Elis\u00e2ngela Dell-Armelina Suru\u00ed, foi atacada a tiros por bandidos em Cacoal. A tentativa de homic\u00eddio ocorreu quando ela e o marido voltavam de moto para a Aldeia Paiter Suru\u00ed. O casal n\u00e3o se feriu no ataque e fugiu a tempo para pedir ajuda.<\/p>\n<p>Naraymi Suru\u00ed, esposo da educadora, \u00e9 cacique na aldeia Paiter Suru\u00ed da Linha 12 e acredita que o ato foi uma retalia\u00e7\u00e3o por parte de madeireiros que estavam derrubando castanheiras na terra ind\u00edgena Sete de Setembro e foram expulsos pelos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>Fonte: G1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 500 pessoas aguardam legaliza\u00e7\u00e3o da terra para poder extrair madeira. 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