{"id":16959,"date":"2018-03-09T10:39:29","date_gmt":"2018-03-09T14:39:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=16959"},"modified":"2018-03-09T10:39:29","modified_gmt":"2018-03-09T14:39:29","slug":"a-posicao-vergonhosa-do-brasil-no-ranking-mundial-de-participacao-feminina-na-politica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/03\/09\/a-posicao-vergonhosa-do-brasil-no-ranking-mundial-de-participacao-feminina-na-politica\/","title":{"rendered":"A posi\u00e7\u00e3o vergonhosa do Brasil no ranking mundial de participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16960\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/03\/09\/a-posicao-vergonhosa-do-brasil-no-ranking-mundial-de-participacao-feminina-na-politica\/mui\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?fit=650%2C360\" data-orig-size=\"650,360\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;\\u00c2\\u00a9 Folhapress 2010 - Todos os direitos reservados \\u00c3\\u00a0 Folhapress&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mui\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?fit=300%2C166\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?fit=600%2C332\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?resize=600%2C332\" alt=\"mui\" width=\"600\" height=\"332\" class=\"alignnone size-full wp-image-16960\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?w=650 650w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?resize=300%2C166 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mui.jpeg?resize=542%2C300 542w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Pa\u00edses como Cuba, Su\u00e9cia e Argentina est\u00e3o bem \u00e0 frente do Brasil no ranking mundial de participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica. Na Am\u00e9rica do Sul somos o pior classificado.<!--more--><\/p>\n<p>No Pragmatismo Pol\u00edtico &#8211; O Brasil \u00e9 o \u00faltimo pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul em presen\u00e7a feminina na C\u00e2mara dos Deputados. Elas ocupam apenas 54 (10,5%) das 513 cadeiras da Casa. O percentual relega o pa\u00eds \u00e0 152\u00aa posi\u00e7\u00e3o, entre 190 na\u00e7\u00f5es pesquisadas, no ranking mundial da participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica. Os dados foram divulgados na pesquisa \u201cEstat\u00edsticas de g\u00eanero \u2013 Indicadores sociais das mulheres no Brasil\u201d, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 baseada em compila\u00e7\u00e3o feita pela Uni\u00e3o Interparlamentar. No mundo, as mulheres ocupam, em m\u00e9dia, 23,6% dos assentos nas c\u00e2maras baixas ou parlamentos unicamerais.<\/p>\n<p>O ranking \u00e9 liderado por Ruanda (61,3%) e traz pa\u00edses como Cuba (48,9%), Su\u00e9cia (43,6%) e Argentina (38,1%) bem \u00e0 frente do Brasil. O IBGE tamb\u00e9m destaca que, entre as 28 autoridades que comandavam minist\u00e9rios em dezembro de 2017, apenas duas eram mulheres. Esse n\u00famero diminuiu recentemente com a sa\u00edda de Luislinda Valois da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Na C\u00e2mara, tr\u00eas estados n\u00e3o t\u00eam nenhuma deputada federal: Mato Grosso, Para\u00edba e Sergipe. Entre as tr\u00eas maiores bancadas, \u00e9 t\u00edmida a presen\u00e7a feminina. As mulheres ocupam apenas 7 (10%) das 70 cadeiras ocupadas por parlamentares de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, h\u00e1 5 deputadas (9,4%) entre os 53 integrantes da bancada. No Rio de Janeiro, s\u00e3o 6 (13%) entre os 46 fluminenses. V\u00eam do Norte as duas representa\u00e7\u00f5es com maior propor\u00e7\u00e3o de deputadas: Tocantins e Amap\u00e1 t\u00eam tr\u00eas mulheres (37,5%) entre seus oito representantes na C\u00e2mara. No Senado, o \u00edndice de presen\u00e7a feminina \u00e9 um pouco melhor, 16%.<\/p>\n<p>Embora o pa\u00eds tenha cota de 30% das candidaturas para mulheres, a concentra\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas partid\u00e1rias nas m\u00e3os de homens e a dificuldade no acesso a recursos financeiros para bancar as campanhas eleitorais s\u00e3o dois dos principais entraves para aumentar a representatividade das mulheres no Legislativo.<\/p>\n<p>O estudo do IBGE faz um raio-x que mostra o quanto o Brasil ainda fecha portas para as mulheres, a come\u00e7ar pela disparidade salarial e presen\u00e7a em cargos de comando.<\/p>\n<p>As mulheres ganham em m\u00e9dia tr\u00eas quartos do sal\u00e1rio dos homens. De acordo com a pesquisa, mesmo com escolaridade superior \u00e0 dos homens, o rendimento m\u00e9dio mensal entre as mulheres \u00e9 de R$ 1.764. Entre eles, essa m\u00e9dia sobe para R$ 2.306.<\/p>\n<p>O \u00edndice de profissionais do sexo feminino que ocupam cargos gerenciais \u00e9 de 37,8%. Sobrecarregadas pelos servi\u00e7os dom\u00e9sticos, as mulheres que trabalham fora de casa dedicam a essas tarefas de cerca de 73% a mais de horas do que os homens.<\/p>\n<p>Veja abaixo as principais conclus\u00f5es do IBGE:<br \/>\n\u201cMulheres que trabalham dedicam 73% mais horas do que os homens aos cuidados e\/ou afazeres dom\u00e9sticos<\/p>\n<p>Em 2016, desagregando-se a popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds por sexo, as mulheres dedicavam 18,1 horas semanais aos cuidados de pessoas ou afazeres dom\u00e9sticos \u2013 cerca de 73% a mais de horas do que os homens (10,5 horas semanais).<\/p>\n<p>Regionalmente, a maior desigualdade estava no Nordeste, onde as mulheres dedicaram 19,0 horas semanais \u00e0quelas atividades, ou 80% de horas a mais do que os homens.<\/p>\n<p>As mulheres pretas ou pardas s\u00e3o as que mais se dedicam aos cuidados de pessoas e afazeres dom\u00e9sticos, com 18,6 horas semanais. Entre os homens, o indicador pouco varia quando se considera a cor ou ra\u00e7a ou regi\u00e3o.<\/p>\n<p>28,2% das mulheres e 14,1% dos homens trabalham em tempo parcial<\/p>\n<p>Mulheres que necessitam conciliar trabalho remunerado com os afazeres dom\u00e9sticos e cuidados, em muitos casos, aceitam ocupa\u00e7\u00f5es com carga hor\u00e1ria reduzida. A propor\u00e7\u00e3o de ocupados trabalhando por tempo parcial (at\u00e9 30 horas semanais) mostra um percentual mais elevado de mulheres (28,2%), quando comparado com os homens (14,1%). Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres passa de 36%.<\/p>\n<p>As mulheres pretas ou pardas foram as que mais exerceram ocupa\u00e7\u00e3o por tempo parcial, alcan\u00e7ando 31,3% do total, enquanto 25,0% das mulheres brancas se ocuparam desta forma, em 2016. Para os homens, somente 11,9% dos brancos se ocuparam por tempo parcial, ao passo que a propor\u00e7\u00e3o de pretos ou pardos era de 16,0%.<\/p>\n<p>Mulheres continuam recebendo menos do que os homens<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos rendimentos m\u00e9dios do trabalho, as mulheres seguem recebendo, em m\u00e9dia, cerca de \u00be do que os homens recebem. Em 2016, enquanto o rendimento m\u00e9dio mensal dos homens era de R$2.306, o das mulheres era de R$1.764.<\/p>\n<p>Considerando-se a rendimento m\u00e9dio por hora trabalhada, ainda assim, as mulheres recebem menos do que os homens (86,7%), o que pode estar relacionado com \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o ocupacional a que as mulheres podem estar submetidas no mercado de trabalho. O diferencial de rendimentos \u00e9 maior na categoria ensino superior completo ou mais, na qual o rendimento das mulheres equivalia a 63,4% do que os homens recebiam, em 2016.<\/p>\n<p>Mulheres e homens t\u00eam propor\u00e7\u00e3o equilibrada de acesso a telefone celular<\/p>\n<p>Quanto ao acesso e uso de novas tecnologias, importante para an\u00e1lise do grau de autonomia da mulher, os resultados indicam que a propor\u00e7\u00e3o de mulheres que possuem telefone celular no Brasil (78,2%) \u00e9 levemente superior a dos homens (75,9%).<\/p>\n<p>Tal propor\u00e7\u00e3o \u00e9 superior para as mulheres em todas as grandes regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Sul, onde a masculina (82,1%) \u00e9 ligeiramente maior que a feminina (81,9%).<\/p>\n<p>Atraso escolar \u00e9 maior entre homens pretos ou pardos<\/p>\n<p>A vantagem educacional das mulheres fica evidente a partir da an\u00e1lise de indicadores sobre o atraso escolar e o n\u00edvel educacional dos adultos. Uma forma de medir o atraso escolar \u00e9 por meio da taxa de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida ajustada. Esse indicador mede a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que frequentam escola no n\u00edvel de ensino adequado a sua faixa et\u00e1ria, incluindo aquelas que j\u00e1 conclu\u00edram esse n\u00edvel, em rela\u00e7\u00e3o ao total de pessoas da mesma faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em 2016, segundo a PNAD Cont\u00ednua, a taxa de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida ajustada no ensino m\u00e9dio dos homens de 15 a 17 anos de idade era de 63,2%, 10,3 pontos percentuais abaixo da taxa feminina (73,5%). Isso significa que 36,8% dos homens dessa faixa et\u00e1ria possu\u00edam atraso escolar para o ensino m\u00e9dio, resultante de repet\u00eancia e\/ou abandono escolar.<\/p>\n<p>Considerando-se a cor ou ra\u00e7a, a desigualdade no atraso escolar era consider\u00e1vel entre as mulheres: 30,7% das pretas ou pardas de 15 a 17 anos de idade apresentaram atraso escolar no ensino m\u00e9dio, enquanto 19,9% das mulheres brancas dessa faixa et\u00e1ria estavam na mesma situa\u00e7\u00e3o. Mas o maior diferencial (mais que o dobro) foi entre os percentuais desse atraso nas mulheres brancas (19,9%) e dos homens pretos ou pardos (42,7%).<\/p>\n<p>Propor\u00e7\u00e3o de pessoas com superior completo \u00e9 maior entre as mulheres<\/p>\n<p>Como resultado dessa trajet\u00f3ria escolar desigual, relacionada a pap\u00e9is de g\u00eanero e entrada precoce dos homens no mercado de trabalho, as mulheres atingem em m\u00e9dia um n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o superior ao dos homens. A maior diferen\u00e7a percentual por sexo encontra-se no n\u00edvel \u201cSuperior completo\u201d, especialmente entre as pessoas da faixa et\u00e1ria mais jovem de 25 a 44 anos de idade, em que o percentual de homens que completou a gradua\u00e7\u00e3o foi de 15,6%, enquanto o de mulheres atingiu 21,5%, indicador 37,9% superior ao dos homens.<\/p>\n<p>Novamente, constata-se desigualdade entre mulheres por cor ou ra\u00e7a. O percentual de mulheres brancas com ensino superior completo (23,5%) \u00e9 2,3 vezes maior do que o de mulheres pretas ou pardas (10,4%) e \u00e9 mais do que o triplo daquele encontrado para os homens pretos ou pardos (7,0%).<\/p>\n<p>94,7% das mulheres teve acesso a pr\u00e9-natal<\/p>\n<p>Segundo a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013, entre as mulheres de 18 a 49 anos de idade, 97,4% tinham sido atendidas pelo menos uma vez em uma consulta pr\u00e9-natal com profissional de sa\u00fade especializado na \u00faltima gravidez. As mulheres nessa faixa et\u00e1ria que chegaram a ser atendidas em pelo menos quatro consultas foram 93,9%.<\/p>\n<p>Na desagrega\u00e7\u00e3o por cor ou ra\u00e7a, ambos os indicadores sobre atendimento em consulta pr\u00e9-natal apresentam desigualdade: enquanto 98,6% das mulheres brancas foram atendidas em no m\u00ednimo uma consulta com profissional de sa\u00fade especializado na \u00faltima gravidez, entre as pretas ou pardas esse percentual foi menor: 96,6%.<\/p>\n<p>Quando o par\u00e2metro \u00e9 ter frequentado no m\u00ednimo quatro consultas, o percentual foi de 95,4% para as mulheres brancas e 92,8% para as mulheres pretas ou pardas. Essas desigualdades se acentuam regionalmente: na regi\u00e3o Norte, por exemplo, o percentual de mulheres brancas que foram atendidas em no m\u00ednimo quatro consultas (98,5%) superou o de mulheres pretas ou pardas (87,9%) em mais de dez pontos percentuais.<\/p>\n<p>Uma em cada quatro mulheres n\u00e3o utilizava m\u00e9todo contraceptivo<\/p>\n<p>Ainda segundo a PNS 2013, 72,3% das mulheres de 18 a 49 anos casadas ou em uni\u00e3o, sexualmente ativas e que n\u00e3o estavam na menopausa utilizavam algum m\u00e9todo para evitar a gravidez, ou seja: mais de 1\/4 das mulheres nesse grupo n\u00e3o utilizavam qualquer m\u00e9todo contraceptivo. No Norte (68,4%) e Nordeste (71,5%) os percentuais estavam abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Tabagismo \u00e9 mais frequente entre homens e a obesidade, entre mulheres<\/p>\n<p>A PNS 2013 tamb\u00e9m revela que o Brasil espelha a tend\u00eancia mundial de maior incid\u00eancia de tabagismo entre os homens e de obesidade entre as mulheres: 18,9% dos homens fumavam algum produto de tabaco, percentual que foi de 11,0% para as mulheres. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de homens obesos (17,5%) era inferior \u00e0 de mulheres obesas (25,2%).<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de vida das mulheres aos 60 anos era maior do que a dos homens e aumentou entre 2011 e 2016. Em 2011, a esperan\u00e7a de vida de uma mulher de 60 anos no Brasil era de 23,1 anos e passou para 23,9 em 2016. J\u00e1 a dos homens subiu de 19,6 para 20,3 anos.<\/p>\n<p>Apenas um em cada dez deputados federais era mulher em 2017<\/p>\n<p>Em dezembro de 2017, o percentual de mulheres parlamentares no Congresso Nacional era de 11,3%. No Senado, 16,0% eram mulheres e, na C\u00e2mara dos Deputados, 10,5%. Tr\u00eas estados brasileiros n\u00e3o tinham nenhuma deputada federal: Para\u00edba, Sergipe e Mato Grosso.<\/p>\n<p>Em 2017, o Brasil ocupava a 152\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os 190 pa\u00edses que informaram \u00e0 Inter-Parliamentary Union o percentual de assentos em suas c\u00e2maras baixas (c\u00e2mara de deputados) ou parlamento unicameral ocupados por mulheres parlamentares em exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, o Brasil mostrou o pior resultado. No mundo, as mulheres ocupavam, em m\u00e9dia, 23,6% dos assentos nas c\u00e2maras baixas ou parlamentos unicamerais.<\/p>\n<p>Mulheres ocupavam 37,8% dos cargos gerenciais em 2016<\/p>\n<p>No Brasil, em 2016, 62,2% dos cargos gerenciais, tanto no poder p\u00fablico quanto na iniciativa privada, eram ocupados por homens e 37,8% por mulheres. A participa\u00e7\u00e3o das mulheres em cargos gerenciais era mais alta entre as gera\u00e7\u00f5es mais jovens, variando de 43,4% entre as mulheres com 16 a 29 anos, at\u00e9 31,3% entre as mulheres com 60 anos ou mais de idade.<\/p>\n<p>Mulheres eram 26,4% do efetivo das pol\u00edcias civis em 2014<\/p>\n<p>O percentual de policiais mulheres \u00e9 um indicador que, al\u00e9m de atender \u00e0 meta de integrar as mulheres \u00e0 vida p\u00fablica, comp\u00f5e as medidas de assist\u00eancia \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/p>\n<p>Esse atendimento se d\u00e1 no \u00e2mbito das pol\u00edcias civis, subordinadas aos governos estaduais. Segundo a Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Estaduais (Estadic), em 2013, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres no efetivo das pol\u00edcias civis das unidades da Federa\u00e7\u00e3o era de 26,4%.<\/p>\n<p>Considerando o total efetivo das pol\u00edcias civis e militares, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres no pa\u00eds era de 13,4%; o total de mulheres no efetivo nacional das pol\u00edcias militares era de 9,8%. A unidade da Federa\u00e7\u00e3o com a menor participa\u00e7\u00e3o de mulheres no somat\u00f3rio do efetivo policial militar e policial civil era o Rio Grande do Norte, com 5,1%, e a que tinha a maior participa\u00e7\u00e3o era o Amap\u00e1, com 23,4%.<\/p>\n<p>Apenas 7,9% dos munic\u00edpios t\u00eam delegacias especializadas para atender mulheres<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de delegacias especializadas no atendimento \u00e0 mulher n\u00e3o integra o Conjunto M\u00ednimo de Indicadores de G\u00eanero elaborado pela Divis\u00e3o de Estat\u00edsticas das Na\u00e7\u00f5es Unidas. No entanto, \u00e9 oportuno lembrar que a Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic) 2014 e a Estadic 2014 identificaram que apenas 7,9% dos munic\u00edpios brasileiros contavam com este tipo de delegacia.<\/p>\n<p>Segundo essas mesmas pesquisas do IBGE, em 11 das 27 Unidades Federa\u00e7\u00e3o, o tema da viol\u00eancia dom\u00e9stica e de g\u00eanero havia sido abordado no programa de capacita\u00e7\u00e3o continuada oferecido aos profissionais no ano anterior.<\/p>\n<p>No Acre, uma em cada dez mulheres de 15 a 19 anos de idade foi m\u00e3e em 2016<\/p>\n<p>Em 2016, a taxa de fecundidade adolescente era de 56,0 nascimentos a cada mil mulheres na faixa dos 15 aos 19 anos de idade. Essa taxa vem diminuindo gradativamente a cada ano, tendo alcan\u00e7ado 64,5 nascimentos por mil mulheres em 2011.<\/p>\n<p>Entre as regi\u00f5es, as menores taxas estavam no Sul (45,4 por mil) e Sudeste (45,6); no outro extremo, a regi\u00e3o Norte registrou 85,1 nascimentos para cada mil mulheres de 15 a 19 anos. A menor taxa entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o foi do Distrito Federal, 38,6. O Acre apresentou a maior taxa de fecundidade, 97,8 nascimentos por mil mulheres de 15 a 19 anos, ou cerca de um nascimento para cada dez mulheres nessa faixa et\u00e1ria.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00edses como Cuba, Su\u00e9cia e Argentina est\u00e3o bem \u00e0 frente do Brasil no ranking mundial de participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica. 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