{"id":17381,"date":"2018-04-05T19:26:26","date_gmt":"2018-04-05T23:26:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=17381"},"modified":"2018-04-05T19:27:51","modified_gmt":"2018-04-05T23:27:51","slug":"o-mes-de-abril-em-que-lula-foi-preso-38-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/04\/05\/o-mes-de-abril-em-que-lula-foi-preso-38-anos-atras\/","title":{"rendered":"O m\u00eas de abril em que Lula foi preso &#8211; 38 anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"17382\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/04\/05\/o-mes-de-abril-em-que-lula-foi-preso-38-anos-atras\/lo\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/lo.jpg?fit=660%2C955\" data-orig-size=\"660,955\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/lo.jpg?fit=207%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/lo.jpg?fit=600%2C868\" class=\"alignnone size-full wp-image-17382\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/lo.jpg?resize=600%2C868\" alt=\"lo\" width=\"600\" height=\"868\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/lo.jpg?w=660 660w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/lo.jpg?resize=207%2C300 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Na BBC &#8211; Luiz Ant\u00f4nio Araujo &#8211;\u00a0<\/span>Luzes e ru\u00eddos de motores vindos da rua assustam a mulher que dorme abra\u00e7ada ao marido na penumbra do quarto. Despertos, os dois espiam atrav\u00e9s das cortinas da janela da sala. Diante da resid\u00eancia, est\u00e3o estacionados carros e viaturas de onde descem homens de terno escuro e semblante carregado. Ouvem-se fortes batidas na porta.<!--more--><\/div>\n<div class=\"byline\"><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">&#8211; Luiz In\u00e1cio! Abra essa porta!<\/div>\n<p>J\u00e1 vestido, o homem acaricia o rosto da companheira antes de ser empurrado em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 viatura.<\/p>\n<p>&#8211; Fica tranquila. N\u00e3o precisa sofrer. Como diz a minha m\u00e3e, as coisas v\u00e3o melhorar.<\/p>\n<p>A cena \u00e9 um dos momentos culminantes do filme Lula, o filho do Brasil (2010), de F\u00e1bio Barreto. A partir de mem\u00f3rias de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Marisa Let\u00edcia &#8211; casal vivido no longa-metragem pelos atores Rui Ricardo Diaz e Juliana Baroni -, reconstitui livremente a pris\u00e3o do ent\u00e3o sindicalista, em 19 de abril de 1980.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Lula liderava, no ABC Paulista, uma greve metal\u00fargica que deixara o pa\u00eds com a respira\u00e7\u00e3o suspensa. Trinta e oito anos depois, um outro abril volta a deix\u00e1-lo na imin\u00eancia do encarceramento.<\/p>\n<p>\u00c0 bi\u00f3grafa Denise Paran\u00e1, autora do livro hom\u00f4nimo que serviu de base ao roteiro do filme, a mulher do futuro presidente relatou momentos de tens\u00e3o apenas sugeridos na tela. &#8220;Marisa, em estado de pavor, temia que a pol\u00edcia invadisse sua casa e promovesse um massacre ali dentro, na frente das crian\u00e7as&#8221;, escreveu Denise.<\/p>\n<p>N\u00e3o era medo de todo infundado. A ditadura militar instaurada em 1964, que acabara de completar 16 anos, agonizava, mas n\u00e3o morrera. Pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, torturas e morte haviam se tornado frequentes. Um dos supliciados que escapara da morte no DOI-Codi, em 1975, era Jos\u00e9 Ferreira da Silva, o Frei Chico, sindicalista e irm\u00e3o de Lula.<\/p>\n<p>A atmosfera da \u00e9poca foi registrada por Chico Buarque em Acorda Amor, prudentemente submetida \u00e0 censura como obra de compositores fict\u00edcios: &#8220;S\u00e3o os homens \/ E eu aqui parado de pijama \/ Eu n\u00e3o gosto de passar vexame \/ Chame l\u00e1, chame o ladr\u00e3o \/ Chame o ladr\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1980, a pris\u00e3o de Lula ocorrera sem mandado judicial. Simultaneamente, outras 12 pessoas ligadas ao movimento sindical haviam sido detidas, incluindo os advogados Dalmo Dallari e Jos\u00e9 Carlos Dias. N\u00e3o se sabia ao certo quando eles poderiam ser libertados ou por quais crimes estavam sendo encarcerados.<\/p>\n<p>Em 2018, Lula poder\u00e1 se ver pela segunda vez atr\u00e1s das grades &#8211; embora em condi\u00e7\u00f5es muito diferentes. Desta vez, a pris\u00e3o pode ser o resultado de um processo judicial que j\u00e1 se estende h\u00e1 quase dois anos e no qual o ex-presidente foi considerado culpado de receber um apartamento tr\u00edplex no Guaruj\u00e1 como propina da construtora OAS.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a, j\u00e1 confirmada em segunda inst\u00e2ncia, prev\u00ea 12 anos e 1 m\u00eas de deten\u00e7\u00e3o. Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal decidiu que Lula j\u00e1 poder\u00e1 come\u00e7ar a cumprir a pena, mesmo sem ter esgotado suas possibilidades de apela\u00e7\u00e3o judicial. Desde 1980, ele possivelmente nunca esteve t\u00e3o perto de voltar a viver em uma cela.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A hora da on\u00e7a beber \u00e1gua<\/h2>\n<p>O nervosismo de Marisa, que morreu em 2017, contrastava com a calma do marido. Lula sabia que, uma vez iniciada a greve, seria grande o risco de ir para a cadeia. No ano anterior, ele e toda a diretoria do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Bernardo do Campo e Diadema (hoje Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC) haviam sido afastados dos cargos pelo governo do general-presidente Jo\u00e3o Figueiredo.<\/p>\n<p>Divididos em rela\u00e7\u00e3o ao futuro do regime, os militares estavam unidos em rela\u00e7\u00e3o ao descontentamento que pairava no ar: queriam aproveitar a paralisa\u00e7\u00e3o para quebrar a espinha dorsal do movimento sindical do ABC, que ressurgira dois anos antes. L\u00edder emergente, Lula era dos mais visados. Temendo o pior, amigos haviam lhe aconselhado a deixar o pa\u00eds. Ele se recusara.<\/p>\n<p>A campanha salarial de 1980 foi cuidadosamente preparada. O sindicato produziu e distribuiu uma grande quantidade de panfletos, cartazes e boletins que chegam \u00e0s f\u00e1bricas (de forma clandestina) e aos bairros. A pauta de reivindica\u00e7\u00f5es inclu\u00eda reposi\u00e7\u00e3o salarial, redu\u00e7\u00e3o de jornada e liberdades para atua\u00e7\u00e3o do sindicato nas f\u00e1bricas. Os empres\u00e1rios admitiam, no m\u00e1ximo, repor parte das perdas econ\u00f4micas. O impasse estava criado.<\/p>\n<p>A assembleia da categoria, no dia 16 de mar\u00e7o, foi convocada sob o lema &#8220;T\u00e1 chegando a hora da on\u00e7a beber \u00e1gua&#8221;. Com uma camiseta que estampava o personagem Jo\u00e3o Ferrador, criado especialmente pela cartunista Laerte para as publica\u00e7\u00f5es do sindicato, Lula perguntou \u00e0 multid\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Muitos dizem at\u00e9 que o empres\u00e1rio t\u00e1 pobre, que o empres\u00e1rio t\u00e1 falido, e n\u00f3s, trabalhadores, \u00e9 que somos gananciosos. E eu gostaria de colocar em vota\u00e7\u00e3o: quem \u00e9 que concorda com a proposta dos patr\u00f5es? (Vaias, gritos) Quem \u00e9 que quer a greve segunda-feira \u00e0 meia-noite? (Milhares de bra\u00e7os se erguem em algazarra).<\/p>\n<p>A greve iniciou-se \u00e0 meia-noite do dia 1\u00ba de abril. Em segredo, a diretoria do sindicato havia criado um &#8220;grupo especial&#8221; destinado a manter o movimento em caso de pris\u00e3o dos l\u00edderes. A possibilidade de uma nova interven\u00e7\u00e3o do governo nos sindicatos, como ocorrera em 1979, era cogitada abertamente, a ponto de o ministro do Trabalho, Murilo Macedo, reagir durante uma entrevista:<\/p>\n<p>&#8211; Eu estou achando que voc\u00eas est\u00e3o com a psicose da interven\u00e7\u00e3o, porque toda vez que voc\u00eas me entrevistam voc\u00eas me perguntam se vai haver interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o dos l\u00edderes e a interven\u00e7\u00e3o chegaram quando a greve completava o 17\u00ba dia. Anos mais tarde, Lula definiria o gesto do regime como providencial:<\/p>\n<p>&#8211; O que salvou aquela greve foi os militares decretarem a nossa pris\u00e3o. Por incompet\u00eancia. Eu j\u00e1 n\u00e3o tinha o que falar na assembleia depois de 17 dias. (&#8230;) O patr\u00e3o n\u00e3o sentava para negociar, o governo n\u00e3o negociava. (&#8230;) Eles prenderam, conseguiram criar um clima de guerra.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/72EE\/production\/_100722492_-282d9b51-8db2-414c-83ae-ff90af8178b0_img20.jpg?resize=600%2C338&#038;ssl=1\" alt=\"Marisa Silva, esposa de Lula, Dom Cl\u00e1udio Hummes (bispo de Santo Andr\u00e9, atr\u00e1s de Marisa), Frei Betto (\u00e0 direita).\" width=\"600\" height=\"338\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">ACERVO DO SINDICATO DOS METAL\u00daRGICOS DO ABC<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">&#8216;Fica tranquila. N\u00e3o precisa sofrer. Como diz a minha m\u00e3e, as coisas v\u00e3o melhorar&#8217;, disse Lula para Marisa (no centro da foto, olhando para um papel), antes de ser preso<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Um l\u00edder morto&#8217;, disse Maluf<\/h2>\n<p>Um dia antes de os policiais baterem \u00e0 porta da casa de Lula, uma concentra\u00e7\u00e3o de trabalhadores em frente \u00e0 sede do sindicato, \u00e0 espera da chegada dos interventores, havia terminado em choque com a pol\u00edcia. \u00cdcone do regime, Paulo Maluf, governador bi\u00f4nico de S\u00e3o Paulo, dissera na ocasi\u00e3o que o presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos era um &#8220;l\u00edder morto&#8221;. Era exagero.<\/p>\n<p>A imagem de Lula fichado no Dops, barbudo e desgrenhado, correu o mundo. Mulheres de metal\u00fargicos pararam o centro de S\u00e3o Bernardo em caminhadas pela liberta\u00e7\u00e3o dos presos. No 1\u00ba de maio daquele ano, um ato ecum\u00eanico celebrado pelo bispo da diocese de Santo Andr\u00e9, dom Cl\u00e1udio Hummes, reuniu no simb\u00f3lico est\u00e1dio de Vila Euclides dezenas de milhares de pessoas. No palco, o poeta Vinicius de Moraes, que morreria em julho, declamou o poema\u00a0<i>Oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o<\/i>.<\/p>\n<p>Lula passou 31 dias na carceragem do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops) enquadrado na Lei de Seguran\u00e7a Nacional por liderar o movimento dos metal\u00fargicos. Durante seis dias, chegou a fazer greve de fome.<\/p>\n<p>O chefe do Dops, delegado Romeu Tuma, concedeu ao sindicalista permiss\u00e3o para deixar a cadeia e participar do funeral da m\u00e3e, Eur\u00eddice Ferreira de Melo, a dona Lindu. Depois de passar um per\u00edodo internada em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer no Hospital da Benefic\u00eancia Portuguesa, em S\u00e3o Caetano, ela acabou por morrer no dia 12 de maio. Lula assistiu ao sepultamento, escoltado por policiais. Na v\u00e9spera, a greve terminara. Seu l\u00edder seria libertado oito dias depois.<\/p>\n<p>Sobre a prepara\u00e7\u00e3o para a pris\u00e3o, o rep\u00f3rter Ricardo Kotscho, que acompanhou Lula de perto nesse per\u00edodo, escreveu: &#8220;Um amigo perguntou a Lula se ele j\u00e1 havia preparado sua mala para levar para a cadeia, e ele achou gra\u00e7a: &#8216;Na cadeia ningu\u00e9m precisa de roupa. Eu n\u00e3o vou passear&#8230;&#8217; Tamb\u00e9m n\u00e3o estava preocupado com a fam\u00edlia, em caso de condena\u00e7\u00e3o. &#8216;Aqui em casa cada um sabe o que precisa fazer'&#8221;.<\/p>\n<p>No ano seguinte, Lula ouviu pelo r\u00e1dio, em casa, o julgamento de seu processo na 2\u00aa Auditoria Militar, de S\u00e3o Paulo. Como os outros r\u00e9us e seus advogados, decidira n\u00e3o comparecer \u00e0 audi\u00eancia em protesto contra a arbitrariedade do processo.<\/p>\n<p>Lula e outros 10 dirigentes foram condenados a penas entre dois anos e seis meses de pris\u00e3o por &#8220;incita\u00e7\u00e3o \u00e0 desobedi\u00eancia coletiva das leis&#8221;. Em virtude do n\u00e3o-comparecimento da defesa, o julgamento foi anulado pelo Superior Tribunal Militar (STM), mas um novo ju\u00edzo, em novembro, confirmou as senten\u00e7as. Ao julgar um recurso dos condenados, o STM anulou todo o processo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na BBC &#8211; Luiz Ant\u00f4nio Araujo &#8211;\u00a0Luzes e ru\u00eddos de motores vindos da rua assustam a mulher que dorme abra\u00e7ada ao marido na penumbra do quarto. Despertos, os dois espiam atrav\u00e9s das cortinas da janela da sala. 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