{"id":17458,"date":"2018-04-10T11:13:50","date_gmt":"2018-04-10T15:13:50","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=17458"},"modified":"2018-04-10T11:16:48","modified_gmt":"2018-04-10T15:16:48","slug":"mundo-pelo-avesso-e-preciso-lutar-para-nao-morrer-de-sede-nas-margens-dos-rios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/04\/10\/mundo-pelo-avesso-e-preciso-lutar-para-nao-morrer-de-sede-nas-margens-dos-rios\/","title":{"rendered":"Mundo pelo avesso: \u00c9 preciso lutar para n\u00e3o morrer de sede nas margens dos rios"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"17461\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/04\/10\/mundo-pelo-avesso-e-preciso-lutar-para-nao-morrer-de-sede-nas-margens-dos-rios\/para-5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/para.jpg?fit=310%2C163\" data-orig-size=\"310,163\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"para\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/para.jpg?fit=300%2C158\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/para.jpg?fit=310%2C163\" class=\"alignnone size-full wp-image-17461\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/para.jpg?resize=310%2C163\" alt=\"para\" width=\"310\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/para.jpg?w=310 310w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/para.jpg?resize=300%2C158 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m vai morrer de sede nas margens do\u00a0<strong>rio Arrojado<\/strong>. E ningu\u00e9m tamb\u00e9m n\u00e3o pode morrer de sede nas margens de rio nenhum. A sociedade tem que lutar pela vida. E a luta pela \u00e1gua \u00e9 essa\u201d, afirma\u00a0<strong>Jamilton Magalh\u00e3es<\/strong>, conhecido como\u00a0<strong>Carreirinha<\/strong>, da Associa\u00e7\u00e3o de Fundo e Fecho de Pasto de Correntina, na\u00a0<strong>Bahia<\/strong>. Infelizmente, a inten\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Carreirinha<\/strong>\u00a0n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade dos fatos. Apenas em 2016, cinco pessoas morreram em decorr\u00eancia de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/566865-crescem-os-conflitos-pela-agua-no-brasil-entre-as-causas-mineracao-e-agronegocio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">conflitos pela \u00e1gua<\/a>.<!--more--><\/p>\n<p>Do Instituto Humanitas Unisinos<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do relat\u00f3rio\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575277-comissao-pastoral-da-terra-cpt-registra-65-pessoas-assassinadas-em-conflitos-no-campo-em-2017\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conflitos do Campo Brasil<\/a>, publicado pela\u00a0<strong>Comiss\u00e3o Pastoral da Terra<\/strong>\u00a0(<strong>CPT<\/strong>) em 2017, que aponta 172 conflitos de \u00e1gua no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>. Segundo a pr\u00f3pria\u00a0<strong>CPT<\/strong>, esse n\u00famero pode ser ainda maior, pois algumas mortes ocasionadas pela luta pela terra tamb\u00e9m abarcam\u00a0<strong>conflitos pela \u00e1gua<\/strong>. Na verdade, a palavra conflito esconde (ou pode atenuar) a seriedade do embate, que se acentua cada vez mais no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0rural entre grandes fazendeiros e especuladores de terras e moradores do territ\u00f3rio que convivem h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es em harmonia com as plantas e animais, preservando tanto os recursos naturais, como as \u00e1guas superficiais de rios e c\u00f3rregos e aquelas guardadas nos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de\u00a0<strong>Fernanda Cruz<\/strong>, publicada por\u00a0<strong>Asa \u2013 Articula\u00e7\u00e3o Semi\u00e1rido Brasileiro<\/strong>, 09-04-2018.<\/p>\n<p>Na cidade de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/573705-o-que-levou-10-mil-pessoas-as-ruas-de-correntina-ba\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Correntina<\/strong><\/a>, oeste baiano, essa \u00e9 uma realidade constante h\u00e1 cinco d\u00e9cadas, com a chegada dos fazendeiros vindos da regi\u00e3o sul do pais e se intensificou no final dos anos 1990 com o investimento do capital estrangeiro \u2013 japoneses, chineses, italianos, americanos, entre outros. \u201cAs terras de\u00a0<strong>Correntina<\/strong>\u00a0foram ocupadas h\u00e1 mais de 300 anos e neste per\u00edodo nenhum rio havia secado. A partir da d\u00e9cada de 1970, o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/577022-como-o-agronegocio-esta-exportando-nossa-agua\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">agroneg\u00f3cio<\/a>\u00a0chegou na regi\u00e3o e a\u00ed que iniciaram, de fato, os conflitos na regi\u00e3o. E, mais fortemente, nos \u00faltimos 20 anos, a partir da chegada do\u00a0<strong>agroneg\u00f3cio<\/strong>\u00a0internacional, v\u00e1rios rios come\u00e7aram a desaparecer\u201d, aponta\u00a0<strong>Jandira Lopes<\/strong>, da\u00a0<strong>Acefarca<\/strong>, uma das organiza\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>ASA<\/strong>\u00a0que atua no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Correntina<\/strong>\u00a0\u00e9 uma cidade com 33 mil habitantes e cercada por v\u00e1rios rios, o que leva \u00e0 cobi\u00e7a de grandes fazendeiros, devido \u00e0 oferta h\u00eddrica. Historicamente, esse povo vive da\u00a0<strong>agricultura<\/strong>\u00a0e da cria\u00e7\u00e3o de animais, organizados em comunidades de\u00a0<strong>Fundo<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Fecho de Pasto<\/strong>, com seus espa\u00e7os coletivos onde os rebanhos s\u00e3o criados soltos. \u201cComo o vale [do\u00a0<strong>rio Arrojado<\/strong>] em si era muito rico em pastagem, os animais eram quem determinavam os territ\u00f3rios, andavam de fora a fora. E, com a chegada deste povo do Sul do pa\u00eds e at\u00e9 de outros pa\u00edses tamb\u00e9m, come\u00e7ou a apossar desta terra trazendo documentos forjados, escrituras montadas e com capangas, pistolagem, uma certa quantia de balas para amedrontar o povo. Aquilo que era livre, um territ\u00f3rio sem cerca, come\u00e7ou a se limitar\u201d, diz\u00a0<strong>Jamilton Santos Magalh\u00e3es<\/strong>, da Associa\u00e7\u00e3o de Fundo e Fecho de Pasto de\u00a0<strong>Correntina<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Correntina<\/strong>\u00a0j\u00e1 foi destaque na m\u00eddia algumas vezes por conta da explora\u00e7\u00e3o dos seus recursos naturais. Recentemente, os holofotes se voltaram para a cidade por causa do conflito da popula\u00e7\u00e3o da cidade com os fazendeiros locais. Ao passo que os moradores de\u00a0<strong>Correntina<\/strong>\u00a0sofrem com a escassez de \u00e1gua, o\u00a0<strong>Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos<\/strong>\u00a0(<strong>Inema<\/strong>) concedeu \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/573839-fundamentalmente-foi-a-omissao-do-estado-que-levou-a-isso-entrevista-com-andre-monteiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fazenda Igarashi<\/a>, por meio da\u00a0<strong>Portaria n\u00ba 9.159<\/strong>, de 27 de janeiro de 2015, o direito de retirar do\u00a0<strong>rio Arrojado<\/strong>\u00a0uma vaz\u00e3o de 182.203 m\u00b3\/dia, durante 14 horas\/dia, para a irriga\u00e7\u00e3o de 2.539,21 hectares, o equivalente a 106 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua por dia.<\/p>\n<p>\u201cComo \u00e9 que uma fazenda pode usar num dia o que seria suficiente para abastecer 6,6 milh\u00f5es de cisternas no\u00a0<strong>Semi\u00e1rido<\/strong>\u00a0ou para abastecer uma cidade de 30 mil habitantes no m\u00eas? Ent\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3rio dizer que isto est\u00e1 dentro da legalidade\u201d, afirma\u00a0<strong>Cleidiane Barreto<\/strong>, da comunidade de\u00a0<strong>Fecho de Pasto<\/strong>, jovem militante do\u00a0<strong>Movimento dos Atingidos por Barragens<\/strong>\u00a0(<strong>MAB<\/strong>) e comunicadora popular da\u00a0<strong>Acefarca<\/strong>.<\/p>\n<p>Para\u00a0<strong>Jandira<\/strong>, a quest\u00e3o \u00e9 que o governo concede as outorgas, mas n\u00e3o fiscaliza no dia a dia. \u201cEles v\u00e3o usar de acordo como eles querem, na medida em que eles quiserem e que tiverem necessidade. Pra muita gente, algumas outorgas que s\u00e3o dadas no munic\u00edpio de\u00a0<strong>Correntina<\/strong>\u00a0s\u00e3o para o per\u00edodo de sequeiro, mas se falta a chuva neste per\u00edodo agora [que seria de chuva] \u00e9 claro que eles v\u00e3o utilizar [a \u00e1gua]. O que governo tem controle disso? T\u00eam medidores? A gente sabe que n\u00e3o tem. A\u00a0<strong>fazenda Iguarashi<\/strong>\u00a0\u00e9 esse caso a\u00ed\u201d.<\/p>\n<p><strong>Intercontinental<\/strong><\/p>\n<p>A realidade de Correntina est\u00e1 inclu\u00edda em um contexto bem maior. A regi\u00e3o faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/576299-especulacao-com-terras-no-matopiba-deixa-rastros-de-grilagem-e-violacoes-aos-direitos-humanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Matopiba<\/a>\u00a0ou\u00a0<strong>Mapitoba<\/strong>, que \u00e9 um projeto governamental de incentivo ao\u00a0<strong>agroneg\u00f3cio<\/strong>envolvendo parte dos estados do\u00a0<strong>Maranh\u00e3o<\/strong>,\u00a0<strong>Piau\u00ed<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Bahia<\/strong>\u00a0e todo o estado do\u00a0<strong>Tocantins<\/strong>. \u00c9 justamente nessa regi\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575727-campanha-nacional-em-defesa-do-cerrado-sem-cerrado-sem-agua-sem-vida\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cerrado<\/a>\u00a0onde vivem diversos povos e comunidades tradicionais, que est\u00e1 a maior oferta h\u00eddrica do Pa\u00eds. S\u00e3o essas \u00e1guas, inclusive, que alimentam o\u00a0<strong>rio S\u00e3o Francisco<\/strong>, que est\u00e1 em colapso h\u00e1 algum tempo devido a m\u00e1 gest\u00e3o das suas \u00e1guas.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, o\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0est\u00e1 na mira da expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de commodities para exporta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a fronteira agr\u00edcola da vez. E o resultado deste \u201cdesenvolvimento\u201d que gera um enorme passivo social e ambiental \u00e9 o\u00a0<strong>desmatamento<\/strong>\u00a0acelerado do bioma. S\u00e3o derrubados por minuto o equivalente a 2,6 campos de futebol no\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>. Nesta velocidade, em 12 anos, o\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0n\u00e3o existir\u00e1 mais.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/576891-pegada-hidrica-marca-do-consumo-de-agua-do-brasileiro-e-de-154-litros-por-dia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pegada h\u00eddrica<\/a>\u00a0das importa\u00e7\u00f5es europeias de produtos agr\u00edcolas: tend\u00eancias e desenvolvimento no contexto da escassez de \u00e1gua feito pela\u00a0<strong>Technische Universit\u00e4t Berlin<\/strong>\u00a0a pedido da organiza\u00e7\u00e3o alem\u00e3\u00a0<strong>Br\u00f6t fur die Welt<\/strong>\u00a0(P\u00e3o para o Mundo) e apresentado no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em mar\u00e7o, aponta\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/570131-20-romaria-das-aguas-e-da-terra-de-minas-gerais-uma-estrela-de-belem-espiritual-e-profetica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minas Gerais<\/a>\u00a0como o Estado brasileiro que mais exporta \u2018\u00e1gua virtual\u2019 para a\u00a0<strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong>\u00a0e para\u00a0<strong>Alemanha<\/strong>. Segundo\u00a0<strong>Iulia Dolganova<\/strong>, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis, quando os dados de exporta\u00e7\u00e3o s\u00e3o analisados sem considerar a\u00a0<strong>\u00e1gua<\/strong>\u00a0embutida nos alimentos, o destaque vai para o\u00a0<strong>Mato Grosso<\/strong>, conhecido pela exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, em especial soja. Mas ao incluir a quantidade de \u00e1gua utilizada nesses produtos exportados,\u00a0<strong>Minas Gerais<\/strong>\u00a0se destaca. Assim como a\u00a0<strong>Bahia<\/strong>, o\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0mineiro tem sido explorado pelo\u00a0<strong>agroneg\u00f3cio<\/strong>\u00a0com o monocultivo do caf\u00e9 e do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/571868-filme-mostra-degradacao-ambiental-causada-pela-monocultura-do-eucalipto-na-ba-e-no-es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">eucalipto<\/a>.<\/p>\n<p>A pesquisa, que analisou apenas dados da \u00e1gua azul (que s\u00e3o as \u00e1guas subterr\u00e2neas e superficiais), tamb\u00e9m demonstra que dos 11 Km\u00b3 de \u00e1guas importadas pela\u00a0<strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong>\u00a0(<strong>UE<\/strong>) apenas em 2015, o impacto \u00e9 maior em pa\u00edses como\u00a0<strong>Paquist\u00e3o<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Turquia<\/strong>, que j\u00e1 vivenciam crises h\u00eddricas, o que demonstra que esse modelo de produ\u00e7\u00e3o focado na exporta\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de favorecer as popula\u00e7\u00f5es locais. Ao contr\u00e1rio, acabam degradando os recursos naturais. Segundo\u00a0<strong>Luis Muchanga<\/strong>, da\u00a0<strong>Uni\u00e3o Nacional de Camponeses de Mo\u00e7ambique<\/strong>\u00a0(<strong>Unac<\/strong>) \u2013 pa\u00eds que tamb\u00e9m teve analisados seus dados de exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola para\u00a0<strong>UE<\/strong>\u00a0\u2013 embora a regi\u00e3o n\u00e3o seja conhecida pela escassez h\u00eddrica, \u201cj\u00e1 h\u00e1 muitos casos de conflitos em regi\u00f5es banhadas por rios, uma vez que as comunidades s\u00e3o expulsas dos seus territ\u00f3rios ou impedidas pelas grandes empresas de fazer uso dessas \u00e1guas\u201d. Os dados da pesquisa indicam que, entre os anos 2000 e 2015, as importa\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>UE<\/strong>\u00a0contribu\u00edram para aumentar em 24 vezes a escassez h\u00eddrica em\u00a0<strong>Mo\u00e7ambique<\/strong>.<\/p>\n<p>A luta do povo de\u00a0<strong>Correntina<\/strong>\u00a0\u00e9 a luta de muitos povos e comunidades tradicionais mundo afora, que s\u00e3o invisibilidades pelo poder p\u00fablico e pela m\u00eddia. No\u00a0<strong>F\u00f3rum Alternativo Mundial da \u00c1gua<\/strong>\u00a0(<strong>Fama<\/strong>), ocorrido no final do m\u00eas de mar\u00e7o, em\u00a0<strong>Bras\u00edlia<\/strong>, foi lida uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/577276-aguas-de-marco-lutas-e-resistencias-dos-povos-indigenas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carta-Den\u00fancia dos Povos<\/a>, que aponta a import\u00e2ncia desse bem para essas popula\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m denuncia as pr\u00e1ticas do\u00a0<strong>agroneg\u00f3cio<\/strong>. \u201cClamamos por socorro das nossas matas, florestas e \u00e1guas que v\u00eam sendo violentadas por pr\u00e1ticas que levam a contamina\u00e7\u00e3o, como a de rejeitos t\u00f3xicos das atividades de minera\u00e7\u00e3o, do derramamento de esgotos n\u00e3o tratados, de pr\u00e1ticas de desmatamento, cria\u00e7\u00e3o de gados que destr\u00f3i a natureza e as nascentes acabam secando\u201d.\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/374527485\/Dossie-Aguas-Fama-20mar2018-Versao-Final-Sandra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para ler o documento na \u00edntegra.<\/a><\/p>\n<p>\u201cA gente percebe que a luta pela \u00e1gua \u00e9 do\u00a0<strong>Vale do Arrojado<\/strong>, \u00e9 da regi\u00e3o\u00a0<strong>Oeste<\/strong>, \u00e9 do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, mas \u00e9 uma luta mundial. E como \u00e9 que o povo pode ajudar\u00a0<strong>Correntina<\/strong>? Nem s\u00f3 ajudar\u00a0<strong>Correntina<\/strong>, mas como \u00e9 que o povo pode ir contra esse modelo de acabar com as \u00e1guas? \u00c9 que\u00a0<strong>Correntina<\/strong>\u00a0n\u00e3o fique sendo apenas a luta de\u00a0<strong>Correntina<\/strong>, que tamb\u00e9m haja outras formas [de enfrentamento] em outros lugares. Porque o que nos atinge em\u00a0<strong>Correntina<\/strong>, atinge v\u00e1rios outros pa\u00edses. Ent\u00e3o \u00e9 internacionalizar mesmo a luta em defesa das \u00e1guas\u201d, afirma\u00a0<strong>Cleideani<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"news-image-credits\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2018\/04\/10-04_grafico_uso_agua_irrigacao.png?w=600\" alt=\"\" \/><\/p>\n<\/div>\n<h3>Para o agroneg\u00f3cio, a \u00e1gua \u00e9 um bem comum?<\/h3>\n<p>J\u00e1 dizia o ditado: contra fatos n\u00e3o h\u00e1 argumentos. Mas mesmo assim, a\u00a0<strong>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura e Agropecu\u00e1ria do Brasil<\/strong>\u00a0(<strong>CNA<\/strong>), lan\u00e7ou a cartilha\u00a0<strong>Fatos e Mitos<\/strong>, durante o\u00a0<strong>8\u00ba F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua<\/strong>. O documento tem como objetivo desmistificar a premissa de que a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/558411\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">irriga\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\u00e9 vil\u00e3 da escassez h\u00eddrica.<\/p>\n<p>A primeira quest\u00e3o apontada como um mito \u00e9 de que 70% da \u00e1gua do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0\u00e9 usada para irriga\u00e7\u00e3o. Segundo a\u00a0<strong>FAO<\/strong>, a agricultura \u00e9 respons\u00e1vel pelo uso de at\u00e9 70% da \u00e1gua do mundo. Dados da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/566066-brasil-carece-de-legislacao-para-reuso-de-agua-diz-coordenador-da-ana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas<\/a>\u00a0(<strong>ANA<\/strong>), respons\u00e1vel por regular todo o sistema h\u00eddrico nacional, publicados no relat\u00f3rio\u00a0<strong>Conjuntura H\u00eddrica no Brasil<\/strong>confirmam que \u201catualmente, o principal uso de \u00e1gua no pa\u00eds, em termos de quantidade utilizada, \u00e9 a irriga\u00e7\u00e3o\u201d. De maneira did\u00e1tica e ilustrada, o documento ainda aponta que \u201ca demanda total de \u00e1gua retirada para\u00a0<strong>irriga\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0\u00e9 969m\u00b3\/s. Esse uso \u00e9 ainda mais relevante quando se considera o consumo, pois o retorno direto ao corpo d\u2019\u00e1gua \u00e9 muito pequeno quando comparado aos demais usos\u201d. Em n\u00fameros, estamos falando de um consumo de 745m\u00b3\/s, contra 224m\u00b3\/s de retorno. Para ler o relat\u00f3rio na integra,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.snirh.gov.br\/portal\/snirh\/centrais-de-conteudos\/conjuntura-dos-recursos-hidricos\/relatorio-conjuntura-2017.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador da\u00a0<strong>Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco<\/strong>,\u00a0<strong>Jo\u00e3o Suassuna<\/strong>, \u201cesse percentual de 70% de \u00e1gua utilizada na irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 um dado verdadeiro, e no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0\u00e9 at\u00e9 um pouco mais de 70%. N\u00e3o h\u00e1 gest\u00e3o desses recursos h\u00eddricos aqui no nosso pa\u00eds. Ent\u00e3o fica uma coisa meio maluca. Inclusive, a situa\u00e7\u00e3o do [rio]\u00a0<strong>S\u00e3o Francisco<\/strong>\u00a0hoje torna bem clara essa nossa preocupa\u00e7\u00e3o. Pra voc\u00ea ter uma ideia, na regi\u00e3o do\u00a0<strong>Mapitoba<\/strong>, eles est\u00e3o utilizando as \u00e1guas de subsolo do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Urucuia<\/strong>, que \u00e9 uma aqu\u00edfero que atende n\u00e3o s\u00f3 a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/572438-crise-hidrica-rio-sao-francisco-esta-passando-pela-mais-severa-crise-hidrica-contemporanea-da-historia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bacia do S\u00e3o Francisco<\/a>, mas atende tamb\u00e9m a\u00a0<strong>Bacia do Rio Tocantins<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Nesse \u2018sistema vascular\u2019 que s\u00e3o as \u00e1guas brasileiras, as \u00e1guas de\u00a0<strong>Urucuia<\/strong>\u00a0alimentam o\u00a0<strong>rio Arrojado<\/strong>, em\u00a0<strong>Correntina<\/strong>. \u00c9 tudo como uma grande teia. \u201cO que o povo precisa entender \u00e9 que o\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0do oeste baiano n\u00e3o \u00e9 importante s\u00f3 para o oeste baiano, n\u00e3o \u00e9 importante s\u00f3 para\u00a0<strong>Correntina<\/strong>. O\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0\u00e9 importante para o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, o\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0\u00e9 importante para o mundo. H\u00e1 dois anos se iniciou a\u00a0<strong>Campanha Nacional em Defesa do Cerrado<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575727-campanha-nacional-em-defesa-do-cerrado-sem-cerrado-sem-agua-sem-vida\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sem Cerrado, Sem \u00c1gua, Sem Vida<\/a>. Acho que a popula\u00e7\u00e3o precisa acordar para isso e que precisa fazer esta luta conjunta em defesa das \u00e1guas\u201d, ressalta\u00a0<strong>Jandira Lopes<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre outras quest\u00f5es n\u00e3o menos controversas, a publica\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>CNA<\/strong>\u00a0ainda afirma que os piv\u00f4s centrais n\u00e3o gastam muita \u00e1gua. \u201cUm piv\u00f4 central de porte elevado, um piv\u00f4 que irriga de uma tacada cem hectares. Aquelas rodelas que a gente v\u00ea, aqueles c\u00edrculos, aquilo ali chega a ter 10 hectares. \u00c9 um piv\u00f4 desse que tira do subsolo 2600 m\u00b3\/h. E naquela regi\u00e3o do\u00a0<strong>Mapitoba<\/strong>\u00a0tem mais de cem equipamentos desses. Ent\u00e3o voc\u00ea v\u00ea que \u00e9 um uso maluco de \u00e1gua naquela regi\u00e3o. Se n\u00e3o houver cuidado pra voc\u00ea gerenciar de forma mais segura esse tipo de coisa, o\u00a0<strong>recurso h\u00eddrico<\/strong>\u00a0vai embora! Ele \u00e9 finito!\u201d, alerta\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/558009-transposicao-do-rio-sao-francisco-ma-gestao-dos-recursos-hidricos-leva-nordeste-brasileiro-a-exaustao-entrevista-especial-com-joao-suassuna\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Suassuna<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Jandira Lopes<\/strong>\u00a0destaca que \u201ca grande maioria destas fazendas, al\u00e9m de tirar a \u00e1gua dos rios atrav\u00e9s dos piv\u00f4s, t\u00eam a abertura de po\u00e7os artesianos de alta vaz\u00e3o. Isto tamb\u00e9m faz com que a \u00e1gua dos rios v\u00e1 diminuindo\u201d.<\/p>\n<p>Uma outra premissa que a\u00a0<strong>CNA<\/strong>\u00a0tenta desmentir \u00e9 o fato da \u00e1gua para\u00a0<strong>irriga\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0ser classificada como uso consuntivo. Para entender melhor, segundo a\u00a0<strong>ANA<\/strong>, qualquer atividade humana que altere as condi\u00e7\u00f5es naturais das \u00e1guas \u00e9 classificada como consuntiva ou n\u00e3o consuntiva. \u201cOs usos consuntivos s\u00e3o aqueles que retiram \u00e1gua do manancial para sua destina\u00e7\u00e3o, como a irriga\u00e7\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria e o abastecimento humano. J\u00e1 os usos n\u00e3o consuntivos n\u00e3o envolvem o consumo direto da \u00e1gua \u2013 a gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica, o lazer, a pesca e a navega\u00e7\u00e3o, s\u00e3o alguns exemplos, pois aproveitam o curso da \u00e1gua sem consumi-la\u201d, explica a\u00a0<strong>ANA<\/strong>\u00a0no seu site institucional.<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>Fatos e Mitos<\/strong>, a\u00a0<strong>CNA<\/strong>\u00a0afirma que o crit\u00e9rio \u201cn\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o que parte da \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o vira alimento, parte volta ao ciclo hidrol\u00f3gico na forma de vapor d\u2019\u00e1gua e outra parte penetra na terra e serve de recarga aos aqu\u00edferos\u201d. No entanto,\u00a0<strong>Jo\u00e3o Suassuna<\/strong>\u00a0contesta: \u201cse for desse jeito, nada tem uso consuntivo. Se voc\u00ea tira a \u00e1gua do rio para abastecer a popula\u00e7\u00e3o, por exemplo, essa \u00e1gua quando chegar nos munic\u00edpios tamb\u00e9m vai evaporar e vai entrar no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/576917-preservacao-da-amazonia-e-fundamental-para-a-manutencao-do-seu-ciclo-hidrologico-entrevista-especial-com-thomas-lovejoy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ciclo hidrol\u00f3gico<\/a>? N\u00e3o \u00e9 dessa forma. Ent\u00e3o \u00e9 uso consuntivo, sim, porque \u00e9 retirada do rio e a \u00e1gua n\u00e3o retorna para o rio. A\u00a0<strong>irriga\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 um uso consultivo, sim, e tem os seus problemas pra se fazer isso. Pois como voc\u00ea est\u00e1 tirando essa \u00e1gua em volumes enormes, voc\u00ea est\u00e1, de certa forma, diminuindo aquela vaz\u00e3o do rio\u201d, explica ele.<\/p>\n<p>A conta pelo uso desenfreado das \u00e1guas \u00e9 alta e est\u00e1 sendo paga pelo povo brasileiro, especialmente pelas comunidades e povos tradicionais, que sempre produziram seus alimentos ao mesmo tempo em que cuidam dos recursos naturais. Agora esses povos t\u00eam sido privados de usufruir desses recursos, quando n\u00e3o perdem tamb\u00e9m seus territ\u00f3rios e, junto, a sua identidade. \u201cAs terras [em\u00a0<strong>Correntina<\/strong>] que ainda t\u00eam \u00e1gua s\u00e3o nas comunidades de\u00a0<strong>Fundo<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Fecho de Pasto<\/strong>\u00a0e \u00e9 uma luta durante v\u00e1rios anos destas comunidades para legalizar os territ\u00f3rios, a tentativa da discriminat\u00f3ria [a\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria das terras p\u00fablicas para reconhecer a titularidade das comunidades tradicionais]\u201d, afirma\u00a0<strong>Jandira<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNingu\u00e9m vai morrer de sede nas margens do\u00a0rio Arrojado. E ningu\u00e9m tamb\u00e9m n\u00e3o pode morrer de sede nas margens de rio nenhum. A sociedade tem que lutar pela vida. E a luta pela \u00e1gua \u00e9 essa\u201d, afirma\u00a0Jamilton Magalh\u00e3es, conhecido como\u00a0Carreirinha, da Associa\u00e7\u00e3o de Fundo e Fecho de Pasto de Correntina, na\u00a0Bahia. Infelizmente, a inten\u00e7\u00e3o de\u00a0Carreirinha\u00a0n\u00e3o&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/04\/10\/mundo-pelo-avesso-e-preciso-lutar-para-nao-morrer-de-sede-nas-margens-dos-rios\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17458","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-4xA","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17458"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17458\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17463,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17458\/revisions\/17463"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}