{"id":17562,"date":"2018-04-14T11:18:23","date_gmt":"2018-04-14T15:18:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=17562"},"modified":"2018-04-14T11:18:23","modified_gmt":"2018-04-14T15:18:23","slug":"ha-tempos-a-guerra-na-siria-nao-e-mais-sobre-assad","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/04\/14\/ha-tempos-a-guerra-na-siria-nao-e-mais-sobre-assad\/","title":{"rendered":"H\u00e1 tempos a guerra na S\u00edria n\u00e3o \u00e9 mais sobre Assad"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"17561\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?attachment_id=17561\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?fit=768%2C512\" data-orig-size=\"768,512\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"tan\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?resize=600%2C400\" alt=\"tan\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"alignnone size-full wp-image-17561\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?w=768 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tan.jpeg?resize=450%2C300 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Decis\u00e3o de Trump de bombardear a S\u00edria, com alertas a R\u00fassia e Ir\u00e3, mostra o emaranhado de interesses do conflito<!--more--><\/p>\n<p>por Deutsche Welle, na Carta Capital &#8211; A decis\u00e3o do presidente americano, Donald Trump, de bombardear a S\u00edria levou a temores de que a guerra, que j\u00e1 se estende por mais de sete anos, entre num novo patamar.<\/p>\n<p>Os m\u00edsseis americanos tiveram como alvo o regime de Bashar al-Assad, que seria o respons\u00e1vel pelo ataque qu\u00edmico em Duma. Mas a guerra civil s\u00edria h\u00e1 muito tempo j\u00e1 n\u00e3o se trata mais apenas sobre o ditador, como deixou claro o pr\u00f3prio tuite de Trump.<\/p>\n<p>Ao Ir\u00e3 e \u00e0 R\u00fassia, eu pergunto: que tipo de pa\u00edses querem estar associados ao assassinato em massa de homens, mulheres e crian\u00e7as inocentes?\u201d, disse Trump neste s\u00e1bado.<\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono tratou de aplacar os temores de uma ofensiva mais ampla \u2013 n\u00e3o h\u00e1 outros bombardeios programados \u2013 mas a decis\u00e3o de Trump exp\u00f5e dois desenvolvimentos importantes no conflito.<\/p>\n<p>Um \u00e9 que atores importantes est\u00e3o sendo arrastados de forma cada vez mais intensa para o conflito, como mostra a ofensiva turca sobre Afrin e o bombardeio sobre a base a\u00e9rea s\u00edria de Taifour, que seria responsabilidade de Israel.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, cresce a tens\u00e3o no Oriente M\u00e9dio. A guerra deixou um v\u00e1cuo de poder na regi\u00e3o, que as pot\u00eancias \u2013 n\u00e3o apenas regionais \u2013 tentam preencher de forma cada vez mais decisiva.<\/p>\n<p>Nesta guerra, h\u00e1 muito tempo o mais importante deixou de ser os interesses da oposi\u00e7\u00e3o ou Assad. Em jogo est\u00e1 algo de maior dimens\u00e3o. Enquanto R\u00fassia e Ir\u00e3, aliados do regime s\u00edrio, tentam ampliar sua influ\u00eancia na regi\u00e3o, seus advers\u00e1rios \u2013 sobretudo EUA e, cada vez mais, Israel \u2013 tentam evitar isso.<\/p>\n<p>&#8220;A mais alta prioridade da pol\u00edtica americana consiste em apoiar Israel&#8221;, afirma G\u00fcnter Meyer, diretor do centro de estudos do mundo \u00e1rabe da Universidade de Mainz. E isso, lembra o especialista, Trump fez quest\u00e3o de destacar continuamente. &#8220;Por isso a luta contra o Ir\u00e3 tem prioridade alta \u2013 funciona como amea\u00e7a a Israel.&#8221;<\/p>\n<p>O mesmo vale para o movimento radical liban\u00eas Hisbol\u00e1. Segundo Meyer, o objetivo \u00e9 minar o chamado &#8220;eixo xiita&#8221;, que come\u00e7a no Ir\u00e3 e passa por Iraque, S\u00edria e L\u00edbano at\u00e9 a fronteira de Israel. Por isso, continua o especialista, os americanos aumentaram significativamente sua presen\u00e7a no leste s\u00edrio.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 se fala atualmente numa &#8216;meia-lua americana&#8217;, que passa por todo o nordeste s\u00edrio e se estende at\u00e9 a Jord\u00e2nia&#8221;, diz Meyer. A meta: criar um arco de prote\u00e7\u00e3o a Israel.<\/p>\n<p>Ir\u00e3, curdos e Hisbol\u00e1<\/p>\n<p>O jornal em \u00e1rabe Al-Araby Al-Jadeed, publicado em Londres, coloca o conflito num contexto maior: a S\u00edria virou cen\u00e1rio de numa guerra por procura\u00e7\u00e3o entre EUA e R\u00fassia. Outros palcos para esse conflito seriam a Ucr\u00e2nia, no sentido militar, e a L\u00edbia, no sentido diplom\u00e1tico.<\/p>\n<p>&#8220;As rela\u00e7\u00f5es russo-americanas entraram numa fase delicada&#8221;, diz o jornal. &#8220;Se R\u00fassia e EUA se envolverem militarmente (num conflito) no Oriente M\u00e9dio, n\u00e3o apenas a guerra na S\u00edria se intensificaria: poderia haver consequ\u00eancias para toda a regi\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Os EUA h\u00e1 tempos veem a S\u00edria de Assad de forma cr\u00edtica. Quando os americanos invadiram o Iraque, em 2003, Damasco permitiu que jihadistas s\u00edrios e estrangeiros cruzassem sem problemas a fronteira.<\/p>\n<p>Ali, eles ajudaram a criar uma resist\u00eancia \u00e0s tropas americanas. A mensagem de Damasco para Washington era clara: nem pensem em invadir a S\u00edria. Naquela altura, j\u00e1 estava claro que o regime de Assad estava perdendo simpatia em Washington.<\/p>\n<p>Segundo Meyer, na crise atual, trata-se sobretudo de minar a S\u00edria, de modo que o pa\u00eds n\u00e3o seja mais um advers\u00e1rio forte. &#8220;As partes desintegradas do pa\u00eds se deixam jogar umas contras as outras&#8221;, comenta o analista pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio se complica tamb\u00e9m pelo fato de o Hisbol\u00e1, apoiado pelo Ir\u00e3, se aproximar cada vez mais da fronteira com Israel atrav\u00e9s das Colinas do Gol\u00e3. E o regime de Assad, aliada de ambos, costuma p\u00f4r a S\u00edria \u00e0 frente da resist\u00eancia a Israel.<\/p>\n<p>Um contraponto a essa pol\u00edtica \u00e9 levado pelos curdos no norte da S\u00edria. Mas, no momento, eles est\u00e3o tendo que lidar com uma ofensiva turca na regi\u00e3o de Afrin. Os curdos querem uma regi\u00e3o aut\u00f4noma para si, o que vai ao encontro dos interesses de israelenses. &#8220;Israel j\u00e1 declarou que apoia um Estado independente curdo&#8221;, diz Meyer. &#8220;Isso mostra tamb\u00e9m do que se trata essa guerra.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o de Trump de bombardear a S\u00edria, com alertas a R\u00fassia e Ir\u00e3, mostra o emaranhado de interesses do conflito<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17562","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-4zg","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17562"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17563,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17562\/revisions\/17563"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}