{"id":18064,"date":"2018-05-17T17:18:03","date_gmt":"2018-05-17T21:18:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=18064"},"modified":"2018-05-17T17:18:03","modified_gmt":"2018-05-17T21:18:03","slug":"dia-internacional-de-luta-contra-a-lgbtfobia-marca-resistencia-em-meio-a-violencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/05\/17\/dia-internacional-de-luta-contra-a-lgbtfobia-marca-resistencia-em-meio-a-violencia\/","title":{"rendered":"Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia marca resist\u00eancia em meio \u00e0 viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"18065\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/05\/17\/dia-internacional-de-luta-contra-a-lgbtfobia-marca-resistencia-em-meio-a-violencia\/1d1dfd57-6e09-4c4b-9348-41fb0d156d58\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?fit=640%2C413\" data-orig-size=\"640,413\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?fit=300%2C194\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?fit=600%2C387\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?resize=600%2C387\" alt=\"1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58\" width=\"600\" height=\"387\" class=\"alignnone size-full wp-image-18065\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?resize=300%2C194 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/1D1DFD57-6E09-4C4B-9348-41FB0D156D58.jpeg?resize=465%2C300 465w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>No pa\u00eds mais transf\u00f3bico do mundo, popula\u00e7\u00e3o LGBT luta pelo reconhecimento da pr\u00f3pria exist\u00eancia<!--more--><\/p>\n<p>Emilly Dulce<br \/>\nVersi\u00f3n en espa\u00f1ol | Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP)<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (17), \u00e9 comemorado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, uma data para celebrar a diversidade contra todos os tipos de preconceito \u2014 miss\u00e3o urgente no Brasil, considerado um dos pa\u00edses que mais discrimina e mata pessoas LGBTs no mundo.<\/p>\n<p>A data \u00e9 refer\u00eancia simb\u00f3lica da luta pelos direitos LGBT, uma vez que coincide com o dia em que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como doen\u00e7a, como informa a presidenta da Rede Nacional de Pessoas Trans (Rede Trans Brasil) Tathiane Aquino de Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>&#8220;A gente comemora o ganho do reconhecimento, mas isso ainda tem que ser apropriado por todos os aparelhos da sociedade para entenderem que a transexualidade, a travestilidade e a homossexualidade n\u00e3o s\u00e3o doen\u00e7as, mas parte do comportamento humano; \u00e9 preciso compreender que n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de dois meses, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que pessoas trans podem alterar seus nomes em cart\u00f3rio para que seus documentos coincidam com suas identidades. A decis\u00e3o, no entanto, se deu apenas por conta de um recurso de uma pessoa trans do Rio Grande do Sul contra uma decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia que exigia que ela fizesse cirurgia antes de mudar o pr\u00f3prio nome. O caso tramitou no Judici\u00e1rio por cinco anos.   <\/p>\n<p>A cartunista e chargista trans Laerte Coutinho destaca que a luta da identidade de g\u00eanero \u00e9 pelo reconhecimento da pr\u00f3pria exist\u00eancia. &#8220;Descobrir a transgeneridade veio junto com um processo de entendimento e aceita\u00e7\u00e3o da minha homossexualidade. O que eu e muitas pessoas vivem \u00e9 basicamente uma busca por liberdade de express\u00e3o de g\u00eanero&#8221;, explica. <\/p>\n<p>Para o ator e roteirista Alberto Pereira Jr., a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBT nos diversos campos da sociedade \u00e9 uma forma de resist\u00eancia, reconhecimento e inclus\u00e3o, mas esse movimento ainda precisa se expandir.<\/p>\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo, em que a m\u00fasica pop no Brasil, por exemplo, tem grandes artistas transexuais, bissexuais, gays, enfim, artistas LGBTs, que conseguem extrapolar esse nicho e ter sucesso nacional, n\u00f3s temos tamb\u00e9m uma onda repressora e conservadora nos aspectos pol\u00edticos, sociais e econ\u00f4micos&#8221;, destaca. <\/p>\n<p>Tathiane ressalta a import\u00e2ncia da popula\u00e7\u00e3o LGBT como agente de cobran\u00e7a de seus direitos na luta por trabalho, pol\u00edticas de sa\u00fade e contra a viol\u00eancia. &#8220;Do mesmo jeito que n\u00f3s fazemos cobran\u00e7as, tamb\u00e9m propomos e valorizamos a\u00e7\u00f5es na busca da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade de todos, que traga essa popula\u00e7\u00e3o \u00e0 intera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 normal que um tipo de popula\u00e7\u00e3o tenha direitos civis a menos, como \u00e9 no nosso caso&#8221;. <\/p>\n<p>Alberto dirigiu o document\u00e1rio Eu Vos Declaro\u2026, que conta a hist\u00f3ria de fam\u00edlias homoafetivas e seus hist\u00f3ricos de luta. O filme foi lan\u00e7ado em 2012, per\u00edodo em que a uni\u00e3o est\u00e1vel LGBT foi reconhecida, seguida da decis\u00e3o judicial sobre o casamento.<\/p>\n<p>Ele cita o 16\u00ba artigo da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos \u2014 da qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio \u2014 que define que todo ser humano tem direito a constituir fam\u00edlia. &#8220;Ningu\u00e9m quer ser mais do que o outro, todo mundo quer ter os mesmos direitos e os casais LGBTs n\u00e3o tinham isso na \u00e9poca e ainda precisam lutar bastante para ter seus direitos equiparados at\u00e9 hoje&#8221;, pondera. <\/p>\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo, a gente deve levar em conta que o Legislativo se nega, peremptoriamente, a fazer qualquer acordo ou acerto a reconhecer essa necessidade [de mudan\u00e7a]&#8221;, acrescenta Laerte. <\/p>\n<p>Viol\u00eancia crescente<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Transg\u00eaneros e Intersexuais (ILGA), o Brasil ocupa o primeiro lugar nas Am\u00e9ricas em quantidade de homic\u00eddios de pessoas LGBTs e tamb\u00e9m \u00e9 o l\u00edder em assassinato de pessoas trans no mundo.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 19 horas, uma pessoa LGBT \u00e9 morta no pa\u00eds. No ano passado, 445 pessoas foram assassinadas no Brasil por serem LBGTs.<\/p>\n<p>Somente nos quatro primeiros meses deste ano, 153 pessoas LGBTs foram assassinadas no pa\u00eds. A popula\u00e7\u00e3o trans \u00e9 a mais atingida por essa viol\u00eancia. Segundo a Rede Trans Brasil, a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans \u00e9 assassinada no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A expectativa de vida dessas pessoas \u00e9 de 35 anos. &#8220;As mazelas sociais s\u00e3o a exclus\u00e3o, a falta de trabalho, a prostitui\u00e7\u00e3o e o exerc\u00edcio de profissional de sexo como a \u00fanica alternativa de sobreviv\u00eancia&#8221;, considera Tathiane.<\/p>\n<p>O caso mais recente \u00e9 da artista, estudante, negra e n\u00e3o bin\u00e1ria Matheusa Passareli, assassinada de forma b\u00e1rbara depois de deixar uma festa no Morro do Dezoito, na zona norte do Rio de Janeiro. O crime est\u00e1 sob investiga\u00e7\u00e3o e nenhum detalhe adicional foi divulgado oficialmente.<\/p>\n<p>A impunidade \u00e9 mais um dos ataques \u00e0 cidadania e \u00e0 dignidade humana, de acordo com a trans Maria Eduarda, integrante da Associa\u00e7\u00e3o Sergipana de Transg\u00eaneros (ASTRA), de Aracaju. &#8220;A gente percebeu que os casos de mortes de LGBTs no Brasil, no nosso estado e munic\u00edpio, n\u00e3o t\u00eam resposta. Nos relevam como pessoas que n\u00e3o t\u00eam fam\u00edlia, n\u00e3o t\u00eam estudo; somos invis\u00edveis para a sociedade&#8221;. <\/p>\n<p>A presidenta da Rede Trans Brasil completa que o receio para denunciar os casos de viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 um dos agravantes. &#8220;As pessoas n\u00e3o se sentem resguardadas de chegar ao aparelho de den\u00fancia, a uma delegacia, por ter medo de serem mais discriminadas e vulnerabilizadas. As pessoas questionam o que voc\u00ea estava fazendo em uma rua naquele hor\u00e1rio, por exemplo, ou seja, o aparelho da seguran\u00e7a p\u00fablica ainda n\u00e3o est\u00e1 humanizado. S\u00e3o problemas espec\u00edficos que o Estado brasileiro, se quer incidir e minimizar essa viol\u00eancia, tem que conhecer&#8221;. <\/p>\n<p>Para Laerte, debater o tema da LGBTfobia \u00e9 tamb\u00e9m tratar da legitimidade de nossa democracia. &#8220;Esse combate [a LGBTfobia] \u00e9 reconhecido e praticado, mas ao mesmo tempo tamb\u00e9m \u00e9 um pa\u00eds onde se mata muita trans, se hostiliza e se discrimina gays e l\u00e9sbicas, onde se procura impor, a ferro e fogo, uma ordem conservadora em rela\u00e7\u00e3o a sexo e g\u00eanero, haja vista a quantidade de tentativas e a\u00e7\u00f5es no sentido de impedir a discuss\u00e3o sobre o g\u00eanero nas escolas, um ataque truculento na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/p>\n<p>Alberto diz que a cobertura desses temas pela m\u00eddia \u00e9 sazonal e que \u00e9 necess\u00e1rio uma maior aten\u00e7\u00e3o para esse cen\u00e1rio. &#8220;Embora toda essa popula\u00e7\u00e3o sofra com o preconceito, o dia a dia de quem \u00e9 negro, perif\u00e9rico e LGBT \u00e9 muito mais dif\u00edcil e vulner\u00e1vel, \u00e9 uma carga muito mais pesada&#8221;. <\/p>\n<p>Pol\u00edtica e democracia<\/p>\n<p>Alberto enfatiza que as ra\u00edzes da LGBTfobia est\u00e3o atreladas \u00e0 cultura patriarcal, que n\u00e3o dialoga com a democracia e deve ser combatida. &#8220;A democracia ainda \u00e9 a melhor forma de pol\u00edtica mais efetiva criada pelo homem. A democracia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quando existe a elei\u00e7\u00e3o, e sim um h\u00e1bito di\u00e1rio, cotidiano, de respeito \u00e0 diferen\u00e7a, de ouvir o que o outro tem a dizer e de exercer a pr\u00f3pria autocr\u00edtica tamb\u00e9m&#8221;. <\/p>\n<p>&#8220;Neste ano eleitoral no Brasil, precisamos ficar atentos ao que os partidos e os candidatos pregam, a quem eles se associam e que ideias e bandeiras eles levantam, porque um candidato conservador, homof\u00f3bico, racista, n\u00e3o pode e n\u00e3o deve ganhar espa\u00e7o no s\u00e9culo 21. Ainda precisamos estar sempre atentos e vigilantes, porque, a qualquer descuido, as conquistas podem ser tomadas da gente&#8221;, finaliza Alberto. <\/p>\n<p>Para este dia, diversas atividades est\u00e3o programadas pelo Brasil em simbologia \u00e0 luta e o luto da popula\u00e7\u00e3o LGBT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pa\u00eds mais transf\u00f3bico do mundo, popula\u00e7\u00e3o LGBT luta pelo reconhecimento da pr\u00f3pria exist\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-4Hm","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18064"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18066,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18064\/revisions\/18066"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}