{"id":18710,"date":"2018-07-26T11:52:54","date_gmt":"2018-07-26T15:52:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=18710"},"modified":"2018-07-26T11:52:54","modified_gmt":"2018-07-26T15:52:54","slug":"no-brasil-2-mil-latifundios-ocupam-area-maior-que-4-milhoes-de-propriedades-rurais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/07\/26\/no-brasil-2-mil-latifundios-ocupam-area-maior-que-4-milhoes-de-propriedades-rurais\/","title":{"rendered":"No Brasil, 2 mil latif\u00fandios ocupam \u00e1rea maior que 4 milh\u00f5es de propriedades rurais"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"18711\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/07\/26\/no-brasil-2-mil-latifundios-ocupam-area-maior-que-4-milhoes-de-propriedades-rurais\/lati\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?fit=640%2C427\" data-orig-size=\"640,427\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lati\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?fit=600%2C400\" class=\"alignnone size-full wp-image-18711\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?resize=600%2C400\" alt=\"lati\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lati.jpg?resize=450%2C300 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Resultados preliminares do Censo Agropecu\u00e1rio de 2017, divulgados na manh\u00e3 desta quinta-feira (26), indicam que a estrutura\u00a0agr\u00e1ria\u00a0no Brasil se concentrou ainda mais nos \u00faltimos 11 anos, per\u00edodo desde o \u00faltimo levantamento.<!--more--><\/p>\n<p>No Brasil De Fato<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, propriedades rurais com at\u00e9 50 hectares (equivalentes a 500 mil m\u00b2, ou 70 campos de futebol cada) representam 81,3% do total de estabelecimentos agropecu\u00e1rios, ou seja, mais de 4,1 milh\u00f5es de propriedades rurais. Juntas, elas somam 44,8 milh\u00f5es hectares, ou 448 mil km\u00b2, o que equivale a 12,8% do total da \u00e1rea rural produtiva do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por outro lado, 2,4 mil fazendas com mais de 10 mil hectares (100 km\u00b2, ou 14 mil campos de futebol cada), que correspondem a apenas 0,04% das propriedades rurais do pa\u00eds, ocupam 51,8 milh\u00f5es de hectares (518 mil km\u00b2), ou 14,8% da \u00e1rea produtiva do campo brasileiro.<\/p>\n<p>O Censo Agropecu\u00e1rio \u00e9 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da pesquisa foi realizada\u00a0em 2006. Na \u00e9poca, os produtores com at\u00e9 50 hectares representavam 78,4% e estavam em uma \u00e1rea correspondente a 13,3% da \u00e1rea rural produtiva.<\/p>\n<p>Naquele ano, o instituto n\u00e3o identificou as propriedades acima de 10 mil hectares, que estavam agrupadas na faixa que contabilizava as \u00e1reas com mais de 2,5 mil hectares. Agora, o IBGE teve que readaptar a pesquisa por conta de uma redu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p>As propriedades que t\u00eam at\u00e9 10 hectares de terra representam metade dos estabelecimentos no pa\u00eds, mas utilizam uma \u00e1rea de apenas 2,2% do territ\u00f3rio produtivo. Em 2006, elas ocupavam 2,7% do total.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Onde est\u00e3o os latif\u00fandios<\/p>\n<p>O Mato Grosso \u00e9 o estado que tem mais propriedades acima de 10 mil hectares, com 868 fazendas. Em segundo lugar, o estado vizinho, Mato Grosso do Sul, concentra 341 grandes latif\u00fandios.<\/p>\n<p>O Par\u00e1, em terceiro lugar na lista de quantidade de latif\u00fandios, registrou 188 estabelecimentos rurais com 10 mil hectares ou mais. No entanto, com uma m\u00e9dia de tamanho de 300 km\u00b2 por latif\u00fandio \u2013 equivalente a 42 mil campos de futebol \u2013, o estado registra os maiores latif\u00fandios do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bahia, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo det\u00eam mais de 100 propriedades com mais de 10 mil hectares.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Dados gerais<\/p>\n<p>Em 2006, a \u00e1rea dos estabelecimentos agropecu\u00e1rios correspondia\u00a0a 36,75% do territ\u00f3rio nacional. Em 2017, a porcentagem aumentou para 41,13% \u2013\u00a0ou seja, 16,57 milh\u00f5es de hectares a mais. Esse movimento foi acompanhado com diminui\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos agropecu\u00e1rios, se considerado o n\u00famero absoluto.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas estados com maior propor\u00e7\u00e3o de \u00e1rea dedicada \u00e0 agricultura s\u00e3o Mato Grosso do Sul (81,6%), Goi\u00e1s (77,5%) e Rio Grande do Sul (76,9%). Em \u00e1rea absoluta, o Mato Grosso lidera o ranking, com 54 milh\u00f5es de hectares, e \u00e9 seguido por Minas Gerais e Par\u00e1.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Arrendamentos<\/p>\n<p>Outro dado importante do Censo Agropecu\u00e1rio de 2017\u00a0\u00e9 o expressivo aumento da \u00e1rea de terras arrendadas. H\u00e1 11 anos, elas somavam mais de 14,9 milh\u00f5es de hectares. Em 2017, este n\u00famero dobrou e ultrapassou\u00a030 milh\u00f5es de hectares. \u00c1reas arrendadas s\u00e3o propriedades de terceiros explorada pelo produtor mediante pagamento fixo.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, Mato Grosso lidera a lista de estados que mais arrendam terras, com 5,7 milh\u00f5es de hectares. O estado \u00e9 seguido por Rio Grande do Sul, que tem 4,5 milh\u00f5es de hectares arrendados, e\u00a0S\u00e3o Paulo, com 3,1 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com 2006, os produtores individuais diminu\u00edram em terra e em \u00e1rea, enquanto as Sociedades An\u00f4nimas (S\/A) e a propriedade por Cotas de Responsabilidade Limitada (LTDA)\u00a0avan\u00e7aram em \u00e1rea.<\/p>\n<p>O n\u00famero de estabelecimentos dirigidos por produtores individuais caiu de 4,9 milh\u00f5es, em 2006, para 3,6 milh\u00f5es. A \u00e1rea reduziu em 12,5%: de 278 milh\u00f5es de hectares, h\u00e1 11 anos, para 243 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 as propriedades S\/A ou LTDA reduziram em 75% o n\u00famero de estabelecimentos, mas, em contrapartida, aumentaram sua \u00e1rea. Em 2006, elas controlavam 27,8 milh\u00f5es de hectares e, em 2017, 35,5 milh\u00f5es \u2014 uma amplia\u00e7\u00e3o de 26,7%.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Agrot\u00f3xicos<\/p>\n<p>O Censo Agropecu\u00e1rio tamb\u00e9m mostra a utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos aumentou no pa\u00eds. Um ter\u00e7o das propriedades utilizam veneno em sua produ\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de produtores que afirmaram representam 33,1%. Em 2006, a taxa de uso de agrot\u00f3xicos era de 26,9%.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, o n\u00famero de estabelecimentos que usam este tipo de subst\u00e2ncias saltou de 1,39 milh\u00f5es em 2006 para 1,68 milh\u00f5es em 2017. J\u00e1 os produtores que disseram n\u00e3o empregar as subst\u00e2ncias eram 3,62 milh\u00f5es em 2006 e passaram para 3,2 mi em 2017.<\/p>\n<p>Neste contexto, o Congresso Nacional discute o Projeto de Lei (PL) n\u00ba 6299 de 2002, apelidado de Pacote do Veneno. O texto, de autoria do ent\u00e3o senador Blairo Maggi, atual Ministro da Agricultura, pretende flexibilizar o processo de libera\u00e7\u00e3o de novos agrot\u00f3xicos no Brasil ou de seu uso em novos tipos de plantio.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Dados completos<\/p>\n<p>Os resultados divulgados pelo IBGE nesta semana ainda ser\u00e3o consolidados e, de acordo com o instituto, podem sofrer revis\u00f5es. Informa\u00e7\u00f5es como valor de produ\u00e7\u00e3o, receita e despesas dos estabelecimentos e tipifica\u00e7\u00f5es, como dados sobre a agricultura familiar, estar\u00e3o na s\u00e9rie de resultados definitivos do Censo Agropecu\u00e1rio 2017, que ser\u00e1 divulgado em julho de 2019.<\/p>\n<p class=\"editor\">Edi\u00e7\u00e3o: Diego Sartorato<\/p>\n<div class=\"content-footer\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultados preliminares do Censo Agropecu\u00e1rio de 2017, divulgados na manh\u00e3 desta quinta-feira (26), indicam que a estrutura\u00a0agr\u00e1ria\u00a0no Brasil se concentrou ainda mais nos \u00faltimos 11 anos, per\u00edodo desde o \u00faltimo levantamento.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-4RM","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18710"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18712,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710\/revisions\/18712"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}