{"id":18853,"date":"2018-08-27T11:52:07","date_gmt":"2018-08-27T15:52:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=18853"},"modified":"2018-08-27T11:52:07","modified_gmt":"2018-08-27T15:52:07","slug":"a-historia-de-cajazeiras-tem-perfume-de-mulher","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/08\/27\/a-historia-de-cajazeiras-tem-perfume-de-mulher\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria de Cajazeiras tem perfume de mulher"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"18854\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/08\/27\/a-historia-de-cajazeiras-tem-perfume-de-mulher\/53515ab3-5279-4f27-b1b2-e4738dc40a0e\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E.jpeg?fit=401%2C527\" data-orig-size=\"401,527\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E.jpeg?fit=228%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E.jpeg?fit=401%2C527\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E.jpeg?resize=401%2C527\" alt=\"53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E\" width=\"401\" height=\"527\" class=\"alignnone size-full wp-image-18854\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E.jpeg?w=401 401w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/53515AB3-5279-4F27-B1B2-E4738DC40A0E.jpeg?resize=228%2C300 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/p>\n<p>Do Almanaqueiras, por Jos\u00e9 Antonio Albuquerque &#8211; Existem ind\u00edcios que a forma\u00e7\u00e3o social de Cajazeiras foi eminentemente matriarcal, fugindo totalmente do padr\u00e3o da \u00e9poca que possu\u00eda Ra\u00edzes profundas de um exacerbado patriarcado.<!--more--><\/p>\n<p>Que raz\u00f5es nos levam a levantar esta hip\u00f3tese? A hist\u00f3ria nos ensina que os fundadores de Cajazeiras foram Vital de Sousa Rolim e Ana Francisca de Albuquerque, conhecida por M\u00e3e Aninha, figura muita venerada por todos os Cajazeirenses. <\/p>\n<p>Mas o que levaria a cidade de Cajazeiras esquecer a figura paterna de Vital e elevar a de Ana? Talvez, a explica\u00e7\u00e3o se d\u00ea pelo fato de ter sido ela, ap\u00f3s a morte de Vital, a assumir os encargos da sua numerosa prole, os neg\u00f3cios da fam\u00edlia e da fazenda, al\u00e9m de se colocar no centro de todas as decis\u00f5es tomadas em Cajazeiras pelos seus filhos, netos e parentes.<\/p>\n<p>A figura matriarcal de Ana e sua ascend\u00eancia na sociedade cajazeirense se tornam mais vis\u00edvel e exuberante ap\u00f3s a chegada de seu filho, Ign\u00e1cio de Sousa Rolim, ordenado sacerdote e de ter se constitu\u00eddo na figura central do povoado ao construir uma capela, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, para que seu filho pudesse ter um local para celebrar missas e pregar o evangelho.<\/p>\n<p>Ana recebeu o \u201ct\u00edtulo\u201d de \u201cM\u00e3e\u201d por ter assistido, atrav\u00e9s de suas benditas m\u00e3os, aos partos das mulheres cajazeirenses, fato que a tornou ao longo da hist\u00f3ria, numa figura com poder quase absoluto de todas as a\u00e7\u00f5es a serem feitas no povoado.<\/p>\n<p>Outra \u201cinfluenciadora\u201d mulher foi Idalina Albuquerque Cartaxo Matos, conhecida como Sinhazinha, nascida em Cajazeiras no ano de 1877 e foi casada com o Coronel Joaquim Matos Rolim, homem progressista e respons\u00e1vel por levar o nosso algod\u00e3o para Amsterdam, amante da m\u00fasica (tocava \u00f3rg\u00e3o), fato que o fez trazer da Alemanha o primeiro piano de Cajazeiras, transportado de Mossor\u00f3 at\u00e9 Cajazeiras em um carro de boi, cuja viagem durou cerca de quatro meses. Este piano ainda existe e se encontra na resid\u00eancia de Pep\u00e9 Pires, filho de Ica e Waldemar Pires.<\/p>\n<p>Criou a Escola de M\u00fasica Santa Cec\u00edlia, em 1918, que funcionou em sua pr\u00f3pria resid\u00eancia sob os cuidados de Idalina, onde as mo\u00e7as da sociedade cajazeirense aprenderam a tocar piano e bandolim. Comentava-se que Idalina mandava, casava e batizava na vida do Coronel Matos, tido e havido como um dos homens mais fortes da vida p\u00fablica e econ\u00f4mica de Cajazeiras.<\/p>\n<p>Outro fato que merece destaque na vida deste casal foi o de que o Coronel Matos pediu ao governo do estado uma professora para a Escola de M\u00fasica, no que foi atendido, e foi encontrada no Recife, de onde partiu de navio para Fortaleza, via Lavras, e de l\u00e1 veio a cavalo.<\/p>\n<p>Idalina foi no per\u00edodo de 1918 a 1940 a Primeira Dama de Cajazeiras e por ser esposa do prefeito e de um dos homens mais ricos da cidade, dono da Usina Santa Cec\u00edlia, se envolvia com os oper\u00e1rios e prestava assist\u00eancia aos mais pobres. <\/p>\n<p>Sinhazinha Matos era o s\u00edmbolo da mulher forte, en\u00e9rgica e determinada e sempre esteve por tr\u00e1s das grandes decis\u00f5es pol\u00edticas que seu marido tomava, sem esquecermos que foi a principal incentivadora do desenvolvimento cultural de Cajazeiras. Faleceu em 1957. <\/p>\n<p>Dentre as estrelas cajazeirenses, no setor educacional, ressalto a figura de Vit\u00f3ria Bezerra de Melo, respons\u00e1vel pelo ensino de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, e com ela aprenderam as primeiras li\u00e7\u00f5es, em sua resid\u00eancia na Rua Padre Rolim, cuja escola recebeu o nome de \u201cM\u00e3e Aninha\u201d.<\/p>\n<p>Em 13 de agosto de 1914 foi nomeada interinamente para o cargo de adjunta da Cadeira P\u00fablica de ensino prim\u00e1rio do sexo feminino da cidade de Cajazeiras e em 1934 tornou-se efetiva da Cadeira Rudimentar Urbana Mista, da escola Comandante Vital.<\/p>\n<p>A professora Vit\u00f3ria Bezerra teve uma vida dedicada ao ensino e exerceu o papel de educadora com muita autoridade, amor e carinho e foi respons\u00e1vel pelo futuro dos filhos de Cajazeiras, ao forjar o car\u00e1ter da inf\u00e2ncia e da juventude de nossa terra.<\/p>\n<p>Outra mulher, dentre in\u00fameras, filhas das terras cajazeirenses, que nutro uma grande admira\u00e7\u00e3o \u00e9 Marilda Sobreira Rolim, pelo seu passado de lutas, pelo seu destemor, pela sua coragem, por nunca ter tido medo de nada.<\/p>\n<p>Marilda \u00e9 uma legenda que n\u00e3o desapareceu e marcou a Hist\u00f3ria das fortes mulheres de Cajazeiras. Pol\u00eamica, irreverente e no costume de ouvir em casa a hist\u00f3ria da invas\u00e3o do Cangaceiro Sabino Gomes, em cujo epis\u00f3dio, seu pai Epif\u00e2nio Sobreira, foi atingido por uma bala, ter e andar com um rev\u00f3lver na cintura era mais do que normal. <\/p>\n<p>Por outro lado era uma defensora intransigente do patrim\u00f4nio da fam\u00edlia, principalmente o que reverenciava e tinha valor hist\u00f3rico, a exemplo do Casar\u00e3o, onde hoje est\u00e1 instalada a Secretaria de Cultura e a reconstru\u00e7\u00e3o onde foi a capelinha do Padre Rolim, no S\u00edtio Capoeiras. Em vida escreveu um livro sobre Cajazeiras, que faz parte do invent\u00e1rio, que ao ser conclu\u00eddo, esperamos que fam\u00edlia fa\u00e7a a sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Costuma-se dizer que as grandes decis\u00f5es que foram tomadas no passado, pelos coron\u00e9is, no que se relacionava \u00e0s quest\u00f5es pol\u00edticas, s\u00f3 eram decididas no quarto de dormir, ap\u00f3s as rodadas de conversas na sala de visitas dos imponentes casar\u00f5es de Cajazeiras.<\/p>\n<p>As mulheres, sempre, ao longo da hist\u00f3ria, perfumaram a vida de Cajazeiras, desde M\u00e3e Aninha at\u00e9 os atuais dias, muitas se destacaram na vida social, religiosa, econ\u00f4mica, pol\u00edtica, cultural e educacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Almanaqueiras, por Jos\u00e9 Antonio Albuquerque &#8211; Existem ind\u00edcios que a forma\u00e7\u00e3o social de Cajazeiras foi eminentemente matriarcal, fugindo totalmente do padr\u00e3o da \u00e9poca que possu\u00eda Ra\u00edzes profundas de um exacerbado patriarcado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18853","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-4U5","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18853"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18855,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18853\/revisions\/18855"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}