{"id":19008,"date":"2018-10-08T08:39:23","date_gmt":"2018-10-08T12:39:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=19008"},"modified":"2018-10-08T08:39:23","modified_gmt":"2018-10-08T12:39:23","slug":"no-segundo-turno-haddad-ira-liderar-a-luta-democratica-de-uma-geracao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/10\/08\/no-segundo-turno-haddad-ira-liderar-a-luta-democratica-de-uma-geracao\/","title":{"rendered":"No segundo turno, Haddad ir\u00e1 liderar a luta democr\u00e1tica de uma gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19009\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/10\/08\/no-segundo-turno-haddad-ira-liderar-a-luta-democratica-de-uma-geracao\/had\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/had.jpg?fit=490%2C280\" data-orig-size=\"490,280\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"had\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/had.jpg?fit=300%2C171\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/had.jpg?fit=490%2C280\" class=\"alignnone size-full wp-image-19009\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/had.jpg?resize=490%2C280\" alt=\"had\" width=\"490\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/had.jpg?w=490 490w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/had.jpg?resize=300%2C171 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/p>\n<p>No 247 , por Paulo Moreira Leite &#8211; O segundo turno da campanha de 2018 come\u00e7a com uma constata\u00e7\u00e3o desoladora. Na sete elei\u00e7\u00f5es realizadas pelo sistema de dois turnos, que passou a funcionar em 1989, ap\u00f3s a democratiza\u00e7\u00e3o, as viradas nunca ocorreram. Ainda assim, \u00e9 poss\u00edvel pensar numa vit\u00f3ria de Fernando Haddad, vencido no primeiro turno por Jair Bolsonaro por uma diferen\u00e7a de 46,7% dos votos contra 28,3%.\u00a0\u00a0<!--more--><\/p>\n<p>Em pelo menos duas ocasi\u00f5es, o segundo classificado na primeira fase esteve pr\u00f3ximo de mudar o jogo. Uma dessas ocasi\u00f5es tem pouco a ensinar para a campanha de 2018, pois n\u00e3o guarda a menor semelhan\u00e7a com o imenso esfor\u00e7o de resist\u00eancia democr\u00e1tica que o pa\u00eds ir\u00e1 realizar a partir desta segunda-feira para impedir a vit\u00f3ria de uma candidatura ruinosa como Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>Em 2014, Dilma terminou o primeiro turno com uma vantagem relativamente folgada, de quase oito pontos, sobre o segundo colocado A\u00e9cio Neves: \u00a0de 41,5% a 33%. \u00a0Na segunda fase, Dilma enfrentou uma articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pesada e, numa situa\u00e7\u00e3o-limite, \u00a0confirmou a vit\u00f3ria por uma diferen\u00e7a que se reduzia a pouco mais do que tr\u00eas pontos: 51,6% contra 48,3%.<\/p>\n<p>Sabemos hoje que a quase-virada de A\u00e9cio em outubro de 2014 n\u00e3o teve a ver, apenas, com uma disputa nos marcos leg\u00edtimos de uma campanha eleitoral. Verdade que ele ganhou musculatura gra\u00e7as ao apoio da candidata que chegou em terceiro lugar, Marina Silva, que lhe deu um refor\u00e7o indispens\u00e1vel de 21, 3% dos votos &#8211;ou 22,1 milh\u00f5es de eleitores. A\u00e9cio n\u00e3o ficou nisso, por\u00e9m.<\/p>\n<p>Fez da campanha um ensaio geral do golpe efetivado em abril de 2016, apenas um ano e meio depois. Retomou o jogo sujo da m\u00eddia do pensamento \u00fanico e a divulga\u00e7\u00e3o de fake news, como a lorota de \u00faltima hora sobre um delator da Lava Jata teria tomado um tiro para n\u00e3o revelar segredos conta o PT. Tudo falso, naturalmente.<\/p>\n<p>Contando com a mobiliza\u00e7\u00e3o de fatias inteiras do Judici\u00e1rio &#8212; a primeira opera\u00e7\u00e3o da Lava Jato ocorrera no mesmo ano &#8212; e do setor da Pol\u00edcia Federal abertamente anti-petista, sem falar\u00a0 de grande parte do empresariado, o deslocamento de votos a favor de A\u00e9cio\u00a0 produziu um crescimento de 15 pontos em tr\u00eas semanas. No in\u00edcio da apura\u00e7\u00e3o, at\u00e9 parecia que a vit\u00f3ria tucana estava assegurada, por uma diferen\u00e7a de 3,5 milh\u00f5es de votos num universo de 105 milh\u00f5es de votos v\u00e1lidos. Dilma venceu &#8212; mas desde o primeiro dia A\u00e9cio deixou claro que iria prosseguir a campanha por outros meios, produzindo o golpe contra a presidente eleita um ano e meio depois.<\/p>\n<p>Com uma diferen\u00e7a de sete pontos, a campanha de 1989 \u00e9 mais instrutiva a respeito. O final de 53% a 46%dos votos em 1989, quando Fernando Collor confirmou a vit\u00f3ria sobre Lula no primeiro turno, est\u00e1 longe de contar toda a hist\u00f3ria daquele pleito. Na v\u00e9spera da \u00a0vota\u00e7\u00e3o do segundo turno, a diferen\u00e7a entre os dois finalistas chegou a\u00a0 apenas 1% no Ibope, placar que representava uma mudan\u00e7a colossal na disputa.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a contagem dos votos do primeiro turno, Collor apresentava quase o dobro dos votos de Lula &#8212; 30% contra 17%.<\/p>\n<p>O novo equil\u00edbrio eleitoral come\u00e7ou com uma mudan\u00e7a\u00a0 fundamental &#8212; a ades\u00e3o integral de Leonel Brizola \u00e0 campanha contra Collor.<\/p>\n<p>Alijado da disputa por uma diferen\u00e7a inferior a meio milh\u00e3o de votos nas urnas do primeiro turno, inicialmente Brizola chegou a imaginar que Lula seria capaz de renunciar ao segundo lugar e lhe passar a incumb\u00eancia de disputar o segundo turno. Quando compreendeu que a hip\u00f3tese estava fora de cogita\u00e7\u00e3o, Brizola assumiu uma postura de humildade e grandeza, engajando-se na candidatura de Lula de forma integral, numa decis\u00e3o que, por si s\u00f3, invertia o panorama da disputa. Contabilizando-se o voto dos tr\u00eas concorrentes, que somavam 64% do eleitorado total, a derrota por 30% a 17% do primeiro turno transformou-se num placar matem\u00e1tico de 30% contra 33% no in\u00edcio do segundo turno &#8212; a favor de Lula-Brizola.<\/p>\n<p>Essa nova situa\u00e7\u00e3o, de uma for\u00e7a pol\u00edtica que conquistara perspectiva de poder, explica o crescimento geom\u00e9trico de Lula.\u00a0 A disputa \u00a0polarizava o debate pol\u00edtico, a ponto de atrair for\u00e7as democr\u00e1ticas tradicionais, a come\u00e7ar por dois honrados rec\u00e9m-derrotados no primeiro turno,\u00a0 Ulysses Guimar\u00e3es, Sr. Diretas e Sr.\u00a0 Constituinte\u00a0 (4,7% dos votos) e M\u00e1rio Covas (11,5%) que teve a candidatura presidencial aben\u00e7oada pela Globo na reta final, em fun\u00e7\u00e3o de um eixo que pregava um certo &#8220;Choque de Capitalismo&#8221;.<\/p>\n<p>A lado das ades\u00f5es, que tiveram o efeito de ajudar a diminuir o tratamento preconceituoso que Lula recebia, numa \u00e9poca em que o adjetivo &#8220;despreparado&#8221; parecia lhe fazer companhia como uma segunda pele, a alian\u00e7a com Brizola possu\u00eda a for\u00e7a magn\u00e9tica essencial. Ali se fez a diferen\u00e7a entre as duas fases da campanha.<\/p>\n<p>A alian\u00e7a atraia\u00a0 uma massa de eleitores desencantados com a Nova Rep\u00fablica de Sarney,\u00a0 num padr\u00e3o muito semelhante a raiva despertada pelo governo Temer nos dias de hoje. A resist\u00eancia hist\u00f3rica de Brizola contra a ditadura &#8212; desde os primeiros dias &#8212; combinava com a atua\u00e7\u00e3o de Lula na organiza\u00e7\u00e3o das greves sob o regime militar, deixava claro que a elei\u00e7\u00e3o apresentava uma disputa entre dois lados opostos, cada um representando uma parcela da sociedade e uma heran\u00e7a pol\u00edtica clara.<\/p>\n<p>Sob risco real de uma derrota, a campanha de Collor foi alimentada pelo jogo sujo da campanha, que incluiu fatos graves como:<\/p>\n<p>a)\u00a0 a exibi\u00e7\u00e3o, no hor\u00e1rio pol\u00edtico de Collor, do depoimento comprado de uma antiga namorada que tentava destruir a imagem positiva de Lula, como cidad\u00e3o, lider popular e pai;<\/p>\n<p>b) a edi\u00e7\u00e3o manipulada do debate final entre os dois candidatos, numa \u00e9poca em que o monop\u00f3lio da Globo era infinitamente mais acachapante do que hoje;<\/p>\n<p>c)\u00a0 a escandalosa mobiliza\u00e7\u00e3o anti-Lula do empresariado paulista, cujo principal l\u00edder da \u00e9poca anunciou que 800 000 homens de neg\u00f3cio deixariam o pa\u00eds caso a vit\u00f3ria do PT fosse confirmada.<\/p>\n<p>d) o vazamentos de informa\u00e7\u00f5es fabricadas procurando vincular o PT ao sequestro do empres\u00e1rio Abilio Diniz e desmobilizar uma milit\u00e2ncia pronta para a defesa da vit\u00f3ria eleitoral;<\/p>\n<p>Imobilizado diante de um \u00a0comportamento que merecia uma interven\u00e7\u00e3o dura do Judici\u00e1rio, ap\u00f3s a contagem dos votos o presidente do TSE, Ant\u00f4nio Rezek, foi convidado por Fernando Collor a integrar seu minist\u00e9rio. Aceitou sem maiores conflitos.<\/p>\n<p>Em 1989, o ambiente ideol\u00f3gico do pa\u00eds e do mundo era outro. A Constitui\u00e7\u00e3o completava um ano e a democracia era um valor prezado universalmente &#8212; pelo menos da boca para fora. O muro do Berlim, s\u00edmbolo do colapso dos regimes comunistas, veio abaixo em plena campanha, mas o epis\u00f3dio n\u00e3o produziu danos vis\u00edveis contra uma chapa que tinha uma identidade forte com ideias de esquerda.<\/p>\n<p>Discursos de origem fascista, como aqueles que podem ser ouvidos na boca de Bolsonaro, n\u00e3o falavam com ningu\u00e9m. \u00a0A prega\u00e7\u00e3o de resgate da ditadura, ponto essencial de sua ret\u00f3rica em 2018, era impens\u00e1vel. Identificado como representante t\u00edpico da ditadura, associado a diversas den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, Paulo Maluf ficou com 8,8%. Com um discurso de extrema-direita e 15 segundos na propaganda pol\u00edtica, Eneas Carneiro ficou em 12o. lugar e 0, 53% dos votos.<\/p>\n<p>Em 2018, o ambiente \u00e9 outro. Aquela vit\u00f3ria que parecia assegurada com o fim da ditadura encontra-se sob novas amea\u00e7as. Numa evolu\u00e7\u00e3o perversa que culminou na deposi\u00e7\u00e3o de Dilma sem crime de responsabilidade, o Judici\u00e1rio tornou-se protagonista da elei\u00e7\u00e3o, com incont\u00e1veis decis\u00f5es que prejudicaram o Partido dos Trabalhadores desde o in\u00edcio, a come\u00e7ar pelo voto \u00e0 candidatura de Lula, completado pela proibi\u00e7\u00e3o de suas entrevistas, um esc\u00e2ndalo que contraria o inciso IX do artigo 5 da Constitui\u00e7\u00e3o (&#8220;\u00e9 livre a express\u00e3o da atividade intelectual, art\u00edstica, cient\u00edfica e de comunica\u00e7\u00e3o, independentemente de censura ou licen\u00e7a&#8221;).<\/p>\n<p>Nesta situa\u00e7\u00e3o, a passagem de Haddad para o segundo turno representa uma primeira vitoria numa guerra que se tornar\u00e1 mais dura e dif\u00edcil nas pr\u00f3ximas semanas, com tra\u00e7os semelhan\u00e7as \u00e0s grandes lutas democr\u00e1ticas da hist\u00f3ria de cada pa\u00eds. \u00c9 a principal luta democr\u00e1tica da gera\u00e7\u00e3o que veio ao mundo no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980 &#8212; quando o Brasil derrubou a ditadura atrav\u00e9s da campanha diretas-j\u00e1.<\/p>\n<p>Em sua forma, a campanha de 2018 ser\u00e1 um conflito casa a casa, rua a rua, bairro a bairro &#8212; no pa\u00eds inteiro, pela disputa de votos. No conte\u00fado, ter\u00e1 um impacto duradouro na defini\u00e7\u00e3o do perfil no qual iremos viver nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Tamb\u00e9m ir\u00e1 repercutir al\u00e9m das fronteiras, \u00a0num continente no qual a vit\u00f3ria de Lopez Obrador, no M\u00e9xico, representou um raro epis\u00f3dio de alivio e esperan\u00e7a numa conjuntura mundial de grandes riscos e amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Em sua irracionalidade absoluta, Bolsonaro representa um projeto cuja \u00fanica meta \u00e9 contrariar as leis da evolu\u00e7\u00e3o e fazer a hist\u00f3ria humana andar para tr\u00e1s. Por este motivo, sua campanha\u00a0 n\u00e3o tem outro m\u00e9todo de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica fora da viol\u00eancia mais infame, da barb\u00e1rie mais selvagem. Seu programa deve ser discutido com m\u00e9todo e detalhe, para deixar claro que Fernando Haddad tornou-se o \u00fanico candidato comprometido com a recupera\u00e7\u00e3o do bem-estar e a defesa do padr\u00e3o de vida dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o explorada, amea\u00e7ados pela pol\u00edtica econ\u00f4mica de Paulo Guedes-Bolsonaro, que a m\u00eddia amiga fez e far\u00e1 o poss\u00edvel para esconder do eleitor.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de 1989 mostra que as chances de uma virada s\u00e3o reais, desde que a campanha de Haddad demonstre maturidade para empenhar-se na constru\u00e7\u00e3o de uma unidade para enfrentar e vencer o inimigo principal. Na noite em que assegurou a passagem ao segundo turno, Haddad j\u00e1 iniciou contatos para uma alian\u00e7a indispens\u00e1vel no segundo turno, a come\u00e7ar com Ciro Gomes.<\/p>\n<p>O apoio dos aliados ser\u00e1 essencial, mas n\u00e3o pode ser confundido com balc\u00e3o de neg\u00f3cios. \u00c9 exatamente isso que o advers\u00e1rio aguarda, para acusar Fernando Haddad de vender a alma para conseguir votos de qualquer maneira, vestindo-o com a fantasia de um oportunista igual a todos os outros. A disputa n\u00e3o se limita, portanto, a boas ideias para o pa\u00eds. Tamb\u00e9m envolver\u00e1 uma compara\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter e firmeza para defender os valores e reivindica\u00e7\u00f5es do povo. Acima de tudo, uma popula\u00e7\u00e3o desiludida com pol\u00edticos em geral, cada vez mais desconfiada, s\u00f3 pode acreditar num candidato a presidente que lhe pare\u00e7a digno de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Um \u00a0dos maiores desafios em nossas lutas democr\u00e1ticas, a derrota de Bolsonaro depende, mais do que nunca, da capacidade de Fernando Haddad liderar o esfor\u00e7o dos brasileiros e brasileiras para recuperar os votos que guardam a mem\u00f3ria de Lula. Ele saiu do primeiro turno com 28,3 % dos votos, cesto equivalente a 2\/3 das inten\u00e7\u00f5es de voto que Lula obteve no DataFolha de 22 de agosto, um dos \u00faltimos levantamentos antes que fosse retirado da disputa.<\/p>\n<p>Primeira etapa da nova fase da campanha, a recupera\u00e7\u00e3o desse eleitorado vai decidir a disputa final de 27, quando a sorte de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es pode ser resolvida em cada grito de esperan\u00e7a.<\/p>\n<div>\n<div id=\"br_video_player_973e45aabb6f2a60efefc5feca8974d0b729043f\">\n<div class=\"media-player\">\n<div class=\"media-controls\">\n<div class=\"progress-bar\"><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No 247 , por Paulo Moreira Leite &#8211; O segundo turno da campanha de 2018 come\u00e7a com uma constata\u00e7\u00e3o desoladora. 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