{"id":19509,"date":"2018-11-19T17:33:17","date_gmt":"2018-11-19T21:33:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=19509"},"modified":"2018-11-19T17:33:17","modified_gmt":"2018-11-19T21:33:17","slug":"o-bolsonarismo-repete-a-revolucao-cultural-da-china","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/11\/19\/o-bolsonarismo-repete-a-revolucao-cultural-da-china\/","title":{"rendered":"O bolsonarismo repete a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural da China"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19510\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/11\/19\/o-bolsonarismo-repete-a-revolucao-cultural-da-china\/bol-5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?fit=850%2C480\" data-orig-size=\"850,480\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"bol\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?fit=600%2C339\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?resize=600%2C339\" alt=\"bol\" width=\"600\" height=\"339\" class=\"alignnone size-full wp-image-19510\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?w=850 850w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?resize=768%2C434 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bol.jpg?resize=531%2C300 531w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>\u201cO bolsonarismo, encarnado no projeto Escola Sem Partido, repete linhas de a\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, movimento chin\u00eas igualmente obcecado com o fantasma da doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e que, por isso, perseguiu professores, intelectuais e jornalistas entre 1966 e 1969\u201d, escreve Rosana Pinheiro-Machado, professora Titular Visitante da Universidade Federal de Santa Maria &#8211; UFSM no PPG de Ci\u00eancias Sociais e coordenadora e co-fundadora da Escola de Governo Comum, em artigo publicado por The Intercept Brasil, 16-11-2018.<!--more--><\/p>\n<p>Eis o artigo.<br \/>\nQue tr\u00e1gica ironia o fato de, para combater a esquerda, a extrema-direita brasileira estar imitando os piores m\u00e9todos j\u00e1 empregados por aqueles que mais repudiam.<\/p>\n<p>O bolsonarismo, encarnado no projeto Escola Sem Partido, repete linhas de a\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, movimento chin\u00eas igualmente obcecado com o fantasma da doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e que, por isso, perseguiu professores, intelectuais e jornalistas entre 1966 e 1969.<\/p>\n<p>Estou convencida que, para analisar o bolsonarismo, precisamos olhar n\u00e3o apenas os regimes fascistas do Ocidente, mas igualmente para o autoritarismo da pr\u00f3pria esquerda \u2013 uma tarefa t\u00e3o inc\u00f4moda quanto necess\u00e1ria e que muitos analistas t\u00eam evitado de fazer.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de \u201ctrabalhador-m\u00e1quina\u201d, a guerra ao conhecimento e o desprezo pelo fomento de uma massa cr\u00edtica nada mais s\u00e3o do que uma t\u00e1tica comum \u2013 e eficiente no curto prazo, mas catastr\u00f3fica no longo prazo \u2013 de regimes e racionalidades autorit\u00e1rias \u00e0 esquerda e \u00e0 direita, do stalinismo ao neoliberalismo.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica manique\u00edsta \u00e9 simples: n\u00f3s somos v\u00edtimas e estamos do lado do bem; e voc\u00eas s\u00e3o os algozes, que comem metaf\u00f3rica ou literalmente criancinhas e, portanto, precisam ser destru\u00eddos. Diante de um iminente fracasso pol\u00edtico ou econ\u00f4mico, os culpados j\u00e1 est\u00e3o ali bem definidos, transferindo-lhes a responsabilidade dos erros de gest\u00e3o e autorizando maior repress\u00e3o. Combate-se a ideologia do inimigo n\u00e3o por medo dela, mas para gerar distra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O bolsonarismo tem sido, sobretudo, um movimento obcecado pelo revisionismo que persegue intelectuais e professores como \u201cinimigos\u201d ideol\u00f3gicos e doutrinadores, e que despreza os canais consagrados de comunica\u00e7\u00e3o, arte e cultura. Tem incentivado, assim, uma guerra cultural que joga os c\u00e2nones no lixo, sem oferecer algo para colocar no lugar daquilo que despreza. Existe hoje uma revolta profunda contra a cultura liberal burguesa, entendida como fundamentalmente elitista.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o cultural \u00e0 brasileira est\u00e1 acontecendo com os sentidos invertidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 chinesa. Alteram-se os significados, mas mant\u00e9m-se a estrutura: os objetos de discurso, os modos de autoridade e os m\u00e9todos de interven\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o para atingir a unidade nacional. Se trocarmos as cores do inimigo e a palavra direitista por esquerdista, por exemplo, podemos descrever processos muito similares. Refiro-me, claro, aos m\u00e9todos da pr\u00e1tica e n\u00e3o aos valores, os quais n\u00e3o s\u00e3o nem compar\u00e1veis nem opostos sim\u00e9tricos. O mao\u00edsmo, no discurso, travou uma luta contra a opress\u00e3o e a favor do amor universal, da libera\u00e7\u00e3o das mulheres e da igualdade social. O bolsonarismo \u00e9 o oposto disso tudo: \u00e9 a tentativa de supress\u00e3o da autonomia e a valoriza\u00e7\u00e3o do amor particularista.<\/p>\n<p>Morte aos direitistas!<br \/>\nNa China, a Revolu\u00e7\u00e3o Comunista de 1949 tinha o culto \u00e0 personalidade como um eixo fundamental, valorizando a simplicidade de Mao Zedong. Isso era fundamental para estancar a polariza\u00e7\u00e3o entre as guardas brancas e vermelhas, que crescia desde a queda da dinastia Qing na virada do s\u00e9culo 19. Por d\u00e9cadas, invas\u00f5es imperialistas e colapsos pol\u00edticos e econ\u00f4micos acirraram a divis\u00e3o nacional. Como j\u00e1 relatei em texto sobre o atentando contra Bolsonaro, lun\u00e1ticos e salvadores se espalhavam por todos os cantos agindo em nome de seitas ou individualmente em nome de Deus. Quando os chineses \u201cacordaram\u201d, para usar as palavras de Mao sobre o triunfo revolucion\u00e1rio, era preciso estampar a imagem do l\u00edder e da bandeira para produzir unidade nacional.<\/p>\n<p>Se o culto \u00e0 personalidade e nacionalismo s\u00e3o caracter\u00edsticas comuns a muitos regimes autorit\u00e1rios, \u00e9 no campo da educa\u00e7\u00e3o que temos visto o Brasil repetir a hist\u00f3ria chinesa.<\/p>\n<p>Na China, o antielitismo intelectual endureceu nos anos da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural e se tornou um movimento que tinha a educa\u00e7\u00e3o como alvo principal, estimulando a den\u00fancia dos professores pelos pr\u00f3prios alunos. Produziu-se uma verdadeira ca\u00e7a a mestres e artistas, jornais e universidades. Acusava-se de haver \u201cdireitismo\u201d em todas as mat\u00e9rias e tradi\u00e7\u00f5es. O legado art\u00edstico imperial foi questionado e revisado, tendo sua import\u00e2ncia reduzida a p\u00f3. Escritores, pintores e m\u00fasicos: todos \u201cdireitistas\u201d e ponto final.<\/p>\n<p>As ci\u00eancias humanas e seus mestres eram um alvo decisivo. A Antropologia foi extinta; a Hist\u00f3ria, revista. Seguindo o modelo sovi\u00e9tico, muitas universidades foram fechadas e apenas 1% da popula\u00e7\u00e3o chinesa matriculou-se na universidade nos anos mais duros (lembrando que Bolsonaro disse que cursar universidade era uma \u201ctara\u201d dos brasileiros). Priorizaram-se as ci\u00eancias naturais ou exatas e os cursos t\u00e9cnicos que pudessem achar solu\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas para a na\u00e7\u00e3o, contribuir com m\u00e3o de obra e formar bons trabalhadores.<\/p>\n<p>Livros did\u00e1ticos e ementas de disciplinas foram todas revisitadas. No total, contabiliza-se que 300 a 700 mil intelectuais foram demitidos por vi\u00e9s ideol\u00f3gico. Os professores tiveram sua imagem p\u00fablica destru\u00edda: eles foram expostos e humilhados.<\/p>\n<p>Muito antes de o Twitter existir, no quesito \u201cincentivar o ataque ao establishment\u201d, Mao foi um precursor da t\u00e1tica de detonar a imprensa, jornalistas e editores com frases de impacto. Dizia que os intelectuais do pa\u00eds eram ignorantes. No lugar do vazio deixado pelo aniquilamento de todos os c\u00e2nones culturais, que se transformaram em inimigos, doutrinadores e direitistas, restaram apenas palavras de ordem, o discurso de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o da burocracia (guanxi) e uma est\u00e9tica art\u00edstica \u2013 bal\u00e9s, \u00f3peras, pinturas e poemas \u2013 que valorizava s\u00edmbolos nacionalistas, militarismo e armas apontadas para cima.<\/p>\n<p>O auge da histeria coletiva veio justamente com o est\u00edmulo das den\u00fancias entre professores, colegas, amigos e conhecidos. Fam\u00edlias inteiras e rela\u00e7\u00f5es de amor foram destro\u00e7adas em nome do amor universal da camaradagem. A viol\u00eancia interpessoal s\u00f3 aumentava, levando ao colapso mental e social. A corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o diminuiu \u2013 ao contr\u00e1rio, ela foi renovada porque tinha que assegurar a produtividade das comunas \u2013, e as pessoas come\u00e7aram a ficar neur\u00f3ticas com o terror provocado por um tipo de persegui\u00e7\u00e3o molecular que dispensa censores oficiais, pois a den\u00fancia vem do colega ao lado.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Cultural foi genocida: assassinou e estuprou em massa, uniformizou as pessoas e aniquilou o \u201ceu\u201d dos sobreviventes. O Partido Comunista Chin\u00eas se envergonha at\u00e9 hoje dessa fase de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Li\u00e7\u00f5es<br \/>\nA Revolu\u00e7\u00e3o Cultural nasceu para conter as cr\u00edticas, especialmente ap\u00f3s o fracasso do Grande Salto Adiante, a pol\u00edtica comunista de acelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que trouxe resultados catastr\u00f3ficos.<\/p>\n<p>Uma reportagem recente da revista The Economist alertou para a possibilidade de, se o governo do presidente eleito for um fracasso, o bolsonarismo ir\u00e1 ca\u00e7ar culpados para distrair o foco.<\/p>\n<p>Eu aposto todas as minhas fichas que \u00e9 isso que tende a acontecer no Brasil: conforme o governo desvela sua total debilidade \u2013 aumentando, assim, o risco de indigna\u00e7\u00e3o popular \u2013, vai aumentar a persegui\u00e7\u00e3o moral e ideol\u00f3gica para apontar culpados e desviar aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fiquemos atentos.<\/p>\n<p>O bolsonarismo, encarnado no projeto Escola Sem Partido, repete linhas de a\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, movimento chin\u00eas igualmente obcecado com o fantasma da doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e que, por isso, perseguiu professores, intelectuais e jornalistas entre 1966 e 1969.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 \u2013 e nunca foi \u2013 questionar o conhecimento consagrado, seja ele liberal, elitista, burgu\u00eas ou progressista. O problema tampouco \u00e9 questionar as universidades, a Folha de S. Paulo, Caetano e Chico. Todos os c\u00e2nones e todas as institui\u00e7\u00f5es podem (e devem) ser revistas.<\/p>\n<p>O problema que aprendemos com a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural \u00e9 que jogar o beb\u00ea com a \u00e1gua no banho nos leva a um deserto de ideias, de alma e de express\u00e3o de vida, restando apenas a viol\u00eancia das palavras de ordem e a reprodu\u00e7\u00e3o s\u00e1dica do \u00f3dio pelo \u00f3dio. O bolsonarismo contra \u201ctudo o que est\u00e1 a\u00ed\u201d n\u00e3o tem absolutamente nada para oferecer em troca do que contesta \u2013 e uma sociedade que cresce nesse vazio intelectual \u00e9, em \u00faltima inst\u00e2ncia, uma sociedade miser\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO bolsonarismo, encarnado no projeto Escola Sem Partido, repete linhas de a\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, movimento chin\u00eas igualmente obcecado com o fantasma da doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e que, por isso, perseguiu professores, intelectuais e jornalistas entre 1966 e 1969\u201d, escreve Rosana Pinheiro-Machado, professora Titular Visitante da Universidade Federal de Santa Maria &#8211; UFSM no PPG de&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/11\/19\/o-bolsonarismo-repete-a-revolucao-cultural-da-china\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-19509","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-54F","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19509"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19511,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19509\/revisions\/19511"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}