{"id":19527,"date":"2018-11-21T11:41:46","date_gmt":"2018-11-21T15:41:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=19527"},"modified":"2018-11-21T11:41:46","modified_gmt":"2018-11-21T15:41:46","slug":"sem-padrinho-e-sem-dinheiro-as-duas-millennials-que-viralizaram-o-furacao-alexandria-ocasio-cortez","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/11\/21\/sem-padrinho-e-sem-dinheiro-as-duas-millennials-que-viralizaram-o-furacao-alexandria-ocasio-cortez\/","title":{"rendered":"Sem padrinho e sem dinheiro: as duas \u2018millennials\u2019 que viralizaram o furac\u00e3o Alexandria Ocasio-Cortez"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19528\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2018\/11\/21\/sem-padrinho-e-sem-dinheiro-as-duas-millennials-que-viralizaram-o-furacao-alexandria-ocasio-cortez\/oca\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?fit=1960%2C880\" data-orig-size=\"1960,880\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"oca\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?fit=300%2C135\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?fit=600%2C270\" class=\"alignnone size-full wp-image-19528\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?resize=600%2C269\" alt=\"oca\" width=\"600\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?w=1960 1960w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?resize=300%2C135 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?resize=768%2C345 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?resize=1024%2C460 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?resize=668%2C300 668w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oca.jpg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h2>\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Conversamos com Mar\u00eda Arenas e Naomi Burton, desenhista dos cartazes e diretora dos v\u00eddeos da campanha pol\u00edtica mais bem-sucedida e caso de estudo do ano. Assim como a mulher do momento, elas s\u00e3o jovens, progressistas e querem mudar o mundo<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir\">\n<div class=\"compartir__interior\">No El Pa\u00edsNunca subestime a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/30\/internacional\/1530389667_830408.html\">gar\u00e7onete que lhe serve um chope ao sair do trabalh<\/a><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/30\/internacional\/1530389667_830408.html\">o<\/a>. Essa jovem poderia ser a l\u00edder progressista que a pol\u00edtica estava esperando. Foi nessa situa\u00e7\u00e3o que Mar\u00eda Arenas, uma designer gr\u00e1fica de 24 anos de origem filipina, rec\u00e9m-graduada pelo Pratt Institute, se viu h\u00e1 alguns meses. Mar\u00eda acabava de ser contratada pela Tandem, uma ag\u00eancia publicit\u00e1ria de Nova York que, conforme conta ao EL PA\u00cdS, baseia sua estrat\u00e9gia \u201cna ideia de que as t\u00e9cnicas de persuas\u00e3o do marketing e publicidade sejam usadas para promover o bem comum\u201d. Ela e seus chefes, Scott Starrett e Shaun Gillen, costumavam beber cerveja no Flats Six, um restaurante de tacos na Union Square, repleta desses\u00a0<em>millennials<\/em>\u00a0ofendidinhos que desprezam os reacion\u00e1rios acomodados no passado. \u201cEstava no lugar certo na hora certa\u201d, destaca, consciente de que mudou a vida da gar\u00e7onete do local. A mesma com quem seus chefes tinham se confraternizado, porque sempre acabavam falando de pol\u00edtica e da evidente crise de imagem da esquerda. A\u00a0<em>barwoman<\/em>\u00a0era Alexandria Ocasio-Cortez, a jovem do Bronx que virou o grande fen\u00f4meno pol\u00edtico do ano, flagelo do\u00a0<em>establishment<\/em>\u00a0e agora a deputada mais jovem da hist\u00f3ria dos EUA. Ocasio contratou a Tandem com um aperto de m\u00e3os por tr\u00e1s do balc\u00e3o, e Arenas foi a encarregada de desenhar seus cartazes virais de campanha para as prim\u00e1rias\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/pdeu_partido_democrata_estados_unidos\">democratas<\/a>\u00a0e, depois de sua surpreendente vit\u00f3ria em junho, tamb\u00e9m para as\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/elecciones_eeuu\/a\">elei\u00e7\u00f5es gerais para o Congresso<\/a>. Quase sem recursos econ\u00f4micos, o caso da campanha de mudan\u00e7a \u201cracial, ideol\u00f3gica e geracional\u201d de Ocasio-Cortez \u00e9 praticamente um milagre: contava com 300.000 d\u00f3lares de or\u00e7amento (1,13 milh\u00e3o de reais), apenas um d\u00e9cimo do seu rival direto. E ganhou. Seus cartazes se tornaram um caso de estudo publicit\u00e1rio sobre como se comunicar com sucesso em 2018, e a imprensa elogia seu trabalho como \u201ccorajoso e arriscado\u201d (Vox) ou como \u201co gol da vit\u00f3ria\u201d de Ocasio por \u201cpromover um pol\u00edtico como se fosse uma nova s\u00e9rie da Netflix\u201d (<em>The Washington Post<\/em>).<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542800993_sumario_normal.jpg?resize=600%2C799&#038;ssl=1\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542800993_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542800993_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542800993_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"O c\u00e9lebre cartaz que mudou as regras do jogo do marketing pol\u00edtico pelo uso da tipografia, da cor e de como se enfoca a integra\u00e7\u00e3o do bilinguismo\" width=\"600\" height=\"799\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O c\u00e9lebre cartaz que mudou as regras do jogo do marketing pol\u00edtico pelo uso da tipografia, da cor e de como se enfoca a integra\u00e7\u00e3o do bilinguismo<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">TANDEM NYC<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CKfqi7ro5d4CFQNuwQodbLkAAA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"5\" data-load-complete=\"true\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>O segredo de sua aplaudida viralidade est\u00e1 na tipografia, no uso de cores chamativas e na inclus\u00e3o do bilinguismo (ingl\u00eas e espanhol). \u201cPrecis\u00e1vamos de um cartaz que destacasse, que fosse inspirador, que chamasse \u00e0 urg\u00eancia pol\u00edtica e tivesse uma aura de empoderamento\u201d, observa sua criadora. Enquanto a velha-guarda pol\u00edtica insiste em colocar suas fotos sobre listras e estrelas \u2013 elementos da bandeira norte-americana \u2013 com dom\u00ednio do azul (cor associada ao Partido Democrata) ou vermelho (Partido Republicano), Ocasio conseguiu chamar a aten\u00e7\u00e3o de uma cidade-outdoor como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nueva_york\">Nova York<\/a>\u00a0espalhando cartazes amarelos, e sem esquecer a popula\u00e7\u00e3o latina, dirigindo-se a ela diretamente no seu idioma a partir dos muros da metr\u00f3pole e das vitrines de lavanderias. \u201cSeu distrito era muito diversificado, 50% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 hisp\u00e2nica. P\u00f4r frases em castelhano em p\u00e9 de igualdade com o ingl\u00eas era uma forma de mostrar que esta\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/11\/12\/internacional\/1542056111_321600.html\">campanha se preocupava com todos<\/a>. N\u00e3o s\u00e3o uma legenda de foto ou um subt\u00edtulo. [Os hisp\u00e2nicos] s\u00e3o uma grande parte do distrito e t\u00eam que estar representados.\u201d O imagin\u00e1rio visual se inspirou na propaganda de outros movimentos esquerdistas e inclusive de longe das fronteiras dos EUA, como a do deputado C\u00e9sar Ch\u00e1vez, do Arizona, e da ativista Dolores Huerta, ambos hisp\u00e2nicos. \u201cEspecificamente, a inspira\u00e7\u00e3o veio de um retrato de C\u00e9sar Ch\u00e1vez olhando para a direita, como se olhasse para um futuro mais brilhante\u201c, esclarece Arenas.<\/p>\n<div class=\"teads-adCall\"><\/div>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801158_sumario_normal.jpg?resize=600%2C600&#038;ssl=1\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801158_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801158_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801158_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Mar\u00eda Arenas, no centro, junto com seus colegas da Tandem\" width=\"600\" height=\"600\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Mar\u00eda Arenas, no centro, junto com seus colegas da Tandem<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">INSTAGRAM\/ @TANDEM.NYC<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Assim como Arenas e Ocasio, outra mulher com vontade de mudar o mundo e respons\u00e1vel (parcialmente) pela receita de sucesso viral da campanha foi Naomi Burton, que concebeu, junto com Nick Hayes, uma nova forma de fazer propaganda para a esquerda norte-americana. Atrav\u00e9s da produtora da qual s\u00e3o s\u00f3cios em Detroit, a Means of Production, eles foram os respons\u00e1veis pelo v\u00eddeo da campanha intitulado\u00a0<em>Courage to Change<\/em>\u00a0(\u201ccoragem de mudar\u201d). Nele, Ocasio-Cortez diz ter nascido \u201cnum lugar onde seu CEP define seu destino\u201d e aparece trocando o t\u00eanis pelo salto alto na plataforma da esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 (algo com que milhares de mulheres trabalhadoras da cidade se identificam), comendo em seu sof\u00e1 ou arrumando-se na frente do espelho em sua casa de p\u00e9-direito baixo, num pr\u00e9dio de tijolos aparentes do Bronx. Um sopro de realidade em rela\u00e7\u00e3o aos v\u00eddeos com apar\u00eancia de\u00a0<em>blockbuster<\/em>\u00a0lan\u00e7ados por outros candidatos, e uma estrat\u00e9gia que lan\u00e7ou as bases da nova comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (o\u00a0<em>The New York Times<\/em>\u00a0a define como \u201co s\u00edmbolo da desconex\u00e3o que os liberais sentiam em rela\u00e7\u00e3o aos seus l\u00edderes\u201d). \u201cEst\u00e1vamos muito acostumados a ver nossos pol\u00edticos como milion\u00e1rios afastados da classe trabalhadora. Quer\u00edamos mostrar ao p\u00fablico que Alexandria \u00e9 uma dos nossos. Arruma-se num banheiro como eu e troca os sapatos de salto como a maioria de n\u00f3s fazemos. Esses planos demonstram que voc\u00ea n\u00e3o precisa ser perfeito nem esperar que algu\u00e9m lhe diga quando \u00e9 sua vez. Que diariamente a classe trabalhadora tem o poder\u201d, afirma a realizadora.<\/p>\n<p>Burton trabalhava como publicit\u00e1ria para algumas das 100 empresas que est\u00e3o no topo da lista da\u00a0<em>Fortune<\/em>, mas algo se agitou na sua consci\u00eancia depois da vit\u00f3ria de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/donald_trump\">Donald Trump<\/a>\u00a0na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2016. \u201cEstava perdida e procurava respostas, um amigo me falou do grupo Socialistas Democratas pela Am\u00e9rica, e comecei a frequentar suas reuni\u00f5es. Percebi que estava ajudando a enriquecer essas companhias ao lhes fazer propaganda. Tomei uma decis\u00e3o: continuar avan\u00e7ando numa carreira que servisse aos interesses do capital, ou fazer algo a mais?\u201d. A segunda op\u00e7\u00e3o prevaleceu.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2018, deixou seu trabalho para a \u201cAm\u00e9rica corporativa\u201d, e um m\u00eas depois fez o que todo\u00a0<em><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/19\/internacional\/1534683555_936952.html\">millennia<\/a><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/19\/internacional\/1534683555_936952.html\">l<\/a><\/em>\u00a0faria: vendeu-se profissionalmente por uma mensagem direta no Twitter. Sua destinat\u00e1ria era Alexandria Ocasio-Cortez. \u201cVi seu v\u00eddeo no Facebook e entendi que era uma socialista que n\u00e3o pedia perd\u00e3o por s\u00ea-lo, ent\u00e3o lhe enviei uma mensagem privada e lhe expliquei o que era nossa produtora, que tamb\u00e9m somos socialistas, que n\u00e3o trabalh\u00e1vamos para grandes empresas e que adorar\u00edamos criar seu v\u00eddeo de campanha. Respondeu-nos imediatamente, e um m\u00eas depois est\u00e1vamos gravando em Nova York\u201d, conta, sobre o processo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que tem Ocasio-Cortez para que sua mensagem tenha revolucionado a comunica\u00e7\u00e3o e a pol\u00edtica nos EUA? Arenas, al\u00e9m de mencionar sua capacidade de \u201clideran\u00e7a\u201d e \u201ccarisma\u201d, observa que \u201cvivemos numa era em que as pessoas est\u00e3o se ativando e esperando uma oportunidade para envolver-se em algo. Alexandria \u00e9 essa oportunidade\u201d. Para Burton, a chave est\u00e1 na sua \u201chonestidade\u201d e na substitui\u00e7\u00e3o geracional: \u201cQuase 50% dos\u00a0<em>millennials<\/em>\u00a0nos EUA se identificam como socialistas e democratas, e ela \u00e9 a primeira pol\u00edtica em d\u00e9cadas, al\u00e9m de Bernie Sanders, a se apresentar dessa forma\u201d. Tamb\u00e9m aplaude sua sacudida de juventude e ousadia frente \u00e0 \u201cservid\u00e3o aos 1%\u201d que o Partido Democrata representa atualmente, na sua opini\u00e3o. \u201cOs candidatos tradicionais s\u00f3 est\u00e3o agindo porque sabem que seus doadores os est\u00e3o vigiando. Voc\u00ea n\u00e3o ver\u00e1 esta onda de apoio a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hillary_clinton\">Hillary Clinton<\/a>. Os jovens podem se ver atrav\u00e9s de pol\u00edticos como ela.\u201d<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801259_sumario_normal.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801259_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801259_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/11\/21\/internacional\/1542798424_787658_1542801259_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Naomi Burton com Alexandria Ocasio-Cortez e Nick Hayes. \u00c0 direita, Ocasio grava seu v\u00eddeo viral produzido pela dupla\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/aside>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conversamos com Mar\u00eda Arenas e Naomi Burton, desenhista dos cartazes e diretora dos v\u00eddeos da campanha pol\u00edtica mais bem-sucedida e caso de estudo do ano. 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