{"id":20064,"date":"2019-01-15T12:09:51","date_gmt":"2019-01-15T16:09:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=20064"},"modified":"2019-01-15T12:09:51","modified_gmt":"2019-01-15T16:09:51","slug":"cem-anos-sem-rosa-luxemburgo-uma-vida-pela-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/01\/15\/cem-anos-sem-rosa-luxemburgo-uma-vida-pela-revolucao\/","title":{"rendered":"Cem anos sem Rosa Luxemburgo: uma vida pela revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"20065\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/01\/15\/cem-anos-sem-rosa-luxemburgo-uma-vida-pela-revolucao\/c72ffd03-adef-4283-851b-9455454b239c\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?fit=640%2C360\" data-orig-size=\"640,360\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?fit=600%2C338\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?resize=600%2C338\" alt=\"C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C\" width=\"600\" height=\"338\" class=\"alignnone size-full wp-image-20065\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/C72FFD03-ADEF-4283-851B-9455454B239C.jpeg?resize=533%2C300 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Teorias pol\u00edticas da dirigente marxista ecoaram ao longo da hist\u00f3ria e permanecem atuais<!--more--><\/p>\n<p>Lu Sudr\u00e9<br \/>\nBrasil de Fato <\/p>\n<p>H\u00e1 exatamente cem anos, em 15 de janeiro de 1919, a fil\u00f3sofa, economista e militante polaco-alem\u00e3 Rosa Luxemburgo foi assassinada em Berlim, capital da Alemanha, em retalia\u00e7\u00e3o a suas contribui\u00e7\u00f5es para a luta revolucion\u00e1ria da esquerda. A tentativa de sufocar as ideias transformadoras da maior pensadora marxista do s\u00e9culo 20 foi em v\u00e3o: o legado dela ecoa ao longo da hist\u00f3ria e permanece atual. <\/p>\n<p>Rosa Luxemburgo fundou a Liga Spartakus, organiza\u00e7\u00e3o socialista, anti-imperialista e anti-militarista que atuou na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial \u2013 e, posteriormente, deu origem ao Partido Comunista Alem\u00e3o.<\/p>\n<p>Nascida em 5 de mar\u00e7o de 1871 em Zamo\u015bc, na Pol\u00f4nia, a fil\u00f3sofa envolveu-se com a milit\u00e2ncia revolucion\u00e1ria desde a juventude e formou-se politicamente ao lado de outras figuras hist\u00f3ricas, como a feminista alem\u00e3 Clara Zetkin. <\/p>\n<p>Por ser tratar de uma herdeira da teoria de Marx, a elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de Rosa Luxemburgo se concentra na cr\u00edtica ao modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista e suas contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Isabel Loureiro, especialista no pensamento de Rosa Luxemburgo, explica que a obra da comunista discorre sobre como o capitalismo gera, necessariamente, a desigualdade entre classes, indiv\u00edduos e pa\u00edses. A te\u00f3rica escreve que, a partir de um modelo de produ\u00e7\u00e3o racista e sexista, o capitalismo perpetua-se, com a finalidade de acumular indefinidamente. Para isso, destr\u00f3i v\u00ednculos sociais e a natureza, e se sustenta com base na explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. <\/p>\n<p>&#8220;A Rosa sempre foi uma grande defensora das liberdades democr\u00e1ticas, fruto das revolu\u00e7\u00f5es burguesas no Ocidente. Ela viveu a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia na Pol\u00f4nia dominada pelo imp\u00e9rio tzarista [monarcas da R\u00fassia] e sabia muito bem como era uma vida sem liberdade de imprensa, de associa\u00e7\u00e3o, de reuni\u00e3o, sem liberdade religiosa e sem direitos de nenhuma esp\u00e9cie para os trabalhadores e para as mulheres&#8221;, relata Loureiro. <\/p>\n<p>Doutora em Filosofia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a pesquisadora \u00e9 colaboradora da Funda\u00e7\u00e3o Rosa Luxemburgo e ressalta a import\u00e2ncia do legado da militante polaco-alem\u00e3.<\/p>\n<p>&#8220;Sua contribui\u00e7\u00e3o original \u00e0 teoria pol\u00edtica \u00e9 que as transforma\u00e7\u00f5es sociais estruturais s\u00f3 podem ser obra da a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma das massas populares. Ou seja, a institui\u00e7\u00e3o de uma sociedade verdadeiramente socialista n\u00e3o pode resultar de golpes de vanguardas pol\u00edticas que imaginam saber o que \u00e9 melhor para os trabalhadores e se colocam no lugar deles&#8221;, analisa. &#8220;Rosa sempre foi decididamente contra a ideia de vanguarda substituta das massas. A revolu\u00e7\u00e3o, para ela, \u00e9 obra da a\u00e7\u00e3o livre dos trabalhadores. Ou n\u00e3o \u00e9 revolu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A partir da a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, as massas aprendem com suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e se formam politicamente na luta. Rosa Luxemburgo chegou a essa an\u00e1lise, sobretudo, acompanhando a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na Revolu\u00e7\u00e3o Russa, de 1905 e 1907.<\/p>\n<p>Apesar de divergir em alguns aspectos com Vladimir L\u00eanin e Leon Trotsky, l\u00edderes da Revolu\u00e7\u00e3o de 1917, Rosa Luxemburgo era muito admirada pelos dirigentes comunistas. Segundo Loureiro, ela criticava o que considerava \u201cuma incompreens\u00e3o dos bolcheviques no tocante \u00e0 democracia. Sua cr\u00edtica soa como uma advert\u00eancia contra o posterior totalitarismo stalinista\u201d.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s obras mais importantes para a esquerda, a estudiosa enumera, em primeiro lugar, o livro \u201cA acumula\u00e7\u00e3o do capital\u201d, e outros dois artigos: \u201cQuest\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o da social-democracia russa\u201d e \u201cGreve de massas, partido e sindicatos.\u201d Em seguida est\u00e1 o texto \u201cO que quer a Liga Spartakus?\u201d, programa adotado pelo Partido Comunista Alem\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a obra \u201cA revolu\u00e7\u00e3o russa\u201d, onde registra suas cr\u00edticas, \u00e9 uma recusa \u00e0 viol\u00eancia, principal bandeira erguida pela dirigente: \u201cEla rejeitava incisivamente o terror, tanto contrarrevolucion\u00e1rio quanto revolucion\u00e1rio. E acreditava que a revolu\u00e7\u00e3o socialista, por ser obra das grandes massas populares, n\u00e3o precisava matar os advers\u00e1rios\u201d. <\/p>\n<p>A vida pelo socialismo<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de janeiro, pela primeira vez em portugu\u00eas, a biografia de Rosa Luxemburgo, escrita por Paul Fr\u00f6lich e publicada originalmente em 1939, ser\u00e1 publicada no Brasil com co-editoria das editoras Boitempo e editora Iskra.<\/p>\n<p>Para a historiadora Diana Assun\u00e7\u00e3o, autora do pr\u00f3logo de \u201cRosa Luxemburgo: pensamento e a\u00e7\u00e3o\u201d, o t\u00edtulo do livro sintetiza o legado da comunista. &#8220;Gosto muito desse nome porque \u00e9 justamente isso. Quando falamos obra, n\u00e3o estamos falando somente dos livros que ela elaborou, mas da obra de vida dela. Da a\u00e7\u00e3o. Como o pensamento dela, seu desenvolvimento, se materializou em a\u00e7\u00e3o concreta, construindo organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, lutas pol\u00edticas, combates concretos, participa\u00e7\u00e3o em processos revolucion\u00e1rios\u201d, diz Assun\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Para al\u00e9m de falar sobre suas contribui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, a biografia apresenta aspectos pessoais de Rosa Luxemburgo. \u201cSimplesmente nada a impediu de lutar pela revolu\u00e7\u00e3o. Ela enfrentou todos os obst\u00e1culos sendo mulher, sendo imigrante, sendo judia. O livro retrata os dramas pessoais que sofreu, tendo problemas e crises de relacionamento inclusive com companheiros do partido, como era o Leo Jogiches, que foi o grande amor de sua vida e uma personalidade muito forte na composi\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter da pr\u00f3pria Rosa Luxemburgo\u201d, comenta a militante do grupo de mulheres P\u00e3o e Rosas. <\/p>\n<p>A historiadora ressalta a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o da polaco-alem\u00e3 com Clara Zetkin. Apesar das discord\u00e2ncias pol\u00edticas, elas eram grandes amigas. Inclusive, para compor o pr\u00f3logo da obra, Assun\u00e7\u00e3o utilizou um trecho de um texto que Zetkin escreveu sobre Rosa: <\/p>\n<p>\u201cA ideia socialista foi para Rosa Luxemburgo uma poderosa paix\u00e3o \u2013 da mente e do cora\u00e7\u00e3o \u2013 que dominava tudo, uma paix\u00e3o que se consumia e se materializava criativamente. Preparar a revolu\u00e7\u00e3o que abria o caminho para o socialismo foi a miss\u00e3o e a grande ambi\u00e7\u00e3o da vida dessa mulher rara. Viver a revolu\u00e7\u00e3o, participar de suas batalhas, era a felicidade suprema que lhe acenava. Com for\u00e7a de vontade, abnega\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o tais que palavras n\u00e3o conseguem expressar, Rosa Luxemburgo empenhou ao socialismo tudo o que ela era, tudo o que levava dentro de si [\u2026] Ela foi a espada, a chama da revolu\u00e7\u00e3o, e seu nome ficar\u00e1 gravado nos s\u00e9culos como o de uma das mais grandiosas e c\u00e9lebres figuras do socialismo internacional\u201d. <\/p>\n<p>Perseguida por institui\u00e7\u00f5es contrarrevolucion\u00e1rias e anti-bolcheviques, foi justamente a entrega de vida de Rosa pela revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria que a fez ser assassinada ao lado de Karl Liebknecht, outro pol\u00edtico e dirigente socialista alem\u00e3o. <\/p>\n<p>\u201cEles foram pegos em uma emboscada e foram mortos a coronhadas, de uma forma bem selvagem e brutal. A morte deles ficou muito marcada como persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2013 mesmo que tentassem, de todas as vias, fazer parecer outra coisa. Eles s\u00e3o exemplos de militantes que lutaram at\u00e9 o final. Trotsky, quando escreveu sobre o assassinato deles, disse que os dois eram exemplos de militantes que morreram em p\u00e9 frente ao inimigo e que, portanto, todos os militantes do comunismo internacional deveriam seguir em p\u00e9 frente ao inimigo em nome de Rosa e de Karl Liebknecht\u201d, relata Diana Assun\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Para Rosa Luxemburgo, nada menos do que um processo revolucion\u00e1rio serviria \u00e0 classe trabalhadora. Em seu livro, \u201cReforma social ou revolu\u00e7\u00e3o?\u201d, a fil\u00f3sofa registrou que as reformas s\u00f3 fazem sentido no interior de uma concep\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que tem por norte uma revolu\u00e7\u00e3o. \u201cReformas isoladas ser\u00e3o perdidas assim que as classes dominantes virem seus interesses amea\u00e7ados e eliminarem essas reformas. Rosa \u00e9 muito realista no tocante a essa quest\u00e3o, como podemos ver hoje no Brasil\u201d, afirma Isabel Loureiro. <\/p>\n<p>Mulheres revolucion\u00e1rias<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de suas contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, Rosa Luxemburgo tornou-se um s\u00edmbolo e segue refer\u00eancia no movimento feminista, por ser uma dirigente pol\u00edtica em um contexto onde a maioria das lideran\u00e7as eram homens. Algumas de suas elabora\u00e7\u00f5es centrais para o g\u00eanero feminino eram sobre o direito ao voto \u2013 j\u00e1 que, na Alemanha, as mulheres s\u00f3 puderam votar e se eleger com o fim da monarquia em 1918. <\/p>\n<p>Assim como para a totalidade da classe trabalhadora, a fil\u00f3sofa acreditava que a emancipa\u00e7\u00e3o feminina se daria apenas pela m\u00e3os das mulheres. Rosa Luxemburgo tamb\u00e9m argumenta que o capitalismo precisa da desigualdade entre homens e mulheres para se reproduzir. <\/p>\n<p>\u201cSuas obras, seu estudo minucioso do capital, as suas batalhas revolucion\u00e1rias, tudo isso faz da Rosa o grande exemplo de dirigente mulher, que n\u00e3o aceita o estado de v\u00edtima que o capitalismo coloca sobre as mulheres com o patriarcado, com tantos assassinatos e com tanta opress\u00e3o\u201d, sustenta Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A especialista Isabel Loureiro compartilha dessa interpreta\u00e7\u00e3o. \u201cAs feministas e se inspiram na figura de Rosa Luxemburgo pelo seu protagonismo pol\u00edtico, como mulher que sai da esfera da vida privada e ocupa o espa\u00e7o p\u00fablico como militante, professora da escola de quadros da social-democracia alem\u00e3, jornalista, oradora e intelectual marxista. Era uma mulher muito talentosa e muito corajosa, que serve de inspira\u00e7\u00e3o para todas n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atualidade da obra da revolucion\u00e1ria, Loureiro pontua que cada \u00e9poca recupera para si a imagem de uma Rosa Luxemburgo: \u201cAtualmente, sobressai a feminista e a te\u00f3rica cr\u00edtica do capitalismo globalizado. Na sua obra de economia pol\u00edtica, \u2018A acumula\u00e7\u00e3o do capital\u2019, Rosa defende a tese de que o capitalismo historicamente existente sempre precisou dos espa\u00e7os externos a si mesmo para se reproduzir\u201d. <\/p>\n<p>Na \u00e9poca, de acordo com a estudiosa, a comunista se referia \u00e0s col\u00f4nias. Por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel tra\u00e7ar um paralelo com o presente: esses espa\u00e7os seriam os territ\u00f3rios dos povos tradicionais na Am\u00e9rica Latina, considerados por Loureiro a \u201c\u00faltima barreira para a capitaliza\u00e7\u00e3o total do globo terrestre\u201d.<\/p>\n<p>Rosa Luxemburgo \u00e9 um exemplo vivo da esperan\u00e7a em um outro mundo. &#8220;Por mais que a esquerda esteja ressabiada com sua derrota nos \u00faltimos tempos, acredito que Rosa tinha raz\u00e3o quando, no pior momento de sua vida, durante a Primeira Guerra Mundial, encarcerada e doente, nunca deixou de acreditar que, depois do inverno da guerra viria a primavera da revolu\u00e7\u00e3o&#8221;, finaliza Loureiro. <\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Daniel Giovanaz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teorias pol\u00edticas da dirigente marxista ecoaram ao longo da hist\u00f3ria e permanecem atuais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-5dC","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20064"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20066,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20064\/revisions\/20066"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}