{"id":20938,"date":"2019-03-23T09:49:56","date_gmt":"2019-03-23T13:49:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=20938"},"modified":"2019-03-23T09:56:30","modified_gmt":"2019-03-23T13:56:30","slug":"defendemos-aguas-para-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/03\/23\/defendemos-aguas-para-a-morte\/","title":{"rendered":"Defendemos \u00e1guas para a vida, n\u00e3o para a morte"},"content":{"rendered":"<div id=\"sidebar-first\">\n<div class=\"block-wrapper odd\">\n<div id=\"block-tagadelic-1\" class=\"block block-tagadelic\">\n<div class=\"content\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-wrapper\">\n<div id=\"content\">\n<div id=\"content-inner\">\n<div id=\"content-content\">\n<div id=\"node-6390\" class=\"node odd full-node node-type-noticias\">\n<div class=\"content\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.mabnacional.org.br\/sites\/default\/files\/IMG-20190322-WA0400.jpg?resize=320%2C269&#038;ssl=1\" width=\"320\" height=\"269\" border=\"0\" \/><!--more--><\/p>\n<\/div>\n<p><em>Nota do MAB sobre o assassinato de Dilma Ferreira Silva, militante do Movimento e atingida pela hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Do MAB<\/p>\n<div id=\"node-6390\" class=\"node odd full-node node-type-noticias\">\n<p>O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) expressa tristeza e indigna\u00e7\u00e3o frente ao assassinato de Dilma Ferreira Silva, 45 anos, coordenadora do Movimento na regi\u00e3o da usina de Tucuru\u00ed (PA). Dilma foi assassinada junto com Claudionor Costa da Silva, 42, seu companheiro, e Hilton Lopes, 38 anos, em um assentamento na zona rural de Bai\u00e3o (PA).<\/p>\n<p>O assassinato de trabalhadores\/as atingidos por barragens revela o quanto temos sido v\u00edtimas da viol\u00eancia dos poderosos.\u00a0Al\u00e9m do padr\u00e3o nacional de viola\u00e7\u00e3o de direitos \u00e0s fam\u00edlias atingidas, dos lucros extraordin\u00e1rios em usinas e da cobran\u00e7a de tarifas de energia el\u00e9trica das mais altas do mundo, temos convivido com amea\u00e7as e assassinatos frequentes de lideran\u00e7as populares atingidas por barragens.<\/p>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o temos d\u00favida de que vivemos em um momento de persegui\u00e7\u00e3o aos que lutam por justi\u00e7a, por soberania, distribui\u00e7\u00e3o da riqueza e controle p\u00fablico das \u00e1guas e energia.\u00a0Enquanto os poderosos querem fazer uma reforma para privatizar a previd\u00eancia e retirar a responsabilidade do Estado na Seguridade Social, temos nas v\u00edtimas do crime da Vale em Brumadinho e no assassinato de Dilma Ferreira Silva um exemplo concreto de aus\u00eancia do Estado e dos Governos na prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o capital que necessita de prote\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as v\u00edtimas do capital que precisam de prote\u00e7\u00e3o. Dilma Silva perdeu tudo o que tinha com a constru\u00e7\u00e3o de Tucuru\u00ed, a terceira maior hidrel\u00e9trica do Brasil em pot\u00eancia, inferior apenas a Itaipu binacional e Belo Monte, tamb\u00e9m no Par\u00e1. \u201cA usina, quando abriu as comportas, levou tudo\u201d , afirmou em entrevista feita em 2011 pelo portal Amaz\u00f4nia.org. Foi no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que encontrou um caminho para lutar por seus direitos.<\/p>\n<p>Tucuru\u00ed foi constru\u00edda no per\u00edodo da ditadura militar e se tornou um caso emblem\u00e1tico da destrui\u00e7\u00e3o causada pelo modelo energ\u00e9tico na Amaz\u00f4nia. Ela consta no relat\u00f3rio do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que identificou a exist\u00eancia de um padr\u00e3o sistem\u00e1tico de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos na constru\u00e7\u00e3o de barragens no Brasil. Centenas de fam\u00edlias foram expropriadas e at\u00e9 hoje lutam por repara\u00e7\u00e3o, sem que nenhum direito fosse reconhecido.<\/p>\n<p>Como os atingidos por barragens n\u00e3o t\u00eam suas condi\u00e7\u00f5es de melhoria de vida asseguradas no processo de constru\u00e7\u00e3o das barragens, se tornam uma popula\u00e7\u00e3o extremamente vulner\u00e1vel. A isso, soma-se o verdadeiro estado de exce\u00e7\u00e3o vigente na Amaz\u00f4nia brasileira, regi\u00e3o que concentra 9 em cada 10 assassinatos de defensores da terra e do meio ambiente no Brasil, segundo a ONG Global Witness. N\u00e3o podemos deixar de citar o caso de Nilce de Souza Magalh\u00e3es, militante do MAB assassinada em Rond\u00f4nia, quando lutava pelos direitos dos atingidos pelas hidrel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau. Quantas outras mulheres negras, pobres, lideran\u00e7as e defensoras de direitos ir\u00e3o morrer at\u00e9 que seja feita justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Exigimos dos governos apura\u00e7\u00e3o r\u00e1pida desse crime, que sejam refor\u00e7adas as medidas de seguran\u00e7a para todos os defensores de direitos humanos no Brasil, em especial na Amaz\u00f4nia, e que sejam adotadas medidas imediatas para garantir os direitos dos atingidos por barragens no Brasil. No dia mundial da \u00e1gua, reafirmamos nosso compromisso de seguir lutando pelos direitos dos atingidos, em defesa da vida e contra a privatiza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos calar\u00e3o. Seremos como \u00e1gua, por maior que sejam os muros, jamais conseguir\u00e3o deter nossa for\u00e7a.\u00a0\u00c1guas para a vida, n\u00e3o para a morte!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20938","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-5rI","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20938"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20944,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20938\/revisions\/20944"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}