{"id":21042,"date":"2019-03-29T15:04:57","date_gmt":"2019-03-29T19:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=21042"},"modified":"2019-03-29T15:04:57","modified_gmt":"2019-03-29T19:04:57","slug":"avanco-da-agropecuaria-estradas-ilegais-e-floresta-no-chao-assim-comeca-o-ano-no-xingu","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/03\/29\/avanco-da-agropecuaria-estradas-ilegais-e-floresta-no-chao-assim-comeca-o-ano-no-xingu\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7o da agropecu\u00e1ria, estradas ilegais e floresta no ch\u00e3o. Assim come\u00e7a o ano no Xingu"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr.jpg?resize=600%2C400\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr.jpg 700w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr-300x200.jpg 300w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr-600x400.jpg 600w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-cfsrc=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"single-image-content\">\u00a0Destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa na bacia do Xingu nos dois primeiros meses de 2019 superou em 54% o desmatamento no mesmo per\u00edodo em 2018. Em m\u00e9dia, 170 mil \u00e1rvores foram derrubadas por dia<!--more--><\/div>\n<p>Ag\u00eancia Envolverde<\/p>\n<p>Nos dois primeiros meses do ano, mais de 8.500 hectares de floresta, o equivalente a 10 milh\u00f5es de \u00e1rvores, foram derrubados na bacia do Xingu. O avan\u00e7o da agropecu\u00e1ria, grilagem e abertura de estradas ilegais explicam esses \u00edndices, que superaram em 54% o total desmatado no mesmo per\u00edodo em 2018, quando foram detectados pouco mais de 5 mil hectares.<\/p>\n<p>No por\u00e7\u00e3o mato grossense da bacia, essa porcentagem atingiu 204%, impulsionada por tr\u00eas munic\u00edpios: Santa Carmem, com 1.119 hectares e Feliz Natal, com 755 hectares. Em Uni\u00e3o do Sul, os 1.139 hectares de floresta destru\u00eddos nos dois primeiros meses de 2019 representam 30% do total desmatado em 2018.<\/p>\n<figure id=\"attachment_235635\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-235635 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/grafico-1-1.jpg?resize=600%2C251\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" srcset=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/grafico-1-1.jpg 900w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/grafico-1-1-300x125.jpg 300w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/grafico-1-1-600x251.jpg 600w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"251\" data-cfsrc=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/grafico-1-1.jpg\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Avan\u00e7o do desmatamento no Xingu.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Devido \u00e0s fortes chuvas em dezembro, houve uma redu\u00e7\u00e3o no desmatamento em Terras Ind\u00edgenas (TIs) em compara\u00e7\u00e3o com os \u00faltimos meses de 2018. O aumento dos \u00edndices em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, no entanto, \u00e9 significativo: em janeiro, a destrui\u00e7\u00e3o da floresta cresceu 221% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior. J\u00e1 em fevereiro, a taxa atingiu 361% a mais do que o detectado em 2018.<\/p>\n<p><strong>Estrada ilegal amea\u00e7a isolados<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/terras-indigenas\/5202\">TI Ituna\/Itat\u00e1<\/a>, no Par\u00e1, foi a mais desmatada nos dois primeiros meses do ano, com 453 hectares. Nesse per\u00edodo foi detectada uma estrada no interior da TI, que se espalhou criando ramifica\u00e7\u00f5es e segue em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 vizinha TI Koatinemo, do povo Assurini. O ramal, localizado no meio da floresta, provavelmente est\u00e1 sendo utilizado por grileiros e madeireiros. A abertura de uma estrada para retirada ilegal de madeira na regi\u00e3o \u00e9 sem precedentes.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio \u00e9 uma \u00e1rea com restri\u00e7\u00e3o de uso, que impede a circula\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-ind\u00edgenas e destina seu uso exclusivo aos grupos isolados que ali vivem. Em 9 de janeiro, uma Portaria renovou a restri\u00e7\u00e3o de uso da \u00e1rea por mais tr\u00eas anos. Apesar disso, foi constatada a inscri\u00e7\u00e3o de CAR em dezenas de propriedades dentro da \u00e1rea interditada, que muitas vezes se sobrep\u00f5e. Algumas \u00e1reas dentro da TI chegam a ter cinco registros, o que indicaria que o territ\u00f3rio est\u00e1 sendo disputado por v\u00e1rios grupos de grileiros.<\/p>\n<p>A TI localiza-se a menos de 70 quil\u00f4metros do s\u00edtio Pimental, principal canteiro de obras da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, e a destrui\u00e7\u00e3o da floresta vem aumentando exponencialmente desde 2011, in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da usina. A implanta\u00e7\u00e3o de um plano de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Tis \u00e9 uma condicionante de Belo Monte, mas nunca foi integralmente cumprida.\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-xingu\/sem-bases-de-protecao-inseguranca-em-terras-indigenas-afetadas-por-belo-monte-aumenta\">Saiba mais<\/a>]<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure id=\"attachment_235636\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-235636\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr.jpg?resize=600%2C400\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr.jpg 700w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr-300x200.jpg 300w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr-600x400.jpg 600w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-cfsrc=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/rs11892_dsc_1357-lpr.jpg\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Desmatamento na Terra Ind\u00edgena Ituna\/Itat\u00e1, no Par\u00e1, amea\u00e7a ind\u00edgenas isolados| Juan Doblas \u2013 ISA<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Na rota da Ferrogr\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A expectativa da constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro 170, conhecida como Ferrogr\u00e3o, v\u00eam aquecendo o mercado de terras na regi\u00e3o oeste do Mato Grosso. No ano passado, 17.685 hectares foram desmatados nos munic\u00edpios de Cl\u00e1udia, Feliz Natal, Marcel\u00e2ndia, Uni\u00e3o do Sul e Santa Carmem, todos na \u00e1rea de influ\u00eancia do projeto. Em Uni\u00e3o do Sul, munic\u00edpio campe\u00e3o de desmatamento em fevereiro, foram produzidos mais de 196 mil toneladas de soja em uma \u00e1rea de 59 mil hectares, segundo dados do IBGE\/2017.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Se sair do papel, a obra vai conectar a regi\u00e3o produtora de gr\u00e3os do Mato Grosso aos portos de exporta\u00e7\u00e3o no Par\u00e1, consolidando um novo corredor log\u00edstico de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil pela Amaz\u00f4nia. A constru\u00e7\u00e3o da ferrovia deve potencializar os impactos socioambientais das \u00e1reas protegidas nas proximidades do seu trajeto, al\u00e9m de acirrar os conflitos fundi\u00e1rios da BR-163, rodovia paralela \u00e0 Ferrogr\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>As \u00e1reas foram detectadas pelo Sirad X, o sistema de monitoramento de desmatamento da Rede Xingu +. Por meio da tecnologia de radar, \u00e9 poss\u00edvel detectar o desmatamento atrav\u00e9s das nuvens que cobrem a regi\u00e3o entre setembro e maio. Os boletins s\u00e3o publicados na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.xingumais.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plataforma Rede Xingu +<\/a>. Clique\u00a0<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/blog\/pdfs\/sirad_x_11.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui\u00a0<\/a>para acessar a edi\u00e7\u00e3o n\u00ba11.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0Destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa na bacia do Xingu nos dois primeiros meses de 2019 superou em 54% o desmatamento no mesmo per\u00edodo em 2018. 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