{"id":2123,"date":"2016-07-06T14:01:27","date_gmt":"2016-07-06T18:01:27","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=2123"},"modified":"2016-07-06T14:01:27","modified_gmt":"2016-07-06T18:01:27","slug":"as-risiveis-fraquezas-humanas-segundo-dorothy-parker","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/07\/06\/as-risiveis-fraquezas-humanas-segundo-dorothy-parker\/","title":{"rendered":"As ris\u00edveis fraquezas humanas, segundo Dorothy Parker"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2124\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/07\/06\/as-risiveis-fraquezas-humanas-segundo-dorothy-parker\/image-464\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-18.jpeg?fit=476%2C263\" data-orig-size=\"476,263\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-18.jpeg?fit=300%2C166\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-18.jpeg?fit=476%2C263\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-18.jpeg?resize=476%2C263\" alt=\"image\" width=\"476\" height=\"263\" class=\"alignnone size-full wp-image-2124\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-18.jpeg?w=476 476w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-18.jpeg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px\" \/><\/p>\n<p>O que passa pela cabe\u00e7a de uma mulher quando ela n\u00e3o aceita o simples convite para dan\u00e7ar em um luxuoso baile? \u00c0s vezes, pode ser algo t\u00e3o cruel como um descabido desprezo por seu pretendente. <!--more--><\/p>\n<p>Em outra hist\u00f3ria, uma senhora diz ao marido que ele \u00e9 um sortudo, pois ela \u00e9 louca pelo cantor Walter Williams, mas nada pode acontecer entre eles porque o rapaz \u00e9 \u201cpreto\u201d. Depois de conhec\u00ea-lo, ela observa, exultante, que n\u00e3o v\u00ea a hora de contar em casa que quase chamou um \u201ccrioulo\u201d de senhor. <\/p>\n<p>Genial mesmo \u00e9 o dif\u00edcil di\u00e1logo entre dois namorados, uma p\u00e9rola em forma de trocadilhos e embate verbal que consegue captar com perfei\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as e as incompatibilidades entre os sexos. Ou a conversa de um jovem casal sobre os excessos provocados pela bebida na noite anterior. <\/p>\n<p>O modo c\u00ednico como ela descreve tudo que o outro aprontou \u00e9 inesquec\u00edvel. At\u00e9 revelar, para desespero do mo\u00e7o, que ele se declarou para ela. S\u00f3 ent\u00e3o o leitor entende o sentido de ela repetir o tempo todo que o interlocutor estava \u201c\u00f3timo\u201d durante a festa. <\/p>\n<p>A autora desses contos, a escritora americana Dorothy Parker (1893-1967) era o que se poderia chamar de convidada pouco confi\u00e1vel para qualquer evento realizado em casas da elite nova-iorquina. \u00c9 evidente em suas hist\u00f3rias que ela buscava em situa\u00e7\u00f5es do cotidiano da aristocracia americana e da nata da intelectualidade os pretextos que precisava para criar tramas com sua vis\u00e3o singular, implac\u00e1vel e muitas vezes cruel do comportamento humano. N\u00e3o devem ter sido poucos os conhecidos que se identificavam em parte nas suas narrativas e ficavam furiosos. <\/p>\n<p>Observadora atenta do comportamento humano, c\u00e9tica nata, ela tentava entrar na mente de quem lhe chamava a aten\u00e7\u00e3o para expor, quase sempre de modo nada lisonjeiro, seus pensamentos, divaga\u00e7\u00f5es, prop\u00f3sitos e ambi\u00e7\u00f5es. Muitas vezes, colocava a todos em situa\u00e7\u00f5es, no m\u00ednimo, rid\u00edculas ou tolas. Suas personagens femininas s\u00e3o f\u00fateis, carregadas de preconceito. Os homens, idiotas muitas vezes. <\/p>\n<p>O incr\u00edvel em sua biografia foi que ela se tornou conhecida antes mesmo de virar escritora, pela vis\u00e3o impiedosa e sarc\u00e1stica que se expressava publicamente, com sutileza refinada. Seu humor, cheio de deboche, era uma afronta e algo conden\u00e1vel para uma mo\u00e7a de boa fam\u00edlia, que devia seguir os recatos da boa etiqueta social, como era o seu caso. Mas ela n\u00e3o estava nem a\u00ed e, \u00e0 medida que os anos corriam, mais agu\u00e7ava sua vis\u00e3o sobre aquele mundo de hipocrisias, futilidades e vazio intelectual. <\/p>\n<p>O talento em transpor essa vis\u00e3o de mundo para o papel legitimou suas ideias como jornalista, cronista, cr\u00edtica e escritora. E lhe deu aval para continuar a aprimorar o estilo de seus contos mordazes, publicados em importantes revistas e jornais americanos e que aparece acabado e em sua excel\u00eancia no livro de contos \u201cBig Loira e Outras Hist\u00f3rias de Nova York\u201d. <\/p>\n<p>A antologia feita por Ruy Castro re\u00fane vinte hist\u00f3rias curtas, selecionadas de seu livro original \u201cThe Portable Dorothy Parker\u201d, volume com respeit\u00e1veis 600 p\u00e1ginas, editado pela primeira vez no ano de 1944. Os textos foram publicados pela autora em t\u00edtulos como \u201cVanity Fair\u201d, durante os anos de 1920 e 1930, e faziam a alegria dos leitores pelo senso de humor mordaz predominante.  Em todos eles, Parker ultrapassa a linha do tempo e se mostra atual\u00edssima, quase um s\u00e9culo depois. A explica\u00e7\u00e3o para isso \u00e9 o seu talento para ironizar  principalmente dos esnobes que det\u00eam algum tipo de poder. <\/p>\n<p>Em suas hist\u00f3rias os alvos s\u00e3o tipos que procuram o tempo todo a ostenta\u00e7\u00e3o e o esnobismo e fazem qualquer coisa para chegar ao topo, mesmo que, para isso, mintam ou criem tipos falsos. A autora, no entanto, desmascara todos eles. Recorre, para isso, a uma esp\u00e9cie de esc\u00e1rnio como ferramenta para escancarar certos pontos obscuros. Assim, exp\u00f5e o desconforto com suas pr\u00f3prias vidas, sua incapacidade de se fazer ouvir, rejei\u00e7\u00f5es amorosas etc., sem se limitar a tratar de tolices. <\/p>\n<p>Um dos melhores contos, \u201cDi\u00e1rio de Uma Dondoca de Nova York\u201d, \u00e9 um exemplo acabado de seu estilo. A trama mostra uma mo\u00e7a caricata, que adora recorrer a superlativos em seus di\u00e1logos e fazem o leitor rir por causa dos seus v\u00edcios de linguagem. Por outro lado, ela diz palavras e express\u00f5es t\u00e3o ocas que se fossem reais seria imposs\u00edvel n\u00e3o consider\u00e1-las insuport\u00e1veis. <\/p>\n<p>Em \u201cUm Telefonema\u201d, a escritora mostra a atra\u00e7\u00e3o alucinada e c\u00f4mica de uma jovem com baixa estima por um rapaz, que esconde o desespero louco dela por arranjar um marido. Em situa\u00e7\u00f5es assim, seu talento para descrever personalidade e estruturar perfis faz com que se sobreponha a sensa\u00e7\u00e3o de que os personagens pare\u00e7am pr\u00f3ximos, como se o p\u00fablico tivesse conhecido todos pessoalmente, tamanha a intimidade da autora com o tema que descreve e a verossimilhan\u00e7a que d\u00e1 a cada texto. <\/p>\n<p>Dorothy Parker veio ao mundo com o sobrenome verdadeiro Rothschild, tradicional e secular fam\u00edlia judia de Nova York. Ela nasceu prematuramente, de sete meses, em 1893. \u201cFoi a \u00faltima vez que cheguei cedo para um compromisso\u201d, brincou ela, que n\u00e3o gostava de falar do passado. Principalmente da perda da m\u00e3e, quando ela tinha cinco anos de idade. Apesar da origem religiosa, foi educada em col\u00e9gios cat\u00f3licos, o que influenciou bastante sua carreira. <\/p>\n<p>O sobrenome que a consagrou \u2013 \u201cum nome bonito, limpo\u201d \u2013 veio do primeiro de tr\u00eas casamentos, aos 24 anos, com o milion\u00e1rio Edwin Parker (1893-1933), que ganhava dinheiro como investidor da bolsa. Os dois tinham a mesma idade, mas ele morreu prematuramente, em 1933, com40 anos. Depois, casou-se duas vezes, em diferentes momentos, com o mesmo homem, o roteirista Alan Campbell (1904-1963), onze anos mais novo que ela. Queria ser m\u00e3e mas n\u00e3o conseguiu, por causa de uma s\u00e9rie de abortos espont\u00e2neos. <\/p>\n<p>Sua estreia no mundo da escrita se deu aos 18 anos, quando foi trabalhar na revista \u201cSmart Set\u201d, dirigida por ningu\u00e9m menos que o lend\u00e1rio jornalista e escritor H. L. Mencken (1880-1956). Ela logo se destacou pelo afiado senso para a s\u00e1tira e passou a alimentar pretens\u00f5es liter\u00e1rias. <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2125\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/07\/06\/as-risiveis-fraquezas-humanas-segundo-dorothy-parker\/image-465\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-19.jpeg?fit=354%2C416\" data-orig-size=\"354,416\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-19.jpeg?fit=255%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-19.jpeg?fit=354%2C416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-19.jpeg?resize=354%2C416\" alt=\"image\" width=\"354\" height=\"416\" class=\"alignnone size-full wp-image-2125\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-19.jpeg?w=354 354w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-19.jpeg?resize=255%2C300 255w\" sizes=\"auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><\/p>\n<p>No decorrer da d\u00e9cada de 1920, Dorothy Parker foi uma atuante membro do Vicious Circle (C\u00edrculo Vicioso), como era chamado o fechado grupo de escritores, humoristas e teatr\u00f3logos que se reuniam todo final de tarde no Hotel Algonquim, para intensos debates liter\u00e1rios e colocar as fofocas do meio em dia. Depois de se mudar para Hollywood, nos anos de 1930, tornou-se roteirista de filmes para v\u00e1rios est\u00fadios e estabeleceu uma s\u00f3lida carreira na \u00e1rea. <\/p>\n<p>N\u00e3o parou, por\u00e9m, de publicar contos na grande imprensa e a escrever versos. Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), por\u00e9m, retornou \u00e0 sua cidade e ao jornalismo, quando se tornou uma respeitada e temida cr\u00edtica liter\u00e1ria, pela franqueza em expor seus coment\u00e1rios bem fundamentados. Na \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o, publicou pouco: tr\u00eas livros de poemas (\u201cEnough Rope\u201d, \u201cSunset Gun\u201d e \u201cNot so Deep as a Well\u201d) e um de contos (\u201cHere Lies\u201d). Em 1944, ganhou outro status ao lan\u00e7ar o calhama\u00e7o \u201cThe Portable Dorothy Parker\u201d, com contos e poemas publicados nas duas d\u00e9cadas anteriores na imprensa. <\/p>\n<p>Durante boa parte da vida, a escritora nunca teve dificuldades financeiras. Apesar do ciclo de amizade familiar, sentia-se mais \u00e0 vontade no contato com os artistas que tornavam a vida em Nova York mais efervescente e agitada. \u201cEla foi a mais arrasadora personalidade feminina de seu tempo \u2013 uma cidade que tinha cerca de trinta grandes jornais di\u00e1rios, mais de dez importantes revistas mensais e pilhas de seman\u00e1rios, todos influentes\u201d, observa Ruy Castro, na apresenta\u00e7\u00e3o do \u00fanico livro da escritora lan\u00e7ado no Brasil e que ele tamb\u00e9m traduziu. <\/p>\n<p>Segundo o jornalista e escritor, at\u00e9 sua sombra era temida pelos que fingiam se levar a s\u00e9rio, enquanto que, ao contr\u00e1rio, era adorada pelos que fingiam n\u00e3o se levar a s\u00e9rio. \u201cEla passava como um trator sobre todos que n\u00e3o merecessem o seu respeito e admira\u00e7\u00e3o, enquanto mantinha essas reservas de admira\u00e7\u00e3o e respeito, de prefer\u00eancia, para as mulheres da Nova York do seu tempo\u201d. <\/p>\n<p>Como gastava muito, Dorothy Parker viveu os \u00faltimos anos esquecida e na pobreza, sustentada por alguns amigos adquiridos no fim de sua exist\u00eancia, como a escritora Lilian Hellman (1905-1984), vi\u00fava do roteirista e escritor de romances policiais Dashiel Hammett (1894-1961). Mesmo com a produ\u00e7\u00e3o ficcional relativamente pequena, os anos continuam a consagrar a escritora, com seus contos cheios de situa\u00e7\u00f5es ris\u00edveis, por\u00e9m dram\u00e1ticas, que rendem momentos divertidos e outros realmente comoventes, duros e cru\u00e9is. Como ocorre, \u00e0s vezes, na vida de todos n\u00f3s, muitas vezes.<\/p>\n<p>Fonte: Brasileiros.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que passa pela cabe\u00e7a de uma mulher quando ela n\u00e3o aceita o simples convite para dan\u00e7ar em um luxuoso baile? \u00c0s vezes, pode ser algo t\u00e3o cruel como um descabido desprezo por seu pretendente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2123","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-yf","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2123"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2127,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2123\/revisions\/2127"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}