{"id":21659,"date":"2019-05-08T12:46:31","date_gmt":"2019-05-08T16:46:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=21659"},"modified":"2019-05-08T12:46:31","modified_gmt":"2019-05-08T16:46:31","slug":"por-que-os-indigenas-sao-a-chave-para-proteger-a-biodiversidade-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/05\/08\/por-que-os-indigenas-sao-a-chave-para-proteger-a-biodiversidade-planetaria\/","title":{"rendered":"Por que os ind\u00edgenas s\u00e3o a chave para proteger a biodiversidade planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21660\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/05\/08\/por-que-os-indigenas-sao-a-chave-para-proteger-a-biodiversidade-planetaria\/indd\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?fit=1960%2C1204\" data-orig-size=\"1960,1204\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"indd\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?fit=300%2C184\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?fit=600%2C369\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?resize=600%2C369\" alt=\"indd\" width=\"600\" height=\"369\" class=\"alignnone size-full wp-image-21660\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?w=1960 1960w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?resize=300%2C184 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?resize=768%2C472 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?resize=1024%2C629 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?resize=488%2C300 488w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/indd.jpg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>A ONU destaca que nas terras habitadas pelos povos origin\u00e1rios o desaparecimento de esp\u00e9cies \u00e9 mais lenta que no resto do mundo<!--more--><\/p>\n<p>No El Pa\u00eds<br \/>\nNAIARA GALARRAGA GORT\u00c1ZAR<\/p>\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio da ONU que alerta sobre a velocidade com que as esp\u00e9cies est\u00e3o se extinguindo (uma de cada oito est\u00e1 amea\u00e7ada) assinala que essa destrui\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 mais lenta nas terras onde vivem os povos ind\u00edgenas do que no resto do planeta. Mas tamb\u00e9m destaca a crescente amea\u00e7a que ronda essas comunidades na forma de expans\u00e3o da agricultura, urbaniza\u00e7\u00e3o, minera\u00e7\u00e3o, novas infraestruturas&#8230; O Brasil, que abriga a maior parte da Amaz\u00f4nia e o ecossistema mais rico do mundo, \u00e9 um dos pa\u00edses onde essa amea\u00e7a \u00e9 mais evidente. Al\u00e9m dos fatores mencionados, aqui se soma o presidente. Jair Bolsonaro \u00e9 partid\u00e1rio de explorar comercialmente a Amaz\u00f4nia e assimilar os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas brasileiros s\u00e3o cerca de 800.000 (0,6% da popula\u00e7\u00e3o), est\u00e3o divididos em 225 grupos e vivem em 14% do territ\u00f3rio. Pode parecer pouca popula\u00e7\u00e3o em muita terra, mas cumprem fun\u00e7\u00f5es-chave para preservar a natureza. A especialista Nurit Bensusan, da ONG Instituto Socioambiental (ISA), detalha essas fun\u00e7\u00f5es: \u201cPor um lado, conservam a integridade das terras em que vivem e tentam, e frequentemente conseguem, evitar que entrem madeireiros, garimpeiros, grileiros&#8230; e, como sabemos que a maior amea\u00e7a \u00e0s esp\u00e9cies \u00e9 a deteriora\u00e7\u00e3o de seu meio ambiente, o papel que desempenham \u00e9 crucial\u201d. Basta olhar um mapa para ver que as \u00e1reas onde vivem os ind\u00edgenas sofrem menos desmatamento que as demais. No ano passado, o desmatamento atingiu 7.900 quil\u00f4metros quadrados, a maior \u00e1rea desde 2008.<\/p>\n<p>Mas, acrescenta a especialista, o papel dos ind\u00edgenas tem uma segunda dimens\u00e3o: \u201cPor conhecerem t\u00e3o intimamente as florestas, eles t\u00eam uma percep\u00e7\u00e3o muito antecipada, antes de todos, das mudan\u00e7as ambientais. Sabem como lidar com isso. Por exemplo, param de ca\u00e7ar em uma \u00e1rea durante um tempo\u2026 e assim aliviam o impacto antes que quaisquer outros\u201d. Os ind\u00edgenas s\u00e3o parte essencial dos alertas r\u00e1pidos e da preven\u00e7\u00e3o. Muitos vivem nas mesmas terras h\u00e1 10.000 anos, mas desde a conquista at\u00e9 os anos 1970 as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas foram dizimadas na Am\u00e9rica e muitas etnias se extinguiram. A Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) lembra que isso era considerado uma \u201cconting\u00eancia hist\u00f3rica, algo inevit\u00e1vel\u201d. Uma abordagem que mudou nas \u00faltimas d\u00e9cadas, quando os povos ind\u00edgenas come\u00e7aram a ser oficialmente protegidos. Mas o problema se agravou porque agora, no Brasil, a amea\u00e7a vem do topo do poder pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Bolsonaro, um militar da reserva de extrema direita que na campanha eleitoral combateu a defesa do meio ambiente, segue nessa linha desde que assumiu o poder, em 1\u00ba de janeiro. Desistiu de abandonar o Acordo de Paris contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica (porque foi advertido de que isso afetaria as exporta\u00e7\u00f5es para a Europa), mas tomou uma s\u00e9rie de decis\u00f5es de reorganiza\u00e7\u00e3o ministerial e nomea\u00e7\u00f5es, entre outras, que causam profunda preocupa\u00e7\u00e3o no mundo ambientalista brasileiro. E tamb\u00e9m no estrangeiro. Nada menos que 600 cientistas europeus pediram na semana passada que a Uni\u00e3o Europeia aproveite as negocia\u00e7\u00f5es comerciais com o Brasil para pressionar o presidente e refor\u00e7ar a luta contra o desmatamento.<\/p>\n<p>Para o Greenpeace, estes quatro meses de Governo Bolsonaro significaram \u201co desmantelamento n\u00e3o s\u00f3 da legisla\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m das estruturas (administrativas) que garantem a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e dos povos ind\u00edgenas, com mudan\u00e7as nos or\u00e7amentos, desautoriza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de combate do desmatamento&#8230;\u201d, explica Tica Minami, diretora de campanhas do Greenpeace no Brasil. Um dos primeiros decretos do presidente retirou da Funai a compet\u00eancia para demarcar as terras ind\u00edgenas, transferindo-a para o Minist\u00e9rio da Agricultura, que sempre esteve na \u00f3rbita da ind\u00fastria agropecu\u00e1ria, mas agora \u00e9 comandado por uma representante desse setor. A ministra Tereza Cristina Dias era a l\u00edder da bancada parlamentar do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>\u201cEste Governo n\u00e3o identificou, declarou nem homologou uma \u00fanica terra ind\u00edgena\u201d, denunciam o ISA e o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio, vinculado \u00e0 Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, em um comunicado. O dirigente ind\u00edgena Dinamam Tux\u00e1 afirma nesse comunicado, divulgado segunda-feira, que \u201cassim foram quatro meses de um Governo genocida que tem quatro anos pela frente\u201d. Ele ressalta que, em caso de disputa, se o Governo n\u00e3o atua para \u201cmediar ou garantir os direitos, quem leva a pior parte \u00e9 o povo ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n<p>Os povos ind\u00edgenas t\u00eam um cap\u00edtulo pr\u00f3prio na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, que reconhece seu direito sobre as terras que habitam. Eles j\u00e1 estavam l\u00e1 antes da chegada dos colonizadores e da funda\u00e7\u00e3o do Estado do Brasil. E, na atual legislatura, t\u00eam uma representante no Congresso federal, a advogada Jo\u00eania Wapichana.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas semanas, o chefe do Executivo recebeu um pequeno grupo de representantes dos ind\u00edgenas no Pal\u00e1cio do Planalto, \u00e0s v\u00e9speras da marcha anual dessas comunidades, para reivindicar seus direitos, al\u00e9m de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Bolsonaro afirmou a seus interlocutores que eles vivem em terras riqu\u00edssimas e que a explora\u00e7\u00e3o delas renderia uma fortuna.<\/p>\n<p>O que acontece no Brasil \u00e9 fundamental porque tem efeitos no resto do mundo, j\u00e1 que o pa\u00eds tem a maior floresta tropical e o ecossistema mais rico do planeta. Mas o pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edder em assassinatos de ativistas ambientalistas. Com as pol\u00edticas de Bolsonaro, \u201co Brasil deixa de cumprir seu papel na luta global contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, sentencia Minami.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ONU destaca que nas terras habitadas pelos povos origin\u00e1rios o desaparecimento de esp\u00e9cies \u00e9 mais lenta que no resto do mundo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21659","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-5Dl","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21659"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21661,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21659\/revisions\/21661"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}