{"id":21908,"date":"2019-05-26T11:02:38","date_gmt":"2019-05-26T15:02:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=21908"},"modified":"2019-05-26T11:02:38","modified_gmt":"2019-05-26T15:02:38","slug":"por-que-voce-curtiu-como-funciona-o-mecanismo-para-capturar-sua-atencao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/05\/26\/por-que-voce-curtiu-como-funciona-o-mecanismo-para-capturar-sua-atencao\/","title":{"rendered":"Por que voc\u00ea curtiu: como funciona o mecanismo para capturar sua aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21909\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/05\/26\/por-que-voce-curtiu-como-funciona-o-mecanismo-para-capturar-sua-atencao\/2f913548-9a1c-4e50-afdb-bf927f3750a9\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?fit=980%2C557\" data-orig-size=\"980,557\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?fit=300%2C171\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?fit=600%2C341\" class=\"alignnone size-full wp-image-21909\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?resize=600%2C341\" alt=\"2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9\" width=\"600\" height=\"341\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?w=980 980w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?resize=300%2C171 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?resize=768%2C437 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2F913548-9A1C-4E50-AFDB-BF927F3750A9.jpeg?resize=528%2C300 528w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Somos mais propensos a prestar aten\u00e7\u00e3o a fotos com rostos humanos e conte\u00fado que desperta emo\u00e7\u00f5es intensas. \u00c9 assim que funcionam os mecanismos de nossas rea\u00e7\u00f5es \u2018online\u2019<!--more--><\/p>\n<p>No El Pa\u00eds<\/p>\n<p>RAQUEL SECO<\/p>\n<p>Uma rea\u00e7\u00e3o online \u00e9 um cora\u00e7\u00e3o, um polegar para cima ou um coment\u00e1rio. Pode significar &#8220;oi&#8221;, &#8220;gosto disto&#8221; ou &#8220;gosto de voc\u00ea&#8221;, ou &#8220;voc\u00ea est\u00e1 certo&#8221; ou &#8220;te mando um abra\u00e7o&#8221;. Tamb\u00e9m &#8220;mais gente deveria ver isto&#8221;, porque estamos dando uma esp\u00e9cie de cutucada c\u00famplice no algoritmo que prioriza conte\u00fados de acordo com a nossa resposta: &#8220;Ei, tome nota, este tipo de coisa me interessa&#8221;.<\/p>\n<p>A obsess\u00e3o com as m\u00e9tricas da Internet, com o n\u00famero de seguidores que dizem curti, nos conduz a um comportamento compulsivo, competitivo e ansioso, e nos empurra a criar mais e mais conte\u00fado buscando uma ideia opaca de sucesso social. Para combater esse desejo louco de curtidas, o artista Benjamin Grosser oferece um software que oculta todas as cifras nas redes sociais, com a inten\u00e7\u00e3o de conter &#8220;os danos \u00e0 sa\u00fade mental, \u00e0 privacidade e \u00e0 democracia&#8221;, que, segundo ele, o Facebook, o Twitter e o Instagram provocam.<\/p>\n<p>Assim, &#8220;25 pessoas curtiram isto&#8221; se converte em &#8221; people like this &#8221; (pessoas gostaram disto, mas n\u00e3o sabemos quantas). O trabalho art\u00edstico de Grosser, surgido em 2012, acabou se tornando vision\u00e1rio. H\u00e1 um m\u00eas o Instagram anunciou que est\u00e1 experimentando ocultar o n\u00famero de rea\u00e7\u00f5es \u00e0s fotos &#8220;para que os seguidores se concentrem no que \u00e9 compartilhado\u201d.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o usa redes sociais, isto pode parecer um fato irrelevante, mas para milh\u00f5es de pessoas ser\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o na forma como consomem conte\u00fado na Internet, em que as curtidas, como tamb\u00e9m os coment\u00e1rios e a quantidade de vezes em que a mensagem \u00e9 compartilhada, s\u00e3o uma linguagem em si mesma.<\/p>\n<p>Nossas curtidas n\u00e3o s\u00e3o inocentes. T\u00eam inten\u00e7\u00e3o e significado, est\u00e3o ligadas \u00e0 necessidade humana de obter uma identidade e pertencer ao grupo. Ao interagir com um conte\u00fado, procuramos v\u00e1rias coisas. O mais importante \u00e9 o reconhecimento social. Isto \u00e9, &#8220;quero mostrar que sou uma pessoa informada que acompanha a m\u00eddia internacional&#8221; ou &#8220;quero que meus amigos e conhecidos saibam que sou feminista&#8221;. Queremos construir uma imagem p\u00fablica que se encaixe nos nossos c\u00edrculos e que nos proporcione uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e certa recompensa: mais seguidores; que algu\u00e9m que admiramos saiba de nossa exist\u00eancia; ou um refor\u00e7o positivo na forma de curtidas com a consequente descarga de dopamina.<\/p>\n<p>Mas qu\u00e3o generosos n\u00f3s nos mostramos quando se trata de dar aplausos? Isso depende, e muito, da ferramenta que usamos, diz Gillian Brooks, pesquisadora de marketing da Universidade Oxford. No celular, basta um simples clique pregui\u00e7oso do sof\u00e1 para presentear um curti. A idade e o sexo influem: no Instagram os millennials economizam mais do que, por exemplo, mulheres de meia-idade no Facebook, porque &#8220;eles est\u00e3o mais preocupados com seu capital social&#8221; (sua reputa\u00e7\u00e3o digital) do que os demais grupos demogr\u00e1ficos, afirma Brooks.<\/p>\n<p>Na Internet tamb\u00e9m interagimos com conte\u00fado porque queremos ser \u00fateis. Ao encontrar algo relevante, nos transformamos em &#8220;DJs da informa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Matthew Lieberman, pesquisador em neuroci\u00eancia. N\u00e3o pensamos apenas no que queremos ouvir, mas temos em mente o p\u00fablico na pista. Por isso, o que marcamos com um cora\u00e7\u00e3o ou compartilhamos \u00e0s vezes n\u00e3o corresponde com o que consumimos. Isto explica que nem sempre os conte\u00fados com mais intera\u00e7\u00f5es coincidem com os mais lidos. N\u00e3o lemos 59% dos links que distribu\u00edmos no Twitter, de acordo com um estudo de 2016 da Microsoft Research, Instituto Nacional de Pesquisas em Inform\u00e1tica e Automa\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a (INRIA) e Universidade Col\u00fambia (EUA).<\/p>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<h3>Emo\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Qualquer pessoa que tenha trabalhado em redes sociais enfrentou o temido pedido (ou ordem, nos piores casos): &#8220;Isto tem que se tornar viral&#8221;. Conv\u00e9m explicar, primeiro, a natureza do viral. A jornalista Delia Rodr\u00edguez o descreve em <em>Memecracia<\/em>(Editora Planeta, 2013, Espanha): &#8220;Popular n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de viral. <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/05\/17\/cultura\/1558109281_822792.html\">O popular \u00e9 como um envenenamento da \u00e1gua da comunidade<\/a>: todos s\u00e3o alcan\u00e7ados diretamente, em uma \u00fanica etapa. O viral \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o que se espalha de um para outro e outro mais. Embora o n\u00famero final de doentes possa ser o mesmo, o processo \u00e9 muito diferente. Um \u00e9 a televis\u00e3o, o com\u00edcio, o direto. O outro \u00e9 o rumor, cadeias de e-mail, o exponencial&#8221;.<\/p>\n<p>Explicar a um chefe que n\u00e3o podemos garantir a viraliza\u00e7\u00e3o, que o sucesso ou o fracasso depende, entre muitos outros fatores, de algoritmos que mudam (\u00e0s vezes, sem aviso), em muitas ocasi\u00f5es \u00e9 in\u00fatil de t\u00e3o complicado. E ainda por cima d\u00e1 a impress\u00e3o de que voc\u00ea n\u00e3o sabe como fazer o seu trabalho. Mas h\u00e1 uma pergunta-chave que quase todo mundo entende, e que pode repercutir em como funciona uma hist\u00f3ria \u2013 se cumpre requisitos como canal, p\u00fablico e momento apropriado &#8230;, e se os ventos do imprevis\u00edvel algoritmo sopram favor\u00e1veis: que emo\u00e7\u00e3o o que voc\u00ea oferece provoca? Uma jornalista de um \u00f3rg\u00e3o de m\u00eddia digital conta como se pedia ao redatores que pensassem especificamente sobre o sentimento que cada publica\u00e7\u00e3o transmitia, antes de lan\u00e7\u00e1-la: esperan\u00e7a, surpresa, raiva &#8230; O ponto-chave n\u00e3o \u00e9 que a emo\u00e7\u00e3o seja positiva ou negativa, mas intensa. Melhor euforia ou raiva do que calma. Entra em jogo, claro, a rede social, porque o Twitter e o Facebook tendem a ser campos f\u00e9rteis para a indigna\u00e7\u00e3o, enquanto o Instagram recebe especialmente bem mensagens inspiradoras ou esperan\u00e7osas.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos a publicidade est\u00e1 atenta \u00e0 import\u00e2ncia vital da emo\u00e7\u00e3o. Em um mercado interconectado, com muitos produtos similares, \u00e9 preciso atrair um consumidor saturado. Tom Meyvis, professor da escola de neg\u00f3cios da Universidade de Nova York, lembra que antes os <em>banners<\/em> (an\u00fancios na web) atra\u00edam com movimento e reprodu\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, mas hoje n\u00e3o funcionam. Desenvolvemos \u201ccegueira de banners\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/05\/24\/ideas\/1558709847_170516_1558710752_sumario_normal.jpg?resize=600%2C367&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/05\/24\/ideas\/1558709847_170516_1558710752_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/05\/24\/ideas\/1558709847_170516_1558710752_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/05\/24\/ideas\/1558709847_170516_1558710752_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Escultura com um s\u00edmbolo de 'like' em Mil\u00e3o, em mar\u00e7o.\" width=\"600\" height=\"367\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Escultura com um s\u00edmbolo de &#8216;like&#8217; em Mil\u00e3o, em mar\u00e7o.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">EMANUELE CREMASCHI<\/span> <span class=\"foto-agencia\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u00c9 nesse contexto de supersatura\u00e7\u00e3o e cegueira que <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/02\/26\/opinion\/1551213654_969126.html\">a emo\u00e7\u00e3o funciona<\/a>. A propaganda j\u00e1 n\u00e3o nos diz que um detergente deixa mais limpo, mas nos remete \u00e0 nostalgia pelo cheiro da inf\u00e2ncia. E as tend\u00eancias na Internet, antes direcionadas ao aspiracional e inating\u00edvel, retornam ao conte\u00fado aparentemente caseiro, \u00e0 vulnerabilidade e a uma comunica\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima. Quem dita tend\u00eancia \u2013os <em>influencers\u2013<\/em> \u00e9 a resposta para a satura\u00e7\u00e3o e a perda de interesse nas marcas, diz Gillian Brooks, de Oxford. Interagir com pessoas parece mais \u00edntimo e confi\u00e1vel do que fazer isso com uma empresa. Constr\u00f3i-se uma rela\u00e7\u00e3o emocional com elas, embora fa\u00e7am, precisamente, publicidade para uma empresa.<\/p>\n<h3>Vigiando nosso c\u00e9rebro<\/h3>\n<p>O neuromarketing ou &#8220;neuroci\u00eancia do consumidor&#8221; \u00e9 uma das t\u00e9cnicas que tentam desvendar os mecanismos pelos quais prestamos aten\u00e7\u00e3o. A multiplica\u00e7\u00e3o da oferta <em>online<\/em> implica uma sobrecarga de informa\u00e7\u00e3o para nossos c\u00e9rebros, cuja capacidade de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada, de modo que essas disciplinas apontam diretamente para a mente, evitando respostas subjetivas e imprecisas. Usam t\u00e9cnicas como o <em>eyetracking<\/em> (acompanhamento do movimento dos olhos na tela); a medi\u00e7\u00e3o da resposta galv\u00e2nica da pele (GSR), que detecta o suor nas m\u00e3os para medir a resposta emocional; a eletroencefalografia (EEG), que mede a atividade cerebral e o n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o; ou o reconhecimento facial de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O neuromarketing confirma, entre outras coisas, que na Internet agimos rapidamente. Nosso olhar se move a toda velocidade do canto superior esquerdo da tela para baixo e \u00e0 direita, exatamente como quando lemos \u2013embora isto varie em culturas que escrevem da direita para a esquerda\u2013, e faz isso mais r\u00e1pido do que no papel. At\u00e9 mesmo os leitores vorazes de livros leem superficialmente na tela, fixando-se nas manchetes e destaques, diz Ingrit Moya, coordenadora do mestrado em Neuromarketing da Universidade Complutense de Madri. Qu\u00e3o r\u00e1pido reagimos? Podemos clicar em um an\u00fancio em 0,1 segundo, de acordo com um informativo no <em>Journal of Marketing Research<\/em> (2012), dependendo do tempo que levamos para identificar a utilidade do produto e tamb\u00e9m do que estamos fazendo (n\u00e3o \u00e9 o mesmo estar comprando roupas do que lendo not\u00edcias).<\/p>\n<p>H\u00e1 outras t\u00e9cnicas para captar nosso olhar no mostru\u00e1rio infinito da Internet. Estamos condicionados a prestar aten\u00e7\u00e3o em rostos humanos, especialmente quando nos olham diretamente (estudos de <em>eyetracking detectaram<\/em> <em>que<\/em> os olhos e as bocas, acima de tudo, atraem nosso olhar). Uma pesquisa de 2014 do Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia (EUA) concluiu que as imagens do Instagram com rostos recebem, em m\u00e9dia, 38% a mais de curtidas. Voc\u00ea pode fazer o teste: qual o \u00eaxito de sua foto art\u00edstica de uma paisagem e o da sua \u00faltima <em>selfie<\/em>? Depende tamb\u00e9m do quanto voc\u00ea \u00e9 bonito. Estudos do in\u00edcio dos anos 2000 conclu\u00edram que a maioria de n\u00f3s se interessa mais por fotos do sexo oposto, especialmente se forem atraentes para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Somos atra\u00eddos por outros elementos por raz\u00f5es evolutivas, diz Tom Meyvis, da NYU, como as cores \u2013associamos vermelho a emerg\u00eancias\u2013 e o que se movimenta \u2013o v\u00eddeo ganha cada vez mais importante. Com o senso de urg\u00eancia ao qual reagimos instintivamente opera uma das ferramentas mais poderosas: as notifica\u00e7\u00f5es, com frequ\u00eancia em forma de ponto vermelho. &#8220;S\u00e3o baratas, e \u00e9 dif\u00edcil desativ\u00e1-las em muitos aplicativos&#8221;, diz, por telefone, Anastasia Dedyukhina, fundadora da empresa que educa em minimalismo digital Consciously Digital e autora do livro <em>Homo Distractus<\/em>. &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o sabe o que eles cont\u00eam e sempre quer que sejam \u00fateis ou interessantes.&#8221;<\/p>\n<p>Mas pode haver um limite para essa enxurrada de est\u00edmulos. Nossos c\u00e9rebros est\u00e3o se adaptando ao uso constante do celular e \u00e0s descargas de dopamina que sentimos com um <em>curti<\/em> ou com a resposta a uma mensagem, observa Dedyukhina. Ela decidiu cortar em prol da sa\u00fade, trocando seu celular por um b\u00e1sico, apenas para liga\u00e7\u00f5es. Os que pensam em se afastar das telas, em meio a essa batalha pela aten\u00e7\u00e3o e o tempo, hoje s\u00e3o uma legi\u00e3o. Um dos especialistas mais reconhecidos em aten\u00e7\u00e3o na Internet, Nir Eyal, publicou em 2014 o livro <em>Hooked: How to Build Habit-Forming Products<\/em> <em>(Fisgado<\/em>: <em>como construir produtos e servi\u00e7os que formam h\u00e1bitos)<\/em>. Seu novo trabalho, editado este ano, \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Indistractable-Control-Your-Attention-Choose\/dp\/194883653X\"><em>Indistractable: How to Control Your Attention and Choose Your Life<\/em> (<\/a>\u201cIndistra\u00edvel\u201d: como controlar sua aten\u00e7\u00e3o e escolher sua vida). Fiquem atentos \u00e0 mudan\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-trust\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos mais propensos a prestar aten\u00e7\u00e3o a fotos com rostos humanos e conte\u00fado que desperta emo\u00e7\u00f5es intensas. \u00c9 assim que funcionam os mecanismos de nossas rea\u00e7\u00f5es \u2018online\u2019<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21908","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-5Hm","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21908"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21908\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21910,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21908\/revisions\/21910"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}