{"id":2236,"date":"2016-07-11T09:07:12","date_gmt":"2016-07-11T13:07:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=2236"},"modified":"2016-07-11T09:07:12","modified_gmt":"2016-07-11T13:07:12","slug":"distrito-de-nazare-sediara-conferencia-do-comite-internacional-para-uma-nova-museologia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/07\/11\/distrito-de-nazare-sediara-conferencia-do-comite-internacional-para-uma-nova-museologia\/","title":{"rendered":"Distrito de Nazar\u00e9 sediar\u00e1 Confer\u00eancia do Comit\u00ea Internacional para uma Nova Museologia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2237\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/07\/11\/distrito-de-nazare-sediara-conferencia-do-comite-internacional-para-uma-nova-museologia\/image-502\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-54.jpeg?fit=570%2C246\" data-orig-size=\"570,246\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-54.jpeg?fit=300%2C129\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-54.jpeg?fit=570%2C246\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-54.jpeg?resize=570%2C246\" alt=\"image\" width=\"570\" height=\"246\" class=\"alignnone size-full wp-image-2237\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-54.jpeg?w=570 570w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-54.jpeg?resize=300%2C129 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/p>\n<p>A escolha foi feita durante a \u00faltima confer\u00eancia do MINOM que aconteceu em Cuba na cidade de La Havana em outubro de 2014. Nazar\u00e9 sediar\u00e1 o primeiro museu ribeirinho do Estado de Rond\u00f4nia que tem como base os pressupostos da museologia social. <!--more--><\/p>\n<p>A iniciativa parte da comunidade com apoio da Universidade Federal de Rond\u00f4nia por meio do Programa de incentivo a Extens\u00e3o Universit\u00e1ria \u2013 PROEXT que \u00e9 financiado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nazar\u00e9 \u00e9 rica de hist\u00f3rias e de mem\u00f3rias seus moradores seguem suas rotinas di\u00e1rias acreditando nos preceitos passados por seus pais, respeitando a natureza e tudo que dela prov\u00e9m. As gera\u00e7\u00f5es que se formam aqui herdam costumes, tradi\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as que merecem valoriza\u00e7\u00e3o e respeito, n\u00e3o s\u00f3 por que s\u00e3o ribeirinhas, mas por que nos ajudam a conhecer um pouco mais de nosso pa\u00eds e de nossa cultura e hist\u00f3ria. Amplamente articulados com a vida da cidade, criam estrat\u00e9gias que os mant\u00e9m culturalmente vivos e din\u00e2micos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2239\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/07\/11\/distrito-de-nazare-sediara-conferencia-do-comite-internacional-para-uma-nova-museologia\/image-503\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-55.jpeg?fit=679%2C960\" data-orig-size=\"679,960\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-55.jpeg?fit=212%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-55.jpeg?fit=600%2C848\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-55.jpeg?resize=600%2C848\" alt=\"image\" width=\"600\" height=\"848\" class=\"alignnone size-full wp-image-2239\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-55.jpeg?w=679 679w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/image-55.jpeg?resize=212%2C300 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Diante da necessidade de fortalecer as pr\u00e1ticas tradicionais e a mem\u00f3ria dos povos e comunidades que vivem na \u201cbeira\u201d do Baixo Rio Madeira, com destaque para os modos de ser e de viver iniciou-se uma ampla articula\u00e7\u00e3o a fim de tornar vi\u00e1vel a ideia de constru\u00e7\u00e3o do museu e de criar meios para discutir como a mem\u00f3ria e o patrim\u00f4nio podem contribuir para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e com a garantia de direitos.<\/p>\n<p>A proposta que apresentamos para a Confer\u00eancia em 2016 \u00e9 baseada na ideia da colabora\u00e7\u00e3o onde os membros do MINOM tem a possibilidade de contribuir com a comunidade ribeirinha apostando na troca de ideias, na constru\u00e7\u00e3o de conhecimento conjunto que resultem na proposi\u00e7\u00e3o de encaminhamentos \u00fateis e pass\u00edveis de aplica\u00e7\u00e3o para as demandas mais urgentes.<\/p>\n<p>Os membros inscritos para a confer\u00eancia ser\u00e3o divididos em Grupos de Trabalho e os debates e encontros ter\u00e3o como principal objetivo o encaminhamento de solu\u00e7\u00f5es, sugest\u00f5es e ideias para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas que ser\u00e3o identificados previamente pela comunidade. \u00c9 importante dizer que n\u00e3o temos ilus\u00f5es a ponto de imaginar que estas solu\u00e7\u00f5es ou ideias resolver\u00e3o os problemas da comunidade, no entanto, sabemos que podem gerar mudan\u00e7as e possibilidades de inova\u00e7\u00e3o em variados seguimentos.<\/p>\n<p>INFRAESTRUTURA<\/p>\n<p>Nazar\u00e9 possui tr\u00eas pousadas com acomoda\u00e7\u00f5es simples e acolhedoras com capacidade para cerca de 30 pessoas. Acampamentos podem ser montados nas duas escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio com capacidade e estrutura para acomodar aqueles que tiverem interesse em colaborar. Possui um restaurante com o melhor tempero do Madeira, como \u00e9 conhecido e tamb\u00e9m disp\u00f5e de galp\u00f5es onde s\u00e3o realizadas as festas comunit\u00e1rias. Sua regi\u00e3o \u00e9 tranquila e acomoda com seguran\u00e7a cerca de 50 pessoas no m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>A Confer\u00eancia contribuir\u00e1 para que seus membros exercitem a pr\u00e1tica da museologia social em Nazar\u00e9 e construam com seus moradores conhecimentos que propiciem o enfrentamento das quest\u00f5es sociais locais.<\/p>\n<p>CONTEXTUALIZA\u00c7\u00c3O HIST\u00d3RICA DA REGI\u00c3O<\/p>\n<p>O Estado de Rond\u00f4nia contabiliza uma s\u00e9rie de ciclos econ\u00f4micos que despertaram o interesse e a procura por suas terras (SILVA, 1991). Imigrantes sedentos por mudan\u00e7as em suas condi\u00e7\u00f5es de vida, muitas vezes totalmente prec\u00e1ria, abandonavam suas fam\u00edlias em busca de oportunidades de crescimento e mesmo de sobreviv\u00eancia. O extrativismo do l\u00e1tex denominado ciclo da borracha que se estendeu desde fins do s\u00e9culo XIX, durante o primeiro ciclo e mesmo depois da d\u00e9cada de 1940 no chamado segundo ciclo da borracha. Em ambos os casos, nordestinos em maioria chegam a Rond\u00f4nia em busca do \u201couro branco\u201d (RIBEIRO, 1995) a fim de minimizar os sofrimentos causados pelas sucessivas secas no Sert\u00e3o Nordestino.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Madeira Mamor\u00e9, intimamente relacionada com o ciclo econ\u00f4mico da borracha, somada a implanta\u00e7\u00e3o das linhas telegr\u00e1ficas no interior do Estado coordenada por Marechal Rondon tamb\u00e9m foram respons\u00e1veis por ciclos migrat\u00f3rios expressivos para Rond\u00f4nia nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. A partir da d\u00e9cada de 1960, movimentos em busca por metais como a cassiterita e ouro tamb\u00e9m foram respons\u00e1veis por ciclos econ\u00f4micos migrat\u00f3rios consider\u00e1veis. Atualmente os grandes empreendimentos de energia el\u00e9trica s\u00e3o os respons\u00e1veis por mais um ciclo econ\u00f4mico no Estado de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>A chegada dos imigrantes em busca de oportunidades foi seguida de grandes frustra\u00e7\u00f5es, uma vez que os ciclos econ\u00f4micos tiveram in\u00edcio, meio e fim mais pr\u00f3ximos que poderiam suspeitar. Al\u00e9m disso, os entraves foram de todas as naturezas, desde a situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil vivenciada pelo contato direto com a floresta e com as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho proposta pelos empregadores da borracha (FONSECA, 2003). Diante disso, muitos imigrantes n\u00e3o puderam retornar para suas terras quando o decl\u00ednio do ciclo da borracha come\u00e7ou a castigar seus sonhos. Assim, permaneceram e juntos com os povos origin\u00e1rios da floresta, os \u00edndios, formaram um \u201cpovo novo\u201d (DARCY, 2006).<\/p>\n<p>Segundo Darcy Ribeiro esta miscigena\u00e7\u00e3o ocorre no Brasil desde o per\u00edodo colonial e pode ser observada entre \u00edndios, negros e brancos. Os \u00edndios em contato com os brancos, provenientes da regi\u00e3o nordeste majoritariamente, encontraram meios de se reinventar enquanto pessoas, construindo um estilo de vida que optou por uma rela\u00e7\u00e3o respeitosa com a floresta retirando dela somente o necess\u00e1rio para a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Os ribeirinhos ou beradeiros, respons\u00e1veis pelo \u201cmodo de vida dos povos da floresta\u201d s\u00e3o frutos desta miscigena\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Todos os conhecimentos produzidos por estes povos s\u00e3o respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o de sua identidade e cultura consolidada por meio de muita resist\u00eancia, principalmente por parte dos \u00edndios em preservar suas culturas originais e por parte dos nordestinos, em maioria, a necessidade de sobreviver na selva (RESENDE, 2013).<\/p>\n<p>Os povos ribeirinhos lidam constantemente com a falta de percep\u00e7\u00e3o, por parte dos \u201cnovos povoadores\u201d como diria Darcy Ribeiro, das especificidades de seus modos de vida, com a falta de valoriza\u00e7\u00e3o e respeito de sua cultura e identidade cabocla e ind\u00edgena. Convivem com aqueles que veem na floresta uma \u00e1rea imensa de grandes pastagens ou grandes plantios comerciais (RIBEIRO, 2006). <\/p>\n<p>A pouca sensibilidade para perceber a rela\u00e7\u00e3o de troca existente entre os povos beradeiros e a mata, faz com que os conflitos de interesses esbarrem quase sempre nesta incompatibilidade de ideias e de perspectivas de vida. Esta vis\u00e3o de mundo que preserva o solo, a terra para desfrut\u00e1-la usufruindo daquilo que \u00e9 necess\u00e1rio a sobreviv\u00eancia respeitando as din\u00e2micas e os limites da natureza n\u00e3o \u00e9 compreendida pelos argumentos desmedidos e mais radicais do progresso e do crescimento da economia.<\/p>\n<p>Ao longo do Baixo e M\u00e9dio Rio Madeira existem cerca de 23 comunidades, a jusante da Usina Hidrel\u00e9trica Santo Ant\u00f4nio, agrupadas em cinco distritos ou regi\u00f5es: Distrito de Calama: Calama, Nova Esperan\u00e7a e Papagaios; Distrito de Nazar\u00e9: Boa Vit\u00f3ria, Nazar\u00e9, Santa Catarina e Tira Fogo; Distrito de S\u00e3o Carlos: Bom Serazinho, Brasileira, Cuni\u00e3, Curicacas, S\u00e3o Carlos e Terra Ca\u00edda; Regi\u00e3o de Cujubim: Bom Jardim, Cujubim Grande, Cujubinzinho, Itaco\u00e3, Mutuns e S\u00e3o Miguel; Regi\u00e3o de Porto Velho: Belmont, Boa F\u00e9, Maravilha e Niteroi. As comunidades que comp\u00f5em estas regi\u00f5es possuem em m\u00e9dia uma popula\u00e7\u00e3o que varia entre 80 moradores, como em Nova Esperan\u00e7a, e 500 moradores como em S\u00e3o Miguel.<\/p>\n<p>Em levantamento feito pelo projeto Ecos do Rio Madeira: participa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento sustent\u00e1vel, no \u00e2mbito do Programa Ambiental da Usina Hidrel\u00e9trica Santo Ant\u00f4nio, foram identificadas em linhas gerais algumas refer\u00eancias culturais destas comunidades. No entanto, como n\u00e3o era o objetivo fim do projeto, apresenta informa\u00e7\u00f5es bastante superficiais diante do potencial cultural da regi\u00e3o. O registro aponta que em todas as comunidades podem ser encontradas manifesta\u00e7\u00f5es culturais como festejos, Pontos de Cultura, contadoras de lendas e hist\u00f3rias, poesia, m\u00fasica e muitas outras.<\/p>\n<p>Diante das v\u00e1rias dificuldades impostas diariamente, os povos ribeirinhos seguem construindo estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia econ\u00f4mica, social e cultural. De maneira direta s\u00e3o retirados de suas regi\u00f5es de origem, locais de onde retiram seu sustento e persistem com seus modos de vida. Essa mudan\u00e7a significa para os povos ribeirinhos uma grande possibilidade de perder a identidade que os une, abalando os modos de vida seus saberes e fazeres mais tradicionais. <\/p>\n<p>Assim, empreender iniciativas que aliem o conhecimento produzido nas universidades aos conhecimentos produzidos por estes povos, com o objetivo de fortalecer a identidade cultural dos mesmos, se faz urgente e necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de valorizar a import\u00e2ncia da cultura material e imaterial dos povos da floresta amaz\u00f4nica, em especial, dos povos ribeirinhos e de compreender a necessidade de projetos voltados para a defesa destes patrim\u00f4nios, a chegada das Usinas Hidrel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau e a recente devasta\u00e7\u00e3o causada pela cheia do Rio Madeira nos meses de janeiro, fevereiro e mar\u00e7o de 2014, torna o surgimento de iniciativas de mem\u00f3ria imprescind\u00edveis para manter a dignidade destes afetados empreendendo a\u00e7\u00f5es que promovam o fortalecimento de suas identidades e territorialidades contribuindo diretamente com a diminui\u00e7\u00e3o dos problemas sociais mais urgentes enfrentados pelos povos ribeirinhos.<\/p>\n<p>Estas popula\u00e7\u00f5es extremamente vulner\u00e1veis e suscet\u00edveis \u00e0s varia\u00e7\u00f5es do Rio foram fortemente abaladas pela cheia. Muitas fam\u00edlias perderam suas planta\u00e7\u00f5es, seus animais e todos os objetos que possu\u00edam, tendo muitas dificuldades em retomar a rotina di\u00e1ria. <\/p>\n<p>As crian\u00e7as ficaram meses sem escola e contando com as a\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas de grupos de volunt\u00e1rios e tamb\u00e9m de programas de governo em car\u00e1ter de emerg\u00eancia para minimizar os abalos sofridos. No entanto, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente de calamidade e estas popula\u00e7\u00f5es ir\u00e3o retomar as suas atividades e necessitam de apoio para se reerguerem e reerguerem suas casas e planta\u00e7\u00f5es, assim como reerguerem sua identidade cultural. <\/p>\n<p>O registro dos patrim\u00f4nios e a consequente valoriza\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias, saberes e fazeres dos grupos constitui-se como uma medida urgente que deve estar aliada as demais necessidades a fim de fortalec\u00ea-los para a constru\u00e7\u00e3o de futuros poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Texto: MARCELLE PEREIRA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escolha foi feita durante a \u00faltima confer\u00eancia do MINOM que aconteceu em Cuba na cidade de La Havana em outubro de 2014. 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