{"id":22403,"date":"2019-06-19T10:07:50","date_gmt":"2019-06-19T14:07:50","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=22403"},"modified":"2019-06-19T10:07:50","modified_gmt":"2019-06-19T14:07:50","slug":"dor-e-gloria-lembrancas-luminosas-de-almodovar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/06\/19\/dor-e-gloria-lembrancas-luminosas-de-almodovar\/","title":{"rendered":"DOR E GL\u00d3RIA \u2013 LEMBRAN\u00c7AS LUMINOSAS DE ALMOD\u00d3VAR"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"22404\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/06\/19\/dor-e-gloria-lembrancas-luminosas-de-almodovar\/dor\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?fit=1008%2C567\" data-orig-size=\"1008,567\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"dor\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?fit=600%2C338\" class=\"alignnone size-full wp-image-22404\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?resize=600%2C338\" alt=\"dor\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?w=1008 1008w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?resize=768%2C432 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dor.jpg?resize=533%2C300 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Intelig\u00eancia e sensibilidade marcam filme que traduz vulnerabilidade f\u00edsica do diretor e de Banderas<!--more--><\/p>\n<p>Na Revista Piau\u00ed &#8211; A estreia entre n\u00f3s de Dor e Gl\u00f3ria, 21\u00ba filme de Pedro Almod\u00f3var, mestre do cinema em plena atividade, deveria ser saudada com fanfarras e fogos de artif\u00edcio. Tendo se tornado cada vez mais raro encontrar o que valha a pena assistir no circuito, a cada semana, quando isso ocorre, roj\u00f5es deveriam ser disparados, enquanto bandas de sopro e percuss\u00e3o sairiam pelas ruas da cidade com um arauto \u00e0 frente anunciando a boa-nova \u2013 para alegria geral chegou \u00e0s telas uma manifesta\u00e7\u00e3o valiosa de intelig\u00eancia e sensibilidade.<\/p>\n<div class=\"post-inner\">\n<p>Em setembro, Almod\u00f3var completar\u00e1 70 anos \u2013 idade prop\u00edcia para reelaborar reminisc\u00eancias biogr\u00e1ficas e experi\u00eancias pessoais, al\u00e9m de se apropriar de lembran\u00e7as alheias e dar asas \u00e0 pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o procedimento que constitui a subst\u00e2ncia de\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>, a par do dom\u00ednio exemplar da narrativa acronol\u00f3gica em que tempo da inf\u00e2ncia e da vida adulta s\u00e3o alternados e combinados com maestria.<\/p>\n<p>Aos atributos respons\u00e1veis por tornar o filme glorioso, soma-se a contribui\u00e7\u00e3o decisiva do elenco, com destaque para as interpreta\u00e7\u00f5es de Antonio Banderas, no papel do cineasta Salvador Mallo, alter ego de Almod\u00f3var, e tamb\u00e9m de Julieta Serrano, como Jacinta Mallo, m\u00e3e do personagem principal quando adulto.<\/p>\n<p>Banderas, em especial, premiado como Melhor Ator no Festival de Cannes deste ano, atuou em oito filmes de Almod\u00f3var e foi descrito pelo diretor como tendo sido uma \u201cfera de vinte anos que devorava tudo\u201d. Desta vez, por\u00e9m, ele \u00e9 visto em\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>\u00a0como uma \u201cfera ferida\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fotogramas.es\/noticias-cine\/a26779775\/pedro-almodovar-dolor-y-gloria\/\">deixando transparecer sua fragilidade f\u00edsica<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos a trabalhar juntos, Antonio [<em>Banderas<\/em>] era um animal apaixonado\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fotogramas.es\/noticias-cine\/a26905764\/dolor-y-gloria-pedro-almodovar-entrevista\/\">Almod\u00f3var declarou<\/a>, \u201cque arrasava s\u00f3 com sua presen\u00e7a. Mas agora \u00e9 outro, porque est\u00e1 na maturidade e porque passou tr\u00eas vezes pela sala de opera\u00e7\u00f5es. Foram tr\u00eas cirurgias de cora\u00e7\u00e3o bastante severas e, embora continue com a mesma vitalidade e senso de humor, e n\u00e3o mudou sua personalidade, eu percebia no seu rosto a experi\u00eancia de quem sabe que poderia ter morrido. E disse a ele que era uma canalhice o que tinha acontecido com ele, mas que para mim, como diretor, era muito bom. O Antonio Banderas atual tem outra tessitura: seus gestos s\u00e3o muito sutis, pequenos\u2026\u201d<\/p>\n<p><em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>\u00a0resulta da experi\u00eancia de vulnerabilidade f\u00edsica conjunta de Banderas e de Almod\u00f3var \u2013 o diretor diz ter ficado s\u00f3, em Madri, depois de passar dois anos sem ver as pessoas e responder a seus telefonemas: \u201co filme nasce desse isolamento e do sofrimento f\u00edsico, sobretudo as enxaquecas que n\u00e3o me abandonaram e a dor nas costas. Porque uma vez que te abrem n\u00e3o voltas a ser o mesmo. Minhas costas est\u00e3o cheias de ferros, parafusos e cimento cir\u00fargico, que n\u00e3o \u00e9 como o dos pedreiros mas quase\u2026 E ao mesmo tempo, eu n\u00e3o queria que o filme fosse um gemido. [\u2026]\u201d<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-369872\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/escorel_190619_interna.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>Desse mal\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>\u00a0n\u00e3o corre o menor risco de sofrer. Pelo contr\u00e1rio. O filme \u00e9 antes alegre e comovente. O acerto de contas do cineasta Salvador Mallo com seu passado, em especial com Alberto Crespo (Asier Etxeandia) \u2013 ator principal de um de seus primeiros filmes, com quem estava rompido \u2013 , com Federico Delgado (Leonardo Sbaraglia) \u2013 o companheiro amado que perdeu de vista \u2013 e com sua m\u00e3e \u00e9 tudo, menos um lamento. Sem mascarar desaven\u00e7as, nem tens\u00f5es passadas e atuais, o filme \u00e9 feito de lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia delicadas e pungentes, al\u00e9m de rela\u00e7\u00f5es afetuosas da vida toda.<\/p>\n<p>Almod\u00f3var considera que\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>\u00a0guarda conex\u00e3o pr\u00f3xima com o pouco conhecido filme\u00a0<em>cult<\/em>\u00a0espanhol\u00a0<em>Arrebato\u00a0<\/em>(1979), de Ivan Zulueta, n\u00e3o \u201cpelas refer\u00eancias \u00e0 hero\u00edna, mas porque nos dois filmes est\u00e1 muito presente a vampiriza\u00e7\u00e3o que o cinema produz, que te traga, te devora e te leva a um lugar onde tudo o mais desaparece. [\u2026] Em ambos h\u00e1 tamb\u00e9m a mem\u00f3ria do tempo retido durante a inf\u00e2ncia, ao qual se volta sob efeito da droga\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o assisti a\u00a0<em>Arrebato<\/em>. At\u00e9 onde sei o filme n\u00e3o foi lan\u00e7ado ou sequer exibido no Brasil. Considerado \u201cins\u00f3lito\u201d por alguns, \u00e9 descrito como \u201cuma esp\u00e9cie de autorretrato e imagem geracional da cultura\u00a0<em>underground<\/em>\u00a0de Madri\u201d. O filme \u00e9 cultuado na Espanha, e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bfi.org.uk\/news-opinion\/sight-sound-magazine\/features\/pedro-almodovar-on-ivan-zulueta\">o pr\u00f3prio Almod\u00f3var fez um tributo p\u00f3stumo a Zulueta<\/a>\u00a0em 2009: \u201c[<em>Arrebato<\/em>] \u00e9 um dos poucos exemplos de cinema pop feito em nosso pa\u00eds no final dos anos 70 que n\u00e3o era mal acabado, que podia ser comparado a qualquer produto do psicodelismo ingl\u00eas em termos de qualidade, embora superando a ironia deles, \u00e9 claro. [\u2026] O cinema espanhol acaba de perder um dos seus realizadores mais originais, e junto com [<em>Victor<\/em>] Erice, o que conseguiu dar \u00e0s suas imagens o maior significado est\u00e9tico. Jamais filmou uma \u00fanica imagem banal. O elemento no qual ele se sentia mais confort\u00e1vel era a abstra\u00e7\u00e3o. A imagem pura, carregada de sentidos mas livre do fardo da fic\u00e7\u00e3o, sempre envolvida \u00a0em uma rica variedade de trilhas sonoras. David Lynch, mas menos sombrio e mais pop. O psicodelismo era a sua escola e ele fez aut\u00eanticas obras-primas nesse estilo.\u201d<\/p>\n<p>Retomando\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>, uma de suas sequ\u00eancias mais \u201cluminosas\u201d, que causa imenso bem-estar ao espectador, \u00e9 a das lavadeiras: um pequeno grupo de mulheres, entre elas Jacinta Mallo (Pen\u00e9lope Cruz, m\u00e3e do personagem de Salvador quando crian\u00e7a no filme que ele faz dentro do filme, conforme explicitado no plano final) lavam len\u00e7\u00f3is na beira do rio e para que sequem os estendem sobre juncos. \u201cLembro do rio Ruecas\u201d, diz Almod\u00f3var, \u201ce de um lugar que se chamava Fontanar onde havia t\u00e1buas para lavar e em cada fila cabiam umas dez mulheres. E aquilo era uma festa, e fofocavam e cantavam e acabavam descadeiradas.\u201d<\/p>\n<p>Na cena, uma das lavadeiras \u00e9 a cantora espanhola Rosal\u00eda que, enquanto trabalha, canta com Cruz a copla andaluza\u00a0<em>A tu vera<\/em>, de Lola Flores: \u201c<em>A tu vera\/A tu vera, siempre a la verita tuya\/Siempre a la verita tuya\/Hasta que de pena me muera\/Que no mirase tus ojos\/Que no llamase a tu puerta\/Que no pisase de noche\/Las piedras de tu calleja<\/em>\u201d etc. (Ao teu lado\/Ao teu lado, sempre ao teu lado\/Sempre ao teu lado\/At\u00e9 que morra de pena\/Que n\u00e3o olhasse teus olhos\/Que n\u00e3o chamasse \u00e0 tua porta\/Que n\u00e3o pisasse de noite\/As pedras de teu beco\u201d etc.).<\/p>\n<p>Entre tantos filmes j\u00e1 feitos sobre o processo criativo do diretor de cinema, ao falar de\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>\u00a0n\u00e3o h\u00e1 como deixar de lembrar pelo menos de\u00a0<em>Oito e Meio<\/em>\u00a0(1963), de Federico Fellini, e\u00a0<em>A Noite Americana<\/em>\u00a0(1973), de Fran\u00e7ois Truffaut, lan\u00e7ados quando Fellini tinha 43 anos e Truffaut era dois anos mais mo\u00e7o. Em retrospecto, chama aten\u00e7\u00e3o o fato de ambos terem se voltado para si mesmos quando estavam na meia-idade, enquanto Almod\u00f3var s\u00f3 imaginou um personagem diretor de cinema quando se aproximava da velhice. O filme de Fellini \u00e9 o mais fantasioso dos tr\u00eas, o de Almod\u00f3var o mais realista, e o de Truffaut o que menos resistiu \u00e0 passagem do tempo.<\/p>\n<p>Almod\u00f3var prefere n\u00e3o comparar\u00a0<em>Dor e Gl\u00f3ria<\/em>\u00a0com\u00a0<em>Oito e Meio,<\/em>\u00a0que considera \u201cuma obra-prima absoluta\u201d. Mas do mesmo modo que Fellini criou um final feliz para Guido Anselmi (Marcello Mastroianni), seu diretor de cinema angustiado, \u201cno meu filme\u201d, declarou Almod\u00f3var, \u201csenti necessidade de salvar Antonio [<em>Salvador Mallo<\/em>], porque se o salvava, eu tamb\u00e9m me salvava. E n\u00e3o h\u00e1 melhor caminho para a salva\u00e7\u00e3o do que um final feliz e esperan\u00e7oso\u201d.<\/p>\n<p>Final feliz e esperan\u00e7a s\u00e3o ingredientes que, al\u00e9m de salvar o cineasta, gratificam o espectador e demarcam a dist\u00e2ncia entre ele e seu admirado amigo Zulueta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"post-fim no-print\">\n<div class=\"post-fim no-print\">\n<div class=\"post-fim-autor\">\n<div>\n<p>Por Eduardo Escorel, cineasta, diretor de\u00a0<i>Imagens do Estado Novo 1937-45<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-tags no-print\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"blocos-column single-column no-print\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Intelig\u00eancia e sensibilidade marcam filme que traduz vulnerabilidade f\u00edsica do diretor e de Banderas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-5Pl","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22403"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22405,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22403\/revisions\/22405"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}