{"id":23216,"date":"2019-08-08T17:57:54","date_gmt":"2019-08-08T21:57:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=23216"},"modified":"2019-08-08T17:57:54","modified_gmt":"2019-08-08T21:57:54","slug":"mulheres-indigenas-e-camponesas-se-unem-para-a-maior-acao-feminina-da-amarica-latina","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/08\/08\/mulheres-indigenas-e-camponesas-se-unem-para-a-maior-acao-feminina-da-amarica-latina\/","title":{"rendered":"Mulheres ind\u00edgenas e camponesas se unem para a maior a\u00e7\u00e3o feminina da Am\u00e1rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23217\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/08\/08\/mulheres-indigenas-e-camponesas-se-unem-para-a-maior-acao-feminina-da-amarica-latina\/2d00938a-513a-41d4-b3c0-abf11b55e993\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?fit=819%2C1024\" data-orig-size=\"819,1024\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?fit=240%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?fit=600%2C750\" class=\"alignnone size-full wp-image-23217\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?resize=600%2C750\" alt=\"2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993\" width=\"600\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?w=819 819w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?resize=240%2C300 240w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/2D00938A-513A-41D4-B3C0-ABF11B55E993.jpeg?resize=768%2C960 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>O encontro das Margaridas conta com p\u00fablico de 100 mil pessoas em Bras\u00edlia. A primeira Marcha das Mulheres ind\u00edgenas se une \u00e0s camponesas para lutar contra retrocessos sociais<!--more--><\/p>\n<p>Da P\u00e1gina do MST <\/p>\n<p>Como forma de resistir ao cen\u00e1rio pol\u00edtico atual, mulheres ind\u00edgenas resolveram agregar movimentos. A primeira Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas vai acontecer simultaneamente com a Marcha das Margaridas. O objetivo \u00e9 levar o maior n\u00famero de pessoas, sobretudo, mulheres, \u00e0 Bras\u00edlia para reivindicar direitos e lutar contra retrocessos. A estimativa \u00e9 que a capital do pa\u00eds receba aproximadamente 100 mil pessoas nos dias 13 e 14 de agosto. O primeiro dia de a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 destinado \u00e0s aut\u00f3ctones e aos simpatizantes de suas lutas. No dia seguinte, acontecer\u00e1 a popular Marcha das Margaridas.<\/p>\n<p>Assassinada por um latifundi\u00e1rio, em 12 de agosto de 1983, a hist\u00f3ria de Margarida incentivou a organiza\u00e7\u00e3o do movimento que viria a ser a maior a\u00e7\u00e3o de mulheres da Am\u00e9rica Latina. A frase \u201c\u00c9 melhor morrer na luta do que morrer de fome\u201d, de Margarida, ganhou corpo e hoje re\u00fane em Bras\u00edlia mulheres da terra, das \u00e1guas e das florestas.<\/p>\n<p>Durante o Acampamento Terra Livre (ATL), realizado em abril, decidiu-se a uni\u00e3o das lutas. H\u00e1 anos que a Marcha das Margaridas vem ampliando as demandas das mulheres trabalhadoras e exclu\u00eddas da sociedade brasileira a fim de democratizar a a\u00e7\u00e3o e torn\u00e1-la mais incisiva. O F\u00f3rum Nacional das Mulheres Ind\u00edgenas ter\u00e1 in\u00edcio no dia 9 de agosto. A ideia \u00e9 discutir quest\u00f5es levantadas na ATL deste ano. A programa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cO F\u00f3rum vai abrir um espa\u00e7o \u00e0s quest\u00f5es que n\u00f3s temos que dar como prioridade dentro de tudo o que a gente vai fazer. Ouvir das mulheres o que elas est\u00e3o trazendo \u201cde dentro\u201d de seus estados e munic\u00edpios. E o que elas t\u00eam de avan\u00e7o, o que elas t\u00eam de desafio. Estaremos coletando [&#8230;] at\u00e9 para o pr\u00f3prio governo, para ele, colocar como pol\u00edtica p\u00fablica. Porque o governo n\u00e3o est\u00e1 tendo o trabalho de trazer as mulheres e n\u00f3s estamos indo at\u00e9 o governo para apresentar as nossas demandas.\u201d, explica Rosimere Teles, povo Arapa\u00e7o da terra ind\u00edgena Alto Rio Negro, no Amazonas, membro da coordena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o das Mulheres Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (UMAB).<\/p>\n<p>De acordo com as pautas levantadas na plen\u00e1ria do ATL, o lema da primeira Marcha \u201cTerrit\u00f3rio: nosso corpo, nosso esp\u00edrito\u201d tende a levar quest\u00f5es que s\u00e3o imprescind\u00edveis na luta pela prote\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio atrav\u00e9s do olhar sustent\u00e1vel das mulheres ind\u00edgenas. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m tra\u00e7a como objetivo trabalhar temas que relacionados \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e educa\u00e7\u00e3o, assuntos que t\u00eam demandado maior cautela devido ao desmonte projetado e executado pelo governo Bolsonaro. A Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena, \u00f3rg\u00e3o fundamental no tratamento qualificado aos povos origin\u00e1rios, por exemplo, vem sofrendo dificuldades na sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O slogan escolhido procura representar o que \u00e9 essencial na vida das mulheres ind\u00edgenas. \u201cPorque nosso corpo tem a ver com territ\u00f3rio? Porque a terra \u00e9 parte das nossas vidas. Tudo dependemos da Natureza. Tudo existe nela.\u201d, comenta Rosimere. Al\u00e9m disso, completa dizendo que o territ\u00f3rio \u00e9 local onde se constr\u00f3i moradias e produz alimentos, e que os esp\u00edritos dos povos ind\u00edgenas t\u00eam lugares sagrados. Rosimere tamb\u00e9m alerta que cuidar da m\u00e3e terra \u00e9 o mesmo que cuidar do corpo.<\/p>\n<p>Ro\u2019Otsitsina Xavante, lideran\u00e7a ind\u00edgena, em entrevista ao El Pa\u00eds, afirmou que quest\u00f5es de g\u00eanero chegam com timidez \u00e0 Marcha, mas que os temas v\u00eam ganhando espa\u00e7o no debate p\u00fablico com decorrer do tempo. Devido \u00e0s distin\u00e7\u00f5es culturais e temporais, a condi\u00e7\u00e3o da mulher ind\u00edgena \u00e9 tratada com maior cautela a fim de respeitar as peculiaridades de cada povo e n\u00e3o alimentar o processo de coloniza\u00e7\u00e3o atual. \u201cN\u00f3s mulheres n\u00e3o somos parte do povo, n\u00f3s somos o povo. Ent\u00e3o, violando uma menina, violando uma mulher, voc\u00ea est\u00e1 violando o povo.\u201d, enfatiza Ro\u2019Otsitsina Xavante.<\/p>\n<p>Oficinas cumprem o papel de levar discuss\u00f5es sobre viol\u00eancia e abuso sexual contra mulheres origin\u00e1rias \u00e0s maiores interessadas. Elas est\u00e3o no processo de compreender o que \u00e9 e de que forma operam determinadas agress\u00f5es. H\u00e1 forte crescimento de viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas no pa\u00eds e as maiores v\u00edtimas acabam sendo mulheres e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>No Brasil, existem organiza\u00e7\u00f5es de mulheres ind\u00edgenas como a Associa\u00e7\u00e3o das Guerreiras Ind\u00edgenas de Rond\u00f4nia; Uni\u00e3o das Mulheres Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira; Movimenta de Mulheres do Xingu; entre outras. Mas, pela primeira vez, o pa\u00eds ter\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o organizada a n\u00edvel nacional para que mulheres ind\u00edgenas levem pautas ambientais, trabalhistas e de direitos humanos at\u00e9 a capital do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com o lema \u201cMargaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justi\u00e7a, igualdade e livre de viol\u00eancia\u201d, os dias 13 e 14 ficam destinados a mais uma edi\u00e7\u00e3o da Marcha das Margaridas que ocorre uma vez a cada quatro anos desde o ano 2000. O movimento busca combater as diferentes formas de viol\u00eancia cometidas \u00e0s mulheres rurais e vem se tornando cada vez mais democr\u00e1tico ao oferecer espa\u00e7o para vozes das florestas e das \u00e1guas.<\/p>\n<p>A segunda semana de agosto vem para que mulheres origin\u00e1rias do Brasil, junto \u00e0s camponesas, pessoas respons\u00e1veis por produzir o alimento que a (o) brasileira (o) tem na mesa, resistam contra o processo colonizador atual na busca por mais visibilidade e respeito na sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encontro das Margaridas conta com p\u00fablico de 100 mil pessoas em Bras\u00edlia. 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