{"id":23418,"date":"2019-08-18T10:59:54","date_gmt":"2019-08-18T14:59:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=23418"},"modified":"2019-08-18T10:59:54","modified_gmt":"2019-08-18T14:59:54","slug":"kalaf-epalanga-o-estrangeiro-que-conquistou-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/08\/18\/kalaf-epalanga-o-estrangeiro-que-conquistou-o-mundo\/","title":{"rendered":"Kalaf Epalanga, o estrangeiro que conquistou o mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/07\/19\/cultura\/1563556477_583342_1566002245_noticia_normal.jpg?resize=600%2C366&#038;ssl=1\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/07\/19\/cultura\/1563556477_583342_1566002245_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/07\/19\/cultura\/1563556477_583342_1566002245_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/07\/19\/cultura\/1563556477_583342_1566002245_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Kalaf Epalanga, m\u00fasico e escritor angolano.\" width=\"600\" height=\"366\" \/>M\u00fasico e escritor angolano, embaixador do kuduro nos principais festivais de m\u00fasica eletr\u00f4nica, lan\u00e7a seu primeiro romance, no qual mistura m\u00fasica e imigra\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<div class=\"articulo-apertura \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<div class=\"articulo__apertura\">\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Joana Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/joana_carolina_lopes_de_oliveira\/a\/\">JOANA OLIVEIRA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><span class=\"articulo-localizaciones\"><span class=\"articulo-localizacion\">Paraty \/ S\u00e3o Paulo\u00a0<\/span><\/span><\/div>\n<div class=\"articulo-datos\">No El Pa\u00eds<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os autores mais vendidos da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/flip_festa_literaria_internacional_paraty\">17\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (Flip)<\/a>, em julho passado, s\u00e3o quatro negros e um ind\u00edgena. A manchete que circulou nas \u00faltimas semanas desagradou o m\u00fasico e escritor Kalaf Epalanga (Benguela \u2014 Angola, 1978), que entrou nesta lista com seu primeiro romance,\u00a0<em>Tamb\u00e9m os Brancos Sabem Dan\u00e7ar<\/em>\u00a0(Todavia). &#8220;Estou honrado, mas, no momento em que a vi, imediatamente li os nomes ao lado dos nossos:\u00a0 Companhia das Letras, Todavia, Cobog\u00f3, Harper Colllins&#8230; Nenhuma editora negra e, tenho certeza, com nenhum editor negro. Estamos a celebrar o qu\u00ea? Que esses editores tiveram\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/21\/cultura\/1526921273_678732.html\">olho e coragem de editar essa literatura e encontrar valor nela<\/a>\u00a0ou o fato de que o p\u00fablico amadureceu ou realmente se diversificou? Esse discurso n\u00e3o pode ser apenas uma manchete. A coisa \u00e9 mais profunda&#8221;, reflete, em entrevista ao EL PA\u00cdS antes de uma palestra em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CPCPyezWjOQCFWzU4QodKGsKQA\"><\/div>\n<p>Epalanga questiona tamb\u00e9m, com sua voz grave e dentes que sorriem a cada frase, o fato de celebrar nomes j\u00e1 sonantes no mercado global. &#8220;Ser\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer isso com um escritor negro desconhecido?&#8221;. Ele pr\u00f3prio conquistou notoriedade anos antes, na m\u00fasica, \u00e0 frente da banda Buraka Som Sistema (em hiato desde 2016),\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/09\/16\/cultura\/1442431764_247001.html\">que espalhou o ritmo do kuduro pelo mundo<\/a>\u00a0e conquistou as principais pistas e festivais eletr\u00f4nicos da Europa. Radicado desde os 17 anos em Lisboa \u2014hoje vive entre a capital portuguesa e Berlim\u2014, foi no Velho Continente que ele tornou-se tanto m\u00fasico quanto escritor.<\/p>\n<p>&#8220;Eu j\u00e1 escrevia sem a consci\u00eancia de que estava a escrever. Lembro de fazer aquelas reda\u00e7\u00f5es de escola e caprichar um pouco mais do que o normal, mas nunca achei que seguiria carreira. Sempre tive uma fam\u00edlia de bons conversadores e, quando se \u00e9 bom orador, a tend\u00eancia \u00e9 voc\u00ea conseguir construir frases bonitas, criar efeitos, dar impacto&#8221;, lembra. Quando chegou em Lisboa, conheceu o rap e come\u00e7ou a fazer letras. Colocando an\u00fancios nos classificados dos jornais, formou a primeira banda. \u00c0 medida em que suas letras conquistavam o p\u00fablico e a imprensa lisboeta, chegaram os primeiros convites para escrever. Aceitou o de ser cronista do jornal\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/autor\/kalaf-angelo\" target=\"_blank\">portugu\u00eas<em>P\u00fablico<\/em>, onde assina at\u00e9 hoje<\/a>, e, em 2011, publicou a primeira parte de uma colet\u00e2nea:\u00a0<em>Est\u00f3rias para meninos de cor<\/em>. A segunda parte,\u00a0<em>O angolano que comprou Lisboa (pela metade do pre\u00e7o)<\/em>,\u00a0saiu em 2014.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um resumo de sua trajet\u00f3ria, j\u00e1 que Epalanga, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o de sua terra, n\u00e3o sabe dar respostas curtas, e todas elas v\u00eam permeadas de infinitas anedotas de suas andan\u00e7as pelo mundo ou lembran\u00e7as familiares. Algumas delas est\u00e3o em\u00a0<em>Tamb\u00e9m os brancos sabem dan\u00e7ar<\/em>, onde narra sua trajet\u00f3ria musical, a hist\u00f3ria do kuduro e da kizomba, e faz um retrato de sua Benguela natal e da Lisboa que o recebeu.<\/p>\n<p>Foi precisamente o kuduro \u2014refer\u00eancia literal a quadris duros, express\u00e3o que nasceu dancinha sem ginga do ator\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jean_claude_van_damme\">Jean-Claude Van Damme<\/a>\u00a0no filme\u00a0<em>Kickboxer<\/em>(1989)\u2014 que abriu-lhe as portas ao mundo. Quando fala desse g\u00eanero musical, Epalanga fala em reconhecimento. Diz, que, pela primeira vez, o medo do estigma de ser estrangeiro &#8220;deixou de ser grave&#8221; e que aprendeu a aceitar essa condi\u00e7\u00e3o como algu\u00e9m que fala uma segunda l\u00edngua. Acrescenta que, com a m\u00fasica, a cor da sua pele passou a ser um fator preponderante para sua autoaceita\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o consigo me ver de outra forma. Fora da Angola, me sinto sempre estrangeiro. Sou minoria, eu vim de um lugar onde eu sou a maioria e a exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o resto. Embora hoje eu pague impostos na Europa, trabalhe l\u00e1 e tenha toda uma vida l\u00e1, vai demorar para sair dessa condi\u00e7\u00e3o\u2026 Se \u00e9 que algum dia sairei dela&#8221;.<\/p>\n<h3>&#8220;Tamb\u00e9m os brancos conhecem boas can\u00e7\u00f5es&#8221;<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Em seu &#8220;romance musical&#8221;, Epalanga mescla refer\u00eancias que v\u00e3o de Duke Ellington a Cesaria Evora,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/shakira\">Shakira<\/a>, Pixies, Outcast, M.I.A.,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/caetano_veloso\">Caetano Veloso<\/a>, Chopin, Fela Kuti, Bob Dylan, Pink Floyd e mais. O fio condutor, no entanto, \u00e9 a imigra\u00e7\u00e3o. Dividido em tr\u00eas partes, cada uma com uma voz narradora, o livro inicia com uma experi\u00eancia real vivida pelo m\u00fasico e escritor quando foi detido pela pol\u00edcia migrat\u00f3ria na Noruega ao tentar viajar para um show da Buraka (ele tinha perdido o passaporte). &#8220;Na cadeia, pensando na minha vida, em por qu\u00ea n\u00e3o ouvi minha m\u00e3e, por que n\u00e3o estudei Direito, fiz essa viagem pessoal pelas raz\u00f5es que me levaram at\u00e9 aquele momento, que eram exatamente o kuduro e a m\u00fasica&#8221;, conta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A ideia de escrever o romance foi de seu conterr\u00e2neo e tamb\u00e9m escritor\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/28\/politica\/1501196454_738648.html\">Jos\u00e9 Eduardo Agualusa<\/a>, quem lhe pediu que fizesse a biografia do kuduro. &#8220;Como estou sempre em turn\u00ea, viajando pelo mundo, n\u00e3o tinha tempo de ir para Angola procurar kuduristas e entrevist\u00e1-los, ent\u00e3o decidi fazer isso a partir do meu ponto de vista, contando uma hist\u00f3ria pessoal que ilustra minha rela\u00e7\u00e3o com o g\u00eanero&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Apesar de fazer autofic\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o se aventuraria na n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o. &#8220;Nunca vou escrever uma autobiografia. Porque, claro, mentiria. Seria um pouco mais alto, um pouco mais inteligente, teria um tanquinho&#8221;, ri. &#8220;Minha premissa n\u00e3o era necessariamente fazer autofic\u00e7\u00e3o, mas contar a hist\u00f3ria do ponto de vista de algu\u00e9m que existe&#8221;<\/p>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>Epalanga gosta do &#8220;leitor distra\u00eddo&#8221;, aquele que n\u00e3o costuma pegar em livros. Por isso, seus t\u00edtulos s\u00e3o sempre provocadores. No caso do romance de estreia, o t\u00edtulo tamb\u00e9m foi presente do amigo Agualusa. &#8220;Ele descobriu esse ditado, que diz &#8216;tamb\u00e9m os brancos conhecem boas can\u00e7\u00f5es&#8217; ou &#8216;tamb\u00e9m os brancos sabem cantar&#8217;. Significa &#8216;n\u00e3o se deve julgar ningu\u00e9m pelas apar\u00eancias&#8217;. Escolhi essa refer\u00eancia porque essa \u00e9 a grande quest\u00e3o na Europa agora, esse\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/01\/16\/internacional\/1516126608_242000.html\">medo absurdo dos imigrantes, o medo de quem chega de fora<\/a>. Esse livro \u00e9, ent\u00e3o, um convite \u00e0s pessoas olharem para as outras e n\u00e3o julgarem pelas apar\u00eancias, porque, embora elas n\u00e3o tenham onde cair mortas, tamb\u00e9m s\u00e3o seres humanos&#8221;.<\/p>\n<p>Um cen\u00e1rio recorrente em\u00a0<em>Tamb\u00e9m os brancos sabem dan\u00e7ar<\/em>\u00a0\u00e9 a kizomba, nome dado \u00e0s casas de dan\u00e7a que ele descreve como uma esp\u00e9cie de &#8220;santu\u00e1rio&#8221;, &#8220;um lugar de salva\u00e7\u00e3o&#8221;, espa\u00e7os onde o kuduro se fixou e cresceu. &#8220;\u00c9 tamb\u00e9m o lugar onde n\u00f3s, africanos imigrantes na Europa, t\u00ednhamos nosso pr\u00f3prio nome. Porque muitos chegamos ali com uma m\u00e3o na frente e outra atr\u00e1s, trabalhando na constru\u00e7\u00e3o civil ou na limpeza das casas, em tudo o que os europeus n\u00e3o queriam fazer. \u00c9ramos o pedreiro, a senhora da limpeza, n\u00e3o t\u00ednhamos nome. Ent\u00e3o, na sexta-feira, nos vest\u00edamos, \u00edamos para as discotecas dan\u00e7ar e, ali, \u00e9ramos indiv\u00edduos&#8221;, lembra o m\u00fasico e escritor.<\/p>\n<p>Epalanga diz que, para um africano, &#8220;principalmente os da nova gera\u00e7\u00e3o, que crescem com esse estigma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/08\/16\/internacional\/1565964503_031417.html\">das imagens que existem na televis\u00e3o e no cinema sempre de pobreza, de mis\u00e9ria<\/a>&#8220;, a m\u00fasica \u00e9 o \u00fanico lugar de autoestima. &#8220;O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/rap\">rap<\/a>, por exemplo, \u00e9 esse lugar. A gente v\u00ea sempre os rappers afro americanos com certa arrog\u00e2ncia e autodetermina\u00e7\u00e3o. Eu vi como, embora muitos da nova gera\u00e7\u00e3o recusassem essa m\u00fasica africana, de repente, virou moda ou at\u00e9 motivo de orgulho resgatar esses valores. O kuduro veio da\u00ed. De repente, para n\u00f3s, deixou de fazer sentido fazer uma m\u00fasica que copiasse um g\u00eanero estrangeiro. E era importante, mesmo que essa m\u00fasica fosse moderna, eletr\u00f4nica e tudo mais, que ela tivesse nossa l\u00edngua, nossos elementos e nossas hist\u00f3rias&#8221;.<\/p>\n<p>Cosmopolita, Epalanga tem a ambi\u00e7\u00e3o de retratar a &#8220;voz dessa urbanidade contempor\u00e2nea africana&#8221;, que acompanha os debates globais em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero, ra\u00e7a, ecologia, identidade e outros. Ele diz escrever em &#8220;pretogu\u00eas&#8221;, e sua rela\u00e7\u00e3o com a palavra \u00e9 de responsabiliza\u00e7\u00e3o, tens\u00e3o e cuidado. &#8220;Tenho muita preocupa\u00e7\u00e3o, quando escrevo, em encontrar palavras certas para sentimentos certos, em n\u00e3o usar uma palavra s\u00f3 para causar choque. Do mesmo modo que um ponto ou uma v\u00edrgula, uma palavra mal colocada revela a hist\u00f3ria s\u00f3 pela metade&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-trust\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00fasico e escritor angolano, embaixador do kuduro nos principais festivais de m\u00fasica eletr\u00f4nica, lan\u00e7a seu primeiro romance, no qual mistura m\u00fasica e imigra\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-23418","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-65I","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23419,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23418\/revisions\/23419"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}