{"id":23536,"date":"2019-08-22T08:49:02","date_gmt":"2019-08-22T12:49:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=23536"},"modified":"2019-08-22T08:49:02","modified_gmt":"2019-08-22T12:49:02","slug":"dinamica-da-desigualdade-ajuda-a-explicar-vitoria-de-bolsonaro-diz-economista","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/08\/22\/dinamica-da-desigualdade-ajuda-a-explicar-vitoria-de-bolsonaro-diz-economista\/","title":{"rendered":"Din\u00e2mica da desigualdade ajuda a explicar vit\u00f3ria de Bolsonaro, diz economista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23537\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/08\/22\/dinamica-da-desigualdade-ajuda-a-explicar-vitoria-de-bolsonaro-diz-economista\/72651d8d-39ab-4010-b280-07f5b0e722ff\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?fit=300%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?fit=540%2C540\" class=\"alignnone size-full wp-image-23537\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?resize=540%2C540\" alt=\"72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF\" width=\"540\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/72651D8D-39AB-4010-B280-07F5B0E722FF.jpeg?resize=300%2C300 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><del><\/del><\/p>\n<p>Para Marc Morgan, cen\u00e1rio eleitoral se desenhou com corrup\u00e7\u00e3o e descontentamento de quem n\u00e3o viu seus rendimentos crescerem tanto na era PT<!--more--><\/p>\n<p>Fernando Canzian<br \/>\nFSP<\/p>\n<p>Para o economista Marc Morgan, da Escola de Economia de Paris e participante do Relat\u00f3rio da Desigualdade Global, a vit\u00f3ria de Jair Bolsonaro no Brasil foi influenciada por mudan\u00e7as na din\u00e2mica da distribui\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Segundo ele, enquanto os mais pobres e os mais ricos tiveram importantes aumentos na renda at\u00e9 2014, a classe m\u00e9dia alta (os 20% mais ricos, exceto o 1% do topo) perdeu renda e acabou pesando politicamente no processo\u00a0eleitoral brasileiro.<\/p>\n<p>Para Morgan, v\u00e1rios governos s\u00e3o respons\u00e1veis pela elevada desigualdade do Brasil, em que os 10% mais ricos no pa\u00eds concentram cerca de 55% da renda total.<\/p>\n<p><strong>Como avalia a evolu\u00e7\u00e3o da desigualdade no pa\u00eds ao longo do tempo e o retrato atual? O que h\u00e1 de estrutural nessa quest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil tem uma longa hist\u00f3ria de desigualdade, mesmo antes dos efeitos da crise recente, que piorou ainda mais o quadro. Tudo o que for dito sobre a desigualdade no pa\u00eds tem de levar em conta a responsabilidade de governos anteriores.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a partir de 2000 parecia que a desigualdade diminuiria, n\u00e3o pela primeira vez na hist\u00f3ria, mas pelo que pareceu ser o per\u00edodo mais s\u00f3lido de mudan\u00e7as na din\u00e2mica econ\u00f4mica da desigualdade por um longo tempo.<\/p>\n<div>\n<div class=\"widget-image\">\n<figure><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_md.jpg?w=600&#038;ssl=1\" sizes=\"(min-width: 1024px) 68vw, 100vw\" srcset=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_th.jpg 100w, https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_sm.jpg 480w, https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_md.jpg 768w, https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_lg.jpg 1024w, https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_xl.jpg 1200w, https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2019\/08\/21\/15664341865d5de38a77806_1566434186_3x2_rt.jpg 2400w\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"widget-image__subtitle\">O economista Marc Morgan, do Laborat\u00f3rio sobre Desigualdade Global da Escola de Economia de Paris &#8211; <span class=\"widget-image__credits\">Lalo de Almeida\/ Folhapress<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os dados mais antigos do Brasil mostram decl\u00ednio e mudan\u00e7as na desigualdade na d\u00e9cada de 1970, no per\u00edodo de grande crescimento. Mas a d\u00e9cada de 2000 \u00e9 muito singular porque vemos realmente as primeiras redu\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas, n\u00e3o apenas na pobreza, mas nas diferen\u00e7as nos n\u00edveis de renda em toda a cadeia\u00a0de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso foi impulsionado pelos segmentos mais pobres, que tiveram maior crescimento de renda do que os segmentos superiores. Entre 2002 e 2014, antes de a economia come\u00e7ar a desacelerar e entrar em recess\u00e3o, houve grandes ganhos para a parcela dos brasileiros que est\u00e3o entre os 50% mais pobres.<\/p>\n<p>Mas a PNAD [Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios] n\u00e3o mostrava o que estava acontecendo com o resto da distribui\u00e7\u00e3o, especialmente no topo. A pesquisa que fizemos e todos os dados que cotejamos [PNAD, contas nacionais, declara\u00e7\u00f5es de imposto de renda] mostram que enquanto houve grandes ganhos para os mais pobres, isso\u00a0tamb\u00e9m aconteceu nos rendimentos do topo.<\/p>\n<p>Mas a quest\u00e3o \u00e9 que grandes mudan\u00e7as ocorreram no emprego e no crescimento. Mudan\u00e7as no sal\u00e1rio<br \/>\nm\u00ednimo, na estrutura econ\u00f4mica. A \u00e1rea de servi\u00e7os cresceu muito, a constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Houve muita formaliza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Em meio a isso ocorreu um processo que vem desde o final dos anos 1980, que foi o imenso decl\u00ednio da participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o na economia brasileira, especialmente nas regi\u00f5es mais ricas [seu peso no PIB caiu \u00e0 metade nos \u00faltimos 20 anos, para cerca de 12%].<\/p>\n<p>Os trabalhadores mais qualificados e os empregos com as faixas salariais mais altas sentiram esse decl\u00ednio. De outro lado, ind\u00fastrias menos especializadas ou setores que empregavam m\u00e3o de obra com sal\u00e1rios menores cresciam muito rapidamente.<\/p>\n<p><strong>A exemplo de outros pa\u00edses, isso afetou a classe m\u00e9dia brasileira, certo? Qual o impacto da crise recente?<\/strong><\/p>\n<p>A virada foi entre 2013 e 2014. E em 2016 se v\u00ea a revers\u00e3o de tudo o que estava acontecendo. Ou seja, a renda dos grupos mais pobres foi a que mais diminuiu, mas os rendimentos dos grupos mais ricos tamb\u00e9m diminu\u00edram, embora muito menos. No topo, a renda manteve-se est\u00e1vel ou at\u00e9 cresceu.<\/p>\n<p>O aspecto muito interessante dos anos 2000 foi o que chamamos de fen\u00f4meno de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/clovisrossi\/2019\/04\/classe-media-e-espremida-aqui-e-na-ocde.shtml\">encolhimento da classe m\u00e9dia<\/a>, especialmente no Brasil, onde isso ficou t\u00e3o vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Ela ficou achatada entre a grande quantidade de pessoas na base cuja renda estava crescendo, uns 60% da popula\u00e7\u00e3o, e o 1% no topo,\u00a0os mais ricos.<\/p>\n<p>Esse grupo no meio, mas mais perto do topo em termos de renda, foi o que teve o crescimento mais baixo nos rendimentos. Para algumas parcelas desse grupo, o crescimento de renda foi\u00a0zero ou negativo, no per\u00edodo de 2002 a 2014.<\/p>\n<p>Mas, com a chegada da recess\u00e3o, foi a renda dos pobres a que mais caiu, seguida pela classe m\u00e9dia. Foi uma revers\u00e3o bastante not\u00e1vel e em pouco tempo. E que gerou muito pessimismo a respeito do processo de crescimento brasileiro, e do\u00a0processo pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Levando em conta a desigualdade persistente e o encolhimento da classe m\u00e9dia, como avalia a vit\u00f3ria de Jair Bolsonaro? Antes, os pobres identificavam a melhora de vida com o PT.\u2002<\/strong><\/p>\n<p>Creio que o Brasil tamb\u00e9m esteja dividido devido \u00e0 din\u00e2mica que gerou perdas monet\u00e1rias para alguns grupos nesses \u00faltimos anos, especialmente desde que o PT chegou ao poder. Essas din\u00e2micas fizeram os mais pobres crescerem mais rapidamente do que a classe m\u00e9dia,\u00a0principalmente.<\/p>\n<p>Com isso, o que se desenrolou no cen\u00e1rio pol\u00edtico foi somado ao fato de que as pessoas estavam fartas da\u00a0 corrup\u00e7\u00e3o, dos esc\u00e2ndalos, que passam por quase todos os partidos.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea olhar para as pesquisas de opini\u00e3o, percebe que quanto mais alto se est\u00e1 na distribui\u00e7\u00e3o, maior \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o com a corrup\u00e7\u00e3o. Mas se voc\u00ea se concentrar na parte inferior, as quest\u00f5es b\u00e1sicas ainda s\u00e3o as mais importantes. O desemprego, a sa\u00fade, a renda.<\/p>\n<p>O Brasil criou uma linha bastante dividida entre aqueles que apoiaram e aqueles que parecem se opor fortemente ao PT, especialmente aqueles cujos rendimentos n\u00e3o cresceram tanto nos \u00faltimos 15 anos.<br \/>\nNesse caso, eles podem ser entendidos como a parcela dentro dos 20% mais ricos da distribui\u00e7\u00e3o, mas fora do 1% no topo. \u00c9 um grupo que est\u00e1 no meio, mas perto do topo.<\/p>\n<p>S\u00e3o entre 15% a 20% da popula\u00e7\u00e3o cujos rendimentos n\u00e3o cresceram muito e que n\u00e3o se mostraram representados pelo PT. Al\u00e9m disso, houve os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Diante da din\u00e2mica da distribui\u00e7\u00e3o de renda no Brasil e nos demais pa\u00edses do Ocidente, quais seriam as diferen\u00e7as em termos de impacto pol\u00edtico?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 interessante notar a divis\u00e3o espec\u00edfica que houve na dimens\u00e3o econ\u00f4mica e educacional. No geral, quanto maior o n\u00edvel educacional, maior foi o voto anti-PT. E tamb\u00e9m quanto maior a renda, maior a probabilidade de um\u00a0voto anti-PT.<\/p>\n<p>\u00c9 curioso porque em outros pa\u00edses geralmente n\u00e3o h\u00e1 uma dimens\u00e3o econ\u00f4mica t\u00e3o afinada no conflito pol\u00edtico. O que se tem documentado em outras partes do mundo \u00e9 que, quanto mais instru\u00eddas as pessoas, mais elas tendem a votar em partidos de centro-esquerda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, h\u00e1 quase que um equil\u00edbrio entre duas elites: de um lado a elite educacional e, de outro, a elite empresarial. E esses grupos se dividem entre esquerda e direita.<\/p>\n<p>No Brasil, o curioso foi que aqueles com os maiores n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o e os ligados a segmentos empresariais estavam do mesmo lado. E os pobres ficaram do outro lado.<\/p>\n<p>Comparado a outros pa\u00edses, <a href=\"https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/desigualdade-global\/asia\/asia-tira-milhoes-da-miseria-mas-fosso-de-renda-se-abre.shtml\">embora isso tamb\u00e9m tenha ocorrido na \u00c1sia,<\/a> o crescimento da renda da metade mais pobre no Brasil foi bastante forte [entre 2002 e 2014].<\/p>\n<p>Na Europa e no mundo desenvolvido, o crescimento da renda dos 50% mais pobres desde 1980 foi pequeno e <a href=\"https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/desigualdade-global\/estados-unidos\/em-40-anos-metade-dos-eua-ganhou-so-us-200-a-mais.shtml\">praticamente zero nos EUA<\/a>. Enquanto que no Brasil, pelo menos na d\u00e9cada de 2000, essa parcela cresceu 70% em\u00a0 termos reais.<\/p>\n<p>O topo, os ricos, cresceram muito, de modo semelhante aos ricos em outras partes.<\/p>\n<p>Mas o que \u00e9 diferente no Brasil \u00e9 a parcela mais baixa. Essa foi a caracter\u00edstica mais singular da din\u00e2mica do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desigualdade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Marc Morgan, cen\u00e1rio eleitoral se desenhou com corrup\u00e7\u00e3o e descontentamento de quem n\u00e3o viu seus rendimentos crescerem tanto na era PT<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-23536","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-67C","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23536"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23536\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23538,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23536\/revisions\/23538"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}