{"id":23733,"date":"2019-09-04T07:41:46","date_gmt":"2019-09-04T11:41:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=23733"},"modified":"2019-09-04T07:41:46","modified_gmt":"2019-09-04T11:41:46","slug":"por-dentro-da-dificil-missao-de-combate-a-extracao-ilegal-de-madeira-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/09\/04\/por-dentro-da-dificil-missao-de-combate-a-extracao-ilegal-de-madeira-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Por dentro da dif\u00edcil miss\u00e3o de combate \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"grid-wrapper\">\n<div class=\"ng-article-main-title\">\n<div class=\"ng-article-headline\"><\/div>\n<div class=\"ng-sharekit__container\">\n<div class=\"ng-sharekit__wrapper\">\n<div class=\"ng-sharekit__contributors\"><\/div>\n<div class=\"ng-sharekit ng-sharekit--article\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--large ng-article-image--full\">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--framed modules-images--framed--external\">\n<div class=\"modules-images--framed__external-frame\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\">\n<div class=\"external-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image__preloader\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07202019_04603.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div class=\"background-image-element\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Um agente do Ibama faz vig\u00edlia em uma serraria nas proximidades de Boa Vista do Pacarana, distrito fronteiri\u00e7o no estado de Rond\u00f4nia que \u00e9 polo de explora\u00e7\u00e3o madeireira. Durante uma opera\u00e7\u00e3o em meados de julho, o Ibama fechou v\u00e1rias serrarias de Pacarana, citando ilegalidades nos estoques e planos de manejo florestal.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-sharekit__contributors--author\">National Geographic<\/div>\n<div class=\"ng-sharekit__contributors--author\">Por <span class=\"ng-sharekit--dark\">Scott Wallace<\/span><\/div>\n<div class=\"ng-sharekit__contributors--photo\">Fotos de <span class=\"ng-sharekit--dark\">Felipe Fittipaldi<\/span><\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>Em 4 de julho, em uma estrada de terra vicinal a sudoeste do estado de Rond\u00f4nia, perto de Espig\u00e3o d\u2019Oeste, um polo de explora\u00e7\u00e3o madeireira, criminosos desconhecidos pararam um caminh\u00e3o-tanque, expulsaram o motorista da cabine e atearam fogo no ve\u00edculo. O caminh\u00e3o transportava combust\u00edvel para abastecer os helic\u00f3pteros do governo que apoiavam uma opera\u00e7\u00e3o contra madeireiras ilegais. Temendo novos ataques, os agentes do Ibama suspenderam a a\u00e7\u00e3o e abandonaram a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O fogo n\u00e3o se espalhou al\u00e9m das cinzas dos escombros deixados para tr\u00e1s naquela estrada em meio \u00e0 floresta equatorial. Comparado aos <a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2019\/08\/tragedia-amazonia-pegando-fogo-bolsonaro-recordes-desmatamento-fumaca-impacto\">inc\u00eandios florestais em Rond\u00f4nia e em toda a Amaz\u00f4nia<\/a>, que despertaram protestos pelo mundo, um mero caminh\u00e3o em chamas pode parecer insignificante.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07162019_00070.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">No in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o, agentes do Ibama conversam com policiais militares em frente \u00e0 sede da pol\u00edcia em Espig\u00e3o d\u2019Oeste (RO), polo da ind\u00fastria madeireira. Mais de 50 policiais e quase 100 soldados do ex\u00e9rcito brasileiro forneceram apoio e seguran\u00e7a para cerca de 30 servidores do Ibama durante a opera\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>Mas, ainda assim, trata-se de um retrato\u00a0da batalha atualmente travada na maior floresta tropical do mundo \u2013 uma batalha em que o principal \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por proteger a floresta est\u00e1 cada vez mais acuado.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), esteve \u00e0 frente na \u00e1rdua luta contra a destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Seus agentes expulsaram de territ\u00f3rios ind\u00edgenas criminosos garimpeiros e madeireiros. Seus fiscais descobriram elaborados esquemas de fraudes cujo objetivo era derrubar a mata e se apropriar de terras p\u00fablicas para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. Eles fecharam o cerco a cart\u00e9is de tr\u00e1fico de animais selvagens em extin\u00e7\u00e3o e aplicaram multas pesadas a poderosos que buscavam lucros com as riquezas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Contudo, com a acelera\u00e7\u00e3o do ritmo de destrui\u00e7\u00e3o da floresta equatorial neste ano \u2013 at\u00e9 julho, houve um aumento de 60% comparado a 2018,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iflscience.com\/environment\/amazon-deforestation-in-july-up-278-percent-compared-to-last-year\/\">segundo dados do<\/a><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2019\/06\/governo-bolsonaro-desmatamento-amazonia-dispara\"> Inpe<\/a> \u2013 o Ibama enfrenta hoje mais do que a ira de seus tradicionais inimigos. Ele tamb\u00e9m est\u00e1 sendo confrontado pelo novo presidente, Jair Bolsonaro, que chamou de \u201cmentirosos\u201d os dados dos sat\u00e9lite \u2013 e que n\u00e3o guarda segredo sobre seus planos para reverter prote\u00e7\u00f5es ambientais e abrir a Amaz\u00f4nia para a explora\u00e7\u00e3o madeireira, minera\u00e7\u00e3o e agropecu\u00e1ria em escala industrial.<\/p>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07182019_00754.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Os agentes do Ibama percorrem as estradas vicinais de Espig\u00e3o d\u2019Oeste em busca de madeira extra\u00edda ilegalmente de terras ind\u00edgenas. Os servidores afirmaram que os operadores da serraria da \u00e1rea tinham escondido a madeira.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>Bolsonaro reprova as pr\u00e1ticas consagradas adotadas pelo Ibama de aplica\u00e7\u00e3o de multas pesadas para infra\u00e7\u00f5es ambientais, apelidando-as de \u201cind\u00fastria das multas\u201d. Ele cobrou que agentes de campo parassem de destruir os tratores e escavadeiras de madeireiros ilegais em regi\u00f5es remotas da mata \u2013 medida que os fiscais alegam ser raramente empregada e, ainda assim, apenas para impedir que os desmatadores retomem as atividades il\u00edcitas. Em fevereiro, Ricardo Salles, o ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2019\/02\/ricardo-salles-exonera-21-dos-27-superintendentes-regionais-do-ib.shtml\">demitiu 21 dos 27 superintendentes estaduais<\/a> do Ibama. Muitos desses cargos permanecem vagos.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto que eu e o fot\u00f3grafo <a href=\"https:\/\/www.felipefittipaldi.com\/\">Felippe Fittipaldi<\/a> nos juntamos ao Ibama em meados de julho no lan\u00e7amento de uma grande opera\u00e7\u00e3o de resposta ao ataque ao caminh\u00e3o de combust\u00edvel. A emboscada tinha ocorrido em um pequeno distrito fronteiri\u00e7o chamado Boa Vista de Pacarana, ao norte do munic\u00edpio em expans\u00e3o de Espig\u00e3o d\u2019Oeste. Rond\u00f4nia \u00e9 um estado da Amaz\u00f4nia famoso pelos conflitos de terras e desmatamento desenfreado. Servidores do Ibama afirmam que a ind\u00fastria madeireira de Espig\u00e3o \u00e9 sustentada majoritariamente pelo com\u00e9rcio ilegal de madeiras de lei extra\u00eddas de territ\u00f3rios ind\u00edgenas. O plano era que cerca de 35 fiscais do \u00f3rg\u00e3o \u2013 apoiados por uma equipe de prote\u00e7\u00e3o em helic\u00f3pteros, mais de 50 policiais fortemente armados e quase 100 soldados do ex\u00e9rcito \u2013 surpreendessem em flagrante opera\u00e7\u00f5es ilegais de extra\u00e7\u00e3o de madeira e serrarias.<\/p>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07202019_04435.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Agentes do Ibama inspecionam o que restou de um tronco nas proximidades do distrito fronteiri\u00e7o de Boa Vista do Pacarana, um distrito do munic\u00edpio de Espig\u00e3o d\u2019Oeste. A opera\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada em meados de julho ap\u00f3s um caminh\u00e3o que transportava combust\u00edvel de avia\u00e7\u00e3o para os helic\u00f3pteros do Ibama ser atacado e incendiado, supostamente por pessoas ligadas \u00e0 ind\u00fastria madeireira, segundo suspeitas dos agentes.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>No entanto, ao deixar Porto Velho, a capital do estado, conforme nosso comboio de SUVs, viaturas policiais e caminh\u00f5es militares avan\u00e7ava pelo estado, um dos agentes ouviu nas redes sociais uma entrevista com o chefe da associa\u00e7\u00e3o dos madeireiros de Espig\u00e3o \u2013 o homem falava justamente sobre a iminente opera\u00e7\u00e3o do Ibama. O ministro Salles viria de Bras\u00edlia a Espig\u00e3o no dia seguinte, disse o madeireiro. Ele pedia que os mun\u00edcipes viessem cumprimentar o ministro, que, segundo ele, daria ouvidos \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es da categoria.<\/p>\n<p>N\u00e3o restou d\u00favidas de que a ind\u00fastria madeireira tinha sido alertada sobre a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cComo sabem que estamos indo, v\u00e3o retirar todos da floresta. Encontraremos o crime, mas n\u00e3o os criminosos\u201d, resmungou um sargento da pol\u00edcia em nosso comboio.<\/p>\n<h2><strong>A opera\u00e7\u00e3o contina<\/strong><\/h2>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, Salles n\u00e3o decepcionou as v\u00e1rias centenas de apoiadores que se reuniram do lado de fora da prefeitura de Espig\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07192019_01545.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">O fiscal do Ibama Givanildo dos Santos Lima, coordenador da opera\u00e7\u00e3o, caminha sobre uma pilha de t\u00e1buas serradas em uma serraria nas proximidades de Boa Vista de Pacarana. A serraria foi lacrada ap\u00f3s a descoberta de irregularidades nos estoques pelos fiscais do Ibama.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>\u201cO que acontece hoje no Brasil, infelizmente, \u00e9 o resultado de anos e anos e anos de uma pol\u00edtica p\u00fablica de produ\u00e7\u00e3o de leis, regras e regulamentos que nem sempre guardam rela\u00e7\u00e3o com o mundo real\u201d, disse ele. Era uma refer\u00eancia ao regime de supervis\u00e3o que norteava a pol\u00edtica ambiental brasileira durante as tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas \u2013 e que contribu\u00eda para um forte decl\u00ednio no desmatamento, ao menos at\u00e9 poucos anos atr\u00e1s.<\/p>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>Os comandantes de campo do Ibama encarregados da batida prestes a iniciar n\u00e3o se deixaram abalar pelas observa\u00e7\u00f5es de Salles.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o recebemos nenhuma ordem direta dele para interromper nenhuma opera\u00e7\u00e3o. Faremos tudo que for necess\u00e1rio para desempenhar nosso trabalho\u201d, contou Givanildo dos Santos Lima, coordenador geral da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lima, 46, \u00e9 um homem esquio com uma semelhan\u00e7a impressionante com o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Agente de campo veterano com quase 15 anos de experi\u00eancia na mata, ele \u00e9 admirado pelos colegas por ser um fiscal astuto e corajoso. Ele \u00e9 criticado na mesma medida pelos defensores de interesses comerciais contr\u00e1rios a suas atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 foi alvo de in\u00fameras amea\u00e7as, geralmente disseminadas pelas redes sociais. H\u00e1 lugares para onde \u00a0ele n\u00e3o vai sem escolta policial.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07172019_00311.adapt_.1900.1.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07192019_01571.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">No alto: Em 17 de julho, horas antes do in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o de combate ao com\u00e9rcio ilegal de madeira, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reuniu-se com madeireiros em Espig\u00e3o D&#8217;Oeste. O estranho lan\u00e7amento p\u00fablico da opera\u00e7\u00e3o pode ter permitido que os madeireiros ilegais escondessem madeira e equipamentos e evitassem a pris\u00e3o. Acima: Agentes do Ibama questionam um propriet\u00e1rio de serraria suspeito de estar processando madeira ilegal extra\u00edda de terras ind\u00edgenas em sua serraria em Boa Vista de Pacarana.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>Ap\u00f3s o discurso de Salles, nosso comboio avan\u00e7ou por propriedades rurais com vegeta\u00e7\u00e3o escassa de Espig\u00e3o a Boa Vista de Pacarana, um distrito fronteiri\u00e7o com mil habitantes que vivem em pequenas casas de alvenaria ao longo de uma rede de estradas de terra cheias de buracos. Pacarana possui um \u00fanico posto de gasolina, algumas lojas, um bar ao ar livre, uma igreja cat\u00f3lica e v\u00e1rios templos evang\u00e9licos. \u00c9 contornado, em tr\u00eas fronteiras, por territ\u00f3rios ind\u00edgenas, onde pastos escaldantes fazem divisa com grandes pared\u00f5es verdes de mata.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o comercial de madeira \u00e9 expressamente proibida em terras ind\u00edgenas no Brasil. Entretanto, a explora\u00e7\u00e3o madeireira \u00e9 a for\u00e7a vital da economia de Pacarana. Os agentes afirmam que o labirinto de estradas de terra do distrito se transformou nas art\u00e9rias de um com\u00e9rcio il\u00edcito de madeira que alimenta as serrarias de Pacarana.<\/p>\n<p>Uma escola de ensino fundamental vazia por estar em per\u00edodo de f\u00e9rias serviu de centro de comando e alojamento para a opera\u00e7\u00e3o. Tropas e oficiais montaram barracas e cabanas nas salas de aulas e no p\u00e1tio. Comboios partiam da escola, a cada manh\u00e3, rumo \u00e0 meia d\u00fazia de serrarias situadas fora da cidade, escondidas atr\u00e1s de grandes paredes de t\u00e1buas.<\/p>\n<p>Em uma manh\u00e3, um grupo de sete ve\u00edculos 4&#215;4 verdes e brancos do Ibama e uma escolta de picapes policiais contornaram pilhas de enormes troncos de \u00e1rvores alinhados na borda de um imenso dep\u00f3sito. Estacionaram em frente a um grande galp\u00e3o desgastado. Espessas nuvens de poeira encobriam a ofuscante luz solar quando os agentes sa\u00edram de seus ve\u00edculos.<\/p>\n<p>O galp\u00e3o estava deserto e assustadoramente silencioso. Sob seu telhado de lat\u00e3o corrugado, a equipe encontrou um conjunto de fresas novas rec\u00e9m-tiradas da embalagem, ao lado de um emaranhado aleat\u00f3rio de fios expostos, latas de \u00f3leo descartadas e amontoados de serragem. Sob os rangidos das t\u00e1buas do assoalho, os fiscais, com coletes \u00e0 prova de balas, fizeram um invent\u00e1rio das esteiras transportadoras, compressores e l\u00e2minas de serras de fita.<\/p>\n<p>Do lado de fora no p\u00e1tio, Lima parou para examinar uma pilha de troncos de \u00e1rvores ainda n\u00e3o serrados. Muitos tinham mais de um metro de di\u00e2metro. Algumas das toras eram vermelho-escuras, outras, amarelo-ouro. Gotas de seiva pingavam das extremidades, soltando um cheiro doce e forte.<\/p>\n<p>\u201cAqui tem angelim, ip\u00ea, ma\u00e7aranduba\u201d, disse Lima, recitando os nomes das nobres madeiras de lei, algumas das quais s\u00e3o as mais valiosas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cO \u00fanico lugar da regi\u00e3o em que ainda existe madeira desse tamanho e qualidade \u00e9 dentro das terras ind\u00edgenas\u201d, explicou. Em sua an\u00e1lise, quase toda a madeira era ilegal.<\/p>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<h2><strong>Gato e rato<\/strong><\/h2>\n<p>Nos dias seguintes, quando acompanhei os fiscais por helic\u00f3ptero em \u00e1reas ind\u00edgenas e por terra nas serrarias de Pacarana, ficou claro que o Ibama estava preso a um jogo de gato e rato com um inimigo bastante organizado e engenhoso. \u201cEles monitoram nossa movimenta\u00e7\u00e3o. Sabem onde est\u00e3o nossas equipes\u201d, contou Lima.<\/p>\n<p>Espi\u00f5es informam o paradeiro de agentes de campo \u00e0s equipes madeireiras por r\u00e1dio. \u201cQuando uma equipe vai a Pacarana, por exemplo, os madeireiros que operam dentro da terra ind\u00edgena deslocam os caminh\u00f5es e tratores e os escondem\u201d, explicou Lima.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07202019_04476.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Agentes do Ibama descobrem uma carga de madeira em uma estrada vicinal em Boa Vista de Pacarana (RO). Os agentes afirmam que as serrarias da regi\u00e3o dependem da extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira de tr\u00eas reservas ind\u00edgenas pr\u00f3ximas, j\u00e1 que sobraram poucas \u00e1rvores nobres fora delas.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>As madeireiras utilizam tinta de camuflagem e folhagem para esconder os equipamentos; abrem trilhas estreitas sob as copas da floresta at\u00e9 alcan\u00e7ar as \u00e1rvores valiosas, confundindo o monitoramento a\u00e9reo. Geralmente transportam as toras para as serrarias durante a noite. Intermedi\u00e1rios inescrupulosos subornam burocratas para emitir documentos e forjar a origem da madeira em florestas licenciadas com manejo sustent\u00e1vel, o que permite que as madeireiras levem a madeira ilegal ao mercado com uma apar\u00eancia de legitimidade.<\/p>\n<p>\u201cA complexidade desta estrutura e o enorme volume de recursos necess\u00e1rios para concretizar a atividade criminosa nos leva a afirmar que esta \u00e9 uma atividade do crime organizado. Este esquema foi muito bem montado. \u00c9 uma verdadeira m\u00e1fia\u201d, contou Daniel Lobo, procurador da Rep\u00fablica lotado em Porto Velho.<\/p>\n<p>Lobo afirma que s\u00f3 recentemente o Minist\u00e9rio P\u00fablico e os investigadores de pol\u00edcia passaram a compreender a natureza conspirat\u00f3ria desses crimes e a process\u00e1-los apropriadamente. \u201cN\u00e3o s\u00e3o crimes isolados com um \u00fanico culpado. \u00c9 uma organiza\u00e7\u00e3o com comando e controle.\u201d<\/p>\n<p>As madeireiras de Espig\u00e3o se enfurecem com a menor sugest\u00e3o de ilegalidade de suas opera\u00e7\u00f5es. \u201cComo em qualquer lugar, pode haver algumas empresas que atuam na clandestinidade\u201d, afirmou Cleodimar Balbinot, advogado da ind\u00fastria madeireira que apareceu para confrontar Lima em uma serraria, enquanto os agentes anotavam uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es. Mas seus clientes eram operadores leg\u00edtimos, insistiu ele, escolhidos injustamente para saciar a sede de vingan\u00e7a do Ibama pelo ataque ao caminh\u00e3o-tanque.<\/p>\n<p>Durante a opera\u00e7\u00e3o testemunhada por mim, quase 6 mil m<strong><sup>3 <\/sup><\/strong>de madeira ilegal foram apreendidos, segundo o Ibama. Os fiscais encontraram \u201cirregularidades\u201d em 20 serrarias e emitiram multas no total de R$ 4 milh\u00f5es. Tr\u00eas serrarias foram lacradas definitivamente.<\/p>\n<h2><strong>Caminho para o desmatamento<\/strong><\/h2>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o ilegal e seletiva de madeira n\u00e3o \u00e9 a principal causa do desmatamento\u2013 ou seja, o corte raso \u2014 muito menos os inc\u00eandios devastadores que alarmaram o mundo todo. Mas a extra\u00e7\u00e3o madeireira seletiva permite que mais luz solar alcance o ch\u00e3o da floresta, secando-o e tornando-o mais propenso a inc\u00eandios. Investigadores afirmam que, normalmente, esse \u00e9 o primeiro passo para uma empreitada criminosa ainda maior que envolve o corte raso em grandes \u00e1reas: a apropria\u00e7\u00e3o de terras p\u00fablicas para a venda de loteamentos ou produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cA destrui\u00e7\u00e3o da floresta \u00e9 o paradigma da\u00a0grilagem\u201d, afirmou o procurador Lobo. \u201c\u00c9 uma tentativa de invadir e ocupar terras p\u00fablicas, algo muito comum na Amaz\u00f4nia.\u201d Assim como a explora\u00e7\u00e3o madeireira ilegal, o crime implica uma grande rede que oculta os principais arquitetos da empreitada. \u201cOs grileiros tomam a terra com a expectativa de que o roubo seja legalizado\u201d, contou Lobo, em parte, com a compra e venda de falsos documentos de propriedade com o objetivo de ocultar suas atividades.<\/p>\n<p>Em toda a Amaz\u00f4nia, as estradas utilizadas pela explora\u00e7\u00e3o madeireira abrem caminho para penetrar na floresta intocada. \u201c\u00c9 geralmente a extra\u00e7\u00e3o da madeira que financia o desmatamento<em> \u2013 <\/em>a derrubada da floresta. As \u00e1rvores mais nobres s\u00e3o vendidas e, com o dinheiro da venda, \u00e9 paga a derrubada da floresta. N\u00e3o \u00e9 barato desmatar\u201d, conta Lima.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do processo e o esgotamento de recursos valiosos por toda parte, h\u00e1 cada vez mais press\u00e3o sobre os extensos territ\u00f3rios nativos do Brasil, que cobrem cerca de um quarto da Bacia Amaz\u00f4nica brasileira. Todas as 22 reservas ind\u00edgenas de Rond\u00f4nia sofrem com alguma forma de invas\u00e3o, explicou Lobo, seja de madeireiros, grileiros, produtores rurais ou garimpeiros ilegais.<\/p>\n<p>A complexidade vai muito al\u00e9m de uma simples vitimiza\u00e7\u00e3o. L\u00edderes ind\u00edgenas que favorecem o desenvolvimento sustent\u00e1vel e a preserva\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias entram em conflito com membros da pr\u00f3pria tribo que s\u00e3o atra\u00eddos por altas quantias oferecidas por forasteiros ansiosos por cortar suas \u00e1rvores e garimpar em seus territ\u00f3rios. Algumas tribos se unem para enfrentar as atividades predat\u00f3rias. Mas outras est\u00e3o cada vez mais divididas entre preservar a floresta ou explor\u00e1-la para obter ganhos de curto prazo.<\/p>\n<p>Dentro dos quase 2,5 mil km<sup>2<\/sup>da\u00a0<a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/terras-indigenas\/3858\">terra ind\u00edgena Sete de Setembro<\/a>, a oeste de Pacarana, sete comunidades suru\u00eds se uniram para combater a explora\u00e7\u00e3o madeireira e o garimpo em seu territ\u00f3rio. Plantaram caf\u00e9 e cacau e est\u00e3o vendendo seus produtos a distribuidores nacionais e at\u00e9 internacionais. No entanto, eles s\u00e3o minoria na pr\u00f3pria tribo \u2013 20 outras aldeias suru\u00eds colaboram de certa forma com madeireiros e garimpeiros.<\/p>\n<p>Na aldeia de Lapetanha, o anci\u00e3o Agamenon Suru\u00ed contou que ele e sua fam\u00edlia receberam amea\u00e7as de morte por expulsar madeireiros das florestas vizinhas. \u201cEles anunciaram. Citaram meu nome. Disseram: \u2018Se o virmos, o mataremos\u2019\u201d, contou ele. Outros alde\u00e3es receberam amea\u00e7as semelhantes. Ningu\u00e9m sai da comunidade sozinho.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior para os uru-eu-wau-wau e karipunas, porque garimpeiros e produtores rurais est\u00e3o de olho em suas terras no oeste de Rond\u00f4nia. L\u00edderes de ambas as tribos foram amea\u00e7ados repetidas vezes. Dezenas de ocupantes ilegais foram expulsos do territ\u00f3rio dos karipunas em junho em uma opera\u00e7\u00e3o conjunta do Ibama, de oficiais da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00edndio (Funai) e das pol\u00edcias militar e federal. Investigadores indiciaram nove pessoas por desmatamento ilegal, fraude e lavagem de dinheiro.<\/p>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/mm9139_07192019_02022.jpg?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Um garimpo ilegal de ouro e diamantes marca a terra e contamina a \u00e1gua dentro do territ\u00f3rio ind\u00edgena de Aripuan\u00e3. Terras ind\u00edgenas est\u00e3o sujeitas a invas\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 de madeireiros ilegais, mas tamb\u00e9m de garimpeiros atra\u00eddos pelas ricas jazidas.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE <span class=\"ng-article-image__content--strong\">FELIPE FITTIPALDI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>Os pr\u00f3prios servidores do Ibama afirmam ter sido alvos de v\u00e1rias amea\u00e7as durante a opera\u00e7\u00e3o para expulsar os invasores da reserva Karipuna. Todos no cumprimento de seu dever, afirma Givinaldo Lima.<\/p>\n<h2><strong>Um \u00f3rg\u00e3o alvo de ataques<\/strong><\/h2>\n<p>Mas alguns agentes do Ibama acreditam que o des\u00e2nimo esteja tomando conta deles no governo Bolsonaro e se questionam se poder\u00e3o contar com os superiores ao confrontar criminosos em campo.<\/p>\n<p>\u201cSempre ficamos com a impress\u00e3o de que fizemos algo errado\u201d, disse um agente que pediu para n\u00e3o ser identificado, por medo de repres\u00e1lia.<\/p>\n<p>Apesar da ret\u00f3rica exaltada do governo Bolsonaro, funcion\u00e1rios de alto escal\u00e3o do Ibama afirmam que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o substancial na forma pela qual os agentes conduzem as opera\u00e7\u00f5es no campo. Ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia, fui a Bras\u00edlia para entrevistar Eduardo Bim, presidente do Ibama, na sede do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEstamos fazendo as inspe\u00e7\u00f5es como previsto na lei. O que vejo s\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es e rumores fora de contexto que d\u00e3o a impress\u00e3o de que n\u00e3o estamos combatendo crimes ambientais. Estamos combatendo e continuaremos a combater esses crimes\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Mas muitos de seus agentes de campo est\u00e3o mais c\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u201cBolsonaro n\u00e3o vai acabar com o Ibama. Ele precisa do Ibama para mostrar ao mundo que o Brasil est\u00e1 cuidando da Amaz\u00f4nia. Mas ele menospreza o \u00f3rg\u00e3o. Cria obst\u00e1culos para enfraquecer a institui\u00e7\u00e3o e nos impedir de fazer nosso trabalho\u201d, contou um dos agentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um agente do Ibama faz vig\u00edlia em uma serraria nas proximidades de Boa Vista do Pacarana, distrito fronteiri\u00e7o no estado de Rond\u00f4nia que \u00e9 polo de explora\u00e7\u00e3o madeireira. Durante uma opera\u00e7\u00e3o em meados de julho, o Ibama fechou v\u00e1rias serrarias de Pacarana, citando ilegalidades nos estoques e planos de manejo florestal. National Geographic Por Scott&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/09\/04\/por-dentro-da-dificil-missao-de-combate-a-extracao-ilegal-de-madeira-na-amazonia\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-23733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6aN","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23734,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23733\/revisions\/23734"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}