{"id":24135,"date":"2019-09-30T10:55:12","date_gmt":"2019-09-30T14:55:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=24135"},"modified":"2019-09-30T10:55:12","modified_gmt":"2019-09-30T14:55:12","slug":"campeoes-de-desmatamento-e-queimadas-na-amazonia-sao-dominados-pelo-gado-e-pela-soja","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/09\/30\/campeoes-de-desmatamento-e-queimadas-na-amazonia-sao-dominados-pelo-gado-e-pela-soja\/","title":{"rendered":"CAMPE\u00d5ES DE DESMATAMENTO E QUEIMADAS NA AMAZ\u00d4NIA S\u00c3O DOMINADOS PELO GADO E PELA SOJA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24138\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/09\/30\/campeoes-de-desmatamento-e-queimadas-na-amazonia-sao-dominados-pelo-gado-e-pela-soja\/cmm\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?fit=750%2C410\" data-orig-size=\"750,410\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"cmm\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?fit=300%2C164\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?fit=600%2C328\" class=\"alignnone size-full wp-image-24138\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?resize=600%2C328\" alt=\"cmm\" width=\"600\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?w=750 750w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?resize=300%2C164 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cmm.jpg?resize=549%2C300 549w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Primeiro a derrubada, depois o fogo e tudo vira pasto. Saiba quais s\u00e3o os munic\u00edpios l\u00edderes em desmatamento na regi\u00e3o<!--more--><\/p>\n<p>Por Bruna Caetano<\/p>\n<p>Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP), 30 de Setembro de 2019<\/p>\n<p>O Brasil registrou 131.327 queimadas florestais at\u00e9 o m\u00eas de agosto em 2019. S\u00f3 na Amaz\u00f4nia, foram registrados 43.573 focos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A origem do fogo na floresta tem sido alvo de debate nas \u00faltimas semanas, repercutindo na imprensa nacional e internacional, aumentando ainda mais a press\u00e3o sobre o governo federal para solu\u00e7\u00f5es que freiem as chamas.<\/p>\n<section class=\"text vertical-spacing\">Uma nota t\u00e9cnica realizada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), a rela\u00e7\u00e3o entre as queimadas e o desmatamento da Amaz\u00f4nia torna-se evidente. O instituto comparou os munic\u00edpios com maior \u00edndice de desmatamento com os de maior \u00edndice de queimadas &#8212; Altamira (PA), Porto Velho (RO), S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA), L\u00e1brea (AM), Colniza (MT) e Novo Progresso (PA) est\u00e3o nas duas listas.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre queimadas e o desmatamento n\u00e3o \u00e9 nova. As queimadas s\u00e3o uma pr\u00e1tica primitiva de limpar terras desmatadas para torn\u00e1-las agricult\u00e1veis. Ambas &#8212; queimadas e desmatamento &#8212; pr\u00e1ticas bem conhecidas na din\u00e2mica da agricultura extensiva do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Como se comporta o agroneg\u00f3cio nos munic\u00edpios mais queimados da regi\u00e3o amaz\u00f4nica? Qual o impacto da agropecu\u00e1ria extensiva e quais as alternativas sustent\u00e1veis para o desenvolvimento da floresta? Essas s\u00e3o algumas das perguntas que o\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0pretende responder nesta reportagem.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48793823468_5e9bdee2fe_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804754297_ae4012ee1a_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"embedMedia vertical-spacing\">\n<div class=\"container\">\n<p>No brasil, s\u00e3o aproximadamente 172 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de cabe\u00e7as de gado, de acordo com o Censo Agropecu\u00e1rio, de 2017<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subtitle vertical-spacing\">\n<h2 class=\"text\">DESMATAR, QUEIMAR E SOLTAR O GADO<\/h2>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\">N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que sete dos dez munic\u00edpios mais queimados do pa\u00eds neste ano tamb\u00e9m estejam na lista dos mais desmatados. \u201cO desmatamento avan\u00e7a com o fogo avan\u00e7ando em seguida\u201d, explica Paulo Moutinho, cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam). O fogo \u00e9 utilizado para limpar as \u00e1reas desmatadas para prepara\u00e7\u00e3o para o plantio de capim ou cultura agr\u00edcola.<\/p>\n<p>A maioria dos munic\u00edpios presentes na lista elaborada pelo Ipam est\u00e1 localizada no chamado arco do desmatamento &#8212; que \u00e9 resultado de um processo hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, entre o fim da d\u00e9cada de 1950 e in\u00edcio dos anos 1960.<\/p>\n<p>Essa ocupa\u00e7\u00e3o se deu principalmente pela chegada de grandes obras de infraestrutura na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Em paralelo, com pol\u00edticas de incentivo da ditadura militar, introduziu-se um modo de ocupa\u00e7\u00e3o estimulando a migra\u00e7\u00e3o do sudeste, centro-oeste e nordeste.<\/p>\n<p>O resultado foi a cria\u00e7\u00e3o de uma fronteira agr\u00edcola e pecu\u00e1ria que, desde ent\u00e3o, avan\u00e7a anualmente sobre a floresta.<\/p>\n<p>Grande parte das atividades que deixam um rastro de desmatamento e fogo na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/09\/30\/campeoes-de-desmatamento-e-queimadas-na-amazonia-sao-dominados-pelo-gado-e-pela-soja\/mma.gov.br\/gestao-territorial\/zoneamento-territorial\/macrozee-da-amaz%C3%B4nia-legal\">Amaz\u00f4nia Legal<\/a>\u00a0\u00e9 voltada para a pecu\u00e1ria e agricultura extensiva. A m\u00e9dia, na regi\u00e3o, \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o de um hectare por cabe\u00e7a de gado, por exemplo.<\/p>\n<p>Segundo o Moutinho, cerca de 30% do desmatamento acontece em terras p\u00fablicas, numa pr\u00e1tica consolidada de especula\u00e7\u00e3o ilegal. \u201c\u00c9 um crime organizado de grileiros, que tomam a terra p\u00fablica dos brasileiros para fazer a derrubada, fazer a queimada e depois especular, vender para terceiros desavisados ou at\u00e9 para um com\u00e9rcio ilegal de terras na Amaz\u00f4nia\u201d, explica.<\/p>\n<p>Os impactos no ecossistema, de acordo com o pesquisador, s\u00e3o in\u00fameros, mas s\u00e3o dois os principais: a mudan\u00e7a no comportamento das chuvas e, consequentemente, do clima em todo o planeta. A floresta funciona como uma bomba de \u00e1gua que abastece a atmosfera com o vapor que forma as nuvens e mant\u00e9m as chuvas, explica Moutinho.<\/p>\n<p>A desregula\u00e7\u00e3o das chuvas tamb\u00e9m impacta diretamente o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio. O Brasil tem 95% da agricultura dependente de chuva. Quem faz a irriga\u00e7\u00e3o dos plantios \u00e9 a floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804749332_44ec3af4c8_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804257658_a1d4fc3921_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48794328402_8ac88d01ba_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804611981_67a86f5e45_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"embedMedia vertical-spacing\">\n<div class=\"container\">\n<p>Tr\u00eas dos dez munic\u00edpios mais queimados em 2019 s\u00e3o do Par\u00e1: Altamira, Novo Progresso e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subtitle vertical-spacing\">\n<h2 class=\"text\">PAR\u00c1<\/h2>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\">Um dos estados com munic\u00edpios na lista dos mais queimados \u00e9 o Par\u00e1. Com o forte presen\u00e7a do monocultivo e da pecu\u00e1ria, Altamira, Novo Progresso e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu t\u00eam mais de 678,6 mil hectares, 344,8 mil hectares, e 1,4 milh\u00e3o de hectares, respectivamente, destinados \u00e0 pastagem de gado. Nas duas primeiras, a soja tamb\u00e9m \u00e9 a matriz agr\u00edcola mais produzida. S\u00e3o 6,8 mil e 9,2 mil hectares plantados, de acordo com \u00faltimo o Censo Agropecu\u00e1rio, elaborado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Se comparadas as \u00e1reas de pastagem atuais com as constatadas pelo o \u00faltimo Censo, realizado em 2006, houve um aumento significativo em todas as cidades &#8212; 46% em Altamira, 49% em Novo Progresso e 64% em S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu.<\/p>\n<p>Segundo Raione Lima, coordenadora da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) da BR-163, no trecho da rodovia conhecida como corredor da soja que liga o porto de Santar\u00e9m (PA) \u00e0 Sinop (MT), o principal aumento do desmatamento e das queimadas em 2019 foi &#8220;provocado e organizado&#8221; e se deu em \u00e1reas de assentamentos da Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>As queimadas nos assentamentos aconteceram principalmente no munic\u00edpio de Novo Progresso, mais especificamente no Projeto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (PDS) Terra Nossa, assentamento do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra).<\/p>\n<p>\u201cAo chegar no Terra Nossa, nesse auge das queimadas, a gente pode observar que as fazendas n\u00e3o foram t\u00e3o atingidas assim. A gente entendeu que n\u00e3o \u00e9 fazenda para fazer pasto, ainda. A gente viu alguns agricultores que tiveram suas ro\u00e7as queimadas, seus lotes incendiados, e o fogo n\u00e3o chegava nas fazendas. Ent\u00e3o, a gente considera que foi provocado e organizado. N\u00e3o sabemos quem organizou\u201d, relata.<\/p>\n<p>De acordo com um\u00a0<a href=\"https:\/\/apublica.org\/2019\/08\/queimadas-quadruplicam-em-assentamento-mais-incendiado-do-para\/\">levantamento realizado pela Ag\u00eancia P\u00fablica<\/a>\u00a0com base em dados do Inpe, o assentamento foi o que mais sofreu inc\u00eandios em 2019. Foram 197 focos de inc\u00eandio em agosto, um aumento de 319% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo em 2018. Cerca de 300 fam\u00edlias vivem no PDS.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Par\u00e1 cortada pela BR-163 \u00e9 conhecida pela concentra\u00e7\u00e3o de pecuaristas, garimpeiros e madeireiros. A intensifica\u00e7\u00e3o do fogo no entorno da rodovia teve in\u00edcio a partir do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/08\/15\/estimulados-por-bolsonaro-fazendeiros-promovem-dia-do-fogo-na-amazonia\/\">\u201cDia do Fogo\u201d<\/a>, segundo dados do Inpe. No dia 10 de agosto, fazendeiros se organizaram para iniciar queimadas a fim de chamar aten\u00e7\u00e3o do governo.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48794197441_3d11fc91b0_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804265063_59693a38b8_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"embedMedia vertical-spacing\">\n<div class=\"container\">\n<p>&#8220;Rond\u00f4nia \u00e9 um estado pensado pela coloniza\u00e7\u00e3o. Tanto para ser corredor para a exporta\u00e7\u00e3o de alguns produtos, como a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o.&#8221; diz Liliane, da CPT<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subtitle vertical-spacing\">\n<h2 class=\"text\">ROND\u00d4NIA<\/h2>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\">&#8220;Se a gente circula pela regi\u00e3o de Porto Velho, ou mesmo do interior do estado de Rond\u00f4nia, \u00e9 poss\u00edvel observar v\u00e1rios pontos onde houveram queimadas, e o reflexo na vida de todas as pessoas, e que \u00e9 ineg\u00e1vel, \u00e9 a fuma\u00e7a. A fuma\u00e7a forma cortinas na cidade, sendo imposs\u00edvel negar a exist\u00eancia de focos de inc\u00eandio nas regi\u00f5es\u201d, afirma Liliana Won Ancken, da CPT de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>Porto Velho, capital de Rond\u00f4nia, \u00e9 a terceira cidade da regi\u00e3o amaz\u00f4nica com maior \u00edndice de queimadas e desmatamento. S\u00e3o 351.534 hectares de pastos &#8212; 43% de acr\u00e9scimo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 2006 &#8212; 41.575 hectares dedicados ao plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar e 3,604 \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar forrageira, utilizada para alimenta\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n<p>L\u00e1, foram registrados 3.110 focos de queimadas s\u00f3 neste ano e 280 hectares de desmatamento, segundo o Inpe. No dia 26 de agosto, a fuma\u00e7a foi respons\u00e1vel pelo fechamento do aeroporto da cidade por mais de uma hora. Em entrevista \u00e0 AFP, o diretor-geral do Hospital Infantil Cosme e Dami\u00e3o, Sergio Pereira, afirma que atendia cerca de 240 pacientes por dia, mas nos \u00faltimos tempos esse n\u00famero subiu para 280.<\/p>\n<p>Para Won Ancken, o modelo de produ\u00e7\u00e3o praticado pelo agroneg\u00f3cio \u00e9 fruto de um processo de coloniza\u00e7\u00e3o do estado, que substitui o cultivo da flora natural da regi\u00e3o, e imp\u00f5e a pecu\u00e1ria e a monocultura. \u201cO processo de coloniza\u00e7\u00e3o aqui na Amaz\u00f4nia sempre induziu a isso, porque sempre disse que terra desmatada era garantia de propriedade\u201d<\/p>\n<p>Ela conta que a produ\u00e7\u00e3o de soja tamb\u00e9m tem causado uma press\u00e3o sob a regi\u00e3o a partir de cerca de 15 anos atr\u00e1s. No estado, s\u00e3o 242.778 hectares dedicados \u00e0 soja. O crescimento do cultivo do gr\u00e3o \u00e9 um dos motivos para a expuls\u00e3o de pequenos agricultores e aumento dos conflitos agr\u00e1rios em Vilhena, Corumbiara, Cerejeiras e Chupinguaia, regi\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o do Cerrado e Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Segundo Liliana, muito pouco \u00e9 investido em tecnologia pr\u00f3pria da regi\u00e3o amaz\u00f4nica a partir dos conhecimentos e da agricultura que j\u00e1 \u00e9 praticada na regi\u00e3o h\u00e1 s\u00e9culos. \u201cIsso da floresta intocada tamb\u00e9m \u00e9 um mito a ser desconstru\u00eddo. Sempre existiram povos na Amaz\u00f4nia que de alguma forma interagiram com a floresta para sobreviver. E praticando formas de agricultura que foram sustent\u00e1veis ao longo dos anos\u201d, ressalta.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48794352832_b638a5983d_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804757207_8b38230ab4_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"embedMedia vertical-spacing\">\n<div class=\"container\">\n<p>Em agosto, o Amazonas registrou o maior n\u00famero de focos de inc\u00eandio desde que os dados come\u00e7aram a ser contabilizados, em 1998. Foram 6.145 focos<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subtitle vertical-spacing\">\n<h2 class=\"text\">AMAZONAS<\/h2>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\">L\u00e1brea e Apu\u00ed, no sul amazonense, tamb\u00e9m est\u00e3o entre os munic\u00edpios mais desmatados e queimados. S\u00e3o 2.224 e 2.064 focos de inc\u00eandio, respectivamente. J\u00e1 o desmatamento corresponde a 170 hectares em L\u00e1brea e 110 hectares em Apu\u00ed, at\u00e9 julho deste ano.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 uma das mais problem\u00e1ticas do estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 grilagem de terras, al\u00e9m de campe\u00e3 em cria\u00e7\u00e3o de gado. S\u00e3o 205,9 mil hectares usados para pastagens em L\u00e1brea, e 121.489 em Apu\u00ed.<\/p>\n<p>Tiago Maik\u00e1, agente pastoral da CPT Amazonas, explica que existe uma cadeia de atividades que protagonizam o desmatamento na regi\u00e3o: primeiro entram as madeireiras, depois as fazendas de gado e a soja, ocupando essas pastagens.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que disse o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em seu pronunciamento em rede nacional, 2019 n\u00e3o \u00e9 um ano excepcionalmente seco. Entre janeiro e agosto deste ano, a quantidade de chuva \u00e9 11% maior que o mesmo per\u00edodo desde 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Inpe.<\/p>\n<p>Maik\u00e1 lembra que tem chovido bastante em compara\u00e7\u00e3o com os anos anteriores, e as queimadas se alastram sem rela\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o ambiental sazonal.<\/p>\n<p>As queimadas impactam todo o ecossistema da regi\u00e3o, inclusive um dos rios mais extensos do mundo: o Rio Amazonas. Em um estudo publicado na revista\u00a0<em>Nature Communications<\/em>, foi constatado que grande parte do carbono negro encontrado no rio foi produzido por inc\u00eandios recentes na regi\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48793978633_8a8b6e852f_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804757632_fc0bbabbb8_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"embedMedia vertical-spacing\">\n<div class=\"container\">\n<p>Para a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, a intensifica\u00e7\u00e3o dos discursos de \u00f3dio protagonizados pelo presidente trazem sensa\u00e7\u00e3o de impunidade para os crimes no campo<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subtitle vertical-spacing\">\n<h2 class=\"text\">CONFLITOS NO CAMPO<\/h2>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\">O desmatamento e os inc\u00eandios n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas consequ\u00eancias do modelo predat\u00f3rio do agroneg\u00f3cio. Com a agropecu\u00e1ria extensiva, os conflitos por terra se tornam comuns e a morte de lideran\u00e7as camponesas uma realidade cada vez mais evidente.<\/p>\n<p>S\u00f3 esse ano, foram 18 assassinatos em conflitos no campo registrados no pa\u00eds, segundo a CPT. Desses, foram sete no Par\u00e1 e cinco no Amazonas.<\/p>\n<p>Para Maik\u00e1, da CPT do Amazonas,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/08\/10\/bolsonaro-e-o-maestro-da-guerra-de-odio-no-brasil-diz-ex-ministro-de-fhc\/\">a intensifica\u00e7\u00e3o dos discursos de \u00f3dio<\/a>\u00a0tem rela\u00e7\u00e3o direta com o aumento nos \u00edndices de assassinatos, assim como dos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/08\/06\/sou-o-capitao-motosserra-diz-bolsonaro-sobre-aumento-do-desmatamento-na-amazonia\/\">crimes ambientais<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 tudo relacionado com esse discurso de que n\u00e3o vai ter mais controle. \u00d3rg\u00e3os ambientais n\u00e3o t\u00eam mais autonomia para atua\u00e7\u00e3o. Temos um processo de avan\u00e7o inclusive sob essas terras que eram tidas como as mais protegidas do pa\u00eds de uma maneira muito forte\u201d, analisa o agente pastoral.<\/p>\n<p>A narrativa constru\u00edda pelo presidente tamb\u00e9m \u00e9 caracterizada pelo constante ataque \u00e0s\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/brasildefato\/videos\/ongs-respondem-acusa%C3%A7%C3%B5es-de-bolsonaro\/876980816022224\/\">Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONGs) que atuam na preserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/a>\u00a0e aos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/09\/02\/comportamento-do-governo-e-obscurantista-e-autoritario-diz-ex-diretor-do-inpe\/\">institutos de pesquisa<\/a>.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da repercuss\u00e3o do aumento no \u00edndice de queimadas, Jair Bolsonaro j\u00e1 acusou as ONGs de estarem ateando fogo na floresta a fim de culpabilizar o governo, mas sem provas. Al\u00e9m disso,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/09\/26\/tivemos-1800-alertas-em-julho-e-nenhuma-acao-do-ibama-disse-o-ex-diretor-do-inpe\/\">contesta regularmente os dados divulgados pelo Inpe<\/a>.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nos discursos que o presidente incentiva a viol\u00eancia. Ele defende que fazendeiros devam se armar legalmente e, no \u00faltimo dia 17, sancionou a lei 3.715\/19 para ampliar a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/06\/27\/em-votacao-as-pressas-senado-amplia-posse-de-arma-em-propriedades-rurais\/\">posse de armas de fogo em propriedades rurais<\/a>. Antes, era permitida a posse apenas na sede da propriedade &#8212; agora, toda a extens\u00e3o do terreno \u00e9 compreendida como propriedade.<\/p>\n<p>Em abril, na 26\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Feira Internacional de Tecnologia Agr\u00edcola em A\u00e7\u00e3o Agrishow, o presidente chegou afirmar que vai enviar ao Congresso uma esp\u00e9cie de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/05\/23\/agronegocio-se-une-em-evento-para-defender-bolsonaro-e-pressionar-bancada-ruralista\/\">\u201cexcludente de ilicitude\u201d para os ruralistas<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAo defender a sua propriedade privada ou a sua vida, o cidad\u00e3o de bem poder\u00e1 entrar no excludente de ilicitude. Ou seja, ele responde, mas n\u00e3o tem puni\u00e7\u00e3o. \u00c9 a forma que n\u00f3s temos que proceder. Para que o outro lado que desrespeita a lei tema o cidad\u00e3o de bem\u201d, disse o mandat\u00e1rio na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"image vertical-spacing\"><picture><source srcset=\"\/\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48794482557_45b410503b_o.jpg\" media=\"(min-width: 690px)\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\" \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/48804615341_60613f13bb_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\" \" \/><\/picture><\/section>\n<section class=\"embedMedia vertical-spacing\">\n<div class=\"container\">\n<p>Produ\u00e7\u00e3o de A\u00e7a\u00ed para venda na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Aman\u00e3, no Amazonas<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subtitle vertical-spacing\">\n<h2 class=\"text\">DESENVOLVIMENTO SUSTENT\u00c1VEL<\/h2>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\">Para frear o desmatamento e as queimadas \u00e9 preciso que haja governan\u00e7a na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, acredita Paulo Moutinho, do Ipam. Segundo ele, s\u00e3o 64 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas p\u00fablicas que precisam de uma destina\u00e7\u00e3o para uso sustent\u00e1vel ou conserva\u00e7\u00e3o pelos governos estaduais ou federais.<\/p>\n<p>O desenvolvimento sustent\u00e1vel da floresta, para Moutinho, depende de investimentos em pilares como a assist\u00eancia t\u00e9cnica diferenciada para pequenos e m\u00e9dios produtores com preocupa\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade, e em mecanismos econ\u00f4micos que tragam valor para a floresta em p\u00e9.<\/p>\n<p>Em paralelo, o pesquisadora afirma que \u00e9 preciso que se eduque a sociedade sobre a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, houve um esfor\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas voltadas para o desenvolvimento sustent\u00e1vel que v\u00eam sendo desmontadas de alguns anos para c\u00e1, relata Ailton Dias, coordenador do Instituto Internacional de Educa\u00e7\u00e3o do Brasil (IEB), criado para facilitar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Em 2012, foi instaurada pela ex-presidenta Dilma Rousseff a Pol\u00edtica Nacional de Agroecologia e Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica (Pnapo), com a cria\u00e7\u00e3o de um plano em que o governo federal se comprometia com o incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e org\u00e2nica, e ao manejo sustent\u00e1vel de recursos florestais.<\/p>\n<p>Outra iniciativa elencada pelo pesquisador \u00e9 mais antiga, de 1995. Trata-se do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), criado para o financiamento de iniciativas de projetos que gerem renda para os agricultores familiares.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/08\/15\/contra-politica-ambiental-de-bolsonaro-noruega-congela-repasses-ao-fundo-amazonia\/\">Fundo Amaz\u00f4nia, que agora se encontra paralisado<\/a>, tamb\u00e9m exercia um papel importante como plataforma de investimentos milion\u00e1rios no desenvolvimento de projetos de gest\u00e3o da floresta e conten\u00e7\u00e3o do desmatamento.<\/p>\n<p>Apesar do incentivo cada vez menor, alguns grupos praticam o manejo sustent\u00e1vel da floresta. Ribeirinhos, comunidades quilombolas, povos tradicionais t\u00eam sua produ\u00e7\u00e3o, em um primeiro momento, voltada para a seguran\u00e7a alimentar. A comercializa\u00e7\u00e3o surge em segundo plano. Um exemplo \u00e9 o mercado de a\u00e7a\u00ed, produto importante da Amaz\u00f4nia que virou um fen\u00f4meno global e abastece grandes centros urbanos. Segundo Dias, aproximadamente 90% \u00e9 produzido por comunidades tradicionais e agricultura familiar.<\/p>\n<p>Para Raione Lima, da CPT, existe um d\u00e9ficit na presen\u00e7a do Estado na assist\u00eancia t\u00e9cnicas \u00e0 essas comunidades. \u201cH\u00e1 uma aus\u00eancia muito grande das pol\u00edticas p\u00fablicas no campo para essas pessoas. Os agricultores e assentados ficam ali esperando chegar a pol\u00edtica, alguns se resolvem por meio de associa\u00e7\u00f5es para lutar por esses direitos, mas o Estado n\u00e3o tem dado muita aten\u00e7\u00e3o\u201d, assinala.<\/p>\n<p>Para cobrar essa aten\u00e7\u00e3o e pautar as alternativas ao modelo do agroneg\u00f3cio, comunidades se aliam \u00e0 luta pela reforma agr\u00e1ria para a constru\u00e7\u00e3o da agroecologia e o combate ao uso de agrot\u00f3xicos, independentes ou por meio da participa\u00e7\u00e3o de movimentos de luta como os da organiza\u00e7\u00e3o internacional de mobiliza\u00e7\u00e3o do campo, Via Campesina.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"text vertical-spacing\"><em>FICHA T\u00c9CNICA<\/em><\/p>\n<p><em>Texto:<\/em>\u00a0Bruna Caetano |\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o:<\/em>\u00a0Rodrigo Chagas |\u00a0<em>Artes:<\/em>\u00a0|\u00a0<em>Vers\u00e3o para r\u00e1dio:<\/em>\u00a0Geisa Marques |\u00a0<em>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/em>\u00a0Daniel Giovanaz, Vivian Fernandes e Jos\u00e9 Bruno Lima |\u00a0<em>Coordena\u00e7\u00e3o de R\u00e1dio:<\/em>\u00a0Camila Salmazio<\/p>\n<\/section>\n<div id=\"share-multimedia\" class=\"share-multimedia-middle share-multimedia-bottom\"><a class=\"share-icon\" title=\"Compartilhe no Facebook\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/09\/30\/campeoes-de-desmatamento-e-queimadas-na-amazonia-sao-dominados-pelo-gado-e-pela-soja\/%3Futm_source=bdf%26utm_medium=referral%26utm_campaign=facebook_share\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/img\/social-media\/share-facebook.svg\" alt=\"Compartilhe no Facebook\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro a derrubada, depois o fogo e tudo vira pasto. Saiba quais s\u00e3o os munic\u00edpios l\u00edderes em desmatamento na regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-24135","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6hh","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24135"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24139,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24135\/revisions\/24139"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}