{"id":24930,"date":"2019-11-13T17:56:04","date_gmt":"2019-11-13T21:56:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=24930"},"modified":"2019-11-13T17:56:04","modified_gmt":"2019-11-13T21:56:04","slug":"negros-sao-maioria-nas-universidades-publicas-do-brasil-pela-primeira-vez","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/13\/negros-sao-maioria-nas-universidades-publicas-do-brasil-pela-primeira-vez\/","title":{"rendered":"Negros s\u00e3o maioria nas universidades p\u00fablicas do Brasil pela primeira vez"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24931\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/13\/negros-sao-maioria-nas-universidades-publicas-do-brasil-pela-primeira-vez\/d49a15c5-0f6b-4cc2-8690-8c440222098f\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?fit=640%2C391\" data-orig-size=\"640,391\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?fit=300%2C183\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?fit=600%2C367\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?resize=600%2C367\" alt=\"D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F\" width=\"600\" height=\"367\" class=\"alignnone size-full wp-image-24931\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?resize=300%2C183 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/D49A15C5-0F6B-4CC2-8690-8C440222098F.jpeg?resize=491%2C300 491w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Pesquisa do IBGE afirma que mudan\u00e7a \u00e9 reflexo de pol\u00edticas p\u00fablicas que proporcionaram o acessos da popula\u00e7\u00e3o preta e parda na rede de ensino. Rec\u00e9m-formada critica falta de docentes negros nos cursos.<!--more--><\/p>\n<p>No El Pa\u00eds<\/p>\n<p>O n\u00famero de matr\u00edculas de estudantes negros e pardos nas universidades e faculdades p\u00fablicas no Brasil ultrapassou, pela primeira vez, o de brancos. Em 2018, esse grupo passou a representar 50,3% dos estudantes do ensino superior da rede p\u00fablica, segundo a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, publicada nesta quarta-feira pelo IBGE. Embora representem hoje mais da metade dos estudantes nas universidades federais, esse grupo ainda permanece sub-representado j\u00e1 que corresponde hoje a 55,8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>O levantamento revela ainda que a popula\u00e7\u00e3o negra e parda est\u00e1 melhorando seus \u00edndices educacionais, tanto de acesso como perman\u00eancia. O abandono escolar diminuiu de 30,8%, em 2016, para 28,8% em 2018. Entre a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda de 18 a 24 anos que estudava, o percentual cursando ensino superior aumentou de 50,5%, em 2016, para 55,6% em 2018. Apesar do avan\u00e7o, o percentual ficou bem abaixo do alcan\u00e7ado pelos brancos na mesma faixa et\u00e1ria, que \u00e9 de 78,8%.<\/p>\n<p>A melhoria dos \u00edndices educacionais dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o na rede de ensino \u00e9, em parte, reflexo de pol\u00edticas p\u00fablicas, como o sistema de cotas, que proporcionaram o acesso e perman\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o preta e parda, segundo o IBGE. A Lei Federal de Cotas, sancionada em 2016, definiu que metade das matr\u00edculas nas universidades e institutos federais deveriam atender a crit\u00e9rios de cotas raciais.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador Claudio Crespo, do IBGE, a melhora nos indicadores \u00e9 relevante, mas como a desigualdade \u00e9 hist\u00f3rica e estrutural, os avan\u00e7os para a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda s\u00f3 acontecem quando h\u00e1 mobiliza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas. &#8220;A interven\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e9 um fator essencial para a redu\u00e7\u00e3o dessa desigualdade. Onde h\u00e1 avan\u00e7os percebidos, apesar da dist\u00e2ncias que ainda reside, s\u00e3o espa\u00e7os em que houve interven\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e tamb\u00e9m organiza\u00e7\u00e3o do movimento social para a conquista de uma sociedade mais igualit\u00e1ria, como as cotas para acesso ao n\u00edvel superior&#8221;, afirmou \u00e0 ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Para a mestra em direito Winnie Bueno, integrante da Rede de Ciberativistas Negras, o avan\u00e7o do n\u00famero de matr\u00edculas de negros na universidade \u00e9 importante, mas \u00e9 preciso pensar tamb\u00e9m em pol\u00edticas de perman\u00eancia para que esses jovens concluam o Ensino Superior. &#8220;H\u00e1 uma s\u00e9rie de outros desdobramentos, por pol\u00edticas de perman\u00eancia que n\u00e3o s\u00e3o aplicadas. \u00c9 preciso olhar para esse dado com profundidade ou se chegar\u00e1 \u00e0 conclus\u00e3o que alcan\u00e7amos o objetivo da pol\u00edtica de cotas e que est\u00e1 tudo bem. E est\u00e1 bem longe de estar tudo bem&#8221;, afirma Bueno.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, tamb\u00e9m houve aumento de matr\u00edculas de estudantes negros nas universidades privadas, reflexo de programas como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que concede bolsas de estudos parciais e integrais a estudantes de baixa renda. O percentual de vagas ocupadas por essa parcela da popula\u00e7\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es privadas avan\u00e7ou de 43,2% em 2016 para 46,6% em 2018.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24932\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/13\/negros-sao-maioria-nas-universidades-publicas-do-brasil-pela-primeira-vez\/9954c71a-50c9-4b6d-bf56-11909be580a6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6.jpeg?fit=640%2C772\" data-orig-size=\"640,772\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6.jpeg?fit=249%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6.jpeg?fit=600%2C724\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6.jpeg?resize=600%2C724\" alt=\"9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6\" width=\"600\" height=\"724\" class=\"alignnone size-full wp-image-24932\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6.jpeg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/9954C71A-50C9-4B6D-BF56-11909BE580A6.jpeg?resize=249%2C300 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Achava que a universidade n\u00e3o era para mim&#8221;<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-formada em psicologia, Tamires Costa, negra, de 25 anos, foi a primeira da fam\u00edlia a entrar em uma universidade. Filha de uma m\u00e3e analfabeta e de um pai que teve a chance de estudar apenas at\u00e9 a 3\u00aa s\u00e9rie, ela sempre recebeu incentivo familiar para prosseguir os estudos ap\u00f3s terminar o ensino m\u00e9dio em uma escola p\u00fablica. &#8220;Eu ficava receosa porque achava que a universidade n\u00e3o era para mim. Tinha a sensa\u00e7\u00e3o que era elitizado, que era s\u00f3 para quem tinha dinheiro&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Essa desconfian\u00e7a fez com que Tamires, apesar de ter realizado a prova do Enem, logo que terminou o ensino m\u00e9dio, adiasse a entrada na universidade. Dois anos depois, tentou outra vez a prova e conseguiu uma nota de corte que possibilitou o ingresso dela em uma faculdade privada de S\u00e3o Paulo com uma bolsa do Prouni, que cobria metade da mensalidade do curso de psicologia. A outra metade ela pagava com quase todo o sal\u00e1rio que recebia como auxiliar administrativa de uma empresa de pesquisa.<\/p>\n<p>Em 2016, no entanto, Tamires entrou para a fila do desemprego no pa\u00eds. Impossibilitada de pagar a mensalidade, chegou a pensar em deixar o curso. &#8220;Foi o maior pesadelo, fiquei um ano desempregada, acumulando uma d\u00edvida de 8.000 reais. Mas minha m\u00e3e n\u00e3o deixou que eu desistisse e conseguiu pegar um empr\u00e9stimo para quitar as mensalidades atrasadas. S\u00f3 assim, consegui finalizar o curso. Foi a maior vit\u00f3ria, ela que nunca teve uma oportunidade como essa foi a pessoa que mais me apoiou&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros apontarem para uma participa\u00e7\u00e3o maior dos negros nas salas de aulas das universidades, Tamires, que chegou a participar de um coletivo negro, acredita que o ambiente acad\u00eamico ainda tem um padr\u00e3o branco. &#8220;N\u00e3o tive nenhuma refer\u00eancia de docentes negros enquanto estava na gradua\u00e7\u00e3o&#8221;, revela. <\/p>\n<p>Atualmente, a agora psic\u00f3loga, \u00e9 funcion\u00e1ria com carteira assinada de uma editora que produz produtos de psicologia. &#8220;Estou muito feliz porque depois de todo o esfor\u00e7o, eu vejo que valeu a pena. No \u00faltimo ano da faculdade, como o futuro \u00e9 incerto, voc\u00ea fica com muitas d\u00favidas&#8221;. &#8220;Quando uma crian\u00e7a negra v\u00ea que algu\u00e9m com cabelo na r\u00e9gua, que veio da favela, que fala e anda do mesmo jeito que ele entrou numa universidade, voc\u00ea est\u00e1 mostrando pra essa crian\u00e7a que ele tamb\u00e9m pode e deve entrar l\u00e1&#8221;, disse ao EL PA\u00cdS Jo\u00e3o da Silva, cuja foto em um ato pela educa\u00e7\u00e3o no Rio viralizou em maio. Assim como Tamires, Jo\u00e3o foi o primeiro da fam\u00edlia a entrar na universidade.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos desafios enfrentados por Tamires devem ser dentro do mercado de trabalho. O levantamento publicado nesta quarta-feira revelou que as mulheres pretas ou pardas continuam na base da desigualdade de renda no Brasil. No ano passado, elas receberam, em m\u00e9dia, menos da metade dos sal\u00e1rios dos homens brancos (44,4%), que ocupam o topo da escala de remunera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do IBGE afirma que mudan\u00e7a \u00e9 reflexo de pol\u00edticas p\u00fablicas que proporcionaram o acessos da popula\u00e7\u00e3o preta e parda na rede de ensino. Rec\u00e9m-formada critica falta de docentes negros nos cursos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-24930","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6u6","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24930"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24930\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24933,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24930\/revisions\/24933"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}