{"id":25027,"date":"2019-11-19T06:56:49","date_gmt":"2019-11-19T10:56:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=25027"},"modified":"2019-11-19T06:56:49","modified_gmt":"2019-11-19T10:56:49","slug":"alvaro-garcia-linera-o-odio-ao-indio-e-as-razoes-do-golpe-na-bolivia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/19\/alvaro-garcia-linera-o-odio-ao-indio-e-as-razoes-do-golpe-na-bolivia\/","title":{"rendered":"\u00c1lvaro Garc\u00eda Linera: O \u00f3dio ao \u00edndio e as raz\u00f5es do golpe na Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"25028\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/19\/alvaro-garcia-linera-o-odio-ao-indio-e-as-razoes-do-golpe-na-bolivia\/496399bc-3070-48bd-bd09-8b6035197f87\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?fit=980%2C584\" data-orig-size=\"980,584\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?fit=300%2C179\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?fit=600%2C358\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?resize=600%2C358\" alt=\"496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87\" width=\"600\" height=\"358\" class=\"alignnone size-full wp-image-25028\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?w=980 980w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?resize=300%2C179 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?resize=768%2C458 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/496399BC-3070-48BD-BD09-8B6035197F87.png?resize=503%2C300 503w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Ex-vice-presidente da Bol\u00edvia, exilado no M\u00e9xico, fala sobre o \u00f3dio racial que movimenta os golpistas no pa\u00eds.<!--more--><\/p>\n<p>No Opera Mundi<\/p>\n<p>\u00c1LVARO GARC\u00cdA LINERA<br \/>\nCidade do M\u00e9xico (M\u00e9xico)<\/p>\n<p>Como uma espessa neblina noturna, o \u00f3dio se espalha pelos bairros das tradicionais classes m\u00e9dias urbanas da Bol\u00edvia. Seus olhos transbordam de raiva. Eles n\u00e3o gritam, cospem; eles n\u00e3o reivindicam, eles imp\u00f5em. Suas can\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o de esperan\u00e7a ou fraternidade, s\u00e3o de desprezo e discrimina\u00e7\u00e3o contra os \u00edndios. Eles andam de moto, andam de caminh\u00e3o, se re\u00fanem em universidades particulares e ca\u00e7am \u00edndios que ousaram tirar seu poder.<\/p>\n<p>No caso de Santa Cruz, eles organizam hordas motorizadas com ve\u00edculos 4\u00d74 com paus na m\u00e3o para assustar os \u00edndios, que os chamam de collas [termo racista para identificar os ind\u00edgenas] e que vivem em favelas e mercados.<\/p>\n<p>Eles cantam slogans dizendo que voc\u00ea tem que matar collas, e se alguma mulher de pollera [o vestido t\u00edpico] cruza seu territ\u00f3rio, eles a espancam, amea\u00e7am e expulsam. Em Cochabamba, organizam comboios para impor a supremacia racial na zona sul, onde vivem as classes carentes, e avan\u00e7am como se fossem um destacamento de cavalaria sobre milhares de camponesas indefesas.<\/p>\n<p>Eles carregam tacos de beisebol, correntes, granadas de g\u00e1s, algumas exibem armas de fogo. A mulher \u00e9 sua v\u00edtima favorita, eles agarram uma prefeita camponesa, humilham-na, arrastam-na pela rua, batem nela, urinam quando ela cai no ch\u00e3o, cortam seus cabelos, amea\u00e7am linch\u00e1-la e quando percebem que eles s\u00e3o filmados decidem jogar tinta vermelha, simbolizando o sangue.<\/p>\n<p>Em La Paz, eles suspeitam de suas empregadas e n\u00e3o falam quando trazem a comida para a mesa, no fundo as temem, mas tamb\u00e9m as desprezam. Depois saem \u00e0s ruas para gritar, insultam Evo e todos esses \u00edndios que ousaram construir a democracia intercultural com igualdade.<\/p>\n<p>Quando s\u00e3o muitos, arrastam a wiphala, a bandeira ind\u00edgena, cospem nela, pisam, cortam, queimam. \u00c9 uma raiva visceral que \u00e9 lan\u00e7ada sobre este s\u00edmbolo de \u00edndios que gostariam de extinguir.<\/p>\n<p>Tudo explodiu no domingo (20\/10), quando Evo Morales venceu as elei\u00e7\u00f5es com mais de 10 pontos de diferen\u00e7a sobre o segundo colocado, mas n\u00e3o mais com a imensa vantagem de antes ou 51% dos votos.<\/p>\n<p>Foi o sinal de que as for\u00e7as regressivas aguardavam, do candidato da oposi\u00e7\u00e3o liberal, as for\u00e7as pol\u00edticas ultraconservadoras, a OEA e a classe m\u00e9dia tradicional. Evo venceu novamente, mas ele n\u00e3o tinha mais 60% do eleitorado. O perdedor n\u00e3o reconheceu sua derrota. A OEA falou de elei\u00e7\u00f5es limpas, mas de uma vit\u00f3ria reduzida e pediu um segundo turno, aconselhando a ir contra a Constitui\u00e7\u00e3o que afirma que se um candidato tiver mais de 40% dos votos e mais de 10 pontos de diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao segundo \u00e9 o eleito.<\/p>\n<p>E a classe m\u00e9dia foi \u00e0 ca\u00e7a dos \u00edndios. A cidade de Santa Cruz decretou uma greve que articulou os habitantes das \u00e1reas centrais da cidade, ramificando a greve nas \u00e1reas residenciais de La Paz e Cochabamba. E ent\u00e3o o terror eclodiu.<\/p>\n<p>Bandas paramilitares come\u00e7aram a sitiar institui\u00e7\u00f5es, a queimar sedes sindicais, a queimar as casas de candidatos e l\u00edderes pol\u00edticos do partido do governo, at\u00e9 que a resid\u00eancia particular do presidente fosse saqueada. Em outros lugares, fam\u00edlias, incluindo crian\u00e7as, foram sequestradas e amea\u00e7adas de serem flageladas e queimadas se o ministro ou o l\u00edder sindical n\u00e3o renunciassem \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o. Uma longa noite de facas longas foi desencadeada e o fascismo apareceu.<\/p>\n<p>Quando as for\u00e7as populares mobilizadas para resistir a esse golpe civil come\u00e7aram a recuperar o controle territorial das cidades com a presen\u00e7a de trabalhadores, mineiros, camponeses, ind\u00edgenas e colonos urbanos, e o equil\u00edbrio da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as estava se inclinando para o lado das for\u00e7as.<\/p>\n<p>Os policiais haviam demonstrado durante semanas uma indol\u00eancia e ineptid\u00e3o para proteger as pessoas humildes quando elas eram espancadas e perseguidas por gangues fascist\u00f3ides; mas a partir de sexta-feira, com a ignor\u00e2ncia do comando civil, muitos deles mostrariam uma capacidade extraordin\u00e1ria de atacar, torturar e matar manifestantes populares. (\u2026)<\/p>\n<p>Claro, antes havia que se conter os filhos da classe m\u00e9dia e, supostamente, n\u00e3o tinham capacidade, mas, agora, que se tratava de reprimir \u00edndios revoltosos, a mobiliza\u00e7\u00e3o, a prepot\u00eancia e a sanha repressiva foram monumentais.<\/p>\n<p>O mesmo aconteceu com as For\u00e7as Armadas. Em toda a nossa administra\u00e7\u00e3o, nunca permitimos que as manifesta\u00e7\u00f5es civis fossem reprimidas, mesmo durante o primeiro golpe civil de 2008. Agora, em plena convuls\u00e3o e sem que ningu\u00e9m perguntasse nada, disseram que n\u00e3o tinham pessoal antidist\u00farbios, que apenas tinham oito balas por integrante e que, para estarem presentes nas ruas de maneira dissuasiva, requeria-se um decreto presidencial.<\/p>\n<p>N\u00e3o hesitaram em pedir ao presidente Evo que se demitisse, quebrando a ordem constitucional. Eles se esfor\u00e7aram para tentar sequestr\u00e1-lo quando ele foi e estava no Chapare. E quando o golpe foi consumado, eles foram \u00e0s ruas para disparar milhares de balas, militarizar as cidades, matar camponeses. Tudo sem decreto presidencial.<\/p>\n<p>Obviamente, para proteger o \u00edndio, era necess\u00e1rio um decreto. Para reprimir e matar \u00edndios, bastava obedecer ao que o \u00f3dio racial e de classe ordenava. Em cinco dias j\u00e1 h\u00e1 mais de 18 mortos e 120 feridos a tiros. Claro, todos eles ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que todos temos que responder \u00e9: como \u00e9 que essa classe m\u00e9dia tradicional foi capaz de incubar tanto \u00f3dio e ressentimento que a levou a abra\u00e7ar um fascismo racializado centrado no ind\u00edgena como inimigo? Como ele irradiou suas frustra\u00e7\u00f5es de classe para a pol\u00edcia e as For\u00e7as Armadas?<\/p>\n<p>Foi a rejei\u00e7\u00e3o da igualdade, isto \u00e9, a rejei\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios fundamentos de uma democracia substancial.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 14 anos de governo, os movimentos sociais tiveram como principal caracter\u00edstica o processo de equaliza\u00e7\u00e3o social, redu\u00e7\u00e3o abrupta da pobreza extrema (de 38% para 15%), extens\u00e3o de direitos para todos (acesso universal \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o social), indianiza\u00e7\u00e3o do Estado (mais de 50% dos funcion\u00e1rios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica t\u00eam uma identidade ind\u00edgena, nova narrativa nacional em torno do tronco ind\u00edgena), redu\u00e7\u00e3o das desigualdades econ\u00f4micas (de 130% para 45%, a diferen\u00e7a de renda entre os mais ricos e os mais pobres), isto \u00e9, a democratiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da riqueza, acesso a bens p\u00fablicos, oportunidades e poder estatal. <\/p>\n<p>A economia cresceu de 9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares a 42 bilh\u00f5es, ampliou-se o mercado e a poupan\u00e7a interna, o que permitiu a muita gente ter sua casa pr\u00f3pria e melhorar sua atividade laboral. Mas isso levou ao fato de que em uma d\u00e9cada a porcentagem de pessoas na chamada classe m\u00e9dia, medida em renda, aumentou de 35% para 60%, principalmente de setores ind\u00edgenas populares.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo de democratiza\u00e7\u00e3o dos bens sociais atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o da igualdade material, mas que inevitavelmente levou a uma r\u00e1pida desvaloriza\u00e7\u00e3o das capitais econ\u00f4micas, educacionais e pol\u00edticas pertencentes \u00e0s classes m\u00e9dias tradicionais.<\/p>\n<p>Se, antes, um sobrenome importante ou o monop\u00f3lio de saberes leg\u00edtimos, ou o conjunto de v\u00ednculos parentais pr\u00f3prios das classes m\u00e9dias tradicionais permitia-os aceder a postos na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, obter cr\u00e9ditos, licita\u00e7\u00f5es de obras ou bolsas, hoje a quantidade de pessoas que pugnam ao mesmo posto e oportunidade n\u00e3o s\u00f3 duplicou, reduzindo \u00e0 metade as possibilidades de acessoa  esses bens; al\u00e9m disso, os \u201carribistas\u201d, a nova classe m\u00e9dia de origem popular ind\u00edgena, tem um conjunto de novos capitais (idioma ind\u00edgena, v\u00ednculos sindicais) de maior valor e reconhecimento estatal para pugnar pelos bens p\u00fablicos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00c9, portanto, um colapso do que era caracter\u00edstico da sociedade colonial, a etnia como capital, ou seja, o fundamento imaginado da superioridade hist\u00f3rica da classe m\u00e9dia sobre as classes subalternas, porque aqui na Bol\u00edvia a classe social \u00e9 apenas compreens\u00edvel e vis\u00edvel sob a forma de hierarquias raciais.<\/p>\n<p>O fato de os filhos desta classe m\u00e9dia terem sido a tropa de choque da insurg\u00eancia reacion\u00e1ria \u00e9 o grito violento de uma nova gera\u00e7\u00e3o que v\u00ea a heran\u00e7a do sobrenome e da pele desaparecerem diante da for\u00e7a da democratiza\u00e7\u00e3o dos bens.<\/p>\n<p>Embora exibam bandeiras da democracia entendidas como voto, na verdade se rebelaram contra a democracia entendida como equaliza\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da riqueza. \u00c9 por isso que o excesso de \u00f3dio, de viol\u00eancia, porque a supremacia racial \u00e9 algo que n\u00e3o \u00e9 racionalizado. \u00c9 vivido como um impulso prim\u00e1rio do corpo, como uma tatuagem da hist\u00f3ria colonial na pele.<\/p>\n<p>Portanto, o fascismo n\u00e3o \u00e9 apenas a express\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o fracassada, mas, paradoxalmente, tamb\u00e9m nas sociedades p\u00f3s-coloniais, o sucesso de uma democratiza\u00e7\u00e3o material alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o surpreende que, enquanto os \u00edndios colham os corpos de cerca de 20 mortos a tiros, seus autores materiais e morais narrem que o fizeram para salvaguardar a democracia. Na realidade, eles sabem que o que fizeram foi proteger o privil\u00e9gio da casta e do sobrenome.<\/p>\n<p>Mas o \u00f3dio racial s\u00f3 pode destruir. N\u00e3o \u00e9 um horizonte, nada mais \u00e9 do que uma vingan\u00e7a primitiva de uma classe hist\u00f3rica e moralmente decadente que demonstra que por tr\u00e1s de cada liberal med\u00edocre se esconde um golpista contumaz.<\/p>\n<p>(*) Publicado em La Jornada. Tradu\u00e7\u00e3o: Di\u00e1rio do Centro do Mundo e Opera Mundi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-vice-presidente da Bol\u00edvia, exilado no M\u00e9xico, fala sobre o \u00f3dio racial que movimenta os golpistas no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25027","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6vF","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25027"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25027\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25029,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25027\/revisions\/25029"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}