{"id":25127,"date":"2019-11-24T10:45:06","date_gmt":"2019-11-24T14:45:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=25127"},"modified":"2019-11-24T17:31:33","modified_gmt":"2019-11-24T21:31:33","slug":"gabigol-em-estado-de-zico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/24\/gabigol-em-estado-de-zico\/","title":{"rendered":"Gabigol em estado de Zico"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"918\" data-attachment-id=\"25128\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/24\/gabigol-em-estado-de-zico\/gab\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?fit=1500%2C918\" data-orig-size=\"1500,918\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"GAB\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?fit=300%2C184\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?fit=600%2C367\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?fit=600%2C367\" alt=\"\" class=\"wp-image-25128\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?w=1500 1500w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?resize=300%2C184 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?resize=1024%2C627 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?resize=768%2C470 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?resize=490%2C300 490w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/GAB.jpg?w=1200 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"> <strong>Assim como o eterno \u00eddolo rubro-negro, Gabriel entra para a galeria de jogadores imortais ao conduzir o Flamengo a mais uma conquista da Libertadores.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p> No El Pa\u00eds <\/p>\n\n\n\n<p>Um gesto audacioso marcou seu primeiro ato na decis\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/copa_libertadores\">Libertadores<\/a>. Ao pisar no gramado do est\u00e1dio Monumental, em Lima,&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/gabriel_barbosa_almeida\">Gabriel Barbosa<\/a>&nbsp;n\u00e3o resistiu \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o e acarinhou a ta\u00e7a que o&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/flamengo\">Flamengo<\/a><\/strong>&nbsp;n\u00e3o via h\u00e1 exatos 38 anos. Para um atacante que incorporou ao apelido o sufixo \u201cgol\u201d, tocar o trof\u00e9u antes do jogo come\u00e7ar, muito al\u00e9m de presun\u00e7\u00e3o, manifesta a&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/22\/deportes\/1574458860_255132.html\">confian\u00e7a despida de falsa mod\u00e9stia<\/a>&nbsp;esbanjada pelo maior artilheiro da atualidade no Brasil. O ato final, como a coroa\u00e7\u00e3o definitiva para uma temporada irretoc\u00e1vel, viria com a assinatura de oportunismo, sorte e persist\u00eancia que distingue os craques predestinados a fazer hist\u00f3ria. A partir de agora, quando um torcedor rubro-negro olhar para o dia 23 de novembro de 2019, cheio de saudosismo, vai se lembrar que sim, \u201choje teve gol do&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/gabriel_barbosa_almeida\">Gabigol<\/a><\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o roteiro da epopeia n\u00e3o poderia ser escrito sem a boa dose de drama que moldou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/22\/deportes\/1574458860_255132.html\">estado de esp\u00edrito do flamenguista<\/a>&nbsp;ao longo das jornadas malsucedidas pelo torneio continental. A tarde parecia ser daquelas, cena rara neste ano, em que o time \u00e9 amassado pelo rival e sucumbe aos pr\u00f3prios erros. No primeiro tempo, o Flamengo n\u00e3o foi o irresist\u00edvel&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/09\/13\/deportes\/1568410300_446916.html\">Flamengo de Jorge Jesus<\/a>, muito por m\u00e9ritos de um&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/river_plate\">River Plate<\/a>&nbsp;que lhe negou todos os espa\u00e7os poss\u00edveis. E, consequentemente, Gabigol n\u00e3o foi o implac\u00e1vel Gabigol em quem a torcida aprendeu a confiar de olhos fechados. Pelo mesmo t\u00fanel onde flertara com a ta\u00e7a, saiu cabisbaixo ap\u00f3s 45 minutos de dom\u00ednio dos argentinos, nenhuma finaliza\u00e7\u00e3o a gol e um placar adverso para contornar sobre o atual campe\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo tempo at\u00e9 dava ind\u00edcios de conspirar a favor de uma rea\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o centroavante&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/19\/deportes\/1574193138_551269.html\">continuava em outra rota\u00e7\u00e3o<\/a>, pouco inspirado, errando os passes mais triviais. Em sua primeira chance, com o gol aberto, dentro da pequena \u00e1rea, chutou em cima da defesa. T\u00edpica oportunidade que, em dias normais, n\u00e3o costuma perder. Quando o jogo parecia fadado a mais um triunfo do River, naquela altura em que muitos torcedores e&nbsp;<em>secadores<\/em>&nbsp;rivais j\u00e1 preparavam os memes com a imagem de Gabigol tocando o trof\u00e9u antes da hora, o camisa 9 come\u00e7ou a transformar seu 23 de novembro particular em um dia anormal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o faro que lhe \u00e9 peculiar, acompanhou at\u00e9 o fim a bola esticada de Bruno Henrique para Arrascaeta, que, de jogada quase perdida, se converteu em assist\u00eancia a\u00e7ucarada. Bastou um toque com a canhota para empatar.&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/09\/21\/deportes\/1569020227_860639.html\">A massa rubro-negra ainda comemorava<\/a>&nbsp;o renascimento do sonho enquanto Diego buscava o goleador do time com um lan\u00e7amento longo, j\u00e1 nos acr\u00e9scimos. Gabriel acreditou. Viu Pinola hesitar no primeiro corte e falhar no segundo, oferecendo, de bandeja, a chance de consagra\u00e7\u00e3o \u00e0 perna esquerda que n\u00e3o costuma vacilar. Os dois quiques no gramado foram suficientes para chegar inteiro na bola e disparar o tiro certeiro. Na comemora\u00e7\u00e3o, extravasou como manda o figurino, tirou a camisa e, tal qual Messi e Cristiano Ronaldo, a exibiu com seu nome e n\u00famero em destaque, para que ningu\u00e9m jamais esque\u00e7a o autor da fa\u00e7anha. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim como&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/29\/deportes\/1527601552_529768.html\">Zico<\/a>, em 1981, no mesmo 23 de novembro, Gabigol anotou os dois gols da vit\u00f3ria em&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/10\/24\/deportes\/1571954026_450975.html\">uma final de Libertadores<\/a>. Dessa vez, de virada, sobre um rival tetracampe\u00e3o da Am\u00e9rica. Depois de voltar ao Brasil desacreditado, recuperar a confian\u00e7a no Santos e cravar a melhor temporada de&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/13\/deportes\/1573670771_370418.html\">sua carreira no Flamengo<\/a>, onde balan\u00e7ou as redes 40 vezes em 54 jogos, o centroavante do cabelo descolorido e das comemora\u00e7\u00f5es irreverentes se tornou a representa\u00e7\u00e3o fiel do torcedor rubro-negro dentro do campo. Mais do que isso, um membro da seleta galeria de jogadores que marcam \u00e9poca por um clube. Algo profundamente not\u00e1vel quando esse clube se trata do mais popular de um pa\u00eds com 200 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse momento vai ficar gravado para todos n\u00f3s, flamenguistas e brasileiros. Eu fiz hist\u00f3ria\u201d, disse, ainda no gramado do est\u00e1dio Monumental. Gabigol n\u00e3o bateu o martelo sobre sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/21\/deportes\/1574351902_719707.html\">perman\u00eancia no Flamengo<\/a>&nbsp;por mais uma ou v\u00e1rias temporadas. At\u00e9 o fim do ano, deve confirmar o t\u00edtulo brasileiro, novamente liderando a artilharia da competi\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m pode sagrar-se campe\u00e3o mundial. Talvez, um dia, caso permane\u00e7a, consiga superar os feitos em s\u00e9rie do&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/29\/deportes\/1527601552_529768.html\">maior \u00eddolo rubro-negro de todos os tempos<\/a>. Mas se a temporada terminasse hoje, neste 23 de novembro, independentemente do que aconte\u00e7a no futuro, seu nome j\u00e1 tem um lugar reservado no mesmo pante\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/12\/03\/deportes\/1543856852_008879.html\">da gera\u00e7\u00e3o de Zico<\/a>, como o artilheiro que, com a certeza da conquista, tocou a ta\u00e7a antes de devolver a Am\u00e9rica a sua na\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como o eterno \u00eddolo rubro-negro, Gabriel entra para a galeria de jogadores imortais ao conduzir o Flamengo a mais uma conquista da Libertadores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25127","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6xh","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25127"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25145,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25127\/revisions\/25145"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}