{"id":25222,"date":"2019-11-28T07:10:48","date_gmt":"2019-11-28T11:10:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=25222"},"modified":"2019-11-28T07:39:22","modified_gmt":"2019-11-28T11:39:22","slug":"terras-indigenas-tem-alta-de-74-no-desmatamento-area-mais-afetada-protege-povo-isolado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/28\/terras-indigenas-tem-alta-de-74-no-desmatamento-area-mais-afetada-protege-povo-isolado\/","title":{"rendered":"Terras ind\u00edgenas t\u00eam alta de 74% no desmatamento; \u00e1rea mais afetada protege povo isolado"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2016\" height=\"1344\" data-attachment-id=\"25223\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/28\/terras-indigenas-tem-alta-de-74-no-desmatamento-area-mais-afetada-protege-povo-isolado\/7f2c36f1-03b4-4f2d-8519-af9e2397447d\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?fit=2016%2C1344\" data-orig-size=\"2016,1344\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?fit=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-25223\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?w=2016 2016w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?resize=1536%2C1024 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?resize=450%2C300 450w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/7F2C36F1-03B4-4F2D-8519-AF9E2397447D.jpeg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cinco territ\u00f3rios com mais perda de floresta est\u00e3o no Par\u00e1. Atualiza\u00e7\u00e3o do Inpe mostra que desmate passa de 10 mil km\u00b2 em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>no G1<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os territ\u00f3rios ind\u00edgenas tiveram\u00a0<strong>423,3 km\u00b2 desmatados<\/strong>\u00a0entre agosto de 2018 e julho de 2019, um total 74% maior do que o verificado no mesmo per\u00edodo anterior (242,5 km\u00b2), segundo an\u00e1lise do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>terra Ituna\/Itat\u00e1<\/strong>, localizada no Par\u00e1, \u00e9 a mais afetada pelo desmatamento no Brasil, de acordo com dados oficiais. A \u00e1rea no topo do ranking do desmate abriga um povo isolado. Ela teve 119,92 km\u00b2 de floresta suprimidos, o que corresponde a 28,33% de todo o desmate nas \u00e1reas ind\u00edgenas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O Prodes, que apresenta a<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2019\/11\/18\/desmatamento-na-amazonia-cresce-entre-agosto-de-2018-e-julho-de-2019-diz-inpe.ghtml\">&nbsp;taxa oficial de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal<\/a>, divulgou na segunda-feira (18) seu balan\u00e7o anual: 9.762 km\u00b2 de desmate. Nesta segunda-feira (25), a taxa foi revisada para&nbsp;<strong>10,1 mil km\u00b2<\/strong>&nbsp;\u2013 ela ainda deve ser refinada outras vezes at\u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o final, o que deve ocorrer em 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Terras ind\u00edgenas mais desmatadas entre 2018 e 2019<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Ituna\/Itat\u00e1 (Par\u00e1) &#8211; 119,92 km\u00b2<\/li><li>Apyterewa (Par\u00e1) &#8211; 85,25 km\u00b2<\/li><li>Cachoeira Seca (Par\u00e1) &#8211; 60,20 km\u00b2<\/li><li>Trincheira Bacaj\u00e1 (Par\u00e1) &#8211; 34,62 km\u00b2<\/li><li>Kayap\u00f3 (Par\u00e1) &#8211; 20,04 km\u00b2<\/li><li>Munduruku (Amazonas e Par\u00e1) &#8211; 18,28 km\u00b2<\/li><li>Karipuna (Rond\u00f4nia) &#8211; 10,82 km\u00b2<\/li><li>Uru-Eu-Wau-Wau (Rond\u00f4nia) &#8211; 10,81 km\u00b2<\/li><li>Manoki (Mato Grosso) &#8211; 4,55 km\u00b2<\/li><li>Yanomami (Roraima) &#8211; 4,17 km\u00b2<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Mesmo com a alta em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, as terras ind\u00edgenas representam 4% do total que foi desmatado. As cinco primeiras mais atingidas no pa\u00eds est\u00e3o no Par\u00e1, o que representa 75% do que foi desmatado em todos os territ\u00f3rios ind\u00edgenas. Juntas, essas cinco terras perderam 320,03 km\u00b2, \u00e1rea um pouco maior do que a da cidade de Fortaleza.&nbsp;Desmatamento em terras ind\u00edgenasDados contabilizados em km\u00b2366,2366,2289,3289,3204,8204,8195,9195,9132,7132,7140,7140,784,884,869,369,399,599,5123,5123,5242,5242,5423,3423,32008200920102011201220132014201520162017201820190100200300400500Fonte: Prodes\/Inpe<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ituna\/Itat\u00e1<\/h2>\n\n\n\n<p>A terra ind\u00edgena Ituna\/Itat\u00e1 est\u00e1 localizada na bacia do Rio Xingu, mesma regi\u00e3o da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Triunfo do Xingu, que \u00e9 a \u00e1rea protegida mais afetada da Amaz\u00f4nia neste ano \u2013&nbsp;<strong>veja abaixo a lista de unidades de conserva\u00e7\u00e3o desmatadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com um povo isolado, a Ituna\/Itat\u00e1 fica pr\u00f3xima \u00e0 cidade mais desmatada do pa\u00eds, Altamira, que perdeu 575,2 km\u00b2. Em mar\u00e7o deste ano, uma estrada ilegal foi detectada pelo Instituto Socioambiental (ISA), organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental que atua na prote\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ituna\/Itat\u00e1 \u00e9 uma \u00e1rea com restri\u00e7\u00e3o de uso para prote\u00e7\u00e3o dos \u00edndios isolados (sem contato com o homem branco) e n\u00e3o pode ser usada para fins comerciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o ISA, 87% da terra \u00e9 sobreposta a registros irregulares do Cadastro Ambiental Rural (CAR), sistema de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria do pa\u00eds. Isso significa que pessoas tentam registrar \u00e1reas da terra ind\u00edgena como propriedades particulares, o que \u00e9<strong>&nbsp;<\/strong>ilegal. Tanto terras ind\u00edgenas como \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o<strong>&nbsp;<\/strong>pertencem \u00e0 Uni\u00e3o e n\u00e3o podem ser repartidas ou vendidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/noticia\/2019\/08\/31\/equipe-do-ibama-e-alvo-de-tiros-perto-de-area-indigena-no-para-ninguem-se-feriu.ghtml\">equipe do Ibama foi alvo de tiros por parte de garimpeiros<\/a>durante uma fiscaliza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Os servidores estavam acompanhados de policiais federais e da For\u00e7a Nacional, que revidaram aos tiros. Ningu\u00e9m ficou ferido, e os criminosos se esconderam na mata. Os agentes destru\u00edram duas escavadeiras e tr\u00eas motores usados no garimpo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Karipunas<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois dos territ\u00f3rios paraenses, os de Rond\u00f4nia est\u00e3o entre os mais afetados. A terra ind\u00edgena Karipuna, al\u00e9m de estar entre as 10 mais desmatadas,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/natureza\/desafio-natureza\/noticia\/2019\/10\/10\/na-terra-indigena-mais-ameacada-do-brasil-base-da-funai-e-destruida-e-ninguem-sabe-quem-cometeu-o-crime.ghtml\">\u00e9 a mais amea\u00e7ada pelas queimadas no pa\u00eds.<\/a>&nbsp;O&nbsp;<strong>G1&nbsp;<\/strong>esteve no local em outubro e denunciou que o posto da Funai localizado dentro do territ\u00f3rio foi queimado e depredado.<\/p>\n\n\n\n<p>O atual \u00edndice de desmatamento compreende \u00e1reas desmatadas no 2\u00b0 semestre do ano passado, ainda sob a gest\u00e3o do ent\u00e3o presidente Michel Temer, e neste 1\u00ba semestre, j\u00e1 na gest\u00e3o de Jair Bolsonaro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores, setores da Igreja Cat\u00f3lica e ambientalistas est\u00e3o preocupados com a rela\u00e7\u00e3o do atual governo com os ind\u00edgenas e temem que o desmatamento aumente. A libera\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o e a agricultura em terras ind\u00edgenas \u00e9 discutida pelo governo por determina\u00e7\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro, defensor da ideia. O presidente tamb\u00e9m j\u00e1 declarou ser contra a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1reas preservadas<\/h2>\n\n\n\n<p>O Inpe tamb\u00e9m divulgou as \u00e1reas preservadas \u2013 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) estaduais, federais e \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) \u2013 que mais perderam floresta entre 2018 e 2019. Ao todo, foram 1 mil km\u00b2 de desmatamento nestes territ\u00f3rios, ou seja, foram perdidas \u00e1reas verdes equivalentes a tr\u00eas cidades de Fortaleza em lugares que deveriam ter desmatamento zero.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>UCs e APAs mais afetados:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Triunfo do Xingu &#8211; 435,95 km\u00b2<\/li><li>Floresta Nacional do Jamanxim &#8211; 100,70 km\u00b2<\/li><li>Reserva Extrativista Jaci-Paran\u00e1 &#8211; 94,22 km\u00b2<\/li><li>Reserva Extrativista Chico Mendes &#8211; 74,48 km\u00b2<\/li><li>\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Tapaj\u00f3s &#8211; 66,69 km\u00b2<\/li><li>Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica da Terra do Meio &#8211; 32,93 km\u00b2<\/li><li>Reserva Extrativista Rio Preto-Jacund\u00e1 &#8211; 22,48 km\u00b2<\/li><li>Floresta Nacional de Altamira &#8211; 21,03 km\u00b2<\/li><li>\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Lago de Tucurui &#8211; 19,39 km\u00b2<\/li><li>Reserva Biol\u00f3gica Nascentes Serra do Cachimbo &#8211; 14,46 km\u00b2<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Assim como as terras ind\u00edgenas, as \u00e1reas protegidas mais afetadas est\u00e3o majoritariamente no Par\u00e1 e em Rond\u00f4nia. Mais de 43% do que foi perdido de floresta estava na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Triunfo do Xingu. Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2017\/2018, as unidades de conserva\u00e7\u00e3o perderam 30% mais \u00e1rea de floresta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desmatamento em \u00e1reas protegidas\u00c1reas em km\u00b2798,8798,8567,8567,8513,2513,2351,7351,7327,7327,7406,8406,8447,5447,5579,1579,1844,1844,1640640764,8764,81.0361.036200820092010201120122013201420152016201720182019025050075010001250Fonte: Prodes\/Inpe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco territ\u00f3rios com mais perda de floresta est\u00e3o no Par\u00e1. 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