{"id":25377,"date":"2019-12-08T15:04:58","date_gmt":"2019-12-08T19:04:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=25377"},"modified":"2019-12-08T15:08:30","modified_gmt":"2019-12-08T19:08:30","slug":"jair-bolsonaro-liberou-todo-o-tipo-de-violencia-diz-milton-hatoum","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/12\/08\/jair-bolsonaro-liberou-todo-o-tipo-de-violencia-diz-milton-hatoum\/","title":{"rendered":"\u201cJair Bolsonaro liberou todo o tipo de viol\u00eancia\u201d, diz Milton Hatoum"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"360\" data-attachment-id=\"25378\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/12\/08\/jair-bolsonaro-liberou-todo-o-tipo-de-violencia-diz-milton-hatoum\/30622efe-95d4-4dec-a482-2ff7fe077e6b\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?fit=768%2C461\" data-orig-size=\"768,461\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?fit=300%2C180\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?fit=600%2C360\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?resize=600%2C360\" alt=\"\" class=\"wp-image-25378\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?w=768 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?resize=300%2C180 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/30622EFE-95D4-4DEC-A482-2FF7FE077E6B.png?resize=500%2C300 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia entre os maiores nomes da literatura brasileira contempor\u00e2nea, Milton Hatoum est\u00e1 otimista. Ele v\u00ea focos de resist\u00eancia ao governo de Jair Bolsonaro em muitos lugares diferentes, como \u201cnas periferias, nos saraus, nas reuni\u00f5es, em clubes de leitura, em pequenos shows e debates\u201d.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Carta Capital &#8211;  Na sua nova obra,\u00a0<em>Pontos de Fuga<\/em>, ele optou por fazer um acerto de contas particular com a sua gera\u00e7\u00e3o, que viveu o per\u00edodo da ditadura. E faz quest\u00e3o de ressaltar, tal como os personagens que escreve, que naquela \u00e9poca nem todos reagiram ou resistiram. Protagonista deste segundo livro da trilogia (o primeiro romance foi\u00a0<em>A Noite da Espera<\/em>, de 2017), o personagem Martim deixa Bras\u00edlia e retorna a S\u00e3o Paulo, onde ingressa no curso de arquitetura da Universidade de S\u00e3o Paulo e passa a morar numa rep\u00fablica de estudantes na Vila Madalena, tal como Hatoum na vida real. Em entrevista a\u00a0<em>CartaCapital<\/em>, o premiado escritor tra\u00e7a paralelos entre suas \u00faltimas hist\u00f3rias ficcionais e um governo que representa \u201ca suprema encarna\u00e7\u00e3o do mal\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CartaCapital<\/strong><strong>: A presen\u00e7a feminina sempre \u00e9 muito marcante nos seus romances. Mas&nbsp;<em>Pontos de Fuga&nbsp;<\/em>destaca-se pela aus\u00eancia da m\u00e3e do personagem principal. Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Milton Hatoum:<\/strong>&nbsp;\u00c9 uma estrat\u00e9gia narrativa, porque n\u00e3o faria sentido que o Martim, o narrador do romance, fosse um ativista, um militante de esquerda. Quis concentrar o drama dele na aus\u00eancia da m\u00e3e, que envolve um mist\u00e9rio. Ele especula o tempo todo sobre isso e a esperan\u00e7a de rev\u00ea-la. Essa aus\u00eancia tem o lado simb\u00f3lico, para lembrar que houve uma resist\u00eancia feminina e feminista ao golpe, \u00e0 ditadura. V\u00e1rias mulheres foram assassinadas, desaparecidas, e fala-se muito nos homens. E depois a aus\u00eancia de uma m\u00e3e para um filho \u00e9 um grande trauma. H\u00e1 essa aus\u00eancia, mas tem a presen\u00e7a ostensiva da Dinah, essa atriz,&nbsp;ativista, decidida at\u00e9 o fim a lutar contra a ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CC<\/strong><strong>:&nbsp;<em>Pontos de Fuga<\/em>&nbsp;trabalha novamente com a ideia de vidas fraturadas. Agora s\u00e3o jovens que tentam se acertar, mas n\u00e3o conseguem. Era essa a imagem que tinha dos jovens durante a ditadura?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Era isso o que esse fragmento da minha gera\u00e7\u00e3o vivia. Porque o romance como g\u00eanero \u00e9 a busca do sentido para a vida. O que \u00e9 um romance? \u00c9 a trajet\u00f3ria de um her\u00f3i ou de uma hero\u00edna que n\u00e3o d\u00e1 certo. \u00c9 uma reviravolta no destino que seria a ess\u00eancia do romance. Esses jovens, sobretudo naquela \u00e9poca, estavam procurando uma sa\u00edda. E alguns n\u00e3o encontravam por dramas pessoais, dificuldades de enfrentar uma situa\u00e7\u00e3o adversa ou bruta, por quest\u00f5es familiares, medo, desespero. Em&nbsp;<em>Pontos de Fuga<\/em>, esse grupo est\u00e1 amadurecendo, diferentemente do primeiro volume. Mas, ao mesmo tempo em que est\u00e3o se conhecendo nessa triste rep\u00fablica da Vila Madalena, tamb\u00e9m t\u00eam um olhar sobre o outro. Alguns fazem planos, mudam de profiss\u00e3o, outros n\u00e3o encontram sua profiss\u00e3o. Est\u00e3o entre paix\u00f5es, fugas e medos, acuados, um pouco emparedados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cN\u00e3o era a maioria dos jovens que estava nas ruas. \u00c9 um mito\u201d, diz sobre a ditadura<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>C<\/strong><strong>C: Como esses personagens habitam sua vida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Voc\u00ea tem de interiorizar os personagens. Eu dou muito valor a eles, porque \u00e9 o que d\u00e1 mais espessura aos romances. H\u00e1 um cr\u00edtico e escritor ingl\u00eas que diz que o romance deve ser uma narrativa encharcada de humanidade. Ent\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o de personagens \u00e9 muito importante. E isso \u00e9 uma das coisas mais demoradas, mais dif\u00edceis: construir personagens que n\u00e3o sejam rasos. E apresent\u00e1-los aos poucos. O fil\u00f3sofo Walter Benjamin fala que o romance tem o tempo da lareira que arde. Passa um longo tempo no fogo, durante horas, talvez uma noite toda, a\u00ed crepita, vai queimando. Esse \u00e9 o ritmo dos romances. Por isso ele pede concentra\u00e7\u00e3o do leitor. A leitura \u00e9 demorada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C<\/strong><strong>C: O protagonista Martim era para ser um personagem mais lateral?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>\u00c9. Na verdade, eu sempre quis fazer essa esp\u00e9cie de acerto de contas com essa fra\u00e7\u00e3o da minha gera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o era a maioria dos jovens que estava nas ruas. Isso \u00e9 um mito. Eram, sobretudo, jovens universit\u00e1rios, e n\u00e3o de todas as universidades. As p\u00fablicas, sim, as federais. E tinha muita gente que apoiava o regime. Quis reinventar para mim esse momento da minha vida, mas tinha um pouco de receio por causa da amplitude do&nbsp;<em>roman-fleuve<\/em>, desse romance caudaloso de quase mil p\u00e1ginas. A\u00ed cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que poderia dividi-lo em tr\u00eas partes. Eu tinha mais ou menos o esbo\u00e7o desses dois, desenhados em papel-manteiga. E o meu editor (<em>Gilson Schwartz<\/em>) me estimulou a escrever. A\u00ed falei que ia levar tempo. E ele me disse que levei dez anos para publicar&nbsp;<em>Dois Irm\u00e3os<\/em>, meu segundo romance.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CC<\/strong><strong>: Quando lan\u00e7ou&nbsp;<em>A Noite da Espera<\/em>havia acontecido o golpe parlamentar no Brasil. No ano passado, Bolsonaro foi eleito. Em que medida este momento colaborou para reconstruir ou adaptar a hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Alguma coisa, sim. Mas a ess\u00eancia estava no texto. Por exemplo, o delator, esse personagem que aparece na rep\u00fablica, ele \u00e9 o pr\u00f3prio ignorant\u00e3o, idiota, o est\u00fapido, o bolsonarista, que nunca leu nada, que n\u00e3o conhece nada, que confunde John Lee Hooker com seriado americano. Estou falando de um personagem que n\u00e3o tem nome que foi expulso da rep\u00fablica, porque faz pouco dos assassinatos da FFLCH.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C<\/strong><strong>C: H\u00e1 um personagem, o Ox, que tem um qu\u00ea de bolsonarista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>O Ox \u00e9 um liberal. Eu acho que ele n\u00e3o apoiaria Bolsonaro, porque \u00e9 um liberal aut\u00eantico. E \u00e9 isso que nos faz falta, porque o Brasil \u00e9 carente do liberalismo nos moldes europeus, da filosofia inglesa. E o Ox \u00e9 esse liberal aut\u00eantico, por isso ele critica o (<em>Augusto<\/em>) Pinochet, essa receita chilena do liberalismo com a repress\u00e3o, o terrorismo de Estado. Guardando as propor\u00e7\u00f5es, ele est\u00e1 criticando o momento atual, que \u00e9 copiado do Pinochet, com o (<em>Paulo<\/em>) Guedes. O Ox \u00e9 um ru\u00eddo nessa rep\u00fablica de anarquistas, de esquerdistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C<\/strong><strong>C: E por que a hist\u00f3ria, parafraseando Marx, se repete agora como farsa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Porque houve muita manipula\u00e7\u00e3o. V\u00e1rias coisas convergiram para a elei\u00e7\u00e3o dele (<em>Bolsonaro<\/em>). Porque h\u00e1 a demoniza\u00e7\u00e3o das esquerdas, n\u00e3o s\u00f3 do PT. H\u00e1 os erros da pr\u00f3pria esquerda, temos de admitir. A condu\u00e7\u00e3o da economia e meio ambiente, a quest\u00e3o ind\u00edgena, temos de falar, n\u00e3o adianta esconder. A pol\u00edtica de meio ambiente foi p\u00edfia. A fixa\u00e7\u00e3o por Belo Monte. Na economia tamb\u00e9m foi desastrosa. E houve uma parte da imprensa que manipulou muito tamb\u00e9m desde 2011, 2012, 2013. Houve a virada das manifesta\u00e7\u00f5es de junho de 2013, que come\u00e7ou de um lado e terminou com a ades\u00e3o da direita. Depois as&nbsp;<em>fake news<\/em>, a facada, esse falso liberalismo brasileiro. Os verdadeiros liberais jamais admitiriam uma figura sinistra, fascistoide como Bolsonaro. Foi um acovardamento das elites. De uma parte delas, porque a maioria da elite convive bem com Guedes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA anistia foi uma capitula\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o aconteceu na Argentina, Chile, Uruguai\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>CC<\/strong><strong>: Como um intelectual v\u00ea a preval\u00eancia da estupidez como forma de governo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Quem viveu os anos 1960 e 1970 sabe que n\u00e3o foi a classe oper\u00e1ria que derrubou a ditadura. Foram, sobretudo, os movimentos dos estudantes e dos artistas. Eles fizeram muito barulho. Como est\u00e3o fazendo hoje. Eu considero a manifesta\u00e7\u00e3o de maio (<em>de 2019<\/em>) a maior dos democratas progressistas contra Bolsonaro. Porque ali foi uma manifesta\u00e7\u00e3o suprapartid\u00e1ria. Inclusive o discurso do (<em>Fernando<\/em>) Haddad foi brilhante. Ele n\u00e3o citou o PT, n\u00e3o citou ningu\u00e9m. Era uma manifesta\u00e7\u00e3o pela escola p\u00fablica. E quem que fez? Os estudantes, os professores, a classe m\u00e9dia progressista. Quem est\u00e1 \u00e0 frente hoje? Os artistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CC<\/strong><strong>: Consegue ver com clareza uma resist\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Eu vejo. Ela est\u00e1 acontecendo no Brasil todo, em muitos lugares diferentes. Nas periferias, nos saraus, nas reuni\u00f5es, em clubes de leitura, em pequenos shows e debates.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C<\/strong><strong>C: Como v\u00ea essas manifesta\u00e7\u00f5es de pessoas que se sentem \u00e0 vontade para defender Pinochet, arrancar cartaz de uma manifesta\u00e7\u00e3o da Consci\u00eancia Negra?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>O Bolsonaro liberou isso. Ele autorizou n\u00e3o apenas isso, mas tamb\u00e9m a invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas, a grilagem de terras, a viol\u00eancia contra os ind\u00edgenas. Ele liberou todo o tipo de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C<\/strong><strong>C: Nos anos 1970, havia uma sociedade brasileira e ela evoluiu de l\u00e1 para c\u00e1. Ent\u00e3o por que ca\u00edmos no mesmo conto do vig\u00e1rio de permitir que for\u00e7as sinistras voltem a governar o Pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MH:&nbsp;<\/strong>Olha, h\u00e1 uma passagem do romance&nbsp;<em>Pontos de Fuga<\/em>, que \u00e9 uma festa na&nbsp;<em>\u00cele Saint-Louis<\/em>, Paris, em que uma personagem carioca, que \u00e9 surda, se revolta contra a anistia. A anistia geral foi uma capitula\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o aconteceu na Argentina, no Chile ou no Uruguai. O que aconteceu aqui? A repress\u00e3o continuou solta. Os grupos paramilitares, os esquadr\u00f5es da morte est\u00e3o a\u00ed, viraram mil\u00edcias. Esses militares, esse submundo s\u00f3 cresceu. A repress\u00e3o aos pobres, a execu\u00e7\u00e3o de traficantes, num pa\u00eds democr\u00e1tico voc\u00ea n\u00e3o executa os malfeitores, isso \u00e9 barb\u00e1rie. Essas pessoas t\u00eam representantes no Congresso, t\u00eam a Bancada da Bala. O presidente e seus filhos fizeram honrarias \u00e0s mil\u00edcias. Ele, Bolsonaro, elogiou milicianos na tribuna. Ent\u00e3o n\u00e3o houve uma interrup\u00e7\u00e3o, houve uma continuidade subterr\u00e2nea, oculta, que aflorou agora. Que sempre matou. Mas a matan\u00e7a de pobres e negros no Brasil, a quem sensibiliza?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Refer\u00eancia entre os maiores nomes da literatura brasileira contempor\u00e2nea, Milton Hatoum est\u00e1 otimista. Ele v\u00ea focos de resist\u00eancia ao governo de Jair Bolsonaro em muitos lugares diferentes, como \u201cnas periferias, nos saraus, nas reuni\u00f5es, em clubes de leitura, em pequenos shows e debates\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25377","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6Bj","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25377"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25377\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25380,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25377\/revisions\/25380"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}