{"id":25388,"date":"2019-12-09T07:37:07","date_gmt":"2019-12-09T11:37:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=25388"},"modified":"2019-12-09T07:39:17","modified_gmt":"2019-12-09T11:39:17","slug":"mais-ameacada-do-mundo-tribo-no-ma-vive-cerco-de-madeireiros-e-cacadores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/12\/09\/mais-ameacada-do-mundo-tribo-no-ma-vive-cerco-de-madeireiros-e-cacadores\/","title":{"rendered":"&#8216;Mais amea\u00e7ada do mundo&#8217;, tribo no MA vive cerco de madeireiros e ca\u00e7adores"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"374\" data-attachment-id=\"25389\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/12\/09\/mais-ameacada-do-mundo-tribo-no-ma-vive-cerco-de-madeireiros-e-cacadores\/8ec3ef65-47ce-4de2-8071-f601cb7cad19\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?fit=750%2C467\" data-orig-size=\"750,467\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?fit=300%2C187\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?fit=600%2C374\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?resize=600%2C374\" alt=\"\" class=\"wp-image-25389\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?w=750 750w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?resize=300%2C187 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/8EC3EF65-47CE-4DE2-8071-F601CB7CAD19.jpeg?resize=482%2C300 482w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Isolados em \u00e1rea verde visada, cerca de 70 \u00edndios aw\u00e1s sobrevivem protegidos pelos guajajaras. <\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na FSP<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/autores\/rubens-valente.shtml\">Rubens Valente<\/a><\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/autores\/eduardo-anizelli.shtml\">Eduardo Anizelli<\/a><\/strong><strong>TERRA \u00cdNDIGENA ARARIBOIA (MA)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eles vivem da ca\u00e7a e da pesca, nus e sem contato com n\u00e3o ind\u00edgenas em um peda\u00e7o da mata calculado em 3% dos 412 mil hectares da Terra Ind\u00edgena Arariboia, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Semana ap\u00f3s semana, contudo, esse exemplo raro do modo de vida ind\u00edgena \u00e9 progressivamente amea\u00e7ado pela a\u00e7\u00e3o de madeireiros e ca\u00e7adores clandestinos, que invadem o territ\u00f3rio e obrigam os aw\u00e1s \u00e0 perda de comida e frequentes deslocamentos, no que os transformou, segundo indigenistas, no grupo humano isolado \u201cmais amea\u00e7ado do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem uma base de fiscaliza\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/08\/por-unanimidade-stf-derrota-bolsonaro-e-mantem-demarcacao-indigena-na-funai.shtml\">Funai<\/a>(Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio), da Pol\u00edcia Federal e do Ibama na regi\u00e3o \u2014os agentes da Uni\u00e3o s\u00f3 aparecem de vez em quando\u2014, os verdadeiros protetores dos aw\u00e1s s\u00e3o os \u00edndios guajajaras, que somam mais de 12 mil e criaram, em 2013, um grupo pr\u00f3prio de repress\u00e3o a crimes ambientais, os\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/12\/tensao-e-ameacas-forcam-retirada-de-guardioes-da-floresta-de-terra-indigena.shtml\">\u201cGuardi\u00f5es da Floresta\u201d<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o vive uma escalada de viol\u00eancia. No \u00faltimo s\u00e1bado (7),\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/12\/dois-indigenas-sao-mortos-em-atentado-no-maranhao.shtml\">dois guajajaras foram mortos<\/a>\u00a0em um atentado em Jenipapo dos Vieiras (MA). Com isso, j\u00e1 s\u00e3o tr\u00eas \u00edndios da etnia assassinados neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles [os aw\u00e1s] est\u00e3o s\u00f3 nessa \u2018bolinha\u2019 de mata. Est\u00e3o aqui pertinho de n\u00f3s, a uns tr\u00eas quil\u00f4metros. Eles circulam de l\u00e1 para c\u00e1. Queremos que a sociedade venha dar prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, mas para eles tamb\u00e9m. Eles n\u00e3o sabem se defender, eles n\u00e3o sabem falar [portugu\u00eas], est\u00e3o ali igual uma ca\u00e7a, com medo de zoada, de tiros, de coisas assim\u201d, disse o cacique Paulo Provid\u00eancia Guajajara, 47, da aldeia Jenipapo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs madeireiros j\u00e1 est\u00e3o dentro da rota dos aw\u00e1s. Muitas vezes eles [\u00edndios] pegam o material deles, andam no barraco dos madeireiros, onde o sujeito chega com gripe, tossindo, joga gripe no mato. E a\u00ed, meu amigo, se [os aw\u00e1s] pegarem o v\u00edrus j\u00e1 era, acabam. A gente fica muito triste com isso, com essa injusti\u00e7a da Justi\u00e7a brasileira com a gente\u201d, disse o coordenador dos \u201cguardi\u00f5es\u201d, Ol\u00edmpio Guajajara, 45.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de fiscais ambientais trabalha de forma volunt\u00e1ria e sem qualquer ajuda oficial, com motos em estado prec\u00e1rio e armas obsoletas, como mosquet\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhada de guajajaras, a&nbsp;<strong>Folha<\/strong>&nbsp;passou por um ponto na trilha de acesso entre duas aldeias que, segundo os \u00edndios, fica a menos de um quil\u00f4metro de onde os aw\u00e1s de Arariboia foram filmados pela primeira vez na hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cguardi\u00e3o\u201d guajajara Ronilson Lima, 33, o Fl\u00e1i, atua em um coletivo de comunica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena chamado M\u00eddia \u00cdndia. Com uma c\u00e2mera pequena, ele registrou, no come\u00e7o do ano, um grupo de quatro aw\u00e1s caminhando pela mata \u2014as imagens foram exibidas em fevereiro pela TV Globo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm pressentiu nossa presen\u00e7a, parece que cheirou algo no ar. Ele virou e me viu. Tr\u00eas deles se armaram com uma flecha. Eu fiquei com medo de fazerem alguma coisa, mas foram embora. Eu queria que eles me vissem para ficar com eles a minha imagem, para o caso de nos encontrarmos de novo\u201d, disse Fl\u00e1i.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 claro para os guajajaras que os aw\u00e1s preferem permanecer vivendo como hoje. Eles poderiam facilmente chegar \u00e0 aldeia Jenipapo, onde vivem 55 fam\u00edlias guajajaras, com apenas uma hora e meia de caminhada, mas nunca apareceram por l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, um grupo de \u201cguardi\u00f5es\u201d deixou, em um ponto da mata que eles sabiam ser frequentado pelos isolados, uma vasilha d\u2019\u00e1gua, um fac\u00e3o e um machadinho. Os aw\u00e1s levaram as ferramentas, mas atravessaram a vasilha com duas flechas. Para os guajajaras, foi um sinal de \u201cproibido entrar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de aw\u00e1s de Arariboia \u00e9 estimado em 60 a 70 pessoas. Os guajajaras dizem que sempre souberam da presen\u00e7a deles na mata. \u00c0s vezes ouvem os cantos, de noite ou de madrugada, mas n\u00e3o entendem o que \u00e9 falado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde crian\u00e7a a gente sabia dos aw\u00e1s. Meu pai era um grande ca\u00e7ador e os via na floresta. E sempre contava para n\u00f3s: \u2018Olha, tem parente que est\u00e1 morando dentro da mata\u2019. Aw\u00e1 significa \u2018os homens verdadeiros\u2019, um nome tenetehara [guajajara]. Eles se chamam mesmo \u00e9 \u2018uw\u00e1janjara\u2019\u201d, disse o \u201cguardi\u00e3o\u201d Ol\u00edmpio.<\/p>\n\n\n\n<p>A interroga\u00e7\u00e3o sobre o futuro dos aw\u00e1s come\u00e7ou com as&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/12\/vai-haver-guerra-afirma-guardiao-sobrevivente-de-ataque-em-terra-indigena-no-ma.shtml\">constantes invas\u00f5es do territ\u00f3rio<\/a>&nbsp;nos \u00faltimos 20 anos por madeireiros e ca\u00e7adores.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ano passado para c\u00e1, contudo, o problema se intensificou. Segundo dados de sat\u00e9lite compilados pelo ISA (Instituto Socioambiental), os ramais abertos por madeireiros aumentaram 27% em um ano, atingindo 1.248 quil\u00f4metros dentro da terra ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Os madeireiros entram inclusive com apoio de l\u00edderes ind\u00edgenas subornados, segundo os guajajaras, e podem ter encontros fortuitos e fatais com os aw\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>No organismo de um ind\u00edgena isolado, uma simples gripe pode evoluir para uma pneumonia em apenas dois dias, segundo indigenistas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 mais como separar o lugar onde est\u00e3o os madeireiros de onde est\u00e3o os aw\u00e1s. Eles est\u00e3o se misturando. Os aw\u00e1s est\u00e3o onde ainda existe madeira. Mas se tirar a madeira, eles v\u00e3o para onde? Os aw\u00e1s hoje n\u00e3o est\u00e3o vivendo, est\u00e3o sobrevivendo, o que \u00e9 diferente\u201d, disse o \u201cguardi\u00e3o\u201d Auro Guajajara, 34.<\/p>\n\n\n\n<p>Os invasores derrubam \u00e1rvores que t\u00eam frutos ou que s\u00e3o usadas por abelhas para formar suas colmeias. O mel \u00e9 uma importante fonte de alimenta\u00e7\u00e3o dos aw\u00e1s. Al\u00e9m disso, matam e afugentam a ca\u00e7a. Para Ol\u00edmpio, os aw\u00e1s agora sobrevivem basicamente de alguns tipos de animais. \u201cEst\u00e3o buscando agora mais \u00e9 cotia, porc\u00e3o. Capel\u00e3o [macaco] j\u00e1 est\u00e1 escasso, est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs aw\u00e1s est\u00e3o passando muita sede, tiram ra\u00edzes para tomar a \u00e1gua. A pior invas\u00e3o que est\u00e1 tendo \u00e9 a dos ca\u00e7adores. Eles matam paca, tatu, anta, porc\u00e3o. Eles n\u00e3o v\u00eam para comer, levam para vender\u201d, disse o cacique Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua mulher, a agente de sa\u00fade Jacirene Ribeiro Guajajara, contou que os ca\u00e7adores v\u00eam em bandos armados e usam at\u00e9 gerador el\u00e9trico, matando \u201c20, 30 porc\u00f5es\u201d de uma s\u00f3 vez e jogando no mato partes dos animais que costumam ser aproveitadas pelos ind\u00edgenas, como cabe\u00e7as e v\u00edsceras.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo ano, o quadro se agravou. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o bem cr\u00edtica. Os aw\u00e1s enfrentam o risco de extin\u00e7\u00e3o. Eles provavelmente j\u00e1 estariam mortos se n\u00e3o fossem os \u2018guardi\u00f5es\u2019. \u00c9 exemplo extremo do genoc\u00eddio dos povos ind\u00edgenas, n\u00e3o \u00e9 algo para o futuro, est\u00e1 acontecendo agora\u201d, disse Sarah Shenker, pesquisadora da Survival International, ONG brit\u00e2nica que acompanha o caso dos aw\u00e1s h\u00e1 anos e os considera o grupo isolado \u201cmais amea\u00e7ado do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o indigenista Carlos Travassos, que coordenou o setor de \u00edndios isolados da Funai em Bras\u00edlia e hoje trabalha com os \u201cguardi\u00f5es\u201d, os aw\u00e1s s\u00e3o hoje os isolados mais vulner\u00e1veis do pa\u00eds ao lado do chamado \u201c\u00edndio do buraco\u201d, em Rond\u00f4nia, e dos piripkuras e kawahivas do rio Pardo, ambos em Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos outros tr\u00eas casos, pelo menos h\u00e1 alguma a\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o em andamento. O caso dos aw\u00e1s \u00e9 o pior em termos de amea\u00e7as externas e das press\u00f5es que sofrem. A Arariboia \u00e9 uma ilha verde, ao redor dela est\u00e1 tudo desmatado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No projeto de assentamento Brasil\u00e2ndia, que faz divisa com a Arariboia, tr\u00eas passagens de terra d\u00e3o acesso livre a madeireiros e ca\u00e7adores para o interior do territ\u00f3rio dos guajajaras e dos aw\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 destacamento da Pol\u00edcia Militar, delegacia, guarita ou qualquer tipo de controle sobre a passagem de ve\u00edculos. Caminh\u00f5es entram vazios, a qualquer hora, e saem carregados de madeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo depois das mortes do \u201cguardi\u00e3o da floresta\u201d Paulo Paulino, 26, e do morador do povoado, M\u00e1rcio Gleik Moreira Pereira, 37, no \u00faltimo dia 1\u00ba, nenhuma medida foi tomada pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a para impedir as invas\u00f5es na Arariboia a partir de Brasil\u00e2ndia e diminuir o clima de tens\u00e3o. A pol\u00edcia s\u00f3 apareceu para tomar depoimentos sobre as mortes e logo foi embora.<\/p>\n\n\n\n<p>O assentado Pedro Paulo Pereira de Souza, 62, presidente da associa\u00e7\u00e3o dos moradores h\u00e1 mais de 16 anos, disse que as fam\u00edlias iriam apoiar a presen\u00e7a permanente da pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui \u00e9 rota de passagem. E a gente n\u00e3o pode identificar uma pessoa que est\u00e1 passando. Eu n\u00e3o sei se \u00e9 ladr\u00e3o, se \u00e9 assaltante. Aqui deveria ter uma guarita, s\u00f3 passaria quem se identificasse, como tem nos Estados Unidos. Aqui n\u00e3o, \u00e9 tudo livre, entra quem quer. Eu achava que seria bom demais a presen\u00e7a da pol\u00edcia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Criada h\u00e1 mais de 20 anos pelo Incra, Brasil\u00e2ndia tem hoje 273 lotes. A associa\u00e7\u00e3o, 140 fam\u00edlias filiadas. O povoado fica a apenas oito quil\u00f4metros dos limites da Arariboia.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 por volta de 2012 havia moradores envolvidos na compra e venda de madeira. Naquele ano, por\u00e9m, o Ibama e a Funai fizeram uma grande opera\u00e7\u00e3o e fecharam v\u00e1rias madeireiras no povoado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isolados em \u00e1rea verde visada, cerca de 70 \u00edndios aw\u00e1s sobrevivem protegidos pelos guajajaras.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25388","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6Bu","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25388"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25388\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25391,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25388\/revisions\/25391"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}