{"id":25823,"date":"2020-01-07T08:34:44","date_gmt":"2020-01-07T12:34:44","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=25823"},"modified":"2020-01-07T08:34:51","modified_gmt":"2020-01-07T12:34:51","slug":"elizeu-braga-de-historias-cantos-e-poemas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/01\/07\/elizeu-braga-de-historias-cantos-e-poemas\/","title":{"rendered":"ELIZEU BRAGA: DE HIST\u00d3RIAS, CANTOS E POEMAS"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.revistacontinente.com.br\/image\/view\/news\/image\/3616\/mobile\" alt=\"Elizeu Braga tem dois livros publicados: 'Cantigas' (2015) e 'Morma\u00e7o' (2017)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Poeta e ator rondonense est\u00e1 de passagem pelo Recife para escrever seu terceiro livro, que possivelmente ser\u00e1 um romance<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>TEXTO&nbsp;<strong>ERIKA MUNIZ<\/strong><br>FOTOS E V\u00cdDEO&nbsp;<strong>CAMILLA SANTOS DIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>conte\u00fado <em>Continente Online<\/em>]<br><br><\/strong><em>\u00e9 o rio que corta a cidade\u00a0<br>ou \u00e9 a cidade que enforca o rio<br><\/em>(Elizeu Braga, poema sem t\u00edtulo, do livro\u00a0<em>Morma\u00e7o<\/em>, 2017)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E<\/strong><strong>m<\/strong><strong>viagem de barco,&nbsp;<\/strong>a cinco horas de Porto Velho (RO), localiza-se a vila ribeirinha Itacu\u00e3. Costurada pelo Rio Madeira, a regi\u00e3o tem sua origem vinculada ao ciclo da borracha, per\u00edodo de maior extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex no Norte, quando gente de todo canto do mundo ia parar l\u00e1. Foi nesse lugar que, em 1985, nasceu Elizeu Braga, filho ca\u00e7ula de uma fam\u00edlia de sete irm\u00e3os. Durante quase toda sua inf\u00e2ncia, n\u00e3o havia luz el\u00e9trica, os moradores viviam da pesca, ca\u00e7a e troca de mantimentos para suas subsist\u00eancias \u2013 inclusive seus pais, Maria e Raimundo. Enquanto o Brasil experimentava um direcionamento cada vez maior ao que muitos entendem como \u201cprogresso\u201d, afastando-se de seus saberes antigos, o garoto cresceu imerso nos conhecimentos de quem \u00e9 capaz de ler a floresta e seus jeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diariamente, escutava hist\u00f3rias e cantigas que s\u00e3o parte das comunidades beiradeiras \u2013 como dizem os que vivem \u00e0 beira d&#8217;\u00e1gua \u2013 h\u00e1 muitas e muitas gera\u00e7\u00f5es. Quando Elizeu ainda morava entre Itacu\u00e3 e Cujubim, outra vila \u00e0 beira do rio, uma das marcantes hist\u00f3rias contadas por dona Raimunda, sua av\u00f3 materna, era a de uma crian\u00e7a que nasceu e j\u00e1 sabia falar com poucos dias de vida. \u201cNossa! Como isso aconteceu? Como uma crian\u00e7a nasce e, de repente, j\u00e1 sabe o nome das coisas?\u201d, questionou Elizeu, durante nossa conversa, em sua vinda recente ao Recife, cidade escolhida por ele para trabalhar em seu terceiro livro. Pelo visto, Elizeu teve a quem puxar a habilidade de envolver ouvintes enquanto narra&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria relatada por dona Raimunda, a tal crian\u00e7a, al\u00e9m de falar, com algumas noites tamb\u00e9m caminhava e poderia se transformar em muitas coisas. No entanto, acabou acreditando que sabia de tudo e adentrou a floresta sem respeit\u00e1-la. S\u00f3 que os esp\u00edritos da mata se uniram e separaram sua cabe\u00e7a do corpo. Um pouco desesperada, a cabe\u00e7a resolveu voltar \u00e0 aldeia dos Kaxinaw\u00e1s, povo ind\u00edgena do Norte, mas ningu\u00e9m queria mais conversar com ela, \u201cporque ningu\u00e9m conversa com uma cabe\u00e7a sem o corpo\u201d, complementava Elizeu. A m\u00e3e a pegou no colo e disse que se ela quisesse ficar por ali, teria que se transformar em algo que ainda n\u00e3o existe. Precisou, ent\u00e3o, se afastar para pensar. \u201cPensou, pensou, pensou\u201d e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o existia nem arco-\u00edris, nem lua. Pegou sete fios coloridos e os atirou em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u. Por esse caminho, a cabe\u00e7a subiu, mas antes de desaparecer na imensid\u00e3o, disse: \u201cQuem me vir l\u00e1 de cima e n\u00e3o me reconhecer, ser\u00e1 castigado\u201d. Assim nos contou a sua vers\u00e3o para a origem da lua.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rias como essa servem de base para trabalhos art\u00edsticos do poeta e ator Elizeu Braga. Mas s\u00e3o tamb\u00e9m para onde aponta sua maneira de enxergar o mundo. \u201cH\u00e1 algumas coisas que acompanham a gente. Vivo praticamente escutando essas hist\u00f3rias o tempo inteiro na minha cabe\u00e7a, para tentar n\u00e3o cair nas artimanhas das outras hist\u00f3rias que s\u00e3o contadas. O mundo \u00e9 feito de narrativas e voc\u00ea escolhe em quais acredita. O que te faz ficar em comunh\u00e3o com a natureza? O que te leva para perto dos seus antepassados? O que te faz ficar em paz consigo mesmo?\u201d, provoca. Quando adulto, pesquisando sobre a origem dessas hist\u00f3rias, ele descobriu que esses contos est\u00e3o no imagin\u00e1rio ind\u00edgena Kaxinaw\u00e1 e Tenharim, que possivelmente comp\u00f5em sua ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.revistacontinente.com.br\/public\/uploads\/data\/files\/ELIZEU_05__CREDITO_CAMILLA_SANTOS_DIAS.jpg?w=600\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.revistacontinente.com.br\/public\/uploads\/data\/files\/ELIZEU_06__CREDITO_CAMILLA_SANTOS_DIAS_EDIT_II.jpg?w=600\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre 10 e 11 anos, por conta de um triste acontecimento em sua fam\u00edlia, um caso de viol\u00eancia dom\u00e9stica, Elizeu foi viver com a tia-av\u00f3 Joana, em Porto Velho. Como ela tamb\u00e9m colecionava hist\u00f3rias, trazidas do tempo em que viveu na comunidade de Bom Jardim, tornou-se outra refer\u00eancia para o artista. Na varanda de sua casa, havia o h\u00e1bito di\u00e1rio de leitura. Muitas vezes, ele s\u00f3 sa\u00eda para jogar bola com os amigos, depois que ela terminava de ler para ele. \u201cMe incentivou a ler, a pegar livros e escutar o mundo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nem s\u00f3 de boas lembran\u00e7as, no entanto, foi esse per\u00edodo de chegada \u00e0 capital, pois enfrentou o preconceito contra os que, como ele, v\u00eam da beira do rio. A sa\u00edda que Elizeu encontrou foi tentar negar tudo isso. De seus tra\u00e7os \u00e0 pr\u00f3pria maneira de falar, visto que o lugar de onde vinha era percebido, muitas vezes, como de n\u00e3o-exist\u00eancia. Para alguns, toda a pot\u00eancia dessas vozes e ensinamentos que trazia consigo n\u00e3o serviam de nada. Felizmente, atrav\u00e9s da rela\u00e7\u00e3o com a poesia, ele percebeu que os que pensavam assim estavam totalmente equivocados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara a narrativa da cidade, os ind\u00edgenas s\u00e3o vistos sempre como inferiores. Aquilo foi uma confus\u00e3o na minha cabe\u00e7a. Eu jogava fora a tapioca que minha tia me dava para eu lanchar. Eu me perdi da minha alma nesse per\u00edodo. Tinha que me tornar uma outra coisa, querer ter outra cor, ter outros olhos, falar de outro jeito&#8230; \u00c9 terr\u00edvel a coloniza\u00e7\u00e3o\u201d, declarou na entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Continente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.revistacontinente.com.br\/public\/uploads\/data\/files\/ELIZEU_07__CREDITO_CAMILLA_SANTOS_DIAS.jpg?w=600\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s de um poema de Cec\u00edlia Meireles, intitulado&nbsp;<em>A&nbsp;<\/em><em>c<\/em><em>h\u00e1cara do Chico Bolacha,<\/em>&nbsp;foi que ele se reencontrou consigo. \u201cMesmo nos instantes em que me neguei, nunca me desprendi de mim. A arte me fez sair\u201d, afirma. Elizeu abra\u00e7ou a leitura como uma esp\u00e9cie de ref\u00fagio. \u201cGostava muito de ler alguns poemas escritos nos livros por uma identifica\u00e7\u00e3o com a oralidade dos meus av\u00f3s e av\u00f4s\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da viol\u00eancia simb\u00f3lica que experimentou nos primeiros anos na cidade, Elizeu aprimorou, ainda mais, seu of\u00edcio de contador de hist\u00f3rias. Nos anos 2000, em Rond\u00f4nia \u2013 um dos centros do agroneg\u00f3cio no pa\u00eds \u2013, o Movimento Beradeiro ganhou for\u00e7a. Assim, as produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas oriundas dessa busca pela identidade ribeirinha receberam, cada vez, mais o reconhecimento e o respeito que sempre mereceram. Em 2013, junto a outros artistas do estado rondonense, ele fundou a Arig\u00f3ca, um espa\u00e7o cultural acolhedor, em Porto Velho, destinado a encontros art\u00edsticos, lan\u00e7amentos de livros, saraus, oficinas. Tudo isso acabou suscitando um sentimento de orgulho para Elizeu.<\/p>\n\n\n\n<p>O poeta tem dois livros publicados:&nbsp;<em>Cantigas&nbsp;<\/em>(2015) e<em>&nbsp;Morma\u00e7o<\/em>&nbsp;(2017), ambos lan\u00e7ados de modo independente, a partir de um trabalho coletivo de publica\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>cartoneiras<\/em>&nbsp;(feitas, principalmente, atrav\u00e9s do reaproveitamento de papel\u00e3o). No primeiro, com capa elaborada por Edison Arcanjo, ele explora a palavra cantada, vinculada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o de seu lugar de origem, o Madeira. Em&nbsp;<em>Morma\u00e7o,<\/em>&nbsp;por sua vez, \u00e9 a palavra falada que d\u00e1 o tom aos poemas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i6TkAl_jUJ0\" width=\"100%\" height=\"533\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Na busca por entender sua forma de declamar, destaque nos diversos eventos de literatura que participa pelo Brasil, Elizeu percebeu que, no Norte do pa\u00eds, os cantos ind\u00edgenas perpassam a maneira como o poema chega \u00e0 voz. Diferente de outras regi\u00f5es do Brasil, como o Nordeste, cujos tra\u00e7os do trovadorismo prevalecem nas declama\u00e7\u00f5es. Portanto, s\u00e3o as evoca\u00e7\u00f5es xam\u00e2nicas e dos curandeiros que lhe servem de influ\u00eancias. \u201cO canto, para mim, vem muito de acessar esse lugar do invis\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Desde novembro, Elizeu trabalha no novo livro, cuja narrativa ser\u00e1 mais longa, possivelmente um romance. Dedica-se diariamente \u00e0 escrita, mas tamb\u00e9m tem participado de eventos art\u00edsticos na capital pernambucana. O t\u00edtulo ainda n\u00e3o est\u00e1 definido, mas oscila entre&nbsp;<em>Itac<\/em><em>u<\/em><em>\u00e3<\/em>&nbsp;ou&nbsp;<em>Hist\u00f3ria da mulher que aparou com as m\u00e3os o pr\u00f3prio sangue.<\/em>&nbsp;\u00c0 medida que suas ideias v\u00e3o tomando as p\u00e1ginas, essa decis\u00e3o chega. Mas uma coisa \u00e9 certa: o poeta pretende lan\u00e7\u00e1-lo ainda neste semestre, em Porto Velho. Imerso entre tantas hist\u00f3rias, ele mesmo costuma dizer: \u201cO mundo \u00e9 feito de narrativas\u201d. E nos cabe, portanto, busc\u00e1-las e cont\u00e1-las o quanto antes, para que n\u00e3o o fa\u00e7am por n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fechamos escolas&nbsp;<\/em><br><em>Abrimos pris\u00f5es&nbsp;<\/em><br><em>Desprezamos livros&nbsp;<\/em><br><em>Cultuamos armas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A vingan\u00e7a \u00e9 a nossa melhor compaix\u00e3o&nbsp;<\/em><br><em>Ningu\u00e9m \u00e9 mais bobo de acreditar no outro&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Estra\u00e7alho de bala a cara do menor fodido que me ataca&nbsp;<\/em><br><em>Choro as l\u00e1grimas da m\u00e3e da v\u00edtima que lamenta<\/em><br><em>E beijo a m\u00e3o do deputado que me representa&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>T\u00e1 com pena leva pra casa&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>D\u00e1 licen\u00e7a que vou pra igreja&nbsp;<\/em><br><em>Jesus me proteja no caminho&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(<em>Toada de um cidad\u00e3o de bem<\/em>, do livro&nbsp;<em>Cantigas<\/em>, 2015)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em tempo:<\/strong>&nbsp;Os livros&nbsp;<em>C<\/em><em>antigas&nbsp;<\/em>e&nbsp;<em>Morma\u00e7o<\/em>&nbsp;est\u00e3o \u00e0 venda no valor de R$ 25 (cada) + frete para todo o Brasil. Os pedidos podem ser realizados atrav\u00e9s do e-mail&nbsp;<a href=\"mailto:casadepoemas@gmail.com\">casadepoemas@gmail.com<\/a>&nbsp;e tamb\u00e9m a partir do Facebook de Elizeu Braga. At\u00e9 o final de janeiro, o poeta est\u00e1 no Recife e as encomendas na cidade poder\u00e3o ser entregues em m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ERIKA MUNIZ<\/strong>&nbsp;\u00e9 jornalista e bacharel em Letras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poeta e ator rondonense est\u00e1 de passagem pelo Recife para escrever seu terceiro livro, que possivelmente ser\u00e1 um romance<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6Iv","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25823"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25824,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25823\/revisions\/25824"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}