{"id":26328,"date":"2020-02-03T08:55:57","date_gmt":"2020-02-03T12:55:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=26328"},"modified":"2020-02-03T08:56:09","modified_gmt":"2020-02-03T12:56:09","slug":"as-fotografias-ineditas-da-escravidao-que-sebastiao-salgado-encontrou-nas-minas-de-ouro-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/02\/03\/as-fotografias-ineditas-da-escravidao-que-sebastiao-salgado-encontrou-nas-minas-de-ouro-do-brasil\/","title":{"rendered":"As fotografias in\u00e9ditas da escravid\u00e3o que Sebasti\u00e3o Salgado encontrou nas minas de ouro do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"429\" data-attachment-id=\"26329\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/02\/03\/as-fotografias-ineditas-da-escravidao-que-sebastiao-salgado-encontrou-nas-minas-de-ouro-do-brasil\/da978d17-2c1f-43a2-9199-65232112cfb4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?fit=648%2C463\" data-orig-size=\"648,463\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?fit=300%2C214\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?fit=600%2C429\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?resize=600%2C429\" alt=\"\" class=\"wp-image-26329\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?w=648 648w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?resize=300%2C214 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DA978D17-2C1F-43A2-9199-65232112CFB4.jpeg?resize=420%2C300 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma esp\u00e9cie de regresso \u00e0s origens: numa edi\u00e7\u00e3o especial, o fot\u00f3grafo brasileiro revela novas perspectivas da corrida ao ouro na selva amaz\u00f3nica, revisitando o trabalho que lan\u00e7ou a sua carreira internacional.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>PATR\u00cdCIA FONSECA<br>No Vis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Cor. Brilho. Modernidade. Esta era a santa trindade da Imprensa da d\u00e9cada de 1980, com as grandes revistas internacionais a apostarem milh\u00f5es na reconvers\u00e3o para as p\u00e1ginas a cores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, quando Sebasti\u00e3o Salgado explicou a Neil Burgess (que acabava de ser nomeado diretor da Magnum, em Londres, em 1986) que pretendia dedicar os anos seguintes a fotografar apenas a preto-e-branco as vidas de trabalhadores pobres e explorados em 42 locais do mundo, ele deitou as m\u00e3os \u00e0 cabe\u00e7a. Comercialmente, o projeto do fot\u00f3grafo brasileiro tinha tudo para ser um desastre.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns meses mais tarde, Salgado telefonou-lhe contando que acabara de regressar do Brasil, onde decidira iniciar o projeto que daria origem ao livro&nbsp;<em>Trabalho<\/em>. Agora, dizia, precisava que a Magnum vendesse algumas dessas fotografias, para prosseguir para os 41 destinos que lhe faltavam.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cPerguntaram quanto custava o trabalho e eu pedi o dobro do portef\u00f3lio mais caro que j\u00e1 tinha sido vendido pela Magnum\u2026 Estenderam-me logo a m\u00e3o: \u2018Ok\u2019\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>No escrit\u00f3rio da Magnum foi entregue uma caixa com 40 fotografias impressas em 24 x 30 cm, e Burgess ficou deslumbrado, como veio a contar, em 2019, ao&nbsp;<em>British Journal of Photography<\/em>. Ligou para Salgado, que havia sugerido tentar a publica\u00e7\u00e3o na&nbsp;<em>Granta<\/em>, e disse-lhe que uma das grandes revistas iria comprar a reportagem. Ele achava improv\u00e1vel porque a serra Pelada j\u00e1 tinha sido fotografada por outros, incluindo pelo correspondente da Magnum no Brasil, Miguel Rio Branco. Mas todos fizeram fotos a cores, passando apenas um dia ou dois a registar o espet\u00e1culo de 50 mil homens a procurar ouro na lama, no meio da Amaz\u00f3nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.trustinnews.pt\/uploads\/sites\/5\/2020\/01\/ce_salgado_gold_p099-1024x682.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1017621\"\/><figcaption><strong>Uma das fotos in\u00e9ditas publicada na nova edi\u00e7\u00e3o de \u201cGold\u201d, revelando o formigueiro de homens que procurava ouro na Amaz\u00f3nia brasileira<br><\/strong>\u00a9 Sebasti\u00e3o SALGADO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Salgado, por outro lado, fotografou a preto-e-branco e viveu quatro semanas com os \u201cpe\u00f5es\u201d num \u201cbarraco\u201d, acompanhou todas as fases daquele trabalho colossal, ouviu-os falar dos seus sonhos e dos monstros que os atormentavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa imers\u00e3o nos assuntos retratados foi sempre condi\u00e7\u00e3o essencial para o trabalho do brasileiro, mesmo quando fotografava para as ag\u00eancias de not\u00edcias (e a cores), em que iniciou a sua carreira, no final da d\u00e9cada de 1970. Em 1983, durante a grande vaga de fome na Eti\u00f3pia, por exemplo, fixou-se num campo de subnutridos e criticava os jornalistas que mal contactavam com a realidade que pretendiam retratar \u2013 viu 34 equipas de reportagem a chegarem e a partirem durante os dez dias em que ali permaneceu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA paci\u00eancia e a concentra\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para permanecer num s\u00f3 lugar, para tentar ver al\u00e9m das primeiras impress\u00f5es, para se for\u00e7ar a olhar para um assunto de maneiras diferentes, sob diferentes luzes, e depois voltar e olhar novamente, \u00e9 algo essencial\u201d, considera o ex-diretor da Magnum, que, uma hora depois de receber as fotografias de Salgado, estava a entrar no gabinete do editor de arte do&nbsp;<em>Sunday Times.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Michael Rand, um homem pioneiro na introdu\u00e7\u00e3o da cor nos suplementos de fim de semana, seria, talvez, o pior interlocutor poss\u00edvel para a venda de um portef\u00f3lio a preto-e-branco, e Neil Burgess n\u00e3o havia revelado nada sobre o trabalho que iria apresentar, temendo que Rand nem sequer aceitasse v\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"401\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.trustinnews.pt\/uploads\/sites\/5\/2020\/01\/ce_salgado_gold_p101-1024x684.jpg?resize=600%2C401&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1017622\"\/><figcaption>\u00a9 Sebasti\u00e3o SALGADO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante uns instantes, depois de dispor sobre a mesa algumas das fotografias da corrida ao ouro no Brasil, instalou-se um sil\u00eancio inc\u00f3modo na sala e Burgess temeu o pior. Mas, quando olhou para o rosto de Michael Rand, percebeu que era \u201cum sil\u00eancio bom\u201d, quase reverencial. Poucas foram as vezes que ele sentiu nos editores internacionais esse respeito que se mistura com o encantamento, como uma esp\u00e9cie de feiti\u00e7o que conduz \u00e0 rendi\u00e7\u00e3o total. \u201cPerguntaram quanto custava e eu pedi o dobro do pre\u00e7o do portef\u00f3lio mais caro que j\u00e1 tinha sido vendido pela Magnum\u2026 Estenderam-me logo a m\u00e3o: \u2018Ok\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A rea\u00e7\u00e3o foi semelhante na revista do&nbsp;<em>New York Times<\/em>, quando o editor de fotografia, Peter Howe, mostrou as fotos de Salgado \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do jornal. \u201cEm toda a minha carreira, nunca vi os diretores reagirem a um trabalho daquela forma\u201d, escreveu Howe, no m\u00eas passado, a prop\u00f3sito da nova edi\u00e7\u00e3o em livro desta reportagem, com a chancela da Taschen.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, os telefones da Magnum n\u00e3o paravam. Editores de todo o mundo queriam comprar as fotografias e, a partir de ent\u00e3o, Sebasti\u00e3o Salgado teve financiamento garantido para percorrer o mundo e ir publicando, reportagem a reportagem, o portef\u00f3lio que, anos depois, seria agregado na obra&nbsp;<em>Trabalho<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"401\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.trustinnews.pt\/uploads\/sites\/5\/2020\/01\/ce_salgado_gold_p083-1024x684.jpg?resize=600%2C401&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1017620\"\/><figcaption>\u00a9 Sebasti\u00e3o SALGADO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O retrato da escravid\u00e3o a que aqueles homens se sujeitavam viria a garantir a sua liberdade como autor. Quem viu as fotografias do formigueiro de homens cobertos de lama naquela mina de ouro nunca mais esqueceu o nome de quem estava atr\u00e1s da c\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Salgado tamb\u00e9m guardou para sempre o que sentiu na serra Pelada. \u201cAli tive uma vis\u00e3o dilacerada e definitiva do bicho-homem: 50 mil criaturas esculpidas em lama e sonho\u201d, escreveu na introdu\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>Trabalho<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00f3 se ouvia o rumor humano, murm\u00farios e gritos silenciados e o ru\u00eddo de p\u00e1s e enxadas impulsadas por m\u00e3os humanas, nenhum som de m\u00e1quina.\u201d Num local onde estavam proibidas as armas de fogo, o \u00e1lcool e as mulheres, \u201chavia uma indiz\u00edvel necessidade de tudo, de afeto, de calor humano. Havia um perigo constante e uma vida sem consolo. Escravos da ilus\u00e3o, revolvendo a terra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Ali tive uma vis\u00e3o dilacerada e definitiva do bicho-homem: 50 mil criaturas esculpidas em lama e sonho<\/em><\/p><cite>SEBASTI\u00c3O SALGADO<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>S\u00f3 permanecendo e conquistando a confian\u00e7a dos homens que Salgado pretendia retratar foi poss\u00edvel fixar em pel\u00edcula a esperan\u00e7a e a viol\u00eancia latentes naquela cratera com contornos irreais, de outro mundo ou de outros tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 assim foi poss\u00edvel ver al\u00e9m da lama que cobria aqueles milhares de corpos e conhecer hist\u00f3rias \u00fanicas, como a do dirigente sindical que liderava a ala dos mineiros homossexuais. \u201cEra um valente, respeitado por todos, e sonhava encontrar ouro e ir para Paris\u201d, recorda Salgado. O seu grande sonho era p\u00f4r seios de silicone. \u201cNingu\u00e9m, como os franceses, para este tipo de opera\u00e7\u00e3o. Os de Paris s\u00e3o os seios mais lindos do mundo\u201d, dizia.<\/p>\n\n\n\n<p>Provavelmente este mineiro nunca ter\u00e1 sa\u00eddo do Par\u00e1, como a grande maioria dos \u201cpe\u00f5es\u201d que ali perdeu anos de vida a correr atr\u00e1s de uma miragem. A serra Pelada \u201csecou\u201d pouco tempo depois, e desses tempos restam apenas as lendas sobre pepitas do tamanho de couves \u2013 e as imagens que Salgado nos deu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"777\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.trustinnews.pt\/uploads\/sites\/5\/2020\/01\/salgado_gold_fo_int_3d_05348_1903201445_id_1246215-791x1024.jpg?resize=600%2C777&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1017628\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dois livros e uma exposi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Sebasti\u00e3o Salgado voltou a olhar para os 400 rolos fotogr\u00e1ficos que trouxe da serra Pelada, em 1987, para selecionar as 300 imagens (31 das quais in\u00e9ditas) que integram o novo livro&nbsp;<em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.taschen.com\/pages\/en\/catalogue\/photography\/all\/05348\/facts.sebastio_salgado_gold.htm\" target=\"_blank\">Gold<\/a><\/em>, publicado, em novembro de 2019, pela Taschen, em tr\u00eas vers\u00f5es: uma para o p\u00fablico em geral (\u20ac50) e outras duas para colecionadores. A edi\u00e7\u00e3o&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.taschen.com\/pages\/en\/catalogue\/photography\/all\/86908\/facts.sebastio_salgado_gold.htm\" target=\"_blank\">XXL<\/a>&nbsp;custa \u20ac800 e cada livro est\u00e1 numerado e assinado pelo autor; a&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.taschen.com\/pages\/en\/catalogue\/photography\/all\/66975\/facts.sebastio_salgado_gold_art_edition_brasil_1986.htm\" target=\"_blank\">Art Edition<\/a>, numa caixa em tons de terra, com uma fotografia impressa assinada pelo fot\u00f3grafo, custava 5000\u20ac (j\u00e1 est\u00e1 esgotada). Editado em v\u00e1rias l\u00ednguas, o livro tem uma edi\u00e7\u00e3o trilingue (portugu\u00eas, italiano e espanhol), com um texto de enquadramento do jornalista Alan Riding, antigo correspondente internacional do&nbsp;<em>New York Times<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"393\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.trustinnews.pt\/uploads\/sites\/5\/2020\/01\/Captura-de-ecr%25C3%25A3-2020-01-31-%25C3%25A0s-12.25.44-1600x1049.png?resize=600%2C393&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1025507\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em simult\u00e2neo, foi tamb\u00e9m criada uma exposi\u00e7\u00e3o com 56 imagens in\u00e9ditas, inaugurada em S\u00e3o Paulo, no Brasil, n\u00e3o havendo ainda informa\u00e7\u00e3o sobre a sua passagem por Portugal, embora existam j\u00e1 datas para a sua apresenta\u00e7\u00e3o em Londres, Talin e Estocolmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sebasti\u00e3o Salgado formou-se em Economia, mas a paix\u00e3o pela fotografia levou-o a arriscar uma carreira como fotojornalista, em 1973. Trabalhou para as ag\u00eancias Sigma e Gamma e, em 1979, passou a integrar a Magnum. Queria conhecer e dar a conhecer o mundo, compreender as motiva\u00e7\u00f5es dos homens, documentar uma sociedade em mudan\u00e7a \u2013 e foi isso que fez nos \u00faltimos 40 anos. Depois de Trabalho, iniciado com as fotografias na serra Pelada, dedicou v\u00e1rios anos aos livros&nbsp;<em>Terra, \u00caxodos, \u00c1frica<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>G\u00e9nesis<\/em>, entre outros projetos-causa. Da milit\u00e2ncia fotogr\u00e1fica passou \u00e0 milit\u00e2ncia efetiva, em 1998, ao fundar o Instituto Terra (com a mulher, L\u00e9lia Wanick Salgado), promovendo a educa\u00e7\u00e3o ambiental e a recupera\u00e7\u00e3o da mata atl\u00e2ntica e das florestas da Amaz\u00f3nia. Venceu o World Press Photo e o Pr\u00e9mio Pr\u00edncipe das Ast\u00farias, entre dezenas de distin\u00e7\u00f5es, e, em 2017, passou a ocupar a cadeira n\u00ba 1 das quatro existentes para fot\u00f3grafos na Academia de Belas-Artes de Fran\u00e7a. Tem 75 anos e, apesar de ter casa em Minas Gerais e em Paris, vive quase sempre em viagem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Palavras-chave:<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 uma esp\u00e9cie de regresso \u00e0s origens: numa edi\u00e7\u00e3o especial, o fot\u00f3grafo brasileiro revela novas perspectivas da corrida ao ouro na selva amaz\u00f3nica, revisitando o trabalho que lan\u00e7ou a sua carreira internacional.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26328","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6QE","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26328"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26330,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26328\/revisions\/26330"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}