{"id":26747,"date":"2020-03-06T09:53:25","date_gmt":"2020-03-06T13:53:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=26747"},"modified":"2020-03-06T09:53:33","modified_gmt":"2020-03-06T13:53:33","slug":"a-mudanca-que-vem-das-mulheres-lideranca-feminina-protagoniza-luta-social","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/03\/06\/a-mudanca-que-vem-das-mulheres-lideranca-feminina-protagoniza-luta-social\/","title":{"rendered":"A mudan\u00e7a que vem das mulheres: lideran\u00e7a feminina protagoniza luta social"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/edff6e2bc87459d3cf5efa9530a571c7.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Presen\u00e7a feminina nos movimentos populares nunca foi t\u00e3o consistente e, cada vez mais, elas est\u00e3o na linha de frente<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Nara Lacerda<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP) <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo que pe\u00e7o a nossos irm\u00e3os \u00e9 que tirem os p\u00e9s do nosso pesco\u00e7o e nos deixem andar&#8221;. A&nbsp;frase da ativista pelos direitos das mulheres, Sarah Moore Grimk\u00e9, que viveu no s\u00e9culo XIX n\u00e3o perde a atualidade. Mais de 200 anos depois, a senten\u00e7a descreve com precis\u00e3o quase cir\u00fargica&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/03\/05\/artigo-o-teto-de-vidro-e-as-mulheres-nos-espacos-de-poder-por-yanne-teles\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">qual \u00e9 o maior empecilho enfrentado na busca pela igualdade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda hoje, de acordo com dados levantados pela OXFAM, as mulheres est\u00e3o \u00e0&nbsp;frente de mais de 75% do trabalho n\u00e3o remunerado do mundo. Antes de alcan\u00e7arem a maioridade, elas dedicam horas consider\u00e1veis de suas vidas a um mercado que garante a sustenta\u00e7\u00e3o do capitalismo: s\u00e3o respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens, pela aten\u00e7\u00e3o aos idosos, pela manuten\u00e7\u00e3o do ambiente dom\u00e9stico e at\u00e9 mesmo pelos cuidados b\u00e1sicos de maridos e companheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, 42% das mulheres em idade ativa est\u00e3o fora do mercado formal. Entres os homens, este \u00edndice \u00e9 de 6%. Ao mesmo tempo em que esse cen\u00e1rio se perpetua, cresce a presen\u00e7a das mulheres que protagonizam lutas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o elas que est\u00e3o a frente mesmo dos movimentos que n\u00e3o est\u00e3o diretamente ligados \u00e0 pauta feminista. Nos sindicatos, nas organiza\u00e7\u00f5es populares, nas grandes pautas globais e regionais e nos protestos pol\u00edticos, a lideran\u00e7a feminina se destaca cada vez mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Colaboradora do&nbsp;<strong>Brasil de Fato<\/strong>&nbsp;e militante da Frente Brasil Popular, a ritmista Lorena Lemos fez recentemente&nbsp;uma an\u00e1lise sobre como<a href=\"https:\/\/www.brasildefatomg.com.br\/2020\/03\/04\/artigo-carnaval-a-festa-da-alegria-e-resistencia-das-mulheres\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;as mulheres t\u00eam travado as principais batalhas da oposi\u00e7\u00e3o<\/a>. Ela usa o carnaval de rua de Belo Horizonte&nbsp;como um micro-universo que reflete um movimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu acho que a for\u00e7a que n\u00f3s tanto sonhamos e constru\u00edmos no cotidiano vem puxada pelas mulheres. N\u00f3s sabemos que, apesar de estarmos em maior n\u00famero, o tempo todo a nossa capacidade, a nossa remunera\u00e7\u00e3o, as nossas conquistas s\u00e3o diminu\u00eddas, A partir do debate de que a gente quer construir uma outra sociedade, essa outra sociedade tem que estar ancorada a partir da luta das mulheres. Ela encontra na luta das mulheres um solo f\u00e9rtil. Isso traz para mim um sentimento de muita esperan\u00e7a, porque eu acho que a mudan\u00e7a vem das mulheres&#8221;, aponta Lemos.<\/p>\n\n\n\n<p>O protagonismo coloca na linha de frente, e consequentemente correndo mais riscos, um grupo que historicamente j\u00e1 sofre viol\u00eancias f\u00edsicas, morais e psicol\u00f3gicas. Frente ao risco, a militante da Frente Brasil Popular ressalta que \u00e9 not\u00e1vel o crescimento da solidariedade e considera que&nbsp;falharam as tentativas de massifica\u00e7\u00e3o do discurso que prega a competi\u00e7\u00e3o entre as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO medo serve para nos deixar atentas, mas ele est\u00e1 aliado a um sentimento fundamental, que \u00e9 o sentimento da coragem. A gente pode at\u00e9 temer, mas isso n\u00e3o vai impedir que a gente saia de casa, que a gente deixe as nossas palavras, que a gente fa\u00e7a um ato, que a gente v\u00e1 para o Carnaval, que a gente ocupe esses lugares na pol\u00edtica, nas empresas e&nbsp;nos movimentos sindicais. E a\u00ed, o mais importante \u00e9 a gente saber que a gente vai ter as nossas companheiras do nosso lado&#8221;, defende Lemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo esse mesmo caminho de an\u00e1lise, nesta semana o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social iniciou a publica\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie de estudos Mulheres em Luta. Ao longo do ano ser\u00e3o contadas hist\u00f3ria de mulheres que constru\u00edram e seguem construindo os movimentos de resist\u00eancia globalmente. Na primeira edi\u00e7\u00e3o, o Instituto analisa a conjuntura de lutas das mulheres na \u00c1sia e&nbsp;na \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos analisados no dossi\u00ea \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do Ele N\u00e3o, movimento nascido em 2018, contr\u00e1rio \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro \u00e0 presid\u00eancia do Brasil. A organiza\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es e o alcance dos protestos, que chegaram a acontecer internacionalmente, s\u00e3o fruto do trabalho de mulheres. A reivindica\u00e7\u00e3o n\u00e3o era espec\u00edfica da pauta feminista, mas hoje o Ele N\u00e3o \u00e9 considerado a maior mobiliza\u00e7\u00e3o feminina da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Venezuela, mais de 60% das lideran\u00e7as dos conselhos comunais s\u00e3o exercidas por mulheres. Na \u00c1frica do Sul elas protagonizaram a luta por acesso a medicamentos, que teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1990. Mais recentemente, na \u00cdndia, as mulheres est\u00e3o a frente da luta contra as mudan\u00e7as na lei de cidadania, que discrimina a popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana.<\/p>\n\n\n\n<p>Renata Porto Bugni, que atua no Instituto, ressalta o car\u00e1ter de rea\u00e7\u00e3o desses movimento, frente ao fato de que s\u00e3o as mulheres as primeiras e principais v\u00edtimas&nbsp;da precariza\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do trabalho e da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO nosso dia a dia, historicamente, nos torna atentas a esses processos de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. Elas vivem isso desde a inf\u00e2ncia. A sobrecarga que as mulheres sofrem tamb\u00e9m d\u00e1 \u00e0s mulheres mais capacidade de enfrentar os momentos mais dif\u00edceis. A gente \u00e9 sempre colocada \u00e0 frente de resolver mais quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais do que os homens. Elas t\u00eam conquistado esse protagonismo por uma hist\u00f3ria de muita opress\u00e3o,&nbsp;de muita explora\u00e7\u00e3o e de uma conquista de direitos formais que as colocaram com uma capacidade de compreender que&nbsp; podiam ocupar mais do que elas ocupavam antes. Ainda assim, a m\u00eddia, as pesquisas e os estudos n\u00e3o d\u00e3o luz para as mulheres de luta e em luta. A contribui\u00e7\u00e3o que a gente quer trazer \u00e9 dar luz a essas mulheres, que ficam invisibilizadas e cria-se esse ide\u00e1rio popular de que as mulheres n\u00e3o t\u00eam capacidade ou propens\u00e3o a esse tipo de tarefa&#8221;, ressalta Bugni.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil esse aumento expressivo das mulheres na milit\u00e2ncia vem sendo observado h\u00e1 algumas d\u00e9cadas. Da presen\u00e7a de militantes na luta contra a ditadura ao Ele N\u00e3o, elas foram for\u00e7as essenciais para a anistia, as diretas j\u00e1, o movimento sindical, a sa\u00edda \u00e0s ruas dos cara pintada pelo impeachment de Fernando Collor de Melo, o movimento estudantil, as lutas pela terra e por moradia e tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<p>A fot\u00f3grafa Claudia Ferreira&nbsp;acompanha e registra esse movimento desde a d\u00e9cada de 1980. Ela mant\u00e9m online o banco de imagens&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.mulheresemovimentos.com.br\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mulheres e Movimentos<\/a>, que surgiu a partir de um livro com o mesmo nome.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 realizado pelo Centro de Atividades Culturais, Econ\u00f4micas e Sociais, financiado pelo UNIFEM &#8211; Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher e tem parceria com o Laborat\u00f3rio de Hist\u00f3ria Oral e Imagem do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Fluminense. Mais do que o aumento da presen\u00e7a feminina nos movimento sociais, ela nota tamb\u00e9m a diversifica\u00e7\u00e3o dessa presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu dizia que eu fotografava o movimento feminista, mas hoje eu digo que eu fotografo movimentos sociais. As mulheres est\u00e3o muito presentes tanto nos espa\u00e7os pol\u00edticos quanto nos espa\u00e7os dos trabalhadores rurais, nos espa\u00e7os LGBTs, nos espa\u00e7os do movimento negro. Quando eu comecei a fotografar, o movimento feminista era basicamente composto por mulheres brancas e de classe m\u00e9dia. Hoje a hist\u00f3ria \u00e9 completamente diferente, ele \u00e9 muito mais amplo&#8221;, afirma Ferreira.Greve Geral. Rio de Janeiro, 2019 &#8211; Cr\u00e9ditos: Claudia Ferreira\u00d7<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/29a5b861b438b65ec4cb3d1fc5b5034a.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>1&nbsp;\/&nbsp;5<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/29a5b861b438b65ec4cb3d1fc5b5034a.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/431f3176098d8fa77cf112e6960ed29b.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/488e355b461554d6b3bd9951f63968c3.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/1e6d221122044ce30c2c9d572ae72967.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.brasildefato.com.br\/media\/77eae8f4d8e1aeb8484aef0ca7ce5f64.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mulheres do campo, das florestas e dos rios<\/p>\n\n\n\n<p>Os exemplos de lutas sociais que ilustram o protagonismo cada vez mais presente das mulheres s\u00e3o muitos. Mas no Brasil, talvez um dos mais expressivos seja o movimento pelo direito \u00e0 terra. A Marcha das Margaridas, organizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, tem levado milhares de mulheres, que vivem nos espa\u00e7os rurais, para&nbsp;Bras\u00edlia h\u00e1 vinte anos, com cada vez mais pot\u00eancia de mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2000, foram 20 mil manifestantes. Em 2019, cerca de 100 mil mulheres participaram da marcha, a despeito do ambiente pol\u00edtico conservador e opressor que tomou conta do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Vilenia Aguiar, pesquisadora do N\u00facleo de Estudos da Agricultura Familiar da Universidade Federal de Santa Catarina e assessora da Secretaria de Mulheres da Contag, narra que as margaridas revelam um tipo espec\u00edfico de feminismo, que vem das demandas cotidianas, n\u00e3o liberais e que impactam em cada detalhe da vida dessas mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o mulheres que lutam, que lidam com coisas que n\u00f3s urbanas n\u00e3o alcan\u00e7amos. S\u00e3o mulheres que \u00e0s vezes n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua, que t\u00eam moradias prec\u00e1rias. Nos campos, nas florestas e nas \u00e1guas, muitas vezes a seguridade social s\u00e3o elas. N\u00e3o tem Estado para essas mulheres. Elas que t\u00eam que cuidar da sa\u00fade com o que t\u00eam, porque n\u00e3o h\u00e1 acesso a um posto de sa\u00fade. A quest\u00e3o da sa\u00fade, da alimenta\u00e7\u00e3o, da educa\u00e7\u00e3o, quem garante tudo isso s\u00e3o as mulheres. Onde o Estado n\u00e3o est\u00e1 presente, a seguridade social s\u00e3o as mulheres. Elas se sentem realmente muito fortes. Quando elas falam, \u2018eu estou aqui por direitos\u2019 elas sabem exatamente o que est\u00e3o dizendo&#8221;, aponta Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p>A Marcha das Margaridas \u00e9 um dos movimentos que Cl\u00e1udia Ferreira vem fotografando nas \u00faltimas d\u00e9cadas, e \u00e9 nas mulheres do campo que ela percebe como a potencialidade feminina pode chegar longe.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras da fot\u00f3grafa, que h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas se coloca a servi\u00e7o da mem\u00f3ria dessas lutas, a presen\u00e7a feminina posiciona as mulheres na linha de frente e em um lugar de risco, mas a caminhada n\u00e3o vai parar e ser\u00e1 respons\u00e1vel por uma mudan\u00e7a global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu sinto que, se existe um movimento que tem capacidade de transformar isso tudo que estamos vendo, essa desesperan\u00e7a, isso tudo, eu acho que s\u00e3o os movimentos feministas. Somos n\u00f3s mulheres que estamos mais organizadas para enfrentar toda essa barb\u00e1rie. \u00c9 imposs\u00edvel segurar as mulheres&#8221;, conclui Ferreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Leandro Melito<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presen\u00e7a feminina nos movimentos populares nunca foi t\u00e3o consistente e, cada vez mais, elas est\u00e3o na linha de frente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26747","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6Xp","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26747"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26748,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26747\/revisions\/26748"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}