{"id":26752,"date":"2020-03-06T15:43:50","date_gmt":"2020-03-06T19:43:50","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=26752"},"modified":"2020-03-06T15:43:57","modified_gmt":"2020-03-06T19:43:57","slug":"nao-aceitar-fim-de-relacao-e-causa-de-33-das-agressoes-a-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/03\/06\/nao-aceitar-fim-de-relacao-e-causa-de-33-das-agressoes-a-mulheres\/","title":{"rendered":"N\u00e3o aceitar fim de rela\u00e7\u00e3o \u00e9 causa de 33% das agress\u00f5es a mulheres"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/Y9fhnbgbkhF0wohP-tCt3GAThSc%3D\/1170x700\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/violencia_domestica_marcos_santos_usp.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Viol\u00eancia dom\u00e9stica viol\u00eancia contra a mulher\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pesquisa marca Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado domingo.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica do Estado do Rio de Janeiro analisou 107 processos em tramita\u00e7\u00e3o nos tribunais do j\u00fari fluminense, que julgam casos de atentado contra a vida. Mulheres entre 21 e 40 anos, atacadas em casa, \u00e0 noite ou de madrugada, a faca ou a tiros, pelo companheiro ou ex-companheiro, \u00e9 o perfil mais comum das v\u00edtimas de tentativa de feminic\u00eddio. A pesquisa tra\u00e7ou um panorama dos assassinatos de mulheres no estado. O levantamento foi divulgado hoje (6) para marcar o Dia Internacional da Mulher, que ser\u00e1 comemorado no domingo (8).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, uma em cada tr\u00eas agress\u00f5es \u00e9 atribu\u00edda, pelo autor do crime, \u00e0 dificuldade em aceitar o fim do relacionamento. Outros motivos foram discuss\u00e3o por raz\u00f5es diversas, vingan\u00e7a, ci\u00fame, estupro e recusa da v\u00edtima em manter rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos crimes ocorreu entre pessoas que namoravam, estavam casadas ou vivendo em uni\u00e3o est\u00e1vel (40%) ou tinham uma rela\u00e7\u00e3o anterior (42%), sendo que 62% dos relacionamentos eram de at\u00e9 cinco anos. Quase todas as mulheres foram submetidas a epis\u00f3dios anteriores, registrados ou n\u00e3o em delegacia, de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Segundo o estudo, muitas n\u00e3o denunciaram os agressores por medo ou porque foram coagidas por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos crimes ocorreu de noite (39%) ou de madrugada (34%). Juntos, observa-se que 73% dos crimes foram praticados no per\u00edodo de descanso. Al\u00e9m disso, em 72% dos casos, a agress\u00e3o ocorreu na resid\u00eancia da v\u00edtima. Os autores utilizam, em 44% dos casos, uma faca para cometer o crime, seguida da arma de fogo (17%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Viol\u00eancia anterior<\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;O trabalho consistiu na leitura e an\u00e1lise documental de processos sobre o assunto. Dos 107 processos estudados, ajuizados entre 1997 e 2019, 40 foram julgados, dos quais 31 terminaram em condena\u00e7\u00e3o. No total, 69 cont\u00eam relatos de viol\u00eancia dom\u00e9stica anterior, apenas 23 dos quais anotados na folha de antecedentes criminais do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que v\u00e1rios processos t\u00eam relatos de viol\u00eancia dom\u00e9stica anterior, mas em muito poucos foi acionada a pol\u00edcia ou houve o registro de ocorr\u00eancia dessas viol\u00eancias anteriores. A gente tem que procurar entender por que tantas mulheres ainda vivenciam o ciclo da viol\u00eancia, mas n\u00e3o se socorrem das medidas protetivas de todo o sistema que a Lei Maria da Penha oferece para prevenir um fato mais grave\u201d, disse a coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, Flavia Nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a defensora p\u00fablica, \u00e9 preciso investir mais na qualifica\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais que atuam na rede de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher nos sistemas de justi\u00e7a e de seguran\u00e7a p\u00fablica para as quest\u00f5es de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Flavia, a dificuldade em intimar o r\u00e9u \u00e9 um dos motivos para o atraso nos julgamentos, mas a maior demora para a conclus\u00e3o dos casos ocorre ainda na fase de inqu\u00e9rito policial. \u201cIsso contribui para que a mulher desacredite no sistema de justi\u00e7a como uma das alternativas para a solu\u00e7\u00e3o do seu problema de viol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d, acredita.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso \u00e0 Justi\u00e7a, Carolina Haber, coordenadora da pesquisa, o ciclo de viol\u00eancia atinge principalmente mulheres muito vulner\u00e1veis, vivendo em \u00e1reas carentes, com forte rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica com o agressor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que o poder p\u00fablico tem que fazer \u00e9 dar condi\u00e7\u00f5es para que a mulher se sinta acolhida num primeiro momento. Se ela n\u00e3o chega a fazer registro na delegacia \u00e9 porque, de fato, ela n\u00e3o v\u00ea o Estado como pass\u00edvel de prover uma pol\u00edtica p\u00fablica que d\u00ea acolhimento\u201d..<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli*<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa marca Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado domingo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26752","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-6Xu","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26752"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26753,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26752\/revisions\/26753"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}