{"id":27068,"date":"2020-03-23T09:42:32","date_gmt":"2020-03-23T13:42:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=27068"},"modified":"2020-03-23T09:42:37","modified_gmt":"2020-03-23T13:42:37","slug":"pandemia-do-coronavirus-e-a-hora-da-verdade-para-o-novo-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/03\/23\/pandemia-do-coronavirus-e-a-hora-da-verdade-para-o-novo-capitalismo\/","title":{"rendered":"Pandemia do coronav\u00edrus \u00e9 a hora da verdade para o novo capitalismo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/OvCyW3X0Q5Ap920F_lAeNcgXLts%3D\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/QZ65YGJHQVAKLNC2VVAEAKUIEI.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"A cidade de Madri praticamente vazia pelo fechamento de lojas e servi\u00e7o de hotelaria pelo coronav\u00edrus.\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pandemia obriga as corpora\u00e7\u00f5es a demonstrar seu compromisso com a sociedade al\u00e9m dos acionistas.<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>No El Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>Tente se esquecer do<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/coronavirus\/a\/\" target=\"_blank\">\u00a0coronav\u00edrus<\/a>\u00a0e olhar para tr\u00e1s. Para 24 de junho de 2019. Nesse dia, o T<em>he New York Times<\/em>\u00a0publicou\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/06\/24\/economia\/1561412311_480567.html\" target=\"_blank\">uma carta assinada por bilion\u00e1rios como George Soros<\/a>, Chris Hughes (um dos fundadores do Facebook) e muitos outros pedindo um imposto (moderado) \u00e0 riqueza. Larry Fink, o diretor da BlackRock e teoricamente o homem mais poderoso do mercado, h\u00e1 dois anos fala que as corpora\u00e7\u00f5es devem pensar n\u00e3o s\u00f3 nos acionistas, e sim \u201cnos funcion\u00e1rios, nos clientes e nas comunidades em que operam\u201d. Milhares de empresas ficaram desde ent\u00e3o repetindo que conseguir valor ao acionista n\u00e3o \u00e9 seu \u00fanico objetivo. Pois bem, chegou a hora da verdade. A resposta a essa crise ser\u00e1 diferente da de 2008? As empresas se lembrar\u00e3o, dentro de sua margem de a\u00e7\u00e3o, desses \u201cgrupos de interesse\u201d?<br><\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente, os acionistas lembraram. Neste m\u00eas, com o alarme sanit\u00e1rio ligado, as empresas cotizadas continuaram pagando dividendos e aceleraram a compra de a\u00e7\u00f5es para carteira pr\u00f3pria&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/economia\/2020-03-13\/apos-pior-semana-desde-2008-bolsa-brasileira-fecha-em-alta-de-1391.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aproveitando a queda do mercado<\/a>&nbsp;com dois objetivos: conseguir importantes descontos sobre seus pr\u00f3prios t\u00edtulos para, quando o mercado se recuperar, poder coloc\u00e1-los a pre\u00e7os maiores e obter lucros e, em segundo lugar, evitar que os acionistas se vejam t\u00e3o prejudicados pela queda, ainda que esse \u00faltimo \u00e9 praticamente imposs\u00edvel pelas circunst\u00e2ncias. A exce\u00e7\u00e3o foi a espanhola Inditex, controladora da Zara, na quarta-feira, quando decidiu pela primeira vez em sua hist\u00f3ria que congelaria esse pagamento at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o comece a se normalizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado do emprego, a rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi imediata. Ainda que o dado exato s\u00f3 ser\u00e1 conhecido quando os n\u00fameros de mar\u00e7o forem publicados, muitas empresas come\u00e7aram a rescindir contratos tempor\u00e1rios. Uma minoria, a que n\u00e3o pode colocar seus funcion\u00e1rios em teletrabalho e precisa paralisar a atividade, optou por dar f\u00e9rias aos trabalhadores, mas isso n\u00e3o foi de maneira nenhuma a regra. Na Espanha contabilizam-se dezenas de milhares de solicita\u00e7\u00f5es de suspens\u00e3o de empregos tempor\u00e1rios. A ordem foi cortar gasto fixo imediatamente, quando as previs\u00f5es ainda falavam que a interrup\u00e7\u00e3o de atividade seria de somente duas semanas.&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/economia\/2020-03-21\/escalda-do-coronavirus-no-brasil-poe-demissoes-e-recessao-a-vista.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">No Brasil, os sinais n\u00e3o s\u00e3o distintos.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse desastre sanit\u00e1rio e social, os planos estrat\u00e9gicos das empresas tamb\u00e9m foram mudando durante o caminho. A terceira coisa que aconteceu foi uma onda de&nbsp;<em>profit warning<\/em>&nbsp;(alerta de cortes das previs\u00f5es) que passou pelas Bolsas. A Apple, Microsoft, Danone, Mastercard, Barclays, BMW&#8230; As empresas de restaura\u00e7\u00e3o sofrem como nunca. O grupo franc\u00eas Sodexo, um dos maiores do mundo, alertou na ter\u00e7a-feira que o v\u00edrus pode custar-lhe 2 bilh\u00f5es de euros (10 bilh\u00f5es de reais) em vendas e deixou no ar seus progn\u00f3sticos para este ano. As t\u00eaxteis tamb\u00e9m. O propriet\u00e1rio da Primark, a Associated British Foods, prev\u00ea uma gigantesca queda de vendas ap\u00f3s fechar 20% de seu espa\u00e7o comercial (todas as lojas na It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Espanha e outros pa\u00edses), de acordo com o&nbsp;<em>The Guardian<\/em>. Os an\u00fancios se sucederam na Espanha. O Caixabank, Inditex, Meli\u00e1, Merlin Properties, Amper, Adolfo Dom\u00ednguez\u2026 A lista \u00e9 t\u00e3o longa como as filas nos supermercados, e os problemas descritos, parecidos. O que diferencia as empresas \u00e9 o otimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Caixabank falou na quarta-feira que ser\u00e1 uma recess\u00e3o \u201ccurta e severa\u201d. O famoso V: uma queda brusca da atividade e uma recupera\u00e7\u00e3o igualmente r\u00e1pida. Um dia antes, analistas da BlackRock diziam que, ainda que os movimentos do mercado lembrem 2008, isso n\u00e3o ser\u00e1 uma repeti\u00e7\u00e3o: \u201cAs r\u00edgidas pol\u00edticas de conten\u00e7\u00e3o e distanciamento social far\u00e3o com que a atividade caia quase a um ponto morto, mas se forem tomadas medidas agressivas de pol\u00edtica fiscal e monet\u00e1ria para salvar as empresas e os lares, a atividade deve retornar rapidamente com escasso dano econ\u00f4mico permanente\u201d. Algumas empresas somente falam que t\u00eam atrasos, mas n\u00e3o significativos, que far\u00e3o seu faturamento cair e que enquanto as fronteiras n\u00e3o se fecharem ao tr\u00e2nsito de mercadoria, tudo est\u00e1 relativamente controlado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7a de atitude<\/h3>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, os economistas e especialistas consultados acreditam que sem uma mudan\u00e7a de atitude de toda a sociedade (e r\u00e1pido) a recess\u00e3o ser\u00e1 dram\u00e1tica. \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/04\/27\/cultura\/1524838978_764302.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">S\u00eaneca dizia que a adversidade<\/a>&nbsp;\u00e9 ocasi\u00e3o de virtude. As crises fazem com que voc\u00ea demonstre quem \u00e9, o que prioriza. Essa ir\u00e1 demonstrar quem estava comprometido\u201d, diz Pascual Berrone, professor de dire\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gia no IESE. As Comiss\u00f5es Oper\u00e1rias e a UGT (Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores) espanholas pedem que as medidas de flexibilidade interna que o Governo colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das empresas estejam ligadas \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de utilizar outros mecanismos de ajuste, como demiss\u00f5es e n\u00e3o renova\u00e7\u00e3o de contratos tempor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem ir t\u00e3o longe, Alfred Vernis, do departamento de dire\u00e7\u00e3o geral e estrat\u00e9gia da Esade, pensa que isso n\u00e3o deve terminar desembocando no conhecido&nbsp;<em>business as usual<\/em>. \u201cOu reinventamos as empresas e os sistemas produtivos, ou&#8230; [sil\u00eancio] esse \u00e9 um bom momento para inovar, mas tenho minhas d\u00favidas de que as empresas entender\u00e3o\u201d. As mesmas empresas que durante os \u00faltimos anos pediam diminui\u00e7\u00f5es de impostos (tamb\u00e9m as pequenas) olham agora ao Estado precisando de solu\u00e7\u00f5es urgentes.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2020\/03\/coronavirus-reacende-discussao-sobre-papel-do-estado-na-economia.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cCerto capitalismo dizia que o setor p\u00fablico \u00e9 improdutivo<\/a>. Mas um setor p\u00fablico forte que apoie pol\u00edticas para evitar que os trabalhadores terminem desempregados, algo que parece de esquerda, e n\u00e3o \u00e9, \u00e9 de todas as vertentes pol\u00edticas. As empresas multinacionais n\u00e3o podem ficar sem pagar os impostos que devem\u201d. Vernis fala da economia maravilhada no passado por empresas emergentes, que ficar\u00e3o indefesas quando a mar\u00e9 baixar. \u201cAs Glovo, Uber, Airbnb&#8230; n\u00e3o fazem nenhum sentido. Ser\u00e3o ef\u00eameras\u201d. Enrique Gonz\u00e1lez, professor de Economia no Icade, afirma que o modelo de ganhar dinheiro sem levar em considera\u00e7\u00e3o o restante pode ter os dias contados. \u201cO pr\u00f3prio sistema \u00e9 questionado&#8230; As empresas n\u00e3o se aproveitam \u00e0 toa das circunst\u00e2ncias. Devem ter cuidado porque nos tempos atuais os erros t\u00eam um custo grande. A vis\u00e3o a curto prazo que pode favorecer o acionista e o executivo serve hoje e caduca amanh\u00e3. O acionista n\u00e3o deve ficar desprotegido, assim como as outras pessoas envolvidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas empresas estar\u00e3o dispostas a utilizar lucros retidos para pagar sal\u00e1rios e n\u00e3o despedir ningu\u00e9m, calcula Pascual Berrone, e outras n\u00e3o. \u201cFazendo uma analogia com a doen\u00e7a, isso seria como o paracetamol. Depois, dependendo de quanto durar, haver\u00e1 a necessidade de respiradores e ocorrer\u00e3o situa\u00e7\u00f5es em que muitas empresas realmente desaparecer\u00e3o. Por isso \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio que as pol\u00edticas sejam coordenadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor de desenvolvimento corporativo da For\u00e9tica, Jaime Silos, lembra que nessa queda global do mercado as empresas mais sustent\u00e1veis da Europa \u201cca\u00edram 5% abaixo de seus \u00edndices de refer\u00eancia\u201d. Talvez tenha raz\u00e3o, mas exemplos recentes de pr\u00e1ticas anticompetitivas, desde o esc\u00e2ndalo das emiss\u00f5es da Volkswagen aos mais recentes casos de corrup\u00e7\u00e3o e irregularidade em empresas, n\u00e3o mereceram grandes cr\u00edticas por parte dos consumidores e dos acionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora ser\u00e1 diferente? Ram\u00f3n Pueyo, s\u00f3cio respons\u00e1vel de sustentabilidade e governan\u00e7a da KPMG, acredita que \u201ca sociedade tem mem\u00f3ria\u201d e que lembrar\u00e1 das empresas que ajudaram. \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/opiniao\/2020-03-17\/a-crise-que-definira-nossa-geracao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vivemos um momento sem compara\u00e7\u00e3o<\/a>, \u00e9 como se a atividade econ\u00f4mica se espatifasse contra um muro. Ocorrer\u00e3o casos de patriotismo empresarial, da mesma forma que aconteceu ap\u00f3s o crash de 1929 e ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem voltar tanto no tempo, Gayle Allard, professora de economia da IE University, lembra que 2008 foi uma excelente oportunidade para aprender. Cruza os dedos para que o mundo a aproveite. \u201cSe a responsabilidade social corporativa realmente nos importa, \u00e9 preciso defender o trabalhador. Se as pessoas n\u00e3o forem demitidas, com medidas para trabalhar menos horas e ganhar menos, mas mantendo o emprego, quando isso acabar, as empresas continuar\u00e3o contando com trabalhadores com experi\u00eancia e, al\u00e9m disso, estes ter\u00e3o certa lealdade \u00e0s empresas\u201d. Pede a mesma coisa aos aut\u00f4nomos. \u201c\u00c9 preciso fazer o mesmo que a Alemanha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma pena que as duas economias, a espanhola e a alem\u00e3, tenham tanta semelhan\u00e7a como um ovo e uma castanha. Marcel Jansen, da Fedea, diz que pelo menos agora as decis\u00f5es s\u00e3o r\u00e1pidas e contundentes. Alguma coisa foi aprendida. \u201cA mensagem de ontem [ter\u00e7a-feira] de S\u00e1nchez sobre fazer \u2018o que for preciso\u2019 veio acompanhada de um pedido de responsabilidade social. Se vamos irrigar a economia com 200 bilh\u00f5es de euros (1,08 trilh\u00e3o de reais), as empresas n\u00e3o ter\u00e3o argumentos para realizar ajustes duros. Pelo menos at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a dura\u00e7\u00e3o da crise n\u00e3o tenham sido esclarecidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Significa caminhar juntos e dividir as perdas. \u201cSe a parada for breve, as empresas devem liberar recursos n\u00e3o pagando dividendos, mantendo a rela\u00e7\u00e3o com os trabalhadores, que por sua vez dever\u00e3o se comprometer a compensar as empresas no restante do ano. Todos precisamos contribuir para evitar uma crise duradoura\u201d, afirma Jansen.<\/p>\n\n\n\n<p>Seis meses depois da&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/05\/economia\/1501927439_342599.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">queda do Lehman Brothers<\/a>, a Espanha perdeu 1,3 milh\u00e3o de postos de trabalho. Desde ent\u00e3o, diz o porta-voz da Fedea, n\u00e3o se resolveu a dualidade trabalhista (contratos muito fr\u00e1geis contra outros com ampla prote\u00e7\u00e3o), o pa\u00eds tamb\u00e9m n\u00e3o criou uma reserva fiscal para enfrentar novas recess\u00f5es. \u201cIsso significa que a Espanha, unilateralmente, pode n\u00e3o ser capaz de desenvolver medidas sem cobertura europeia. Passamos anos com uma pol\u00edtica fiscal irrespons\u00e1vel, mantendo diminui\u00e7\u00f5es de impostos com 14% de desemprego, e uma rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB que se aproxima de 100%\u201d. Francisco Rom\u00e1n, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Seres, lembra por e-mail que \u201ca for\u00e7a das empresas se materializa na solidez das comunidades das que fazem parte\u201d. Demonstrar essa solidez como sociedade \u00e9 o que o pa\u00eds precisa para seguir em frente com os menores danos poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/dialog\/share?display=popup&amp;app_id=94039431626&amp;href=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Feconomia%2F2020-03-22%2Fhora-da-verdade-para-o-novo-capitalismo.html%3Fssm=FB_CC&amp;quote=Pandemia%20do%20coronav%C3%ADrus%20%C3%A9%20a%20hora%20da%20verdade%20para%20o%20novo%20capitalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Feconomia%2F2020-03-22%2Fhora-da-verdade-para-o-novo-capitalismo.html%3Fssm=TW_CC&amp;text=Pandemia%20do%20coronav%C3%ADrus%20%C3%A9%20a%20hora%20da%20verdade%20para%20o%20novo%20capitalismo&amp;via=elpais_brasil&amp;lang=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/economia\/2020-03-22\/hora-da-verdade-para-o-novo-capitalismo.html#comentarios\"><br>\n\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pandemia obriga as corpora\u00e7\u00f5es a demonstrar seu compromisso com a sociedade al\u00e9m dos acionistas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27068","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-72A","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27068"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27068\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27069,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27068\/revisions\/27069"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}