{"id":27262,"date":"2020-03-31T10:44:28","date_gmt":"2020-03-31T14:44:28","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=27262"},"modified":"2020-03-31T10:44:34","modified_gmt":"2020-03-31T14:44:34","slug":"amor-e-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/03\/31\/amor-e-revolucao\/","title":{"rendered":"Amor e revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"343\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/poliarquia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/angela-mendes-de-almeida-img4-1-696x398.jpg?resize=600%2C343\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Aos 80 anos, Angela Mendes de Almeida conta sua busca pela verdade sobre a morte do companheiro assassinado aos 23 anos pela ditadura, o jornalista Luiz Eduardo Merlino.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A P\u00fablica, por Marina Amaral<\/p>\n\n\n\n<p>Conheci Angela Mendes de Almeida, aos 80 anos, quando ela terminava seu oitavo livro, \u201cDo partido \u00fanico ao stalinismo\u201d. Mestre em Hist\u00f3ria e doutora em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade de Paris VIII, sua trajet\u00f3ria sempre uniu a\u00e7\u00e3o \u00e0 reflex\u00e3o, milit\u00e2ncia e produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Ao abra\u00e7ar o sonho da revolu\u00e7\u00e3o, em 1965, quando era estudante de Ci\u00eancias Sociais na famosa rua Maria Ant\u00f4nia, em S\u00e3o Paulo, Angela encontrou tamb\u00e9m o amor, unindo-se ao jovem jornalista Luiz Eduardo Merlino, companheiro de milit\u00e2ncia, brutalmente assassinado pela ditadura militar em 1971.<\/p>\n\n\n\n<p>A dor de Angela foi ainda maior pela falta de not\u00edcias. Procurada pela repress\u00e3o depois de duas pris\u00f5es, ela estava clandestina em Paris, junto com Merlino, que ainda usava seus documentos verdadeiros. Planejavam voltar ao Brasil e seguir na luta contra a ditadura, mas Merlino veio antes para preparar a volta dela. Mal pisou em solo brasileiro, foi arrastado pelos agentes da repress\u00e3o da casa da m\u00e3e dele e torturado at\u00e9 a morte, provocada por uma gangrena n\u00e3o tratada decorrente dos ferimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Angela s\u00f3 descobriu que ele havia sido morto um m\u00eas e meio depois. Impossibilitada de voltar ao Brasil, transformou o luto em uma odisseia de milit\u00e2ncia latino-americana, sempre clandestina. E nunca desistiu de buscar a verdade sobre Merlino, morto sob tortura no DOI-CODI pelas m\u00e3os da equipe do general Brilhante Ustra.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voltou ao Brasil, depois da anistia, ela militou nos grupos Tortura Nunca Mais, no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo, e foi precursora da luta pelos torturados na democracia: os presos comuns, os adolescentes em conflito com a lei, fundando o Observat\u00f3rio das Viol\u00eancias Policiais, integrado ao Centro de Estudos da Am\u00e9rica Latina da PUC-SP. Junto com a fam\u00edlia de Merlino, tamb\u00e9m travou uma batalha ferrenha na Justi\u00e7a para que o Estado reconhecesse o crime praticado contra o companheiro amoroso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/angela-mendes-de-almeida.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Arquivo pessoal<br>Angela Mendes de Almeida era companheira de Luiz Eduardo Merlino, torturado e assassinado pela ditadura militar<br><\/p>\n\n\n\n<p> Escrever seu perfil para o livro \u201cHero\u00ednas desta Hist\u00f3ria\u201d, a convite de Carla Borges e Tatiana Merlino, organizadoras da obra feita em parceria entre o Instituto Vladimir Herzog e editora Aut\u00eantica, foi uma experi\u00eancia reveladora da for\u00e7a, da coragem e da intelig\u00eancia das mulheres que lutaram por justi\u00e7a para seus familiares mortos pela ditadura ainda incensada pelo presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhem os trechos publicados abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018\u201cFoi a milit\u00e2ncia que nos uniu nesse momento em que est\u00e1vamos prontos para tudo\u201d, resume Angela sobre a rela\u00e7\u00e3o com Merlino. N\u00e3o era um casamento convencional, o que seria considerado \u201cburgu\u00eas\u201d pelo casal de revolucion\u00e1rios. Afinal, eles j\u00e1 estavam namorando quando ela enfrentou sua primeira pris\u00e3o, em meados de 1968, durante a ocupa\u00e7\u00e3o da FFCL\/USP em protesto contra o assassinato do estudante Edson Lu\u00eds, no Rio de Janeiro, que meses mais tarde se desdobrou no conflito que ficou conhecido como a Batalha da Maria Antonia, a rua onde ela mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Sequestrada por policiais, passou a noite na delegacia da rua Tut\u00f3ia, que depois se tornaria a sede do DOI-CODI paulista. N\u00e3o poderia imaginar que, tr\u00eas anos depois, aquele seria o quartel-general dos algozes de seu companheiro. Naquele momento, eles eram Ta\u00eds e Nicolau (codinomes que adotaram), dois jovens apaixonados e convencidos da inevitabilidade da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda pris\u00e3o veio no mesmo ano, quando Angela participava do famoso Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibi\u00fana, no interior de S\u00e3o Paulo, que acabou com a dantesca pris\u00e3o de mais de 700 estudantes enlameados. Entre os comandantes da opera\u00e7\u00e3o estava o delegado Jos\u00e9 Paulo Bonchristiano, a quem ela tinha conseguido enganar em sua primeira pris\u00e3o. \u201cQuando fui interrogada por ele no DOPS, me fiz de boba, disse que estava ali por causa de um cara, e ele acreditou, disse que eu deveria deixar o cabelo crescer e usar saias em vez de cal\u00e7as compridas\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa vez, o delegado n\u00e3o a viu, mas isso n\u00e3o impediu que ela fosse presa, fichada e, mais tarde, condenada como os outros estudantes. Merlino, que oficialmente cobria o evento como jornalista, foi detido e transferido para o pres\u00eddio Tiradentes, mas conseguiu publicar sob pseud\u00f4nimo uma reportagem na Folha da Tarde, contando o que havia se passado. Os dois foram soltos, mas a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds s\u00f3 se agravaria a partir dali: menos de dois meses depois, em dezembro de 1968, o Ato Institucional N\u00famero Cinco (AI-5) desabou sobre os cidad\u00e3os brasileiros, fechando o Congresso, retirando os direitos pol\u00edticos, instaurando a censura. A universidade foi invadida, professores foram cassados. A ditadura assumia sua cara mais feia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Merlino vem na frente, Angela s\u00f3 viria 11 anos depois<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/angela-mendes-de-almeida-img3.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br> Arquivo pessoal<br> O perfil de Angela Mendes de Almeida faz parte do livro \u201cHero\u00ednas desta hist\u00f3ria \u2013 Mulheres em busca de justi\u00e7a por familiares mortos pela ditadura\u201d<br><\/p>\n\n\n\n<p> \u201cMerlino n\u00e3o chegou a participar de nenhuma a\u00e7\u00e3o armada, embora tivesse carregado de balas um velho rev\u00f3lver do pai de Angela para qualquer eventualidade. Do doutor Fernando, ele tamb\u00e9m havia herdado uns \u00f3culos grandes de aro de tartaruga. Foram esses \u00f3culos que alertaram Leane Ferreira de Almeida, militante do POC, para a presen\u00e7a de Nicolau no inferno em que ela se j\u00e1 encontrava: o DOI-CODI de S\u00e3o Paulo. Ela havia sido presa no dia 15 de julho de 1971, mesmo dia em que Merlino seria, mais tarde, levado da casa de sua m\u00e3e em Santos, rec\u00e9m-chegado de Paris. \u201cNo primeiro dia, fui muito torturada, depois eles se ocuparam dele\u201d, conta. Ela n\u00e3o sabia de quem eram os gritos que ouvia quando, no dia seguinte, levada da cela para a sala dos choques el\u00e9tricos, viu, sobre uma mesinha no hall do segundo andar, os \u00f3culos \u201ciguais aos do Allende\u201d, que ela reconheceu de imediato. O interrogador que a conduzia percebeu o sobressalto: \u201cVoc\u00ea sabe quem \u00e9, n\u00e9? Sim, ele est\u00e1 aqui conosco tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois dias depois, em 19 de julho de 1971, ela e outras mulheres ouviram um alarido de policiais no p\u00e1tio. Pequena e magrinha, Leane subiu nos ombros de duas companheiras e espiou pelo basculante no alto da cela. Foi quando viu Merlino ser jogado no porta-malas de um carro. Quase desmaiou. \u201cReconheci o Nicolau na hora. Era a roupa dele, eu conhecia as camisas xadrezinhas que ele usava, o cabelo dele, mesmo o rosto dava para ver. Eu n\u00e3o sabia se ele estava morto ou desacordado; mas tive a sensa\u00e7\u00e3o do pior. Afinal, se fosse para levar mesmo para o hospital, como disseram depois, eles iam botar no porta-malas?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, 20 de julho, dona Iracema, a m\u00e3e de Merlino, soube da morte do filho de 23 anos e da vers\u00e3o divulgada pelos agentes de que teria \u201cse suicidado\u201d, mentira contada para encobrir o motivo real da morte: uma gangrena causada por 24 horas ininterruptas de tortura at\u00e9 ser jogado em uma cela forte para morrer. Foi o cunhado dele, Adalberto Dias de Almeida, marido de sua irm\u00e3 Regina e delegado de pol\u00edcia em Santos, que ligou para ter not\u00edcias de Merlino e ouviu dos oficiais a vers\u00e3o forjada. Ao entrar escondido no Instituto M\u00e9dico Legal (IML) de S\u00e3o Paulo, descobriu seu corpo sem identifica\u00e7\u00e3o. Os sinais de tortura eram evidentes, a fam\u00edlia recebeu um caix\u00e3o lacrado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Agentes da repress\u00e3o na espreita<br> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/angela-mendes-de-almeida-img2.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br> Angela e seu filho<\/p>\n\n\n\n<p><br> \u201cQuando finalmente desembarcou no pai\u0301s percebeu que, apesar da gradual abertura poli\u0301tica e da Anistia, o clima ainda era pesado. Havia estado no Brasil uma u\u0301nica vez nesses 11 anos, quando veio clandestinamente para o Rio de Janeiro em 1974 e passou tre\u0302s semanas debatendo com os companheiros do POC. Agora continuava a se sentir vigiada, o que com- provaria, em 1995, ao descobrir um documento no Arquivo do Estado de Sa\u0303o Paulo datado de 1981, ano de seu retorno definitivo ao Brasil: \u201cDOPS, Poli\u0301cia Civil de Sa\u0303o Paulo \u2013 Relato\u0301rio Dia\u0301rio no 1453 \u2013 13 de fevereiro p.p. Angela Maria Mendes de Almeida, acompanhada de seu filho, Nicolau Bruno de Almeida Leonel, desembarcou no Aeroporto de Viracopos, Sa\u0303o Paulo, pelo vo\u0302o TP-373, da Companhia TAP, declarando pretender residir na Alameda Lorena, 489, Capital Sa\u0303o Paulo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(\u2026)<br>\nGradativamente (\u2026), Angela reconstruiu a hist\u00f3ria do assassinato do companheiro morto, encontrou as testemunhas, descobriu seus algozes e, com a fam\u00edlia de Merlino, entrou com uma a\u00e7\u00e3o c\u00edvel declarat\u00f3ria buscando o reconhecimento da responsabilidade do coronel Ustra pela morte do jornalista. Ainda assim, o processo foi extinto em 2010. Embora nunca tivessem almejado indeniza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, foram aconselhados pelo advogado da fam\u00edlia, F\u00e1bio Konder Comparato, a mover uma nova a\u00e7\u00e3o, essa por danos morais, para conseguir a almejada responsabiliza\u00e7\u00e3o do Estado na figura de Ustra. Dessa vez, conseguiram uma primeira vit\u00f3ria na Justi\u00e7a, com senten\u00e7a emitida pela ju\u00edza Cl\u00e1udia Menge em 2012, condenando o coronel Ustra: \u201cs\u00e3o evidentes os excessos cometidos pelo requerido [Ustra], diante dos depoimentos no sentido de que, na maior parte das vezes, o requerido participava das sess\u00f5es de tortura e, inclusive, dirigia e calibrava intensidade e dura\u00e7\u00e3o dos golpes e as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de instrumentos utilizados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ustra, por\u00e9m, recorreu e, depois de sua morte, em 2015, em um julgamento marcado de \u00faltima hora para o dia 17 de outubro de 2018 \u2013 quando Jair Bolsonaro havia sido o candidato mais votado no primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es \u2013, o processo acabou sendo arquivado por prescri\u00e7\u00e3o. O argumento? A fam\u00edlia havia ultrapassado os 20 anos de prazo para reclamar a indeniza\u00e7\u00e3o. \u201cDizer que a gente esperou 20 anos para entrar com a a\u00e7\u00e3o \u00e9 muito cruel. Foram 47 anos de muita luta. E eu sinto muito por minha av\u00f3 ter morrido sem ver justi\u00e7a\u201d, disse \u00e0 P\u00fablica, na ocasi\u00e3o, a jornalista Tatiana Merlino, filha da irm\u00e3 de Merlino, Regina.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 10 de outubro de 2019, Angela travou mais um cap\u00edtulo dessa batalha. Em julgamento da 11\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal de S\u00e3o Paulo, por 2 votos a 1, os desembargadores n\u00e3o aceitaram o recurso e n\u00e3o receberam a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que pedia a condena\u00e7\u00e3o de tr\u00eas agentes da ditadura: os policiais civis Aparecido Laertes Calandra e Dirceu Gravina (JC ou Jesus), ent\u00e3o cedidos ao DOI-CODI, e o m\u00e9dico legista Abeylard de Queiroz Orsini (Ustra j\u00e1 havia falecido). Os primeiros, por participa\u00e7\u00e3o nas torturas que mataram Luiz Eduardo Merlino, e o \u00faltimo, por ter falsificado o laudo necrosc\u00f3pico do jornalista. O argumento foi o de sempre: o crime teria deixado de ser pun\u00edvel por causa da Lei da Anistia.<\/p>\n\n\n\n<p>No final do julgamento, Angela disse aos jornalistas: \u201cO pior \u00e9 que essa decis\u00e3o \u00e9 um incentivo \u00e0 tortura. Fico escandalizada que, na situa\u00e7\u00e3o em que estamos, na qual o presidente da Rep\u00fablica e outros [agentes p\u00fablicos] defendem a tortura, que nunca deixou de existir, e a ditadura militar, o Judici\u00e1rio demonstre tal insensibilidade\u201d.<br>\nE vaticinou: \u201cA luta vai sobreviver a mim\u201d.\u2019<\/p>\n\n\n\n<p> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 80 anos, Angela Mendes de Almeida conta sua busca pela verdade sobre a morte do companheiro assassinado aos 23 anos pela ditadura, o jornalista Luiz Eduardo Merlino.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-75I","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27262"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27263,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27262\/revisions\/27263"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}