{"id":27381,"date":"2020-04-06T19:34:17","date_gmt":"2020-04-06T23:34:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=27381"},"modified":"2020-04-06T19:34:21","modified_gmt":"2020-04-06T23:34:21","slug":"ong-lanca-plataforma-on-line-com-dados-sobre-covid-19-entre-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/04\/06\/ong-lanca-plataforma-on-line-com-dados-sobre-covid-19-entre-indigenas\/","title":{"rendered":"ONG lan\u00e7a plataforma on-line com dados sobre covid-19 entre ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"375\" data-attachment-id=\"27382\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/04\/06\/ong-lanca-plataforma-on-line-com-dados-sobre-covid-19-entre-indigenas\/image-14-6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?fit=700%2C438\" data-orig-size=\"700,438\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-14\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?fit=300%2C188\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?fit=600%2C375\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?resize=600%2C375\" alt=\"\" class=\"wp-image-27382\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?w=700 700w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?resize=300%2C188 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-14.jpeg?resize=479%2C300 479w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Primeira morte de ind\u00edgena por coronav\u00edrus no Brasil n\u00e3o foi registrada pela Sesai por ocorrer fora de aldeia, no Par\u00e1<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Catarina Barbosa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bel\u00e9m (PA) | Brasil de Fato\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto Socioambiental (ISA) lan\u00e7ou, na \u00faltima sexta-feira (3), uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/covid19.socioambiental.org\/\">plataforma que acompanha o avan\u00e7o do novo coronav\u00edrus entre os povos ind\u00edgenas<\/a>. Apesar de a covid-19 ser um perigo tanto para ind\u00edgenas quanto para n\u00e3o ind\u00edgenas, dados hist\u00f3ricos apontam que etnias foram dizimadas por conta de doen\u00e7as virais, sobretudo, as respirat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisador do Programa de Monitoramento de \u00c1reas Protegidas do ISA, o antrop\u00f3logo Tiago Moreira explica que, al\u00e9m do mapa dos munic\u00edpios atingidos pela pandemia, o site traz tamb\u00e9m dados sobre a organiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade ind\u00edgena, a exemplo dos distritos sanit\u00e1rios ind\u00edgenas e dos p\u00f3los-base.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 o momento, em todo o Brasil, foi confirmado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/em-alter-do-chao-pa-teste-de-indigena-falecida-da-positivo-para-covid-19?utm_source=isa&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=Covid-19\">um \u00f3bito por coronav\u00edrus entre ind\u00edgenas<\/a>. Falecida em 19 de mar\u00e7o, a mulher de 87 anos era da etnia Borari, de Alter do Ch\u00e3o, distrito de Santar\u00e9m, no Par\u00e1. Por ser de uma ind\u00edgena n\u00e3o aldeada, a morte n\u00e3o foi contabilizada pela Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai), \u00f3rg\u00e3o federal respons\u00e1vel por apresentar os dados oficiais que a ONG traz em sua plataforma on-line.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Sesai s\u00f3 realiza o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que vive na zona rural. A gente n\u00e3o tem um jeito de monitorar os casos da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que vive nas cidades, que s\u00e3o atendidos pelo SUS [Sistema \u00danico de Sa\u00fade] e no dado dos boletins das secretarias estaduais de sa\u00fade n\u00e3o tem a discrimina\u00e7\u00e3o se \u00e9 ind\u00edgena ou n\u00e3o ind\u00edgena. Ent\u00e3o, logo depois, l\u00e1 no site, a gente colocou um bloquinho sobre os ind\u00edgenas nas cidades&#8221;, explica Moreira.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte da ind\u00edgena foi a primeira registrada no Par\u00e1, estado que, nesta segunda-feira (6), contabilizou&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/SespaPara\/status\/1247178895788474369\">mais tr\u00eas \u00f3bitos, todos em Bel\u00e9m: duas mulheres de 50 e 100 anos de idade e um homem de 41 anos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vulnerabilidade ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao defender um monitoramento cuidadoso dos casos de coronav\u00edrus entre os povos tradicionais, o antrop\u00f3logo Tiago Moreira destaca a vulnerabilidade dos ind\u00edgenas a doen\u00e7as infectocontagiosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os ind\u00edgenas s\u00e3o uma popula\u00e7\u00e3o bastante vulner\u00e1vel a esse tipo de doen\u00e7a infectocontagiosa e \u00e9 uma vulnerabilidade que n\u00e3o vem tanto da suscetibilidade imunol\u00f3gica dessas popula\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que esse \u00e9 um v\u00edrus novo e qualquer pessoa \u00e9 t\u00e3o vulner\u00e1vel quanto eles, mas por condi\u00e7\u00f5es socioculturais espec\u00edficas que esses povos vivem. Voc\u00ea tem a realidade de boa parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que vive em locais bastante afastados. A estrutura de atendimento de sa\u00fade preparada para essas popula\u00e7\u00f5es \u00e9 bastante prec\u00e1ria. A gente resolveu criar essa plataforma para poder colocar tudo isso em perspectiva para poder acompanhar de perto como a epidemia est\u00e1 evoluindo e tamb\u00e9m ter um uma plataforma articulada para poder, a partir da constata\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, fazer press\u00e3o para que essas popula\u00e7\u00f5es sejam atendidas de uma melhor maneira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos dados de monitoramento, o site re\u00fane a\u00e7\u00f5es voltadas para os povos ind\u00edgenas, estimulando a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias. Em&nbsp;<a href=\"https:\/\/covid19.socioambiental.org\/node\/54\">Roraima, o Conselho Ind\u00edgena (CIR<\/a>) iniciou uma campanha para arrecadar doa\u00e7\u00f5es como forma de aux\u00edlio durante a pandemia do novo coronav\u00edrus. Por sua vez, os&nbsp;<a href=\"https:\/\/covid19.socioambiental.org\/node\/58\">povos ind\u00edgenas do Sudeste brasileiro<\/a>tamb\u00e9m est\u00e3o arrecadando alimentos. A doa\u00e7\u00e3o pode&nbsp;ser feita nos pontos de coleta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tem tamb\u00e9m uma parte (do site) em que as pessoas podem conhecer iniciativas ind\u00edgenas e colaborar com essas iniciativas, j\u00e1 que muitas delas s\u00e3o voltadas paro o recolhimento de dinheiro, de doa\u00e7\u00f5es, para garantir que essas popula\u00e7\u00f5es possam ter mantimentos e recursos para poder lidar com esse isolamento&#8221;, explica Moreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Risco de dispers\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comumente, mesmo fora de epidemia, boa parte dos&nbsp;ind\u00edgenas mant\u00e9m pouco contato com as popula\u00e7\u00f5es urbanas. O antrop\u00f3logo Tiago Moreira lembra que viver em isolamento n\u00e3o \u00e9 algo novo para os povos, uma vez que v\u00e1rios viveram situa\u00e7\u00f5es graves de epidemias, o que os levaram a se isolarem para sobreviverem. Contudo, o isolamento poder\u00e1 provocar a dispers\u00e3o dos grupos ind\u00edgenas na floresta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao longo da hist\u00f3ria, uma das estrat\u00e9gias adotadas foi a do isolamento e a de abandonar aldeias, aldeamentos. Ent\u00e3o, a gente tem ao longo do Brasil colonial muitas mortes com dados de popula\u00e7\u00f5es inteiras sendo dizimadas por gripe, var\u00edola, mas tem tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia de dispers\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, agora a gente acredita que, al\u00e9m dessas iniciativas de fortalecer as comunidade atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es e de recursos para manter o isolamento, a gente acredita que, nesse momento, t\u00eam muitas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que est\u00e3o procurando fazer essa dispers\u00e3o, est\u00e3o voltando para a floresta para poder se proteger em rela\u00e7\u00e3o a essas epidemias&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o: Camila Macie<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira morte de ind\u00edgena por coronav\u00edrus no Brasil n\u00e3o foi registrada pela Sesai por ocorrer fora de aldeia, no Par\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27381","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-77D","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27381","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27381"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27383,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27381\/revisions\/27383"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}