{"id":27753,"date":"2020-04-25T19:12:50","date_gmt":"2020-04-25T23:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=27753"},"modified":"2020-04-25T19:12:55","modified_gmt":"2020-04-25T23:12:55","slug":"bella-ciao-a-historia-por-tras-do-hino-da-liberdade-e-da-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/04\/25\/bella-ciao-a-historia-por-tras-do-hino-da-liberdade-e-da-resistencia\/","title":{"rendered":"\u2018Bella Ciao\u2019, a hist\u00f3ria por tr\u00e1s do hino da liberdade e da resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"320\" data-attachment-id=\"27754\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/04\/25\/bella-ciao-a-historia-por-tras-do-hino-da-liberdade-e-da-resistencia\/image-68-4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?fit=640%2C341\" data-orig-size=\"640,341\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-68\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?fit=300%2C160\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?fit=600%2C320\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?resize=600%2C320\" alt=\"\" class=\"wp-image-27754\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?resize=300%2C160 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/image-68.jpeg?resize=563%2C300 563w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A It\u00e1lia comemora hoje o 75\u00ba anivers\u00e1rio da liberta\u00e7\u00e3o do fascismo. A can\u00e7\u00e3o se transformou num s\u00edmbolo, cujo verdadeiro significado \u00e9 muitas vezes desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/alessandro-leone\/\">ALESSANDRO LEONE<\/a>, El Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p><em>Bella Ciao<\/em>\u00a0(traduzida popularmente em portugu\u00eas como\u00a0<em>Querida, Adeus<\/em>) \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o an\u00f4nima, e n\u00e3o existe nenhum dado que esclare\u00e7a definitivamente sua proced\u00eancia. H\u00e1 apenas semelhan\u00e7as textuais e musicais com antigas composi\u00e7\u00f5es. Ela \u00e9 o resultado de uma longa jornada, que foi definindo\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/10\/deportes\/1562773048_821571.html\" target=\"_blank\">este hino \u00e0 liberdade<\/a>\u00a0at\u00e9 a vers\u00e3o conhecida por todos e entoada em cerca de 40 idiomas. Na\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/italia\/\" target=\"_blank\">It\u00e1lia<\/a>, seus acordes n\u00e3o ecoam apenas nas manifesta\u00e7\u00f5es das \u201csardinhas\u201d, o grupo heterog\u00eaneo que at\u00e9 h\u00e1 poucos meses protestava nas pra\u00e7as do pa\u00eds inteiro sobretudo contra a ret\u00f3rica de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/matteo-salvini\/\" target=\"_blank\">Matteo Salvini<\/a>; tamb\u00e9m marcam presen\u00e7a cada 25 de abril, o dia em que se comemora a liberta\u00e7\u00e3o do\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/fascismo\/\" target=\"_blank\">fascismo<\/a>\u00a0em 1945.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um hino dos Partisans [membros da resist\u00eancia]\u201d, afirma com seguran\u00e7a Carlo Ghezzi, da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Partisans da It\u00e1lia (ANPI). A resist\u00eancia era formada pelas&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/17\/internacional\/1505669165_912633.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">diversas correntes do antifascismo<\/a>: havia democratas-crist\u00e3os, comunistas, socialistas, monarquistas e republicanos, entre outros. Um conglomerado de ideias diferentes que superaram suas discrep\u00e2ncias ante a necessidade de combater \u201co invasor\u201d. \u201cO comandante da resist\u00eancia era Raffaele Cadorna, um monarquista, e seu vice-comandante Luigi Longo, comunista. O antifascismo representou a p\u00e1gina mais importante deste pa\u00eds, e&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;d\u00e1 voz a tudo isso\u201d, diz Ghezzi.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse motivo,\u00a0<em>Bella Ciao<\/em>acabou se tornando a m\u00fasica da resist\u00eancia, a can\u00e7\u00e3o que celebra a heterogeneidade reunida que levou a It\u00e1lia \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o. De fato, em sua letra n\u00e3o h\u00e1 nenhuma refer\u00eancia ideol\u00f3gica, ao contr\u00e1rio de\u00a0<em>Fischia Il Vento\u00a0<\/em>(Sopra o vento), cantada sobretudo por partisans garibaldinos e comunistas.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p>A melodia, que hoje \u00e9 muitas vezes considerada uma can\u00e7\u00e3o de esquerda no pa\u00eds, foi entoada em diversas ocasi\u00f5es p\u00fablicas por pol\u00edticos da Democracia Crist\u00e3 (DC), como Benigno Zaccagnini e Franco Marini. Al\u00e9m disso, durante os protestos de 1968 os manifestantes n\u00e3o a cantavam, como explica Carlo Pestelli, autor do livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.addeditore.it\/catalogo\/carlo-pestelli-bella-ciao\/\"><em>Bella Ciao: La canzone Della Libert\u00e0<\/em><\/a>(Bella Ciao: a can\u00e7\u00e3o da liberdade): \u201cEles consideravam que era uma can\u00e7\u00e3o para os que n\u00e3o queriam manchar as m\u00e3os.\u201d Em seu lugar, preferiam outros hinos reivindicat\u00f3rios como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WmFYVEiXGyA\"><em>Per i morti di Reggio Emilia<\/em><\/a>&nbsp;(Para os mortos de Reggio Emilia)<em>,<\/em>&nbsp;de Fausto Amodei, nascido durante os protestos contra o Governo formado pela DC em 1960 com os votos da extrema-direita, ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=i0OOBps6fq8\"><em>Contessa<\/em><\/a>&nbsp;(Condessa), de Paolo Pietrangeli, dedicada a Paolo Rossi, estudante assassinado em 1966 ap\u00f3s um confronto com um grupo de jovens extremistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pestelli acredita que existiu um m\u00f3dulo musical sobre o qual elaborou-se o texto de&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>. Os ancestrais mais reconhec\u00edveis s\u00e3o duas can\u00e7\u00f5es populares do norte da It\u00e1lia do s\u00e9culo XIX:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Tx-dwvO0kK4\"><em>Fior di tomba<\/em><\/a>&nbsp;(Flor de tumba) e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IX8rMDmQvAQ\"><em>La bevanda sonnifera<\/em><\/a>&nbsp;(A bebida son\u00edfera). Da segunda, entre outros aspectos, procede a reitera\u00e7\u00e3o do \u201cciao\u201d; mas a primeira, herdeira de<\/p>\n\n\n\n<p><em>Complainte de la Dame a la Tour et du Prisonnier<\/em>, uma can\u00e7\u00e3o francesa de 1536, nas vers\u00f5es de Novara (Piamonte) e Venecia (V\u00eaneto), come\u00e7a e termina exatamente como\u00a0<em>Bella Ciao<\/em>. Em ambas as composi\u00e7\u00f5es, o tema central \u00e9 o amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo alguns relatos reunidos por Cesare Bermani, especialista em m\u00fasica popular italiana, uma das primeiras vers\u00f5es reivindicat\u00f3rias de&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;remonta \u00e0 Primeira Guerra Mundial. Era uma esp\u00e9cie de protesto contra o sistema militar ap\u00f3s o fracasso da batalha de Caporetto, conclu\u00edda com uma vit\u00f3ria dos ex\u00e9rcitos austro-h\u00fangaro e alem\u00e3o em 1917. De fato, a palavra \u201cinvasor\u201d \u00e9 substitu\u00edda por \u201cdesertor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as duas variantes mais importantes se difundiram no per\u00edodo do segundo conflito mundial. Uma delas, embora a letra tenha aparecido apenas em 1951, \u00e9 narrada pela voz das&nbsp;<em>mondine&nbsp;<\/em>(arrozeiras)<em>,&nbsp;<\/em>as mulheres que trabalhavam de forma tempor\u00e1ria nas colheitas de arroz. \u00c9 prov\u00e1vel que a outra, ou seja, a partisan, fosse curiosamente entoada em tr\u00eas regi\u00f5es italianas distantes entre si: Montefiorino (Emilia-Romanha), onde um m\u00e9dico conhecido como Fiore poderia ter escrito a letra original; Abruzos, onde a Brigada Maiella poderia ter entoado tamb\u00e9m a vers\u00e3o&nbsp;<em>mondina<\/em>&nbsp;gra\u00e7as \u00e0 volta das mulheres locais que haviam colhido arroz no norte; e Alba (Piemonte), segundo uma pessoa que disse a Pestelli que a cantou em 1944, quando tinha 11 anos. As tr\u00eas localidades viveram uma situa\u00e7\u00e3o de estancamento e isolamento do combate. Isso explicaria, segundo a teoria de Pestelli, o fato de que fosse interpretada uma can\u00e7\u00e3o que transmitia alegria \u2014e que para as crian\u00e7as de Alba servia como contraposi\u00e7\u00e3o ao mundo adulto.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas duas almas se encontraram finalmente no Festival dei Due Mondi (Festival dos Dois Mundos), de Espoleto (\u00dambria) em 1964, onde a ex-arrozeira Giovanna Daffini apresentou a letra feminina (\u201cEsta manh\u00e3, eu acordei\/Ao arrozal devo ir [&#8230;] E entre os insetos e os mosquitos um trabalho duro devemos fazer\u201d), seguida pelo partisan. O espet\u00e1culo, que levava o nome de&nbsp;<em>Bela Ciao<\/em>, foi repetido 10 vezes entre 21 e 29 de junho e marcou o ponto de partida para o renascimento da can\u00e7\u00e3o popular. O sucesso foi t\u00e3o grande que tamb\u00e9m houve tentativas de se apropriar da sua autoria, como no caso de um militar, Rinaldo Salvatori, que dizia ter escrito&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;inspirado em outra composi\u00e7\u00e3o, que dedicou a uma cantora francesa da qual se apaixonara.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ningu\u00e9m p\u00f4de resolver o mist\u00e9rio que envolve este hino t\u00e3o famoso. \u201c<em>Bella Ciao<\/em>\u00a0tem sido utilizada de diferentes formas porque \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o popular. \u00c9 contra um invasor e a favor de algo que todos gostam, a liberdade\u201d, afirma Pestelli. Todo ano \u00e9 ouvida num contexto diferente, como nas manifesta\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o atentado do\u00a0<em>Charlie Hebdo<\/em>, em 2015, nos est\u00e1dios sob a forma de c\u00e2ntico e em\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/04\/12\/cultura\/1523535889_767388.html\" target=\"_blank\">s\u00e9ries como\u00a0<em>La Casa de Papel<\/em><\/a><em>.<\/em>\u00a0Al\u00e9m disso, v\u00e1rios artistas a interpretaram, como Manu Ch\u00e3o, Woody Allen e Tom Waits.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a consequ\u00eancia de um sucesso internacional que nunca terminou. E que provavelmente come\u00e7ou quando um grupo de jovens da regi\u00e3o da Emilia-Romanha apresentou a can\u00e7\u00e3o no Festival da Juventude de 1947 em Praga, coroado depois com o disco de Yves Montand (pseud\u00f4nimo de Ivo Livi) de 1963, um italiano de esp\u00edrito franc\u00eas que cantava&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;com o t\u00edtulo de&nbsp;<em>Chant des Partisans<\/em>&nbsp;mudando a pron\u00fancia original.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas,&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;se tornou s\u00edmbolo da&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/12\/19\/opinion\/1545240940_077902.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">esquerda comunista<\/a>, sobretudo do ponto de vista da direita. Matteo Salvini, l\u00edder da Liga, e sua companheira de coaliz\u00e3o, Giorgia Meloni, do partido Irm\u00e3os da It\u00e1lia, criticam com frequ\u00eancia sua representa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, quando alguns socialistas a entoaram no Parlamento da&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/ue-union-europea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Uni\u00e3o Europeia<\/a>. Meloni escreveu no Twitter que aquilo era \u201cescandaloso\u201d e \u201crid\u00edculo\u201d, e falou de \u201cUni\u00e3o Sovi\u00e9tica Europeia\u201d. Sobre essa quest\u00e3o, para Ghezzi n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. \u201cEst\u00e1 claro que a direita n\u00e3o gosta em absoluto dos valores do antifascismo, mas essas pol\u00eamicas come\u00e7aram no dia seguinte \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o discutimos sobre isso desde 25 de abril de 1945\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">L\u2019estaca<\/h3>\n\n\n\n<p>Pestelli encontra muitas semelhan\u00e7as entre&nbsp;<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>L\u2019estaca<\/em>, o canto catal\u00e3o antifranquista de Llu\u00eds Llach, composto em 1968. Foi utilizado pelo sindicato Solidariedade na Pol\u00f4nia e traduzido tamb\u00e9m ao occitano (l\u00edngua falada no sul da Fran\u00e7a) pelo grupo musical Lou Dalfin, entre outros. \u201c<em>Bella Ciao<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>L\u2019estaca<\/em>&nbsp;compartilham uma certa alegria mel\u00f3dica e s\u00e3o can\u00e7\u00f5es populares. Al\u00e9m disso, ambas t\u00eam a ver com um elemento da natureza: por um lado, a flor; por outro, uma \u00e1rvore. S\u00e3o s\u00edmbolos de uma nova vida atrav\u00e9s da lembran\u00e7a\u201d, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A It\u00e1lia comemora hoje o 75\u00ba anivers\u00e1rio da liberta\u00e7\u00e3o do fascismo. 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